segunda-feira, novembro 13, 2006

CASA DO BENFICA CB- 19 JUVE LIS- 20


Nova derrota pela margem mínima frente a adversário directo

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Joaquim Diogo e João Baleiza, de Portalegre
Casa do Benfica CB- Filomena Abrantes, Natalina Nascimento, Diana Rodrigues (4), Neidja Lima (3), Paula Rodrigues (4), Inês Martins, Carla Mendes (1), Catarina Mata, Sónia Mota (3), Leia Valente e Mariana Ivanova (4)
Treinador- Paula Espírito Santo
Juve Lis- Letícia Moreira, Ana Pedrosa (1), Diana Rodrigues, Elisabeth Pessoa (1), Mónica Antunes (5), Marisa Gaspar, Carla Sousa (2), Rita Chaves (7), Vânia Vieira, Carla Dias (3), Tatiana Santos, Telma Amado, Raquel Pinho e Patrícia Araújo (1)
Treinador- André Afra
Marcador ao intervalo- 11-9

E pronto! Aconteceu nova derrota caseira frente a um adversário que tem exactamente os mesmos objectivos que a Casa do Benfica em Castelo Branco. A história do jogo com o Colégio João de Barros repetiu-se e agora, com mais esta derrota, a equipa de Paula Espírito Santo está obrigada a ganhar a estas duas equipas na segunda volta no seu reduto. Nada fácil a tarefa das encarnadas…
Mas frente às leirienses, a Casa do Benfica comandou quase sempre o marcador e, mesmo que por margem escassa, adivinhava-se uma vitória, só que a ponta final acabou por deitar tudo a perder. Foi nos últimos dois minutos que a Juve Lis operou a reviravolta no marcador.
Mas na primeira parte a Casa esteve sempre na frente e ao intervalo a diferença só não era maior porque os erros e as precipitações na zona de remate custam caro, e neste caso acabaram por custar uma derrota.
Na segunda parte, fruto de um maior acerto defensivo, as encarnadas venciam a 9 minutos do final por 17-14, mas foi na recta final, quando se encontravam em inferioridade numérica que chegou o 20º golo que acabou por ditar a derrota.A arbitragem foi muito contestada pelas albicastrenses. É certo que houve algum exagero nas exclusões mas isso não pode desculpar o desacerto que a equipa teve em períodos decisivos do jogo.

AR BOA ESPERANÇA HOMENAGEIA ATLETAS


Dois albicastrenses conquistam prata nos Europeus de Karaté

O Campeonato da Europa de Karaté Wado-Kai, que decorreu há uma semana em Maidenhaid, na Inglaterra, contou este ano com dois atletas albicastrenses integrados na representação de Portugal. Nesta prova, que contou com a organização da Federação Europeia de Wado-Kai e onde participaram 12 países, estiveram presentes os karatecas da Associação Recreativa da Boa Esperança Catarina Nunes (menos de 60 kg) e Joaquim Salgueiro (menos de 75 kg), que participaram na prova de Kumite (combate).
E, tanto Catarina Nunes como Joaquim Salgueiro, terminaram os europeus no pódio, conquistando a medalha de prata nas respectivas categorias.Para distinguir os seus dois atletas que trouxeram medalhas de prata para Castelo Branco, a Associação Recreativa da Boa Esperança vai organizar no próximo sábado, dia 18, às 17.30, depois do jogo de futsal frente ao Mira Sintra para a Taça de Portugal, uma homenagem onde vão estar presentes, para além de todos os atletas de todas as modalidades e categorias do clube, as entidades oficiais convidadas para o efeito.

DESPORTIVO CB- 8 UNIDOS DO TORTOSENDO- 58

Unidos vencem em Castelo Branco

Pavilhão da Escola Superior de Educação de Castelo Branco
Árbitros- Vasco Santos e Tiago Pinheira
Desportivo CB- A. Gonçalves, T. Pinto, C. Cachola, C. Almeida, I. Rodrigues, A. Carvalho, C. Valente, A. Santos, I. Folgado, J. Canheto, M. Rodrigues
Treinador- Steve Oliveira
Unidos do Tortosendo- A. Rodrigues, A. Fonseca, T. Bicho, A. Silva, J. Venâncio, J. Silva, P. Quelhas, C. Ramos, M. Costa, M. Pinheiro, M. Gerarvo
Treinador- J. Repolho

O Unidos do Tortosendo derrotou no último domingo o Desportivo de Castelo Branco em partida integrada na 1ª jornada da Fase Regular do Campeonato Regional de Iniciados Femininos em basquetebol.Numa partida disputada no pavilhão da Escola Superior de Educação de Castelo Branco, a jovem equipa albicastrense nunca teve argumentos para a forte formação do norte do distrito e acabou por sair derrotada por esclarecedores 8-58.

segunda-feira, novembro 06, 2006

CD ALCAINS- 0 UNHAIS DA SERRA- 2


Três minutos… três pontos

Estádio Trigueiros de Aragão, Alcains
Árbitro- Bruno Nave (3), auxiliado por Hélder Ferreira e Flávio Nunes
CD Alcains- Daniel Mendonça (3), Ricardo Trindade (2), Rui Cerdeira (2), Nuno Gonçalo (2), João Paulo (2), Quinzinho (2), Carlos Filipe (2), Nogueira (3), Rui Paulo (2), David André (2) e Nuno Carreiro (2)
Treinador- João Daniel
Unhais da Serra- Valezim (3), Tomás (3), Chasqueira (3), Pedro Ferreira (3), Bruno (2), Toni (2), David (3), Carlitos (3), Brígida (3), Mica (3) e Caniço (3)
Treinador- Nando
Substituições- Nogueira por Nuno Vicente (2) aos 65; Mica por Fábio (1) aos 71, Caniço por Samuel (1) aos 76 e Brígida por Jorge (-) aos 90+1
Disciplina- Amarelos a Quinzinho aos 32, Nuno Carreiro aos 33, Nogueira aos 43, Rui Paulo aos 61 e David André aos 90; Tomás aos 24, Carlitos aos 46, Caniço aos 54, Bruno aos 55 e Toni aos 63
Marcadores- Caniço aos 17 e Mica aos 19

A figura do jogo- David (Unhais da Serra)- Num jogo sem grandes primores técnicos, porque o relvado não dava para mais, David esteve sempre onde a equipa mais precisava dele. Contribuiu para o domínio que a sua equipa teve na primeira parte, altura em que construiu o resultado, e foi também determinante para ajudar o seu sector mais recuado nos segundos 45 minutos.

O CD Alcains- Vinha de bons resultados mas, a jogar em casa, não conseguiu dar sequência à série que lhe permitiu chegar ao pódio deste distrital. A falta de Toni no centro da defesa parece ser evidente mas a equipa tem que aprender a viver sem ele. A ligação entre o meio campo e o ataque não funcionou e as oportunidades de golo foram, por isso, escassas.

O Unhais da Serra- Entrou melhor que o adversário e no curto espaço de 3 minutos ganhou três pontos. Caniço e Mica aproveitaram bem duas benesses da defesa canarinha para marcar e, na 2ª parte, limitou-se a controlar o jogo e o adversário, não lhe permitindo chegar com muito perigo junto das redes de Paulo Valezim. A equipa de Nando está a subir de rendimento.

Não estava uma tarde particularmente agradável para a prática do futebol. A muita chuva que assolou a região tornou o relvado muito pesado e, estranhamente, principalmente porque está habituado a jogar num pelado, acabou por ser o Unhais da Serra a melhor se adaptar à realidade e a tirar maior proveito destes condicionalismos.
A equipa de Nando entrou melhor no jogo, mais dominadora e assumindo primeiro que o adversário que estava ali para jogar olhos nos olhos com os canarinhos.
Ainda não tinha acontecido nenhuma situação de perigo quando, aos 17 minutos, a defensiva do Desportivo de Alcains cometeu o primeiro erro que Caniço não desaproveitou. Este golo podia dar, a partir daqui, dois sentidos ao jogo. Ou o Unhais se acomodava encostado à vantagem e passava a jogar em contra-ataque, ou espevitava uma equipa do Alcains que quando o sofreu ainda praticamente não tinha entrado no jogo.
Mas nem deu tempo para que nada disto acontecesse. É que dois minutos depois, o último reduto da casa voltou a entrar em colapso, e desta vez foi Mica que aproveitou para atirar a contar. De uma situação de indefinição passou-se então para uma quase certeza, e isto logo aos 19 minutos. Atendendo ao que já tinha decorrido do jogo e ao resultado, o Unhais da Serra passava a ter todas as armas do seu lado para sair de Alcains com 3 importantes pontos, isto apesar de ainda estarmos a mais de 70 minutos do final.
Na defensiva do CDA notava-se a falta de Toni, um central possante e extremamente importante na manobra defensiva da equipa de João Daniel. Mas, por outro lado, os potenciais desequilibradores dos canarinhos, David André, Carlos Filipe ou mesmo Rui Paulo também estavam numa tarde perfeitamente desinspirada em que nada lhes saía como noutras ocasiões.
O intervalo também não foi bom conselheiro para os da casa. É certo que o Alcains na 2ª parte teve muito mais tempo de posse de bola que o adversário, mas as dificuldades mantinham-se no último terço do terreno. Claro que para isso também contribuiu a forma diferente do Unhais actuar. Nando preferiu, dado que o resultado já era uma almofada confortável, dar a iniciativa de jogo ao adversário e actuar numa espécie de contra-ataque que, apesar de tudo, também nunca saiu com muito propósito.
Estava mais que evidente que esta não era a tarde de um Alcains que, apesar de ter lutado muito, muito cedo foi obrigado a correr atrás de um resultado negativo. É daqueles jogos em que nada saía bem e que podiam estar lá o resto do dia que a bola nunca iria entrar na baliza de Paulo Valezim.
Mais proveitosa foi a táctica do técnico do Unhais. Nando, certamente, nunca lhe teria passado pela cabeça, a forma relativamente fácil como acaba por levar os três pontos do Trigueiros de Aragão.

A arbitragem- Num relvado muito difícil Bruno Nave nem sempre soube distinguir o que era intencional do que era provocado pelo terreno molhado, mas mesmo assim merece nota positiva porque não tem qualquer influência no resultado final.

Discurso directo- João Daniel, técnico do CD Alcains- “O Unhais da Serra foi melhor na 1ª parte, altura em que marcou os dois golos, e nós, nos segundos 45 minutos atacámos mas não conseguimos marcar. O árbitro não influenciou o resultado mas não fez um trabalho totalmente imparcial”.
Discurso directo- Nando, técnico do Unhais da Serra- “Foi na 1ª parte que o Unhais construiu a vitória. Nos primeiros 45 minutos jogámos o jogo pelo jogo e, na 2ª parte tivemos que nos adaptar a uma nova realidade, sabíamos que não podíamos arriscar tanto porque o Alcains é uma equipa muito perigosa mas nós conseguimos controlá-los. Ganhámos bem até porque o nosso adversário praticamente não teve uma oportunidade de golo. Não comento as arbitragens”.

CHICOTADA NO BENFICA CB À 7ª JORNADA


Jesus substitui Marques a pensar na subida

O Chicote bateu em Castelo Branco. Depois de uma derrota caseira com o Caranguejeira, e com apenas 7 pontos somados em outros tantos jogos, António Marques deixou o comando técnico dos encarnados sendo de imediato substituído por António Jesus, um homem que deixou boas recordações, por exemplo, e para referir apenas clubes da nossa região, no Sporting da Covilhã. O ex-guarda-redes internacional português do Vitória de Guimarães (7 internacionalizações todas em 1987), depois de há meia dúzia de anos ter deixado os serranos, passou pelo Sporting de Espinho, foi ainda adjunto de Manuel Machado nos vimaranenses e na última época subiu o Lusitânia dos Açores da 3ª para a 2ª divisão. No seu curriculum conta já com três subidas e, pela vontade que demonstra à chegada ao Benfica e Castelo Branco, quer ainda esta época chegar à 4ª ascensão da sua carreira e projectar o clube da capital da Beira Baixa para a 2ª Divisão Nacional. Tem a vantagem de conhecer metade do plantel que tem às suas ordens e será o tempo a dizer se ainda vem a tempo de conseguir uma aproximação ao topo da classificação de forma a disputar um dos dois primeiros postos que permitem a subida.

António Jesus, treinador do Benfica CB

“Vamos entrar na luta pela subida”

Tribuna Desportiva- O que é que lhe pediram para o resto do campeonato?
António Jesus- A única coisa que me pediram foi para alterar os resultados que têm acontecido. Sei que a equipa tem sido bastante infeliz, porque tem criado oportunidades para marcar, mas por isto ou por aquilo as bolas não entram. Conheço metade deste plantel, sei que são jogadores experientes e acredito que, apesar da desvantagem já ser um bocado alargada para os primeiros, e como estamos num campeonato cada vez mais equilibrado, acredito que a nossa tarefa vai ser muito difícil mas não é impossível porque ainda nem acabou o primeiro terço do campeonato. Tem tudo a ver com a atitude dos jogadores dentro do campo porque, mais que jogar bem nesta primeira fase, há que ser pragmático, vencer as partidas para subirmos na tabela e os índices de confiança aumentarem, porque depois é que podemos ombrear com as melhores equipas desta série.
TD- Isso quer dizer que pensa na subida de divisão…
AJ- Claro que penso. Pela tradição do clube temos que subir e sair deste sobe e desce constante que tem acompanhado esta equipa ultimamente. Mas o mais importante agora é trazer a equipa para lugares mais próximos dos lugares cimeiros, e depois de eu conhecer bem a minha equipa de certeza que vamos ficar num plano de igualdade com os mais favoritos a vencer esta zona.
TD- O que é que o seu antecessor lhe disse, para além da falta de sorte?
AJ- Disse-me algumas coisas que podem ser importantes no início, porque falou da qualidade do plantel, das opções que tinha, da forma como vinha a jogar, porque também não posso alterar tudo de um momento para o outro, e disse-me também para contar com uma série equilibrada, onde há equipas boas, falou-me no caso do Peniche. Neste início temos que fazer do espírito de cada jogo uma final onde os pontos serão importantes e decisivos se queremos pensar meter-nos na guerra pela subida.
TD- E é um regresso à Beira Baixa, só trocou o verde pelo vermelho…
AJ- É uma questão de cor. Mas são duas cores boas… O regresso é de grande satisfação porque já esteve para acontecer dois anos depois de sair da Covilhã e depois também esteve para acontecer na última descida do Alcains. Aconteceu agora e na sequência de um namoro que também já um bocado antigo. As primeiras mensagens e os primeiros telefonemas que tive foram de pessoas que me tentaram contactar há uns anos atrás para Castelo Branco e que agora ficaram contentes por cá estar. Agora à que dar início ao trabalho.

João Paulo Nunes, vice-presidente para o futebol do Benfica CB

“Uma chicotada para servir de abanão”

Tribuna Desportiva- Uma substituição de treinador à 7ª jornada, este era um problema que certamente não estava previsto…
João Paulo Nunes- Não, até porque o António Marques foi uma aposta minha, e é com muita pena que tivemos que chegar a esta solução. Fui abordado por várias pessoas da estrutura do clube no sentido de fazer uma mudança. Optámos por esta substituição que acabou por não ser um processo difícil. O professor não complicou a vida a ninguém, ele estava à 3 anos no clube e quer o melhor para o Benfica. Tivemos uma conversa entre dois amigos e resolvemos as coisas assim, para bem de todos.
TD- Além dos resultados o que é que correu mal com o António Marques?
JPN- Eu penso que, se calhar, foram mesmo só os resultados. Até hoje ainda não vi nenhuma equipa melhor que nós, vi foi equipas com mais atitude, mais garra, mas como se sabe os treinadores vivem dos resultados e esse foi o problema dele.
TD- Essa atitude e garra… é uma crítica para dentro do balneário?
JPN- Claramente. Não é nada que eu não tivesse já dito aos jogadores, em certos jogos eles não deram aquilo que poderiam dar.
TD- Isso também quer dizer que é mais fácil substituir um do que 23…
JPN- Não passa por aí. Isto é um abanão, mas não está fora de questão, se não houver outra atitude nos próximos tempos, resolvermos as coisas de outra forma e sermos mais duros.
TD- António Jesus foi a primeira escolha?
JPN- Foi das primeiras. Nós tínhamos um leque de treinadores, confrontámos as pessoas e acaba por ser porque não foi difícil chegarmos a um acordo com ele. Ele está dentro da realidade do futebol actual e em 20 minutos, via telefone, conseguimos chegar a um acordo. Vamos desejar-lhe boa sorte.
TD- O que é que lhe foi pedido?
JPN- Para fazer o melhor campeonato possível. Não vamos esconder que já estamos longe dos primeiros lugares, sabemos que não é impossível mas é difícil, mas vamos pensar jogo a jogo.
TD- O Leonido Afonso fica na equipa técnica?
JPN- A equipa técnica é constituída pelo António Jesus e pelo Leonido.
TD- Se não tem havido o aval dos sócios para a venda do terreno, António Jesus seria, da mesma forma, o treinador do Benfica?
JPN- Não tem nada uma coisa a ver com a outra. Eu, se calhar, há uma semana atrás, também entendia que certos nomes eram impensáveis para o Benfica e Castelo Branco, e agora mudei de opinião. O António Jesus não é um treinador caro para nós. Ele enquadrou-se nos números que nós tínhamos para uma possível aquisição de um treinador e fizemos o acordo.
TD- É um treinador mais caro que o professor Marques?
JPN- É um treinador ao nível do professor Marques.

António Marques, ex-treinador do Benfica CB

“Treinar atrás das balizas
limitou muito o meu trabalho”

Tribuna Desportiva- Este é um caso típico da corda partir pelo lado mais fraco?António Marques- Quero dizer que o acordo para a minha saída foi fácil, porque eu quero é o bem do clube, e inclusivamente já falei com a pessoa que me vai substituir porque já a conhecia, e desejo-lhe a maior sorte. Eu aceitei este desafio um pouco à força, porque foi um período um bocado complicado da minha vida em termos familiares, mas aceitei sempre com o objectivo de servir o Benfica e Castelo Branco. Penso que está aqui um grupo fantástico, com um bom balneário, e o que faltou, quanto a mim, foram os resultados. Nós fomos uma equipa que começou a jogar um bom futebol, que criava situações de finalização, que é o mais difícil no futebol, mas, pouco a pouco, os níveis exibicionais da equipa caíram. Eu reconheço isso! Agora vou fazer um grande interregno porque a minha vida familiar assim o exige e felizmente tenho outra vida à espera. Dou aulas de Educação Física, que é uma coisa que eu gosto muito, e o meu projecto agora não passa por treinar nenhuma equipa, mas sim dedicar o meu tempo à família. Voltando ao Benfica, eu tentei sempre fazer o melhor, mas o que fica para a história são os resultados, e esses não foram bons. Quero só acrescentar uma coisa que não serve de desculpa, porque eu acho que nós podemos enganar os outros mas não nos conseguimos enganar a nós próprios, mas não há equipa nenhuma que consiga desenvolver o seu modelo de jogo se treina constantemente atrás das balizas. Eu acho que isto foi um óbice muito grande em termos de motivação e em termos de evolução da nossa equipa. Eu quero dizer que, na semana que antecedeu o jogo com o Caranguejeira, treinámos uma vez no campo, e na anterior treinámos também só uma vez. Não houve uma semana que treinássemos 20 minutos no campo. Volto a dizer que isto não serve de desculpa mas… a verdade é que a performance da equipa, quer em termos técnicos, tácticos ou de motivação, fica muito diminuída. Eu acho que isso é uma situação que o Benfica tem que rever. Nós, nos quatro treinos semanais, 3 eram atrás das balizas… isso é um inventar constante! Eu quero dizer que isto era um desenrascar constante! Quase todas as vezes eu vinha com uma unidade de treino preparada para o campo, e tinha que inventar um treino atrás da baliza. Para se tocar piano não se pode andar a correr à volta do piano! Mas eu assumo claramente que o Benfica e Castelo Branco devia estar noutra classificação face ao valor do plantel.

AD ALBICASTRENSE- 31 ACADÉMICO DO PORTO- 30


Não mataram e quase morriam…

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Ricardo Freitas e Conceição Rufino (Santarém)
AD Albicastrense- Pedro Mendes e Ricardo Sousa, Martin Gomes, Luís Gama (7), Luís Robalo (1), Daniel Pereira, João Fialho (9), Bruno Roberto (1), Filipe Pereira (3), Maximiano Ribeiro (2), Pedro Sanches (4), João Romão e Carlos Gomes (4)
Treinador- José Curto
Académico- Filipe Melo, Pedro Teixeira (3), Nuno Trigo, João Teixeira, Pedro Carvalho (3), Alexandre Monteiro (7), Nuno Tavares (3), Fernando Sousa, Nuno Fernandes, Rui Costa, Marco Pinheiro (7), André Lopes, Ravy Cuino (2) e Daniel Batista (5)
Treinador- Pedro Cruz
Marcador ao intervalo- 15-11

Mais uma vitória arrancada a ferros! Com um início muito prometedor, em que rapidamente chegou ao 5-0 e só permitiu o primeiro golo dos academistas ao minuto seis, a Associação Desportiva Albicastrense acabou por sentir dificuldades algo inesperadas na segunda parte frente a um adversário muito jovem e que conseguiu manter um ritmo forte e constante ao longo dos 60 minutos. E terá sido esse mesmo o problema da equipa de José Curto. As facilidades que encontraram no início e um adversário algo apático empurraram a ADA para uma primeira parte muito bem conseguida em que a velocidade e o contra-ataque funcionaram quase sempre bem, permitindo chegar ao descanso com uma confortável vantagem de 4 golos no marcador.
Os problemas chegaram depois. É que os azuis, equipa formada com base em jogadores experientes mas não tão jovens como o seu adversário, não aguentaram o ritmo dos nortenhos e os primeiros problemas chegaram ainda antes do meio da segunda parte quando de um resultado de 21-18 a Albicastrense deixou-se surpreender e, em escassos 7 minutos, viu os da invicta já na frente do marcador por 24-21. O que estava a parecer fácil nos primeiros 30 minutos, até porque a classificação dava a entender a superioridade da ADA, transformou-se na obrigação de encetar uma recuperação que voltasse a pôr a equipa no caminho da vitória.
A 8 minutos do final o Académico do Porto comandava o placard ainda de forma mais tranquila. O 24-28 não deixava grandes perspectivas de sucesso, mas uma recta final jogada com muito querer, e contando com uma excelente exibição do guarda-redes Ricardo Sousa, permitiu aos da casa chegarem aos 30-29 a 2 minutos do fim e ao 31-30 a pouco mais de 20 segundos do último apito. O resultado final é um prémio para o espírito de sacrifício que os albicastrenses demonstraram, mas também é a prova que esta equipa não pode queimar todas as forças nos primeiros 30 minutos, sob pena de se repetirem situações destas. Os azuis, com o plantel de que dispõem, têm que gerir o físico para que as pilhas possam durar a hora de jogo.Bom trabalho da dupla de arbitragem que viajou de Santarém.

DESPORTIVO CB- 2 ESTRELA DA AMADORA- 3


Estrela passa à tangente em Castelo Branco

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Ricardo Martinho, auxiliado por Paulo Marques e Jorge Nunes (Leiria)
Desportivo CB- Tiago Tavares, João Ricardo, Jorge Cruchinho, Fábio Riscado, Ricardo Lourenço, João Machado, Diogo Fonseca, Bernardo, João Latado, Francisco e João Batista
Treinador- João Paulo Natário
Estrela da Amadora- Nuno Ferreira, Simão Romão, João Videira, Mário Veloso, Adi Wood, João Ferreira, João Estalagem, Pedro Carvalho, Alfa Baldé, David Pinto e Valério Correia
Treinador- Rui Neves
Substituições- João Machado por Filipe Duarte aos 65; Valério Correia por Tiago Dores aos 50, Alfa Baldé por Rafael Ferreira aos 70 e João Estalagem por Samuel aos 70
Disciplina- Amarelos a João Ricardo aos 24, Fábio Riscado aos 30, João Machado aos 50 e Francisco aos 80; Adi Wood aos 43 e Tiago Dores aos 72
Marcadores- João Latado aos 17 e Fábio Riscado aos 77; João Estalagem aos 23, Adi Wood aos 58 e David Pinto aos 60

A equipa do Desportivo entrou melhor no jogo e conseguiu inaugurar o marcador por João Latado quando estavam decorridos 17 minutos. Depois disso, o Estrela equilibrou o jogo a meio campo, demonstrando uma boa preparação física, causando grandes dificuldades à defesa do Desportivo, mas curiosamente só numa jogada de contra ataque conseguiu empatar o jogo por intermédio de João Estalagem.
Na 2ª parte os amadorenses tiveram a sorte do seu lado, já que João Batista teve nos pés o 2º golo que acabou por ser negado pelo guarda-redes do Estrela. Os visitantes acabariam por chegar à vantagem por intermédio de Adi Wood, tendo marcado 2 minutos o 3º golo, na transformação de um livre directo à entrada da área por intermédio de David Pinto.
O Desportivo não se deu por vencido e continuou a lutar conseguindo ainda reduzir a 3 minutos do fim por intermédio de Fábio Riscado.
Mais uma vez ficou demonstrado que esta equipa tem capacidades e armas para lutar pela manutenção no Campeonato Nacional, pois em cada jogo que passa demonstra melhor entrosamento e capacidades dentro de campo, assimilando o excelente trabalho dos seus treinadores João Natário e do seu adjunto Tiago. Estes jovens têm valor, é só esperar por melhores dias virão e as vitórias voltarão a aparecer.
O árbitro não teve influência no resultado, realizando um trabalho aceitável.
Discurso directo- João Natário, técnico do Desportivo CB- “Foi um bom jogo dos meus jogadores mas esta foi uma derrota injusta, apesar de que o Estrela teve muito mérito na forma como fez os golos. Continuamos a acreditar que é possível a manutenção nos Nacionais”.

segunda-feira, outubro 30, 2006

BENFICA CB- 0 CARANGUEJEIRA- 1


Assim não!

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Luís Agostinho, auxiliado por João Martinho e Ricardo Lourenço (Portalegre)
Benfica CB- Hélder Cruz (3), Miguel Vaz (2), João Peixe (3), Ricardo Viola (2), Trindade (2), Renato (2), Milton (1), Prata (2), Telmo (2), Ricardo António (2) e Alex (2)
Treinador- António Marques
Caranguejeira- Róis, Lagoa, Chico Macedo, Estroga, Ricardo Cardoso, Marco Aurélio, Nunito, Marco Ferreira, Edgar, Rachida e André
Treinador- Carlos Manuel
Substituições- Milton por Cascavél (2) aos 45, Prata por Zé Luís (3) aos 62 e Renato por João Paulo (-) aos 85; André por Ricardo Silva aos 65, Nunito por Moreira aos 77 e Marco Ferreira por Nuno Sousa aos 90+2
Disciplina- Amarelos a Miguel Vaz aos 43 e Trindade aos 90+3; Edgar aos 22 e Ricardo Silva aos 90+6

A figura do jogo- Zé Luís – Apesar de apenas ter entrado aos 62 minutos foi o menos mau em campo. Lutou muito nos poucos minutos que esteve em campo e foi dos pés dele que saíram alguns dos lances de maior perigo que o Benfica e Castelo Branco criou ao longo de todo o jogo.

O Benfica CB- Esta deve ter sido a pior exibição da época nos jogos que disputou no Municipal. Apesar de dominar o jogo praticamente do primeiro ao último minuto, revelou muitas dificuldades para jogar no último terço do terreno e consequentemente criar oportunidades de golo. Tem muitos jogadores em sub-rendimento de quem se esperava muito mais. Para se marcarem golos e ganhar jogos, primeiro é preciso criar oportunidades de golo, e foi nesse capítulo que as coisas estiveram pior. Esta equipa tem que valer muito mais que o que mostrou frente a um adversário claramente mais fraco.

É o jogo típico que prova que dominar de ponta a ponta não é suficiente para ganhar. Será sempre meio caminho andado, mas para isso é necessário acompanhar o domínio e a pressão sobre o adversário com oportunidades de golo e, se forem escassas, com eficácia. E foi isso que não aconteceu.
O Benfica e Castelo Branco cedo mostrou que é claramente melhor que a equipa da Caranguejeira, mas o simples facto de dominar e de se instalar a tempo inteiro dentro do meio campo do opositor de pouco ou nada vale, como acabou por se comprovar no final.
Com um onze inicial onde se estranhou a ausência de Cascavél e com alguns jogadores a actuarem em posições diferentes do que é habitual, o Benfica tentou surpreender mas acabou surpreendido. Miguel Vaz, por exemplo, deixou o flanco esquerdo para aparecer numa posição mais central, provocando o adiantamento de Milton para zonas mais ofensivas. A defesa, com Alex e Ricardo António no centro, Prata na direita e Trindade na esquerda nunca ajudou a provocar desequilíbrios na estrutura do adversário. Contra uma equipa tão encolhida no terreno, os laterais estavam quase que obrigados a subir para ajudar a criar superioridade numérica, mas isso poucas vezes aconteceu.
Além disso, os albicastrenses têm nesta altura do campeonato jogadores em claro sub-rendimento. Seria escusado falar em nomes, porque a equipa, no seu conjunto, tem que valer mais que 7 pontos em 7 jogos mas, por exemplo Ricardo Viola, Miguel Vaz e Milton são jogadores de quem se esperava muito mais. E claro que com tanta falta de forma acaba por se ressentir toda a equipa, que nos primeiros 45 minutos apenas conseguiu criar duas situações de perigo real para a baliza de Róis. Aos 14 minutos Renato rematou forte para defesa do guarda-redes adversário e à passagem da meia hora foi Telmo que com um remate à meia volta obrigou Róis à defesa da tarde. Muito pouco para uma equipa que joga em casa.
Na segunda metade a história não foi a mesma mas acabou por ser quase igual. A única diferença é que as oportunidades dos encarnados foram três, uma logo aos 47 minutos em que João Peixe atirou de cabeça às malhas laterais depois de um canto na esquerda de Miguel Vaz, outra dois minutos depois em que o próprio Miguel rematou forte obrigando Róis a defesa apertada para a frente onde apareceu João Peixe em posição irregular, e a última aos 69 minutos com um centro remate de Zé Luís da direita que quase acabava no fundo das malhas. A outra grande diferença é que o Caranguejeira, na primeira vez que chegou à área encarnada acabou por marcar. A isto chama-se eficácia e vale pontos. Faltavam 12 minutos para o final quando toda a defesa encarnada, agora constituída por Ricardo António, Alex e Trindade, se esqueceu de Ricardo Cardoso no lado esquerdo do ataque visitante que recebeu uma bola açucarada e só teve que desviar Hélder Cruz da baliza para depois atirar para os 3 pontos.
Foi um balde de água demasiado fria que deixou o Benfica completamente fora do jogo e da luta pelo resultado. Os encarnados acusaram, e de que maneira, o golo e não mais conseguiram inspiração para tentar alterar o rumo dos acontecimentos.
Até final ainda foi ao Caranguejeira que pertenceram as melhores ocasiões para ampliar, porque a vitória, essa, estava visto que foi conquistada ao minuto 78.
Um resultado que penaliza o Benfica, que foi mais dominador, mas que obriga os próprios jogadores a repensar naquele que é o seu real valor e naquilo que estão a mostrar nestas primeiras jornadas do campeonato.

A arbitragem- Não foi pelo árbitro que o jogo não correu bem aos encarnados. Apesar das queixas de António Marques, o juiz alentejano esteve quase sempre bem, apitou o que devia e sai de Castelo Branco com um bom trabalho.
Discurso directo- António Marques, treinador do Benfica CB- “Assistimos a um jogo em que uma equipa só atacou e outra só defendeu e fez muito anti-jogo. Eu, se tivesse pago bilhete para ver este jogo, no final ia pedir para ser reembolsado. Por estranho que pareça foram assinaladas 30 faltas à minha equipa… Mas isto não é desculpa para nada. Fomos dominadores e este é um resultado extremamente injusto porque, pelo que fizemos, merecíamos a vitória, mas hoje não foi o nosso dia. Quanto à minha situação, o meu lugar está sempre à disposição da direcção desde o início do campeonato”.

BOA ESPERANÇA- 3 ATLÉTICO- 3


Jogo grande com resultado justo

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Acácio Pinão e Francisco Alves, de Coimbra
Boa Esperança- Hugo Nunes e Vasco Antunes, Ricardo Machado, Francisco Aragonês, Bruno Barata, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Edgar Saraiva, Valter Borronha, André Gonçalves e Daniel Ascensão
Treinador- Humberto Cadete
Atlético- Silva, Vu, Gui, Nabais, Gari, Guedes, Luisinho, Mauro, Johnny, Ricardo, Filipe e Mané
Treinador- José Louça
Disciplina- Cartão amarelo a Hugo Silveira aos 10, Ricardo Machado aos 26, Marco Borronha aos 28 e Theres Oliveira aos 37; Nabais aos 19, Mauro aos 27 e Vu aos 37
Marcadores- Valter Borronha aos 29, Daniel Ascensão aos 37 e Theres Oliveira aos 37; Johnny aos 14, Hugo Silveira aos 17 (pb) e Nabais aos 35

À 5ª jornada a Boa Esperança perdeu os primeiros pontos no nacional da 3ª divisão. Mas, depois de ver o magnífico jogo proporcionado por dois dos candidatos à subida de escalão não é fácil perceber se foram dois pontos perdidos ou um ganho. Se olharmos para a marcha do marcador e para a forma autoritária como os da Tapadinha entraram no jogo e dominaram os primeiros 20 minutos, mesmo considerando que a Boa acertou 3 vezes nos ferros da baliza contrária, então podemos dizer que foi um ponto ganho.
Mas, se por outro lado, recordarmos os segundos 20 minutos que foram de total domínio dos albicastrenses, em que o Atlético se limitou a defender muito e bem e a sair de forma rápida para o contra-ataque, então já foram dois pontos perdidos.
A verdade é que foi um jogo intenso e muito táctico, entre duas equipas que provaram estar bem uma para a outra e que conseguiram transportar na perfeição para dentro das quatro linhas a máxima do futsal – “Ataque e contra-ataque”.
No jogo de sábado só a meio da primeira parte foi cometida a primeira falta por uma das equipas, e depois de em período inicial em que o Atlético mandou no jogo e mostrou os seus argumentos ao adversário, só aos 14 minutos chegou o primeiro golo. Pouco antes do intervalo o azar, que já tinha empurrado 3 bolas contra os postes e trave da baliza de Silva, bateu de novo à porta dos laranjas quando Hugo Silveira introduziu a bola na sua própria baliza dando outra dimensão à vitória parcial do Atlético.
Na 2ª parte os visitantes tiveram uma aula prática de defesa e de contra-ataque. A equipa lisboeta fechava-se muito bem dentro do seu meio campo e em contra-ataque obrigava a atenção máxima de Hugo Nunes que ainda foi obrigado a algumas intervenções de bom nível.
O golo de Valter Borronha com um pontapé de muito longe relançou o jogo e deu esperança a quem parecia estar em vias de a perder, mas o golo de Nabais a 5 minutos do final, e que voltava a dar vantagem de dois golos aos forasteiros, parecia deitar tudo a perder.
Só que a aposta de Humberto Cadete em Daniel Ascensão acabou por dar frutos aos 37 minutos quando o número 14 reduziu para 2-3. As equipas já estavam tapadas em faltas e podia ser aí que estivesse a chave do jogo. E estava. No caso a chave do empate. No mesmo minuto o Atlético cometeu a 6ª infracção e Theres aproveitou para, da marca dos 10 metros, restabelecer o empate que haveria de ser o resultado final.
Um resultado que se aceita e que mantém a Boa Esperança no comando da classificação visto que o Rio de Mouro também empatou pelos mesmos números na deslocação ao recinto da Casa do Benfica de Penamacor.A arbitragem, sem ter influência no resultado final, acabou por ter algumas dificuldades na análise de alguns lances, apitando algumas faltas inexistentes e deixando passar outras que foram mais evidentes.

AD ALBICASTRENSE- 34 FERMENTÕES- 33


Será que eles gostam de sofrer?

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Eurico Nicolau e Ivan Caçador (Leiria)
AD Albicastrense- Pedro Mendes e Ricardo Sousa, Martin Gomes (1), Luís Gama (9), Luís Robalo, Daniel Pereira, João Fialho (6), Bruno Roberto (1), Filipe Félix (7), Maximiano Ribeiro (4), Pedro Sanches (5) e João Romão (1)
Treinador- José Curto
Fermentões- Avelino, Bessa e Lemos, Rui Ferraz, André (3), Armando (15), Anderson, Eduardo (8), Rui Carvalho (3), Garcia (3), Carlos e Hugo (1)
Treinador- Artur Fernandes
Marcador ao intervalo- 15-14

Frente ao Fermentões, uma equipa muito jovem e com um jogador que se destaca dos restantes, falamos de Armando que só à conta dele apontou quase metade dos golos da sua equipa (15), a Albicastrense assinalou o regresso ao Municipal de Castelo Branco, depois de cumpridos os 3 jogos de castigo, com uma vitória. Foram 3 pontos arrancados a ferros mas muito por culpa dos azuis.
A equipa de José Curto não realizou uma boa primeira parte, e esteve quase sempre em desvantagem. É certo que a equipa de Guimarães nunca se afastou muito no marcador, conseguindo um 6-4 aos 10 minutos e um 13-10 a 8 minutos do descanso mas, as movimentações muito rápidas no ataque complicavam, e de que maneira, a manobra defensiva da equipa da casa, que também não estava a contar com uma tarde particularmente inspirada do guarda-redes Ricardo Sousa. Curiosamente foi quando aconteceu a troca na baliza que as coisas começaram a mudar. Pedro Mendes entrou muito bem e, do já referido 10-13 aos 22 minutos, a ADA acabou por chegar ao descanso com uma vantagem mínima mas que lhe permitia ir para os balneários com outro estado de espírito.
Nos segundos 30 minutos tudo estava a ser diferente até a arbitragem começar a cometer erros que prejudicaram os azuis que, em conjunto com um desacerto colectivo tanto no ataque como na defesa, quase que deitavam por terra uma vitória que estava conseguida e pensávamos que consolidada. Para se ter uma ideia, aos 40 minutos a ADA comandava o marcador por 22-17 e a 9 minutos do final a diferença mantinha-se (30-25). O pior foi mesmo a recta final em que o nervosismo quase deixava fugir 3 pontos. Apesar de tudo, no último ataque do Fermentões a equipa uniu-se na defesa e acabou por conseguir segurar uma vantagem mínima que lhe permite continuar nos primeiros lugares da zona norte da 1ª divisão.
No próximo sábado a equipa de Castelo Branco volta a jogar no seu reduto, desta vez frente ao Académico FC.A dupla de árbitros de Leiria não se costuma dar muito bem com os ares de Castelo Branco e no sábado isso confirmou-se mais uma vez. Errar para os dois lados é compreensível, agora quando o apito soa sempre contra os mesmos já não é muito normal…

ASSEMBLEIA GERAL DO BENFICA CB


Comissão passa a Direcção e sócios aprovam venda de terreno

O Benfica e Castelo Branco tem desde o último dia 23 os corpos sociais completos, devidamente eleitos e empossados. A Comissão Administrativa constituída no último Verão por 3 elementos, Domingos Farinha, João Paulo Nunes e Luís Rocha, este último já tinha apresentado a sua demissão ao presidente da Assembleia-geral, Lopes Marcelo, conseguiu agora reunir nomes para constituir a respectiva Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia-geral.
Desta forma, Domingos Farinha é o novo presidente do emblema albicastrense sendo acompanhado por João Paulo Nunes como vice para o futebol. Fazem ainda parte da nova Direcção encarnada Sérgio Bento, vice-presidente, Paulo Silva, tesoureiro, José Cabarrão, secretário-geral, Paulo Silva, António Raposo, Fernando Alves e Manuel Costa, vogais. Fernando Santos é o presidente do Conselho Fiscal, órgão de que fazem ainda parte Inácio Santos, vice-presidente, e João Alves, vogal.
Quanto ao órgão máximo do clube, a AG, continua a ser presidida por Lopes Marcelo e também os restantes dois elementos se mantêm: Luís Ponte como vice-presidente e Eduardo Rato como secretário.
Vinte e nove votos favoráveis a esta lista e um nulo deram a devida estabilidade ao clube para o biénio 2006-07.
Ainda antes do acto eleitoral, Domingos Farinha fez o balanço destes meses em que o clube foi gerido apenas por dois elementos: “conseguimos por o barco a andar, o que não foi fácil porque éramos apenas dois, e ainda conseguimos ainda liquidar algumas dívidas”. João Paulo Nunes acrescentou ainda que “o que nos tem faltado é um pouco mais de sorte a nível desportivo”.
Lopes Marcelo, líder a AG salientou ainda que, “durante estes meses difíceis houve 3 ou 4 pessoas que assumiram financeiramente para que a rotura não acontecesse”, mas mesmo assim fez questão de referir que “se esta situação se repetir no futuro tenho a sensação que será muito difícil evitar a rotura”. Fica o aviso para o futuro…
Quanto aos objectivos para este mandato de dois anos, o novo presidente falou da “intenção de fazer um saneamento financeiro completo do clube e desportivamente levá-lo até onde a cidade quiser. Mais não podemos prometer. Nós somos realistas e temos que ir resolvendo os problemas do dia-a-dia do clube. Quando isso estiver feito, então podemos avançar para outros objectivos”.

Sócios autorizam venda de lote de terreno

Mas o assunto mais quente da Assembleia-geral acabou por ser o último ponto da ordem de trabalhos em que se analisava e votava um pedido de autorização da nova Direcção para a venda de um lote de terreno de que o clube é proprietário na Zona Industrial de Castelo Branco.
Sobre a mesa estava uma proposta da Auto-Pneus do Salgueiro, empresa que já possui o direito de superfície por um prazo de 25 anos e que agora se propunha à aquisição. Os números envolvidos eram de 75 mil euros a pagar no acto da escritura, 10 mil euros em combustíveis e pneus e 15 mil em publicidade nos equipamentos a pagar em Abril e Setembro de 2007.
A pergunta que se punha na cabeça dos sócios era mais que evidente: o Benfica vende parte do pouco património que tem e que destino dá ao dinheiro que entra? Lopes Marcelo esclareceu então que a ideia, e isto depois de algumas reuniões mantidas com a nova direcção, “é constituir algum património, por exemplo adquirir um apartamento para alojar os atletas do clube que vêm de fora ou ainda, por exemplo, comprar uma loja”. Sendo assim, continuou, “não é intenção destes corpos sociais delapidar o património do clube, e este problema só se levantou agora porque, para o projecto da Auto-Pneus do Salgueiro ter parecer favorável, é necessário que tenha a posse plena do lote de terreno e não só o direito de superfície”.
José Manuel Vaz, anterior presidente do clube, lembrou a história do referido lote de terreno: “este lote foi cedido ao Benfica no tempo em que César Vila Franca era o presidente da Câmara de Castelo Branco. Na altura que nos apercebemos que o António Pedro, sócio gerente da Auto-Pneus do Salgueiro, ia necessitar de ficar na plena posse do terreno, encetámos negociações e chegamos aos 125 mil euros para fecharmos o negócio. Contávamos nessa altura investir esse valor em dois estabelecimentos comerciais na cidade”. O ex-presidente mostrava-se assim favorável à venda do lote de terreno mas não pelos números que agora estão em cima da mesa.Depois destes esclarecimentos adicionais foi posta à votação a autorização para a venda do terreno e 28 votos favoráveis e duas abstenções conferiram à Direcção poderes para negociar a venda do referido lote que se situa na Zona Industrial.

segunda-feira, outubro 23, 2006

OLEIROS- 0 TEIXOSENSE- 1


Teixosense leva a melhor em tarde diluviana

Campo Américo dos Santos, Orvalho
Árbitro- Francisco Madeira, auxiliado por Hugo Gomes e David Afonso
Oleiros- João Luís, Quim Garcia, Andriaça, Tiago Ventura, Tiago Paulo, João Faria, João André, Carlitos, Tabarra, Norberto e Cunha
Treinador- José Ramalho
Teixosense- Canário, Jorge Daniel, Roque, Samuel, Ricardo Casteleiro, Marco, João Bruno, João Real, Luís Pedro, Hélder Morais e Bilha
Treinador- Vítor Palmeirão
Substituições- João Faria por José Bernardo aos 58, Tabarra por Naves aos 58 e Tiago Paulo por Hélio aos 77; Bilha por Ricardo Sousa aos 62 e Marco por Tiago Felizardo aos 71
Disciplina- Amarelos a Quim Garcia aos 71 e Andriaça aos 84 e 87; Hélder Morais aos 25, João Real aos 71 e Ricardo Sousa aos 90. Vermelho por acumulação de amarelos a Andriaça aos 87
Marcador- Hélder Morais aos 47

O Oleiros- O maior tempo de posse de bola que teve na 2ª parte não foi traduzido em oportunidades de golo e, por isso acabou por perder. O melhor que conseguiu foi acertar no poste da baliza de Canário, numa altura em que dominava claramente porque o Teixosense também estava interessado em segurar a vantagem que tinha conseguido.

O Teixosense- Depois de uma primeira parte muito equilibrada e que deu para ver que, quem marcasse primeiro, provavelmente ganharia o jogo, entrou bem na 2ª parte e aproveitou da melhor forma um livre directo para chegar à vantagem. Depois defendeu-se muito bem e, em contra-ataque, ainda assustou o último reduto oleirense.

Não foi um jogo bem jogado, nem podia ser devido à tarde diluviana que se abateu sobre a região na tarde de domingo e que foi tornando o pelado no Orvalho quase impraticável impedindo que qualquer uma das equipas conseguisse jogar com a bola rente ao solo.
Logo de início deu para ver que as oportunidades de golo iam ser escassas e que a equipa que menos erros cometesse, e conseguisse aproveitar um erro do adversário, provavelmente iria conseguir avançar para os quartos de final da Taça de Honra José Farromba.
Depois de 15 minutos iniciais em que o jogo foi muito concentrado no centro do terreno e em que os guarda-redes não passaram de meros espectadores de um jogo com muita luta e entrega de parte a parte, mas com poucos motivos de interesse, acabou por ser o Teixosense que primeiro conseguiu um ligeiro ascendente. Entre os 15 minutos e a meia hora de jogo os visitantes tiveram na posse do sinal mais mas, curiosamente, foi nesse período que a equipa de José Ramalho conseguiu as suas melhores oportunidades até então. Primeiro foi Norberto aos 19 minutos que, depois de um centro de Cunha, permitiu a defesa de Canário e 10 minutos depois foi o próprio Cunha que atirou ao lado da baliza do Teixosense.
Ultrapassados os 30 minutos o cariz do jogo alterou-se. A predominância ofensiva passou para o lado dos da casa mas, tal como aconteceu no período de domínio do Teixosense, foi neste período em que era o Oleiros que controlava que chegaram os dois lances de maior perigo da equipa de Vítor Palmeirão. Aos 39 minutos Roque testou o seu pé esquerdo num livre directo e atirou ao lado e, dois minutos depois, Hélder Morais, aproveitando uma falha de intercepção de Quim Garcia, rematou forte mas ao lado da baliza de João Luís.
O nulo ao intervalo aceitava-se e confirmava-se a ideia que referimos no início: quem marcasse muito provavelmente venceria o jogo.
E esta teoria seria mesmo reforçada logo no 2º minuto depois do reatamento. Na sequência de um livre directo a 3 metros da área e ligeiramente descaído para a esquerda, Hélder Morais bateu em folha seca sem hipóteses para o keeper oleirense.
Até final a história do jogo resumiu-se a uma entrega total de uma equipa, o Teixosense, na defesa do resultado que lhe era favorável e a procurar arrumar a questão em contra-ataque, e ao desespero de outra formação, o Oleiros, que a perder em casa e num jogo a eliminar fez todos os possíveis para tentar inverter a tendência do jogo. É certo que nem sempre o fez da melhor forma e que apesar de mais tempo de posse de bola apenas dispôs de uma oportunidade clara, quando Cunha acertou em cheio no poste direito da baliza de Canário, mas não é menos verdade que, as condições do tempo e do terreno estavam agora mais favoráveis à equipa que defendia o resultado que lhe convinha.
E no final a tese com que iniciámos esta análise acabou mesmo por se confirmar: ganhou mesmo a equipa que cometeu menos erros e que marcou primeiro.

A arbitragem- Começou com um episódio no mínimo hilariante. Francisco Madeira, antes mesmo do jogo começar, mandou Vítor Palmeirão sair do banco alegando que não estava inscrito no boletim de jogo. Três minutos depois o auxiliar David Afonso chamou o seu chefe de equipa e lá lhe disse que quem estava castigado era o treinador do Oleiros e não Vítor Palmeirão. O árbitro só teve um remédio: dirigiu-se a Vítor Palmeirão, pediu-lhe desculpa e autorizou-o a regressar ao banco. Antes de tomar a atitude que tomou devia procurar ter certeza do que estava a fazer… Quanto ao jogo, o terreno e a muita chuva não o ajudaram mas acabou por não ter influência no resultado final.

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “Penso que houve poucos erros de parte a parte, nós erramos uma vez e o Teixoso aproveitou um livre. Foi um jogo com poucas oportunidades de golo e só não dou os parabéns aos meus jogadores porque eles não ganharam. O empate seria o resultado mais justo mas o futebol é feito de golos. Quanto ao árbitro, não sei o livre que deu o golo do Teixosense existe ou não mas, tirando essa dúvida, penso que não teve influência no resultado”.
Discurso directo- Vítor Palmeirão, técnico do Teixosense- “As equipas conheciam-se bem, o Ramalho tentou surpreender, mas nós fizemos um jogo muito concentrado, de raça, também alteramos a nossa maneira de jogar mas o que realço é o grande trabalho da minha equipa e foi uma questão de marcarmos o golo e defendermos bem. Desde o jogo com o Oleiros para o campeonato não comento as arbitragens. Quanto ao episódio no início… a mim tudo me acontece no distrital… quem está castigado era o José Ramalho e não eu. Ainda bem que conseguiu corrigir a tempo, mas tudo isto era evitável se houvesse um pouco mais de atenção”.

SEMANA AGITADA NO DESPORTIVO DE CASTELO BRANCO


Marcelo assume presidência após demissão de Bernardino

Não foi uma semana fácil no Desportivo de Castelo Branco. Segundo conseguimos apurar, os problemas internos já se arrastavam há algumas semanas mas acabaram por se agravar nos últimos dias. Com uma situação financeira em recuperação de um passivo que chegou a números inimagináveis e desportivamente estável, depois de uma última temporada em que o clube alcançou o seu maior número de títulos no mesmo ano, ao todo foram três, o Desportivo de Castelo Branco estava, neste momento a atravessar um bom momento. Só que o inesperado aconteceu. José Bernardino, que preferiu não falar para já nesta situação, resolveu bater com a porta e entregar a sua carta de demissão. A partir desse momento punham-se duas hipóteses de sucessão, ou o presidente da AG marcava eleições, ou os restantes elementos que compunham a direcção de Bernardino se propunham a levar o mandato até ao fim. Depois de reunidos os corpos sociais, optou-se pela segunda hipótese. Carlos Vale, presidente da Assembleia-geral vai convocar eleições para o início do próximo ano e, até lá, é o anterior vice de Bernardino, António Marcelo que vai ficar no cargo de presidente.
Ainda a quente e poucos dias depois da demissão, José Bernardino ainda admitiu falar com a nossa reportagem mas, num segundo contacto, acabou por preferir não se manifestar numa altura em que, diz “as coisas ainda são muito recentes”. Já o novo presidente falou nessa qualidade a Tribuna Desportiva. António Marcelo diz que “vai seguir o modelo que estava a ser seguido pelo Bernardino”, refere também que “conto com o apoio dele até ao fim”, e que “se perdeu um dos melhores dirigentes do desporto distrital porque é um homem com H muito grande”.

António Marcelo, presidente do Desportivo de Castelo Branco

“A casa está arrumada e vamos continuar com ela arrumada”

Tribuna Desportiva- Esta semana aconteceu algo que não estava previsto, a demissão de José Bernardino. Que política vai seguir até ao fim do mandato? Será dar continuidade ao que estava a ser feito?
António Marcelo- Sim, realmente ficamos todos surpreendidos com o sucedido, porque nada o fazia prever. O Bernardino pediu a demissão, os órgãos sociais reuniram e chegámos à conclusão que o melhor seria o vice-presidente avançar até às próximas eleições. O trabalho até aqui realizado pelo anterior presidente é excelente, posso dizer que o futebol fica mais pobre porque cada vez há menos dirigentes e o Bernardino era, sem dúvida, um dos melhores dirigentes do distrito. A minha missão neste momento é dar continuidade ao trabalho que ele desenvolveu, inclusive tivemos uma reunião os dois e decidimos que ele vai continuar a apoiar o clube, uma vez que a maioria dos contratos e das responsabilidades eram dele, e será com o apoio dele que eu vou continuar. A casa está arrumada e vamos continuar com ela arrumada.
TD- O José Bernardino quando chegou encontrou o clube numa situação financeira difícil, hoje o passivo já foi substancialmente reduzido, desportivamente também tudo corre bem, para quando apagar definitivamente os números do passivo?
AM- Esse é um problema que o Desportivo está a ter. Se não houvesse este passivo poderíamos dizer que éramos completamente auto-suficientes no presente. Vou tentar falar com a Câmara e a Junta de Freguesia no que toca ao passivo e vamos continuar a cumprir os acordos que temos com as entidades credoras e que estamos actualmente a pagar mensalmente. Eu, apanhado nesta situação, não posso dizer que vou resolver nada, porque não é em dois ou três meses que eu posso fazer grande coisa. Quando a Direcção do José Bernardino entrou para o clube o objectivo era eliminar 25% do passivo em dois anos. Neste momento a redução já é superior a isso. Eu penso que a futura direcção é que terá que olhar para o futuro.
TD- Quando é que vão ser as eleições?
AM- Estive em contacto com o presidente da Assembleia-Geral, o Carlos Vale, e em princípio serão marcadas para Janeiro.
TD- E é sua intenção, nessa altura, encabeçar uma lista candidata?
AM- Estes 2 ou 3 meses vão ser como que um estágio. Iniciei este ciclo com o Bernardino e era com ele que eu queria terminar. Vou apalpar o pulso e agora é que eu começo a ver a realidade do clube. Vou pensar seriamente, porque eu gosto muito do Desportivo, apesar de estar à relativamente pouco tempo em Castelo Branco, e, se as pessoas que estão neste momento no clube, os directores, os pais que acompanham as equipas, quiserem que eu continue estarei disponível para pensar seriamente no futuro porque tenho disponibilidade, tenho vontade e gosto de desporto.
TD- A nível desportivo, são nove equipas que representam o clube, o que espera desta época?AM- O que eu gostaria era de tentar melhorar a época anterior. É difícil, porque fomos campeões em 3 escalões, mas ficaria muito satisfeito se conseguíssemos manter a equipa de juvenis nos nacionais e tentar subir com os iniciados e ainda lutar com os juniores. Eu penso que é ser muito ambicioso mas vamos tentar ser ainda melhores que o ano passado.

1º FESTAND DA CASA DO BENFICA EM CASTELO BRANCO


Como o andebol mexe com elas…

A Casa do Benfica em Castelo Branco levou a efeito no último sábado no pavilhão da Escola Afonso de Paiva o seu 2º Festand, o primeiro que organiza na presente temporada. Presentes, para além de três equipas do clube organizador, estiveram formações do Crato, Empregados do Comércio e Ansião. O objectivo destes encontros vão muito para além dos próprios resultados, que são o menos importante nestes convívios, mas sim ver como está a decorrer o trabalho que está a ser feito e, em simultâneo observar como reagem estas miúdas que, muitas delas, competem pela 1ª vez.
Este ano a Casa do Benfica em Castelo Branco está a trabalhar directamente junto das escolas do 1º ciclo do ensino básico. Paula Rodrigues trabalha na Escola João Ruiz, a professora Filomena Abrantes na Escola da Carapalha e a professora Patrícia é a responsável junto das próprias escolas. A equipa coordenada por Paula Espírito Santo conta ainda com Mariana Ivanova, que orienta tecnicamente as meninas mais velhinhas dos escalões de formação das encarnadas, as juvenis.
Na temporada que em breve vai começar, a Casa albicastrense do SLB vai participar nos respectivos campeonatos com equipas nos escalões de infantis, iniciadas e juvenis. Ao todo são 50 crianças albicastrenses que provaram no sábado que o andebol mexe muito com elas e que é esta a sua modalidade de eleição.
Para já, e depois do Festand de sábado, a Casa do Benfica foi já convidada para participar em iniciativa semelhante no Crato no próximo dia 18 de Novembro, no sábado seguinte, dia 25, vai realizar-se o 1º Encontro Interno da Casa do Benfica em Castelo Branco.
Recordamos que o clube de Castelo Branco tem como grandes objectivos para este ano a formação de uma equipa de bambis e duas de infantis e ainda promover o andebol na vertente feminina junto das escolas do 1º ciclo do ensino básico.

Rui Poças, responsável pela Formação da Casa do Benfica em Castelo Branco

“Estamos a fazer uma aposta
forte na formação”

Tribuna Desportiva- Que balanço se pode fazer deste 1º Festand desta temporada?
Rui Poças- Eu penso que é extremamente positivo. Tivemos 3 equipas de fora, Crato, Santarém e Ansião, foram 70 miúdas a participar e um convívio alegre. A Casa do Benfica este ano propôs-se apostar seriamente na formação, e esta é a primeira iniciativa do ano. As pessoas estão satisfeitas, as equipas que nos visitaram deram-nos os parabéns e na sequência disso fomos hoje convidados para ir ao Crato no dia 18 com estas equipas.
TD- O objectivo destas iniciativas é, naturalmente formar, para no futuro se fazer um aproveitamento para as seniores, no entanto, há aqui uma grande diferença de idades entre as mais velhas da formação e as seniores…
RP- A formação parou durante uns tempos, devido ao problema que houve no andebol feminino, o ano passado nós não arrancámos como quisemos e este ano estamos a apostar definitivamente nisso. O objectivo da Casa é, daqui a 5 ou 6 anos, termos, tal como se fazia anteriormente, a equipa sénior com cerca de 90% das jogadoras formadas no clube.
TD- Digamos que não é um trabalho para dar frutos no imediato mas sim a longo prazo…
RP- Exactamente, a médio, longo prazo termos as seniores todas, ou a grande maioria, com formação na Casa.
TD- Corre-se o risco das seniores pararem durante algum tempo?
RP- Aí temos que procurar fora, tentar manter a equipa que temos agora porque as seniores são o reflexo das mais novas.
TD- De qualquer forma, a equipa sénior tem muitas jogadoras que estarão em final de carreira…
RP- Nós temos que agradecer muito às jogadoras pelo esforço que fazem, vamos pedir-lhes para fazerem mais um esforço, dentro das medidas do possível, para aguentarem o barco mais 3 ou 4 anos. O nosso objectivo é manter as seniores o mais competitivas possível.
TD- Nesse sentido, está previsto algum reforço para o plantel sénior?
RP- Penso que até ao início da 2ª volta poderá haver uma ou duas novidades.
TD- Voltando à formação, que outras iniciativas estão previstas para este ano?
RP- Temos um torneio interno, só com as equipas da Casa, marcado para Novembro, vamos fazer a tal deslocação ao Crato e temos as equipas já inscritas nos respectivos campeonatos escalões de infantis, iniciadas e juvenis.
TD- Como é que está a decorrer a prospecção ao nível das escolas?RP- Neste momento estamos a trabalhar na Escola João Ruiz, na Carapalha, temos a continuação das atletas que vinham dos outros anos e a prospecção continua a decorrer porque, embora as equipas já estejam formadas, e já estarem inscritas nas provas, a qualidade só aparece com a quantidade.

segunda-feira, outubro 16, 2006

PÓVOA RM- 0 ÁGUIAS DO MORADAL- 1


Oleh foi grande e só não evitou o golo

Campo da Póvoa de Rio de Moinhos
Árbitro- Ricardo Fernandes (4), auxiliado por Gonçalo Carreira e Tiago Gonçalves
Póvoa RM- Oleh Prokopets (5), Bento (3), Bernardino (3), Mata (3), Jorge Mota (3), Gustavo (3), Carlitos (4), David (2), Fino (3), João Silva (2) e Hugo Inácio (3)
Treinador- Rui Melo e João Zarro
Águias do Moradal- Miguel Ângelo (3), Pacheco (3), Spranger (3), Fonseca (3), Tomás (3), David (3), Aíldo (3), Edmilson (3), Dário (4), Paulo Rato (3) e Valadas (2)
Treinador- António Belo
Substituições- João Silva por Jeremias (2) aos 28, David por Hugo Louro (2) aos 60 e Bento por Hélio (-) aos 81; Valadas por Nuno Alves (3) aos 34, Tomás por Ludovico (3) aos 60 e Fonseca por Rui Paulo (2) aos 71
Disciplina- Amarelos a Jeremias aos 37, Mata aos 61 e Oleh Prokopets aos 77; Edmilson aos 65
Marcador- Edmilson aos 79

A figura do jogo- Oleh Prokopets (Póvoa RM)- É do melhor que há no distrito no posto específico de guarda-redes. Frente ao Águias do Moradal defendeu tudo o que havia para defender, inclusivamente uma grande penalidade, menos o cabeceamento de Edmilson em que não tem qualquer tipo de responsabilidade. Este ucraniano tem futuro e merece claramente um clube de âmbito nacional onde possa evoluir e mostrar-se mais.

O Póvoa RM- Sabia que estava a jogar contra uma equipa com outros argumentos e entregou o comando do jogo ao adversário refugiando-se no seu meio campo esperando pela oportunidade do contra-ataque. Oleh e Carlitos foram determinantes no adiar do golo da equipa do Estreito. Depois do golo sofrido ainda tentou chegar ao empate mas, naquela altura, já era tarde.

O Águias do Moradal- Teve um susto logo aos 2 minutos quando Miguel Ângelo teve dificuldades para suster um remate de longe de João Silva. Depois mudou-se de armas e bagagens para o meio campo adversário, mas não conseguiu, nos primeiros 45 minutos criar grandes oportunidades, à excepção do penalty desperdiçado. A partir dos 55 minutos as oportunidades começaram a aparecer e o golo que valeu uns justos 3 pontos acaba por surgir na sequência de um canto.

Tanto a Póvoa de Rio de Moinhos como o Águias do Moradal sabiam, ainda antes de começar o jogo, que este seria um encontro que nunca poderia ser jogado de igual para igual. Por isso, a equipa da casa adoptou um sistema de contenção, fechando-se bem no seu meio reduto, com um meio campo muito povoado e com Carlitos a actuar na posição de libero para dobrar os centrais, e os do Estreito, sabendo que teriam que ser eles a assumir as despesas do jogo, entraram com uma equipa em que Valadas era o pensador do jogo no meio campo ofensivo e Tomás o ponta de lança fixo perto dos centrais adversários.
Curiosamente, até foi a equipa de Rui Melo e João Zarro quem criou a primeira oportunidade de golo. Estávamos no minuto 2 quando João Silva, com um pontapé forte ainda fora da grande área pregou um susto a Miguel Ângelo. Estava feito o aviso de uma equipa que na última temporada complicou muito a vida ao Águias no jogo das meias-finais da Taça de Honra José Farromba.
Mas os pupilos de António Belo não se intimidaram e partiram de imediato para o meio campo adversário, mas a verdade é que em 45 minutos o melhor que conseguiram, mesmo dispondo de muito mais posse de bola, foi ganhar uma grande penalidade bem assinalada por Ricardo Fernandes já que Jeremias tocou a bola com a mão, mas desperdiçada por Paulo Rato. O central do Pinhal optou pelo remate mais em força do que em jeito e Oleh evitou o golo com as pernas segurando depois com as mãos. Parecia estar a desenhar-se o herói do jogo.
O nulo ao intervalo era um prémio justo para a forma como a Póvoa se tinha defendido, mesmo sentindo muitas dificuldades em sair para o contra-ataque, e um castigo para o domínio estéril da equipa de António Belo.
Na segunda parte as coisas alteraram-se de forma substancial pouco depois dos 10 minutos. O domínio do Águias do Moradal já resultava em ocasiões de golo mas Oleh ia evitando com defesas de grande nível aquilo que parecia inevitável.
Os pontapés de canto para os do Estreito sucediam-se e parecia ser nesse tipo de lances de bola parada que António Belo apostava. E se apostou ganhou, porque foi na sequência de um canto batido por Dário do lado esquerdo do ataque dos visitantes que chegou um golo que acabou por valer 3 pontos. Já dentro da pequena área, o brasileiro Edmilson saltou mais alto que todos os adversários e, de cabeça, abriu e fechou o placard.
A partir daqui o Águias fez o que lhe competia, circulação de bola, e a Póvoa também tentou o que tão poucas vezes conseguiu até aí, chegar de forma frequente junto da baliza de Miguel Ângelo. Das vezes que chegou à área adversária os da casa ainda assustaram o último reduto adversário que, no entanto, saem da Póvoa de Rio de Moinhos com uma vitória inteiramente merecida.
A arbitragem- Os da casa queixam-se de um lance em que Edmilson terá agredido um adversário, mas pelo que vimos pareceu-nos que o amarelo mostrado foi a solução adequada. Um fora de jogo mal tirado ao ataque do Águias do Moradal pelo auxiliar Tiago Gonçalves e pequeníssimos erros de análise não chegam para estragar um trabalho que foi claramente positivo.

Discurso directo- Rui Melo, técnico da Póvoa RM- “Nós sabemos que somos pequeninos mas acho que trabalhámos bastante bem. Fomos uma equipa coesa, forte, defrontámos uma grande equipa, mas o jogo tem que ser arbitrado de forma igual para os dois lados. No distrital já começam a pesar muito certas e determinadas situações. As leis dizem que, quando há agressão deve ser mostrado cartão vermelho, e no lance em questão a bola nem estava perto do jogador… Sabemos que o Estreito tem uma boa equipa, mas nós, com os jogadores que temos fizemos um bom jogo. Mas eles têm outro orçamento e, a pagar como pagam, se calhar toda a gente queria ir a jogar para o Estreito. Neste jogo faltou-nos um pouco de controlo na 2ª bola mas fizemos um excelente trabalho”.Discurso directo- Paulo Rato, jogador do Águias do Moradal- “Falhámos um penalty na primeira parte mas, pelo que vi da outra equipa, que só criou uma oportunidade logo no primeiro minuto, passou o tempo todo a defender. Ao contrário de outros jogos hoje não criámos tantas oportunidades, mas penso que fizemos um bom jogo, com muita posse de bola, trabalhámos bem e acho que foi uma vitória merecida. Não gosto de comentar o trabalho dos árbitros”.

5º ENCONTRO DESPORTIVO TRIURBIR 2006


Castelo Branco, Cáceres e Plasência unidos também pelo desporto

A TRIURBIR, Triângulo Urbano Ibérico Raiano, organizou no último fim-de-semana em Castelo Branco a 5ª edição do seu Encontro Desportivo que reuniu atletas sub-16 de Castelo Branco, Cáceres e Plasência em várias modalidades desportivas.
Para além da vertente desportiva e do convívio entre as três cidades Ibéricas, a novidade deste ano foi a inclusão no programa de um Seminário subordinado ao tema “Desporto e Autarquias”. Neste debate em que estiveram presentes, para além do anfitrião Joaquim Morão, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Enrique Tornero, vereador do Desporto do Ayuntamiento de Plasência e Campeão Paralímpico de 400 metros livres nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 e campeão do Mundo na mesma prova na Nova Zelândia, Rebeca Dominguez, Administradora da TRIURBIR na cidade de Cáceres e ainda o Dr. Manuel Brito, Mestre em Ciências da Educação / Metodologia da Educação Física pelo Instituto Superior de Educação Física da Universidade Técnica de Lisboa, que tem um vasto curriculum no qual se destacam os cargos de Presidente do Instituto Nacional do Desporto (IND) entre 1999 e 2002, Presidente do Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto e Presidente do Conselho Nacional de Anti-dopagem. Um painel com muita qualidade e que atraiu ao auditório do Instituto Português da Juventude de Castelo Branco na tarde de sábado muitos interessados sobre o tema em discussão.
Neste seminário, ficou-se a conhecer a realidade em termos de desporto apoiado pelas autarquias nas três cidades. E neste capítulo, são ainda algumas as diferenças entre o que se faz por cá, mesmo sabendo que estamos em franca evolução, e o que se passa do outro lado da fronteira. Só para se ter uma ideia, e já para não falar da quantidade de equipamentos que Cáceres e Plasência têm, embora sendo cidades com uma dimensão semelhante à de Castelo Branco, cada habitante de Plasência que queira fazer uso de uma qualquer instalação para a prática das diferentes modalidades apoiadas pelo Ayuntamiento, terá que desembolsar 20 euros por ano. Uma verba quase insignificante e que fica muito áquem dos preços que se praticam por cá. Mas também aqui é preciso ter em conta que, em muitas situações são os clubes ou associações que gerem os espaços públicos dentro das horas que lhes são atribuídas pela Câmara e que depois acabam por ser as próprias agremiações a usufruir directamente da verba que é paga mensalmente pelos utilizadores. Realidades diferentes mas com formas de trabalhar igualmente diferentes.
No que toca a grandes organizações ou captação de eventos, o ciclismo, lá como cá, tem uma atenção muito especial. Enrique Tornero referiu que “este ano a autarquia de Plasência investiu entre 90 a 95 mil euros neste tipo de situações”, das quais destacou “a organização da final do Campeonato Espanhol de Canoagem e a recepção de uma etapa da Volta à Espanha em Bicicleta”. Também por cá uma das apostas recaiu no ciclismo com Castelo Branco a receber igualmente uma etapa da Volta portuguesa.
Voltando ao âmbito desportivo, nesta edição equipas em representação das três cidades que integram a TRIURBIR, competiram em andebol feminino e masculino, futebol de 7 masculino, basquetebol masculino e feminino, futsal masculino, ténis, atletismo e paintball, uma modalidade de exibição em que o Lar Jovem foi o representante de Castelo Branco.
Nas outras modalidades, a Associação Desportiva Albicastrense participou no andebol masculino enquanto que em femininos foi a Casa do Benfica em Castelo Branco a equipa portuguesa presente. O Desportivo de Castelo Branco participou no futebol de 7 bem como no basquetebol, tanto masculino como feminino. No futsal a representante de Castelo Branco foi a Boa Esperança e no ténis a representação coube a uma selecção dos melhores atletas do concelho, escolha feita pela própria Associação de Ténis de Castelo Branco.
Como já se referiu, nestes eventos, apesar da vertente competitiva, os resultados finais são o que menos conta, relevando-se mais o convívio e o inter-câmbio entre os próprios jovens que integram as equipas das três cidades. Mas para que conste, as representações de Castelo Branco venceram no andebol masculino e no futebol de 7. Cáceres venceu a maioria das competições com destaque para o basquetebol masculino e feminino e o ténis.
O atletismo foi outra das modalidades que também contou com uma prova integrada no Grande Prémio da Junta de Freguesia de Castelo Branco. Aqui a vitória sorriu aos portugueses em todos os escalões. As representações nos diversos escalões estiveram a cargo de atletas da Associação do Bairro do Cansado e da Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo.
Um fim-de-semana em cheio, com o tempo a ajudar, e com o público a corresponder nos diversos locais onde as competições decorreram. Segundo José Carlos Petrica, Técnico de Desporto da Câmara Municipal de Castelo Branco e o responsável da organização deste 5º Encontro Desportivo TRIURBIR, “houve uma grande evolução em relação às edições anteriores em termos desportivos e não só, porque este ano juntou-se a componente científica com a organização de um Seminário em que se destaca a excelente qualidade dos elementos que compuseram o painel”.
Já estamos à espera da próxima edição!


Joaquim Morão, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco

“Estes inter-câmbios servem
para abrir portas todos os dias”

Tribuna Desportiva- Este é o 5º Encontro Desportivo TRIURBIR, como decorreu a edição deste ano?
Joaquim Morão- Eu acho que estes encontros que nós fazemos, no âmbito das três cidades, Cáceres, Plasência e Castelo Branco, têm que ser vistos, não só no plano desportivo, mas também num encontro de gerações dos dois países, porque este inter-câmbio entre jovens é muito importante que se faça. Numa altura em que não há barreiras, em que os jovens têm que penetrar noutros países para procurar novos horizontes, estes inter-câmbios que nós fazemos com os nossos vizinhos espanhóis mostram o bom relacionamento que existe e o bom trabalho que nós estamos a fazer em prol dos jovens, porque temos oportunidade de praticar desporto mas, em simultâneo, confraternizar com os jovens destas duas cidades espanholas. Foi muito animado, com jogos de várias modalidades, tivemos um colóquio e foi mais um encontro que fizemos que foi salutar para a juventude destas três cidades.
TD- Para além do plano desportivo é também importante a aproximação que se fortalece entre Castelo Branco, Cáceres e Plasência…
JM- Como é evidente. Estes inter-câmbios servem também para fortalecer o relacionamento entre as três cidades, porque isso cada vez é mais importante.
TD- Que proveito é que a cidade de Castelo Branco pode tirar deste tipo de encontros?
JM- Além do relacionamento entre a nossa Câmara e os Ayuntamientos de Cáceres e Plasência, que têm a ver com aspectos económicos e captação de fundos comunitários para as três cidades, existe também este tipo de relacionamento humano entre nós que também é bom e importante que exista. Um relacionamento que ultrapassa o económico ou o de fazer obras, mas uma relação entre as pessoas. E isso é importante e também o fazemos com muito gosto.
TD- E também serve para mostrar que Castelo Branco tem todo o tipo de infra-estruturas para receber um convívio deste tipo…
JM- Exactamente. Também demonstrámos que temos capacidade de organização, que sabemos receber e que também temos infra-estruturas para desenvolver as várias actividades desportivas, porque temos pavilhões, temos campos de futebol, temos tudo o necessário para receber estes acontecimentos.
TD- No contacto que teve com os autarcas espanhóis que estiveram em Castelo Branco que opinião lhe manifestaram acerca deste 5º Encontro Desportivo TRIURBIR?
JM- Eles gostam sempre de vir e de participar porque também têm carinho por nós como nós temos por eles. Todos sabemos que, cada vez mais, temos que fazer estes inter-câmbios e abrir novas portas todos os dias.

BOA ESPERANÇA- 6 SACAVENENSE- 4


Boa Esperança mantém liderança

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Fernando Baltazar e Carlos Gomes, da Guarda
Boa Esperança- Francisco Fernandes e Hugo Nunes, Ricardo Machado, Francisco Aragonês, Bruno Barata, André Martins, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Valter Borronha, André Gonçalves e Daniel Ascensão
Treinador- Humberto Cadete
Sacavenense- André, Hélder, Casimiro, Bruno, Inglês, Renato, Paulo Faria, Paulo Costa, Fred, Hugo, Ruca e Filipe
Treinador- Portela
Disciplina- Cartão amarelo a Valter Borronha aos 25 e Theres aos 30; Paulo Faria aos 15, Renato aos 19, Paulo Costa aos 25, Casimiro aos 30 e Fred aos 30
Marcadores- Theres aos 15 e 21, André Gonçalves aos 16, Bruno (pb) aos 19, Valter Borronha aos 27 e Hugo Nunes aos 38; Paulo aos 1, Fred aos 29 e 38 e Casimiro aos 31

A Boa Esperança continua na senda das vitórias e à 3ª jornada aconteceu a 3ª vitória. Frente a um Sacavenense que assustou logo no 1º minuto ao marcar um golo no primeiro remate que fez à baliza de Hugo Nunes, a Boa Esperança demorou alguns minutos a recompor-se de uma situação que não estava à espera e só a 5 minutos do intervalo conseguiu um empate que já há muito merecia. Nessa altura a equipa albicastrense atravessava o seu melhor momento dos primeiros 20 minutos e o livre de 10 metros concretizado por Theres acabou por abrir caminho a uma reviravolta que ainda chegou antes do intervalo.
No minuto seguinte foi André Gonçalves que adiantou a sua equipa pela primeira vez no jogo e já nos últimos segundos acabou por ser um auto-golo de Bruno que definiu o resultado ao intervalo.
Na segunda parte, sem pressão, e contra um adversário que já se tinha visto não conseguia criar grandes problemas, a Boa Esperança acabou por chegar com relativa naturalidade ao 5-1, com golos novamente de Theres e de Valter Borronha. Até essa altura do 5º golo, que chegou no minuto 27, os laranjas dominaram a toda a linha e chegou-se a pensar que estavam definitivamente embalados para uma goleada. Só que o Sacavenense reagiu e acabou por reduzir para 5-3, mas sem nunca por em questão a atribuição dos 3 pontos, até porque os golos dos visitantes foram sempre conseguidos com remates de longe, porque essa era a única forma que conseguiam alvejar a baliza dos da casa.
Numa altura de desespero em que o Sacavenense tudo tentava para diminuir a diferença, e quando jogava sem guarda-redes, adoptando a táctica dos cinco jogadores de campo, acabou por ser o keeper da casa, de baliza a baliza, a por um ponto final em qualquer ténue esperança dos de Sacavém levarem pontos de Castelo Branco.
Vitória justa, por números que pecam por escassos, e que mantém a Boa Esperança no pelotão da frente da série C da 3ª divisão. No próximo sábado a equipa de Humberto Cadete desloca-se ao terreno do Mira Sintra, onde mora um adversário que tem 7 pontos e que já bateu no seu terreno a Casa do Benfica de Penamacor por 5-3.
No sábado a dupla de arbitragem da cidade da Guarda dirigiu bem um jogo sem casos.
Discurso directo- Humberto Cadete, técnico da Boa Esperança- “Tivemos um período inicial fraco e isso acabou por deitar a pressão do jogo para as nossas costas. Depois, com toda a justiça, apareceram os golos e a equipa tranquilizou. A boa exibição do Sacavenense acaba por valorizar a nossa vitória. Nesta altura a equipa vai evoluindo de forma cautelosa. O campeonato deste ano parece-me muito mais equilibrado porque nós acabamos por ganhar os nossos 3 jogos mas todos eles foram muito difíceis”.

AD ALBICASTRENSE- 27 SANTANA- 21


Reviravolta na 2ª parte

Pavilhão Municipal do Crato
Árbitros- Flávio Carvalho e João Malhado (Leiria)
AD Albicastrense- Pedro Mendes e Ricardo Sousa, Martin Gomes, Luís Gama (2), Nuno Leitão, João Fialho (6), Bruno Roberto, Luís Robalo (2), Filipe Félix (7), Maximiano Ribeiro (3), Pedro Sanches (4), Daniel Pereira, João Romão e Carlos Gomes (3)
Treinador- José Curto
Santana- Luís, Jorge Teixeira (5), Luís Isidoro, António Serra (1), Hélder Araújo (2), Tiago Azevedo, Bruno Ferreira (1), José Costa, Tiago Andrade (2), André Paiva, André Peres, Artur, Fernando Ernesto (3) e Dionísio Sousa (7)
Treinador- Serafim Borges
Marcador ao intervalo- 12-13

Num jogo que aparentemente não traria grandes problemas aos azuis, a equipa de José Curto só na segunda parte conseguiu embalar definitivamente para uma vitória por números expressivos.
Nos primeiros 30 minutos a ADA comandou quase sempre o marcador, chegando mesmo a dispor de uma vantagem de 4 golos, mas uns minutos menos conseguidos e bem aproveitados pela equipa do Porto, acabaram por permitir que os nortenhos chegassem ao descanso com uma vantagem de 13-12 no marcador.
Na 2ª parte não houve período menos bom da Albicastrense e contando com as excelentes actuações dos guarda-redes Pedro Mendes e Ricardo Sousa e ainda com os golos e o bom momento de forma de Filipe Félix, a diferença no marcador foi aumentando de forma gradual dando um colorido ao placard que acaba por não deixar nenhuma dúvida em relação à melhor equipa em campo. Para se ter uma ideia, nos segundos 30 minutos a equipa que jogou em casa emprestada pela última vez, conseguiu um parcial de 15-8. Significativo!
No próximo sábado a ADA desloca-se ao reduto do Núcleo Desportivo de Veteranos Senhora da Hora, onde se espera que aconteça mais uma vitória, e para o dia 28 está marcado o regresso ao Municipal com a recepção ao Fermentões.Boa actuação da dupla de árbitros leiriense.

BENFICA E CASTELO BRANCO COM CAPTAÇÕES

Encarnados à procura de futuros craques

O Sport Benfica e Castelo Branco iniciou no final do último mês o seu novo projecto de formação de futebol. Neste sentido, estão a decorrer treinos de captação nos escalões de pré-competição, para crianças nascidas nos anos de 1999 e 2000, escolinhas, nascidos entre 1996 e 1998, e infantis, destinado a jovens que este ano ou no próximo completam 12 anos.
As captações decorrem sempre no sintético nº 1 do Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco. Todos os interessados no escalão de pré-competição devem comparecer no campo referido nos sábados às 10.30, as escolinhas nas segundas e quintas-feiras às 18 horas e os infantis nas segundas e quartas-feiras também às 6 da tarde.Para mais informações os jovens ou os pais devem deslocar-se à sede do clube, na Rua dos Ferreiros, ou contactar o telefone 272 341076.

ORGANIZAÇÃO DA CASA DO BENFICA EM CASTELO BRANCO

Sábado há Festand!

A Casa do Benfica em Castelo Branco organiza no próximo sábado o 1º Festand onde, para além da equipa organizadora vão estar representantes das zonas de Ansião, Santarém e Covilhã. Para além deste evento, está já agendado para o próximo dia 25 de Novembro o 1º Encontro Interno onde participam apenas as equipas da Casa do Benfica em Castelo Branco e onde as professoras responsáveis pelos diversos níveis da formação farão uma primeira análise do trabalho entretanto feito.
Para esta época, o emblema albicastrense, que é, como se sabe, o único a trabalhar na cidade o andebol feminino, tem como grandes objectivos a formação de uma equipa de bambis e duas de infantis e ainda promover o andebol na vertente feminina junto das escolas do 1º ciclo do ensino básico.Neste momento a equipa coordenada por Paula Espírito Santo, está a trabalhar 3 vezes por semana na Escola João Ruiz, com a Paula Rodrigues, outras 3 na Escola da Carapalha, com a professora Filomena Abrantes, sendo a professora Patrícia responsável pelo trabalho nas escolas do 1º ciclo. Mariana Ivanova trabalha com as mais velhinhas, as juvenis, a equipa que, daqui a alguns anos, poderá começar a fornecer atletas à formação sénior e aí se começará a ver um trabalho que, por enquanto e aos olhos dos mais desatentos, é o chamado trabalho invisível.