terça-feira, novembro 29, 2005

PEDRÓGÃO SP- 1 ÁGUIAS DO MORADAL- 0


Flávio Cunha aproveitou tamanha cerimónia

Campo Tenente Manuel Morais, em Pedrógão de São Pedro
Árbitro- Izaldo Barata (1), auxiliado por Cláudio Santos e Hugo Clara
Pedrógão SP- Canário (4), Pedro Costa (3), Ricardo (3), Vasco (3), Óscar (3), Mateus (4), Brígida (4), Mário Pina (3), Filipe (3), Capinha (3) e Ricardo Constantino (4)
Treinador- Xana
Águias do Moradal- Miguel Ângelo (3), Acácio (3), Luís Afonso (3), Tiago Mota (3), Tabarra (3), David (3), Kikas (3), Paulo Rato (3), Valadas (4), Aíldo (3) e Ivo Fazenda (3)
Treinador- António Belo
Substituições- Capinha por Flávio Cunha (3) aos 57, Brígida por Caronho (-) aos 88 e Mateus por Caniço (-) aos 90; Kikas por Tomás (1) aos 64, Ivo Fazenda por Gil (-) aos 85 e Luís Afonso por Fonseca (-) aos 87
Disciplina- Amarelos a Ricardo Constantino aos 37, Filipe aos 58, Mário Pina aos 68 e Brígida aos 88; Paulo Rato aos 16, Ivo Fazenda aos 71, Tabarra aos 81 e Valadas aos 90
Marcador- Flávio Cunha aos 79

A figura do jogo- Canário (Pedrógão SP)- Não teve trabalho por aí além, mas nos momentos em que foi preciso, disse sempre presente mantendo a sua baliza inviolada. Foi determinante especialmente nos primeiros minutos da segunda parte quando foi obrigado a duas intervenções de grande nível evitando golos quase certos.

O Pedrógão SP- Não entrou bem no jogo e sofreu nos primeiros 15 minutos o domínio adversário. Depois equilibrou e até teve mais tempo de posse de bola até ao intervalo. Na 2ª parte voltou a não estar bem nos primeiros minutos mas foi novamente por volta do quarto de hora que equilibrou. A partir daí dispôs das melhores situações e viria a marcar um golo que valeu 3 pontos a pouco mais de 10 minutos do final.

O Águias do Moradal- Entrou mandão, tanto na primeira como na segunda parte, mas não retirou daí grande proveito. Valadas foi sempre o mais inconformado mas as suas intenções esbarraram sempre na bem organizada estrutura defensiva adversária. Depois foi de uma perda de bola e de um excesso de cerimónia da sua linha defensiva que acabou por nascer o golo com que saiu derrotado do Tenente Manuel Morais.

Não foi um grande espectáculo de futebol porque o estado do terreno também não permitia grandes primores técnicos, mas mesmo assim encontraram-se duas equipas de muita luta e ambas com vontade de vencer.
E quem mostrou primeiro essa vontade até foram os forasteiros, que entraram melhor no jogo e que dominaram o primeiro quarto de hora, sem no entanto conseguir criar, nesse período, grandes lances de perigo para a baliza de Canário.
Ultrapassados os primeiros 15 minutos o Pedrógão equilibrou a contenda e até teve alguns períodos de domínio, com constantes trocas de bola no meio campo que baralhavam as marcações adversárias.
Mateus, Brígida, Filipe e Mário Pina faziam um carrossel quase perfeito fazendo com que a bola estivesse quase sempre dentro do meio campo do Águias do Moradal.
Mas desse bom período do Pedrógão apenas resultou uma situação de golo. Mário Pina quase aproveitava um desentendimento entre Miguel Ângelo e Paulo Rato para abrir o activo. “Vais tu ou vou eu”, não foi ninguém, e Mário Pina intrometeu-se, fez o chapéu ao keeper do Estreito mas a bola acabou por esbarrar onde o poste se encontra com a barra. Foi a melhor, e quase única, oportunidade que se viu ao longo dos primeiros 45 minutos.
No reatamento voltou a ser o Águias do Moradal a primeiro mostrar vontade vencer. Os primeiros 15 minutos voltaram a pertencer aos do Estreito mas com uma diferença em relação à primeira parte: desta vez o domínio deu frutos, leia-se situações de perigo para as redes adversárias. Como estava difícil chegar ao interior da área com a bola pelo chão ou em cruzamento vindos dos flancos, foi de longe que o Águias do Moradal tentou acertar no alvo. Só que Canário mostrou enorme atenção, e com duas defesas de elevado grau de dificuldade, conseguiu manter a sua baliza inviolável.
Depois o equilíbrio voltou. Deixou de haver predominância de qualquer uma das equipas e estava claro que o golo só poderia surgir ou de um lance fortuito ou de uma jogada individual. E acabou por nascer de um misto das duas coisas. O Águias do Moradal perdeu infantilmente uma bola na esquerda do seu meio campo, rapidamente o Pedrógão a colocou nos pés de Flávio Cunha que esteve, sem exagero, 5 ou 6 segundos com ela, a redondinha, nos pés, sem saber muito bem o que lhe fazer. Teve tempo para pensar e para aproveitar a tremenda cerimónia que a defensiva da casa fez para lhe sair à marcação. O remate saiu rasteiro mas certeiro. Estava feito o único golo do jogo e que acabou por valer três pontos à equipa que aproveitou uma das oportunidades que criou.
Até final o Pedrógão, naturalmente, preocupou-se em defender os 3 pontos. Do outro lado o Águias do Moradal ainda tentou correr atrás do prejuízo mas já jogava mais com o coração que com a razão e o resultado final estava mesmo feito.

A arbitragem- Um trabalho para esquecer de Izaldo Barata. Salvaram-se os dois auxiliares e o facto de não ter influência no resultado. Num lance em que os homens de Pedrógão reclamam uma pretensa grande penalidade damos-lhe o benefício da dúvida porque estava muito em cima do lance. De resto, complicativo, assinalou faltas que só ele viu, deixou passar outras evidentes em claro e, desta forma, acabou por prejudicar o espectáculo e as duas equipas. Se quisesse ser mais rigoroso a cor do cartão para Mário Pina e Tabarra poderia ter sido outra.

Discurso directo- Xana, técnico do Pedrógão SP- “Encontraram-se duas grandes equipas e tentámos, com muito trabalho e concentração, levar de vencido este adversário. Continuamos a dar mostras do valor que temos e pela forma como quisemos jogar futebol penso que fomos a melhor equipa e que a vitória nos assenta bem. Não comento a arbitragem”.
Discurso directo- António Belo, técnico do Águias do Moradal- “O Pedrógão ganhou e não há nada a dizer. As equipas equivaleram-se, acho que são duas belíssimas equipas, e ganhou a equipa que marcou um golo e que teve mais sorte. Não vou comentar a arbitragem”.

AD ALBICASTRENSE- 22 ACADÉMICO DA AMADORA- 34


P´ra esquecer…

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Daniel Figueiredo e Conceição Rufino
AD Albicastrense- José Pereira e Pedro Mendes, Martin Gomes, Luís Gama (4), Luís Robalo (1), Jonatas Valente (10), Luís Mateus, Bruno Roberto (2), António Mata, Maximiano Ribeiro (5), Filipe Félix e João Mateus
Treinador- José Curto
Académico da Amadora- João Neiva e Raul André, Tomás Faria, Jorge Varela (1), Tiago Machado (2), Bruno Lopes, Marcelo Figueiredo, Francisco Seco (8), Rui Correia (5), Joaquim Simão (4), Ricardo André (1), Pedro Costa (1), Ricardo Capela (10) e Ivo Ramos (2)
Treinador- João Florêncio
Marcador ao intervalo- 12-14

Depois de perder nas últimas duas jornadas frente ao líder e vice líder do campeonato, agora foi a vez do 3º classificado vir a Castelo Branco derrotar uma Albicastrense que esteve perfeitamente irreconhecível.
No jogo de sábado, os azuis apenas por uma vez estiveram em situação de vantagem, já que foram a equipa que inaugurou o marcador. A partir daí o Académico da Amadora tomou conta do jogo e foi dilatando a vantagem a seu belo prazer, beneficiando quer da ineficácia ofensiva da ADA, quer das autênticas crateras que se abriam no centro da defensiva adversária.
As ausências de Sérgio Silva e principalmente de João Fialho fizeram-se notar em demasia e o resultado ao intervalo já deixava antever muitas dificuldades para os segundos 30 minutos.
Na 2ª parte o descalabro foi ainda maior. A equipa de Castelo Branco nunca funcionou como um bloco e os amadorenses aproveitaram então para dilatar a sua vantagem até aos 15 golos de vantagem. Nessa altura estávamos ainda a meio da etapa complementar mas era facilmente observável que a ADA não mostrava argumentos para ainda conseguir discutir o resultado e o jogo.
A vantagem de 12 golos no final espelha as diferenças entre estas duas equipas neste jogo mas fica a sensação que, se a Albicastrense tivesse nos seus dias e pudesse contar com todos os jogadores o jogo teria, com certeza sido mais equilibrado.
A dupla de árbitros cometeu vários erros mas não teve influência na vitória forasteira.

Discurso directo- José Curto, treinador da AD Albicastrense- “Era um jogo teoricamente para ganhar porque jogávamos em casa. Hoje passou-se qualquer coisa anormal e sentimos muito a falta do Fialho e do Sérgio e quando a equipa não corre, nem para a frente nem para trás, é muito difícil ganhar. Vamos tentar amealhar o maior número de pontos possível para conseguirmos a manutenção. A equipa treina pouco e assim é muito complicado”.

terça-feira, novembro 22, 2005

IDANHENSE- 2 BIDOEIRENSE- 0


Idanhense volta a aproximar-se do topo

Estádio Municipal de Idanha-a-Nova
Árbitro- Luís Brás, auxiliado por Marco Pinto e André Silva (Guarda)
Idanhense- Hélder Cruz (3), Gil (3), Betinho (3), Nuno Marques (3), Horácio (3), Ricardo Viola (3), Cristophe (3), Maniche (3), Tó Jorge (3), Gilson (3) e João Fazenda (3)
Treinador- Nuno Fonseca
Bidoeirense- Nuno Viseu, Kikó, Russo, Milton, Estroga, Nuno, Testas, André Neves, Morais, Zeca e Borges
Treinador- Frederico Rasteiro
Substituições- Horácio por Pacheco (3) aos 77, Tó Jorge por Zezinho (-) aos 88 e Ricardo Viola por Tito (-) aos 90; Milton por Luís Cláudio aos 63
Disciplina- Amarelos a Nuno Marques aos 86; Russo aos 46 e André Neves aos 71
Marcadores- Cristophe aos 50 e Pacheco aos 85

A figura do jogo- João Fazenda – O Idanhense não jogou o que sabe e apesar de todos os jogadores terem estado ao mesmo nível destaca-se João Fazenda porque é uma autêntica formiguinha a jogar à frente da defesa. Faz um trabalho chamado invisível mas que é muito útil à equipa.

O Idanhense- Não rendeu o que lhe é habitual e, neste jogo, acabou por valer mais o resultado que a exibição. Teve várias chances para matar o jogo depois do 1-0 e sofreu escusadamente antes de Vítor Pacheco entrar para fazer o 2-0.

Não foi um bom espectáculo de futebol aquele que Idanhense e Bidoeirense proporcionaram no último domingo no Municipal de Idanha-a-Nova.
E não foi, por vários motivos: porque o Idanhense esteve uns furos abaixo daquilo que produziu noutras partidas, porque o Bidoeirense acabou por ser uma agradável surpresa, tendo em conta que ocupa o último lugar da tabela, e porque o relvado muito escorregadio também não era propício a grandes primores técnicos, e é sabido que os raianos têm no seu plantel jogadores que gostam de tratar bem a bola.
A primeira parte acaba mesmo por deixar poucas recordações. As oportunidades foram muito escassas, e o Idanhense, apesar de ter mais tempo de posse de bola que o adversário, nunca conseguiu arranjar a fórmula certa para conseguir ultrapassar a bem posicionada defesa do Bidoeirense. Os raianos tentaram chegar à baliza de Nuno Viseu com remates de fora da área, e através de lances pelos flancos que, no entanto, raramente chegavam com perigo à área adversária.
Ao invés, o Bidoeirense tentava tapar todos os caminhos para a sua baliza mas nunca descurava uma oportunidade para ensaiar o contra-ataque. Testas é o grande patrão da equipa da Bidoeira, mas sozinho… É claramente um jogador uns patamares acima dos seus colegas de equipa. Falta-lhe melhor companhia na frente de ataque. E os poucos lances em que o Bidoeirense conseguiu chegar junto da baliza de Hélder Cruz acabaram por nascer de atrapalhações defensivas dos da casa.
Pelo que se viu em 45 minutos o nulo era o resultado que melhor encaixava na produção das duas equipas, também ela quase nula.
Para a 2ª parte o Idanhense entrou com outras ideias. Não passaria pela cabeça de ninguém que, depois de perder no terreno do penúltimo classificado, o Idanhense poderia também perder pontos frente ao lanterna vermelha do campeonato.
E logo aos 5 minutos um grande pontapé de Cristophe ainda longe da área adversária só parou no fundo da baliza de Nuno Viseu. Um grande golo, na sequência de um grande remate que, no entanto, ainda nos pareceu sofrer um ligeiro toque num defensor do Bidoeirense.
Esperava-se que em vantagem as coisas caminhassem para a regularidade, mas a verdade é que entrámos num período do jogo em que o Idanhense até conseguiu criar uma mão cheia de boas ocasiões para matar o jogo, ora por Horácio, ora por Cristophe, mas não marcava. O Bidoeirense dava o tudo por tudo e tentava tirar partido de um estranho nervosismo que se apoderou do último reduto da casa. Foram vários os lances em que o perigo rondou a baliza de Hélder Cruz que também não ajudou nada com duas ou três reposições de bola deficientes.
Faltava claramente o 2-0 para que a equipa de Nuno Fonseca serenasse e foi, se calhar quando menos se esperava, que o descanso chegou, Aos 85 minutos Nuno Viseu fez a defesa tarde a um remate de meia distância, mas a bola acabou por cair na sua frente onde apareceu o recém entrado Vítor Pacheco a empurrar para o resultado final.
Uma vitória justa do Idanhense mas onde eram perfeitamente evitáveis alguns momentos difíceis pelos quais a equipa passou.

A arbitragem- Não esteve mal e não teve qualquer influência no resultado. O relvado muito escorregadio não ajudou ao seu trabalho mas soube quase sempre distinguir as entradas à margem da lei daquelas que eram provocadas pelo estado da relva.
Discurso directo- Nuno Fonseca, técnico do Idanhense- “A 1ª parte não foi boa, principalmente porque estivemos muito mal ao nível do último passe. No final sofremos um pouco, mas tivemos 3 ou 4 oportunidades que não concretizámos. Provou-se que já não há equipas fáceis. Na próxima jornada na Sertã vai ser um jogo muito complicado que se calhar pode ser prejudicado pelo mau estado do relvado. O Sertanense tem um bom 11, o Manoel já vai jogar, visto que estranhamente foi castigado apenas com um jogo de suspensão na sequência de um vermelho. Mas num derby tudo pode acontecer. No jogo de hoje o árbitro, em termos gerais, esteve bem”.

AD ALBICASTRENSE- 26 ALMADA- 34


Primeira parte deita tudo a perder

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Eurico Nicolau e Ivan Caçador
AD Albicastrense- José Pereira e Pedro Mendes, Martin Gomes (4), Luís Gama (8), Luís Robalo (1), Sérgio Silva (2), Luís Mateus (1), Jonatas Valente, Bruno Roberto, António Mata, Maximiano Ribeiro (4), Filipe Félix (5), João Mateus e João Romão (1)
Treinador- José Curto
Almada- Ricardo Sá e João Godinho, Ricardo Pires (2), Gonçalo Neves, Rui Vitória, Hugo Correia (7), Diogo Valongo, João Dores, Daniel Vink (2), João Melo (3), Rui Santos (5), Pedro Lázaro (8), João Lucas (7) e Bruno Neves
Treinador- Carlos Ferreira
Marcador ao intervalo- 9-18

Depois da derrota na última semana no terreno do Boa Hora, líder do campeonato, a Associação Desportiva Albicastrense somou novo desaire, desta vez em sua casa frente ao segundo classificado, Almada Andebol Clube.
A equipa de José Curto entrou muito mal no jogo e durante os primeiros 30 minutos assistiu-se a um sem número de remates falhados dos azuis. Ao invés, a equipa da Margem Sul atacava pela certa e raramente desperdiçava um lance ofensivo. O resultado de 9-18 ao intervalo mostrava exactamente aquilo que referimos e deixava tudo muito complicado para a segunda parte.
A ADA, que acusou demasiadamente a falta de João Fialho, que cumpriu castigo no sábado, ainda esboçou uma reacção na etapa complementar, chegando mesmo a conseguir reduzir a diferença, mas nunca de forma a relançar o jogo e entrar na discussão da vitória.
Apesar de uma exibição menos conseguida, a equipa de José Curto ainda conseguiu vencer a segunda parte com um parcial de 17-16, mas o avolumar do resultado da 1ª parte deixava praticamente a ADA arredada da possibilidade de evitar a derrota.
Arbitragem sem influência no resultado.
No próximo sábado inicia-se a 2ª volta da 1ª fase da 1ª Divisão com a Associação Desportiva Albicastrense a receber a visita da Académica da Amadora. Recorde-se que, na 1ª volta os amadorenses venceram com dois golos de vantagem.

BENFICA CB- 1 VIGOR E MOCIDADE- 1


Arbitragem infeliz

O Benfica e Castelo Branco esteve muito perto de conseguir a segunda vitória consecutiva em jogos em casa neste nacional de juniores da 2ª Divisão.
A equipa de Paulo Silva dominou integralmente a 1ª parte e, para além do golo obtido por Luisinho na transformação de uma grande penalidade aos 20 minutos, o conjunto albicastrense desperdiçou duas ou três boas ocasiões para chegar ao descanso com uma vantagem mais confortável.
Na segunda parte o treinador do Vigor e Mocidade mexeu na equipa com o propósito de inverter o rumo dos acontecimentos, mas o Benfica respondeu sempre bem e o jogo foi então mais equilibrado que nos primeiros 45 minutos.
Mas um falhanço dos centrais albicastrenses ao minuto 75 quase que deitava tudo a perder. O capitão visitante cruzou tenso, da esquerda, para as costas da defensiva encarnada onde apareceu o ponta-de-lança conimbricense a empurrar para o empate. O Benfica tinha o jogo controlado mas via-se agora a ganhar apenas um ponto.
Até que chega o minuto 86 que acaba por ser determinante. Alves bate um livre em posição frontal, o guarda-redes do Vigor defende para a frente onde apareceu Quinzinho a rematar para golo. Mas sem que ninguém perceba o porquê, o juiz de Portalegre decide anular um golo que foi limpo. Será que o árbitro viu uma falta, que não existiu, de Quinzinho sobre o guarda-redes adversário?
Já em compensações surgem duas expulsões para atletas da casa. Primeiro foi o keeper Tiago a ver vermelho directo em cima do minuto 90 e depois foi Jorge já em períodos de compensações. É verdade que os jovens do Benfica tiveram algumas atitudes menos bonitas mas não é menos verdade que tudo isto começou depois de um golo mal invalidado à sua equipa. É portanto fácil tirar a conclusão que o árbitro acabou por ter influência, tanto no resultado final como nas duas expulsões para o Benfica e Castelo Branco.
Na partida frente ao Vigor e Mocidade o Benfica e Castelo Branco alinhou com o seguinte onze: Tiago, Quelhas, Gelson, Chiquinho, Torres (Jójó), Luisinho, Quinzinho (Vasco), Alves, Kiko, Rui (Tomás) e Jorge. Luisinho fez o golo aos 20 minutos e Quelhas, Chiquinho, Torres, Quinzinho e Kiko viram amarelos. Tiago e Jorge foram expulsos com vermelho directo.
Na próxima jornada o Benfica e Castelo Branco desloca-se no sábado ao terreno da Naval 1º de Maio.

Discurso directo- Paulo Silva, treinador do Benfica CB- “Foi um bom jogo, agradável, apesar de disputado sob chuva e num relvado muito molhado. As duas equipas empenharam-se muito e nós só não ganhámos porque falhámos duas ou três boas situações de golo. Mesmo assim nota-se que a equipa evolui de jogo para jogo e que está unida. Vamos continuar a tentar chegar perto das equipas que estão à nossa frente. A arbitragem não comento”.

terça-feira, novembro 15, 2005

VALVERDE- 0 VITÓRIA DE SERNACHE- 3


Sem espinhas!

Campo de Valverde
Árbitro- Paulo Abrantes (5), auxiliado por Ângelo Correia e José Bicho
Valverde- Pedro Raposo (2), Tiago Dias (3), Bruno Cruz (2), Gilberto Chiquita (3), Flávio Leal (2), Hugo Lobo (3), David Catorze (2), Nuno Martins (2), Luís Neves (3), Denis Martins (2) e Ângelo Vicente (2)
Treinador- Micas
Vitória de Sernache- António Joaquim (3), Carlos (3), Tomás (4), Fernando Miguel (3), Sérgio (3), Velho (3), Tiago (4), Dany (2), M´Passo (4), Paulo Lopes (4) e Nuno Alves (4)
Treinador- António Joaquim
Substituições- David Catorze por Gonçalo Ferreira (2) aos 63, Flávio Leal por Gui Sousa (2) aos 65 e Bruno Cruz por Rui Ferraz (1) aos 72; Dany por Leandro (3) aos 51, M´Passo por Luís António (1) aos 81 e Velho por Filipe (-) aos 85
Disciplina- Amarelos a Tiago Dias aos 17; Tomás aos 73 e Filipe aos 90
Marcadores- Paulo Lopes aos 3 e 79 e Nuno Alves aos 62

A figura do jogo- Paulo Lopes (Vitória de Sernache)- Está a fazer um grande início de campeonato e é raro o jogo em que não marca. Abriu e fechou o marcador, ambos os golos de cabeça, mas para além disso têm que se destacar também as várias vezes que recuou à sua grande área para auxiliar a sua defesa.

O Valverde- Só conseguiu ter algum domínio depois do Vitória já estar em vantagem por 2-0, mas também foi um domínio mais consentido do que propriamente conseguido. É uma equipa lutadora, muito batalhadora, mas que, mesmo quando está instalada no meio campo adversário tem muitas dificuldades em criar lances de perigo, e os poucos que cria não consegue concretizar.

O Vitória de Sernache- Entrou praticamente a ganhar o que, naturalmente lhe deu algum conforto. Dominou os primeiros 62 minutos de jogo, altura em que chegou ao 2-0, e depois limitou-se a controlar o adversário. É muito forte a defender e tem um trio ofensivo muito dinâmico que aproveita muito bem as oportunidades que a equipa cria. Continua tranquilamente na liderança do campeonato. E não é candidato!

Frente a um adversário que podia ser incómodo, o Vitória de Sernache entrou, tal como noutros jogos, determinado em fazer um golo o mais cedo possível de modo, não só a transmitir serenidade à própria equipa, mas principalmente para enervar o adversário que jogava em casa, perante o seu público, e por isso com responsabilidades acrescentadas.
E foi precisamente no primeiro lance de perigo do jogo que os vitorianos inauguraram o marcador. Nuno Alves trabalho muito bem pelo lado direito, cruzou com precisão, a defesa do Valverde ficou a ver a bola passar, e o oportuno Paulo Lopes só teve que empurrar de cabeça para o fundo das redes do desamparado Pedro Raposo.
O jogo começava como António Joaquim desejava e, ao invés, da pior maneira para Micas.
Mas as más condições atmosféricas, particularmente o vento, não deixavam as equipas jogar a bola rente ao solo, e isso acabava por tirar beleza ao espectáculo e patrocinar um futebol mais directo que nunca deu grandes resultados e, numa tentativa de mudar de estratégia, ambas as equipas optaram por tentar trocar a bola de pé para pé, o que provocou um jogo muito disputado na zona central com o meio campo das duas equipas densamente povoado. Nesta primeira metade, onde as oportunidades de golo foram escassas, o Vitória teve mais predominância e por diversas vezes pôs à prova um Pedro Raposo que se mostrou sempre muito inseguro entre os postes, raramente conseguindo segurar uma bola à primeira.
Do lado oposto, foi de uma saída em falso de António Joaquim que acabou por nascer a melhor oportunidade do Valverde, mas os homens da casa que estavam na boca do golo não foram suficientemente rápidos para conseguir atirar para o empate.
Para a segunda parte o Vitória sabia que marcar o 2-0 o mais rápido possível podia resolver o jogo, mas o Valverde tinha duas preocupações: não deixar o adversário chegar ao golo e atacar de forma a conseguir o empate. Mas aos 62 minutos, e novamente fruto de um falhanço da defensiva caseira, Nuno Alves ampliou a vantagem. Isolado frente a Pedro Raposo ainda permitiu uma primeira intervenção do keeper da casa mas na recarga não perdoou. Estava conseguido o objectivo que os de Sernache de Bonjardim perseguiam e mais complicada a tarefa do Valverde.
Este golo também ajudou a definir o resto do jogo. O Valverde passou a ter o domínio de que o Vitória abdicou, mas manteve o jogo e o adversário sempre controlado. António Joaquim que tinha falhado na primeira parte teve então oportunidade de se redimir com duas intervenções nas jogadas mais perigosas do Valverde. Primeiro tirou para canto um remate de David Catorze que apareceu isolado pelo lado esquerdo, e depois também mandou para canto um centro remate traiçoeiro que veio igualmente da esquerda do ataque adversário.
O 3-0 chegou aos 79 minutos numa altura em que o Valverde já tentava tudo em desespero e Paulo Lopes aproveitou para dar o melhor seguimento, novamente de cabeça, a um canto que partiu do lado direito.
Estava sentenciado um jogo que teve um vencedor justo e que mostrou as diferenças existentes entre as duas equipas.

A arbitragem- Passou perfeitamente ao lado do jogo. Apitou o que devia, mostrou os cartões aos jogadores que os mereceram, não teve lances polémicos e merece a nota máxima também porque os jogadores nada fizeram para lhe complicar o trabalho.

Discurso directo- Micas, técnico do Valverde- “Sabia que o adversário era muito poderoso mas quando entramos dentro do campo já a perder é muito complicado. O resultado é pesado, podíamos ter feito o empate na 2ª parte, não o fizemos, e depois o Sernache fez o 2-0 e foi um justo vencedor. O Paulo Abrantes é o melhor árbitro do Distrital”.
Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “Fizemos tudo para conseguir este resultado mas, apesar de tudo, foi um jogo difícil para nós porque estava muito vento e não dava para jogar o futebol apoiado que nós gostamos. Tivemos o jogo sempre controlado e o 3-0 não sofre a mínima contestação. O árbitro nem dei por ele”.

BOA ESPERANÇA- 7 ONZE UNIDOS- 4


Segunda parte determinante

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Rogério Dinis e Celso Luís (Coimbra)
Boa Esperança- César Bento e Gonçalo, Nuno Infante, Pedro Araújo, Theres, Marco Borronha, Fernando Inácio, Valter Borronha, André Martins, Serginho, Hugo Silveira e Cunha
Treinador- Humberto Cadete
Onze Unidos- Bruno Campos e André, Renato Barbosa, Mauro, Paulo Russo, Hugo Salgueiro, Bruno Arrojado, Cabral, Zézito e Hugo Sousa
Treinador- Pedro Nobre
Disciplina- Cartão amarelo a Serginho aos 15;Renato Barbosa aos 22 e 26, Paulo Russo aos 36 e 36 e Bruno Arrojado aos 36. Vermelho por acumulação a Renato Barbosa aos 26 e Paulo Russo aos 36
Marcadores- Cunha aos 7, 11 e 31, Theres aos 21, Valter Borronha aos 26, Fernando Inácio aos 29 e Marco Borronha aos 36; Bruno Arrojado aos 4 e 29, Zézito aos 13 e Paulo Russo aos 26

A Boa Esperança conseguiu no último sábado uma vitória que acabou por ser mais fácil do que a certa altura parecia, o que lhe permite continuar na senda das vitórias e colada aos primeiros na tabela classificativa.
Depois de uma primeira parte jogada de uma forma muito equilibrada em que até foi aos lisboetas que pertenceram as melhores oportunidades para marcar, a Boa Esperança ainda conseguiu dar a volta ao 1-0 que os forasteiros alcançaram logo aos 4 minutos, mas depois acabou por consentir nova cambalhota no marcador, chegando ao intervalo a perder por 3-2, um resultado que se aceitava, porque o Onze Unidos foi melhor e até porque acabou por desperdiçar uma boa mão cheia de oportunidades, revelando-se demasiado perdulário na hora de rematar à baliza de Gonçalo.
Para a segunda parte os albicastrenses trouxeram uma vontade e uma determinação totalmente diferentes que obrigou os visitantes a jogarem durante 10 minutos sempre dentro do seu meio campo, não conseguindo nem sair para o contra-ataque, tal era o domínio avassalador.
Foram 10 minutos sufocantes e que contribuíram de forma decisiva para os números finais. É que nos segundos 20 minutos a Boa Esperança conseguiu um parcial de 5-1, anulando qualquer intenção do adversário em levar pontos de Castelo Branco.
Depois do 4-4 que o Onze Unidos ainda conseguiu aos 26 minutos, os albicastrenses embalaram definitivamente para a vitória, com golos de Fernando Inácio aos 29, Cunha aos 31 e Marco Borronha aos 36.
Uma vitória justíssima, por números a condizer que premeiam a excelente segunda parte do conjunto de Humberto Cadete.A dupla de árbitros de Coimbra passou perfeitamente despercebida.

BENFICA CB- 7 CD ALCAINS- 1


Derby desequilibrado

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Mário Rebelo, auxiliado por João Ventura e Tiago Rodrigues
Benfica CB- Ruben, Diogo, Valter, Luís Silva, João Paulo, André, Fábio, António Leitão, Ricardo Lourinho, Flávio Santos e Daniel Cabaço
Treinador- Leonido Afonso
CD Alcains- Rui Sanches, Fábio Mendonça, Luís Leão, João Gil, Rui, Fábio Riscado, Filipe, Carlos, Nuno, André Vicente e João Gonçalves
Treinador- João Daniel
Substituições- Fábio por João Marques aos 50, André por Tiago Taborda aos 65 e Flávio Santos por Micael aos 65; Carlos por João Tomás aos 61 e Fábio Mendonça por Armindo aos 73
Disciplina- Amarelo a André Vicente aos 37
Marcadores- João Paulo aos 21, Ricardo Lourinho aos 31 e 58, Daniel Cabaço aos 33, 36 e 50 e Fábio aos 51; Filipe aos 10

Benfica e Castelo Branco e Clube Desportivo de Alcains encontraram-se na fria manhã de domingo em partida a contar para a 3ª jornada do Distrital de Juvenis. Um derby concelhio que, como até já se podia prever antes mesmo do jogo começar, foi muito desequilibrado. Aos alcainenses faltaram alguns habituais jogadores da equipa juvenil que acabaram por ser substituídos por quatro elementos ainda do escalão de iniciados, o que naturalmente se notava dentro de campo. Mas curiosamente até foram os miúdos de João Daniel que se adiantaram no marcador por intermédio de Filipe. O Benfica não entrou bem no jogo e aos 10 minutos o Alcains, na primeira bola que levou junto da baliza adversária, acabou por inaugurar o marcador. Seria uma questão de tempo para o Benfica conseguir inverter o rumo dos acontecimentos, e a resistência canarinha acabou por durar até ao minuto 21, momento em que o capitão João Paulo repôs a igualdade.
Até ao intervalo os encarnados tiveram então tempo para impor o seu jogo e marcar mais 3 golos. O 4-1 ao intervalo já era um resultado natural mas, a meio do jogo, talvez demasiado pesado para os forasteiros, principalmente para o que tinham conseguido fazer nos primeiros 20 minutos.
A segunda metade foi praticamente dominada na íntegra pelo Benfica e Castelo Branco. O cansaço apoderou-se dos jovens de Alcains que começaram a revelar extremas dificuldades em sair com a bola jogável de dentro do seu meio campo defensivo.
Os encarnados nem precisaram de carregar muito para ampliar até aos 7-1, com destaque para o hat-trick de Daniel Cabaço concretizado logo aos 10 minutos da etapa complementar.
O resultado podia ainda ter sido mais dilatado mas, por vezes, os miúdos mais avançados da casa exageraram nas jogadas individuais perdendo várias oportunidades de alvejar as redes de Rui Sanches. Com mais esta vitória o Benfica albicastrense mantém o comando do distrital da categoria com 3 vitórias em outras tantas jornadas.Mário Rebelo e os seus auxiliares cometeram apenas pequenos erros que não influenciaram o desfecho do jogo.

terça-feira, novembro 08, 2005

BENFICA CB- 2 OLIVEIRA DO BAIRRO- 1


Vitória feliz com exibição cinzenta

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Rui Rodrigues, auxiliado por Pedro Ferreira e Paulo Rosa (Lisboa)
Benfica CB- Carlos Soares (3), Tiago Paulo (2), Ricardo Pinto (3), Ricardo António (4), Cascavel (3), Trindade (3), Daniel Matos (2), Miguel Vaz (4), José Luís (3), Hélder Monteiro (2) e João Paulo (2)
Treinador- Quim Manuel
Oliveira do Bairro- Mário Júlio, Jean, Carlos Miguel, Edgar, Paulo Costa, Roberto Carlos, Nélson Reis, Alexis, Braguinha, Gabriel e Leandro
Treinador- Rui França
Substituições- Tiago Paulo por Gonçalo Guerra (2) aos 45, João Paulo por Tiago Marques (2) aos 75 e Cascavel por Daniel Fernandes (2) aos 87; Leandro por Luís Barreto aos 45, Alexis por Dani aos 81 e Braguinha por David II aos 88
Disciplina- Amarelos a Daniel Matos aos 43 e Cascavel aos 89; Jean aos 39, Edgar aos 62 e 82 e Gabriel aos 71. Vermelho por acumulação de amarelos a Edgar aos 82
Marcadores- Ricardo António aos 51 e 90; Braguinha aos 52

A figura do jogo- Ricardo António – A decisão tem que recair no central goleador do Benfica e Castelo Branco porque, mais uma vez, os seus golos valeram pontos para a equipa encarnada. Marcou na sequência de um canto de Miguel Vaz logo no início da 2ª parte e deu os três pontos à sua equipa já em tempo de compensações depois de um centro de Daniel Fernandes. Decisivo.

O Benfica CB- Uma exibição muito pálida que acabou por ser premiada com uma vitória que nem fez muito por merecer. É certo que se pode queixar do trabalho do árbitro que não viu um golo clarinho aos 32 minutos, mas só isso não pode explicar a tremenda desinspiração mostrada. Acordou nos últimos 15 minutos, altura em que empurrou o Oliveira do Bairro para a sua zona defensiva e teve o prémio aos 93 minutos.

É dos tais jogos que valeu mais o resultado que a exibição. A jogar em casa, frente ao seu público, o Benfica e Castelo Branco não conseguiu entrar da forma pressionante que fez noutras partidas para rapidamente conseguir o domínio do jogo.
As intenções de Quim Manuel até pareciam boas de início com um sistema de 4-3-3 que por vezes até parecia um 4-2-4, mas o problema do Benfica, cedo se viu, residia no meio campo. Aliás, as duas equipas apresentaram uma maneira de jogar muito semelhante, com um futebol muito directo, fazendo passar muitas bolas directamente da defensiva para os homens mais adiantados, sem fazer uso do meio campo. Isso partiu as equipas em dois. Tanto Benfica e Castelo Branco como Oliveira do Bairro defendiam e atacavam com o mesmo número de jogadores e, por isso, o jogo tornou-se muito equilibrado registando-se poucos lances de perigo junto das duas balizas. Mesmo assim, nos primeiros 45 minutos foram os forasteiros que dispuseram das melhores ocasiões. Carlos Soares fez apenas uma defesa, mas viu por duas vezes o ferro da sua baliza devolver dois remates adversários. Na outra baliza Mário Júlio assistiu a dois cabeceamentos de Hélder Monteiro para fora e viu também Miguel Vaz fazer um golo olímpico mas que o árbitro não validou. Estávamos no minuto 32 quando na sequência de um canto do lado direito do ataque encarnado, Miguel Vaz bateu com o pé esquerdo directamente para dentro da baliza. A bola acabou por bater num dos ferros no interior da baliza que sustenta a rede e ser devolvida para fora. Falta de atenção do auxiliar do lado da bancada e do próprio árbitro que não viram a bola claramente dentro da baliza. Estamos em crer que devem ter sido os únicos no estádio a não ver, porque até os jogadores do Oliveira do Bairro pararam à espera do apito do árbitro.
Ao intervalo o 0-0 era justo porque as melhores oportunidades tinham pertencido aos visitantes, mas o Benfica já tinha marcado um golo que acabou por não contar…
Para a 2ª parte os albicastrenses pareciam trazer outra disposição, e logo aos 6 minutos, precisamente na sequência de um canto batido de forma semelhante por Miguel Vaz, apareceu a cabeça de Ricardo António ao 2º poste a desviar para o fundo das redes.
Mas nem houve tempo para grandes festejos, porque no minuto seguinte Braguinha, o melhor da equipa de Rui França, restabeleceu o empate, num lance em que a defesa encarnada podia ter feito mais.
A equipa sentiu o golo e o jogo entrou então num período de muito equilíbrio, com poucas ocasiões de golo e com o empate a afigurar-se cada vez como resultado mais provável.
E foi na altura em que o Benfica já dava o tudo por tudo para chegar aos 3 pontos que Edgar viu o segundo amarelo e consequente vermelho. A jogar com menos um o Oliveira do Bairro passou a jogar para o pontinho e o Benfica sentiu ainda mais que ainda era possível ganhar, mesmo sem jogar bem. E desta vez a sorte, que outras vezes tem estado ausente, acabou mesmo por estar com a equipa de Quim Manuel que chegou ao golo da vitória precisamente em cima do apito do árbitro. Miguel Vaz inicia um lance de ataque na sua linha defensiva, Daniel Fernandes recebe no meio campo e descobre Ricardo António sozinho no interior da área. O cruzamento saiu bem e o remate do central ainda melhor. Depois disso a bola foi ao meio campo e o jogo terminou. Ficou provado que há jogos em que a sorte dá sempre jeito…

A arbitragem- Um lance ao minuto 32 que mancha todo um trabalho que até estava a ser positivo. Um canto directo de Miguel Vaz bateu por dentro da baliza no ferro que sustenta a rede… todos viram menos o auxiliar e o árbitro. A consciência do auxiliar ficou de tal forma pesada que, na 2ª parte, assinalou uma mão cheia de foras de jogo ao Oliveira do Bairro que não existiram, transformou dois cantos em pontapés de baliza e ainda teve tempo de assinalar faltas que também ninguém viu. Claras compensações de quem sabe que errou…
Discurso directo- Quim Manuel, treinador do Benfica CB- “Tivemos uma tarde feliz porque acabámos por ganhar sem o merecer. Não estivemos ao nosso nível mas também por culpa do adversário. Foi importantíssimo ganhar este jogo mas é preciso referir que nós já defrontámos os primeiros 4 classificados da nossa série. Vamos pensar já no próximo jogo que é daqui por 15 dias em Fátima. O árbitro não validou um golo que marcámos na primeira parte num canto directo do Miguel Vaz”.

AD ALBICASTRENSE- 34 1º DE DEZEMBRO- 28


Começar mal e acabar bem

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Jorge Manuel e Nuno Francisco
AD Albicastrense- José Pereira e Pedro Mendes, Martin Gomes, Luís Gama (6), Luís Robalo (1), Sérgio Silva (1), Luís Mateus, João Fialho (10), Bruno Roberto, Filipe Félix (4), António Mata (1), Maximiano Ribeiro (7), João Mateus (1) e João Romão (3)
Treinador- José Curto
1º de Dezembro- João Fernandes e Luís Neves, Guilherme Cunha (3), Rodrigo Botelho, Igor Santos (2), Miguel Barata (3), David Plácido (3), Fernando Ramos (6), Luís Cruz (5), Bruno Lança, André Nave (1), Manuel Vilaça (4) e Manuel Pereira (1)
Treinador- Carlos Nunes
Marcador ao intervalo- 18-17

A Associação Desportiva Albicastrense somou no último sábado o 3º jogo consecutivo para o campeonato sem perder. Depois da vitória na última jornada caseira e do empate na deslocação ao terreno do Camões, desta vez aconteceu a vitória frente ao 1º de Dezembro por números que não deixam dúvidas mas que nem por isso reflectem as muitas dificuldades que os azuis sentiram, especialmente na primeira parte.
A equipa de Queijas entrou muito forte no jogo e com uma defesa de 3-3, marcando a 1ª e a 2ª linha da Albicastrense, conseguiu baralhar os pupilos de José Curto e arrancar para uns primeiros minutos em que rapidamente chegou à vantagem de 7-2, deixando antever uma tarefa muito complicada para a ADA.
Mas gradualmente o equilíbrio no marcador foi surgindo, porque os da casa se foram conseguindo impor, mas também porque, sem se perceber porquê, os visitantes abandonaram o sistema defensivo que estavam a adoptar e que tão bons resultados estava a dar.
Desta forma a primeira vantagem da ADA apareceu já nos minutos finais da 1ª parte e ao intervalo a vantagem mínima já permitia aos azuis respirar melhor.
Na segunda parte o 1º de Dezembro nunca mais se conseguiu encontrar e a Albicastrense foi construindo um resultado que acaba por parecer fácil mas que foi muito complicado, especialmente nos primeiros 30 minutos.
Destaque para as boas exibições de Filipe Félix e João Fialho, o primeiro porque foi o único que conseguiu contrariar o adversário na primeira parte e João Fialho pelos 10 golos que apontou, que foram decisivos na 2ª vitória da ADA no campeonato. Recorde-se que os albicastrenses vinham de uma derrota por 28-22 para a Taça de Portugal que tinha acontecido no feriado da última semana no terreno do Passos Manuel, equipa que já tinha ganho em Castelo Branco então em jogo a contar para o Nacional da 1ª divisão. Para o campeonato no próximo sábado a Albicastrense tem uma difícil deslocação ao terreno do Boa Hora.No jogo frente ao 1º de Dezembro a dupla de jovens árbitros passou perfeitamente ao lado do jogo.

TRABALHO APRESENTAÇÃO COJUTRA


Castelo Branco e Guarda querem mais proximidade com Castilla y Léon

O programa de Cooperação Juvenil Transfronteiriço, COJUTRA, foi apresentado na última sexta-feira na cidade de Castelo Branco.
Na ocasião, estiveram presentes Miguel Nascimento, Delegado Regional do IPJ de Castelo Branco, António Batista, que exerce as mesmas funções na Guarda, José Miguel Ortega San José, Jefe del Servicio de Emancipación y Participación Juvenil da Dirección General de Juventud da Junta de Castilla y León, Alejandro Velez, Concejal de Juventud del Ayuntamiento de Salamanca, Alfredo Martin, Diputado de Juventud de la Diputación de Salamanca e Maria Geraldes, Presidente da Comissão Executiva do Instituto Português da Juventude.
O COJUTRA prevê um investimento total de um milhão de euros, 200 mil do lado português e 800 mil dos vizinhos espanhóis e terá uma comparticipação de 75% do FEDER através do Programa Interreg III-A entre Portugal e Espanha, e tem como objectivos fomentar a cooperação transfronteiriça e as relações de cooperação entre agentes públicos e privados, aumentar o conhecimento mútuo dos responsáveis políticos e administrativos, facilitar a informação e o encontro entre os principais actores das políticas de juventude (associações juvenis e jovens) e promover o desenvolvimento de actividades de cooperação, como sejam, intercâmbios, formação e itinerários culturais entre outros.
Neste projecto cooperativo que em breve vai dispor de uma página WEB, participam, para além das delegações regionais do IPJ de Castelo Branco e Guarda, a Junta de Castilla y León, através da Consejeria de Família e Igualdad de Oportunidades – Dirección General de Juventud.
Destinado a jovens entre os 12 e os 30 anos, dirigentes associativos e técnicos de juventude, o COJUTRA termina no dia 31 de Dezembro do próximo ano e tem como actividades previstas, Formações, Feiras e Congressos de Juventude/Associativismo, Festivais (cinema, teatro…), Itinerários Culturais e vários Intercâmbios.
Entretanto, e no âmbito da cooperação transfronteiriça, recorde-se que vai decorrer em Salamanca nos próximos dias 15, 16 e 17 de Novembro o 1º Encontro Transfronteiriço de Informadores Juvenis entre Castilla y León e Portugal.

ATLETAS DO VALONGO VOLTAM A TREINAR NO SL BENFICA



André Rocha regressa à Luz, João Martins estreia-se

Depois de ter estado presente nos treinos de captação do Sport Lisboa e Benfica no último dia 5 de Outubro, o guarda-redes da equipa de infantis A da Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo, André Rocha voltou a ser chamado para comparecer nos sintéticos do Estádio da Luz no último dia 1 de Novembro. Mas desta vez, o jovem keeper levou a companhia do defesa João Martins, atleta do mesmo clube mas na categoria de iniciados.
O convite a André Rocha e João Martins voltou a partir do clube encarnado, e os dois jovens atletas albicastrenses tiveram a oportunidade de se mostrar durante uma hora aos responsáveis pelos escalões de formação do Benfica.
No final, tanto André como João Martins foram informados que vão continuar a ser acompanhados no seu clube de origem pelo Departamento de Formação das águias e que mais tarde voltarão a ser chamados para novos treinos e para participar em torneios pela equipa do SL Benfica.

segunda-feira, outubro 31, 2005

BENFICA CB- 3 PORTALEGRENSE- 0


Até q’enfim!

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Renato Gonçalves, auxiliado por Paulo Dias e Marco Vieira (Guarda)
Benfica CB- Tiago, Quelhas, Gelson, Salavessa, Luisinho, Jójó, Torres, Alves, Kiko, Tomás e Jorge
Treinador- Paulo Silva
Portalegrense- Mário, Calado, Jorge, Paralta, Milheiro, Franja, Cabim, Cabrinhas, João Sousa, João Rosa e Conchinhas
Treinador- João Landeiro
Substituições- Luisinho por Chiquinho aos 62, Jójó por Mateus aos 84 e Kiko por Vasco aos 90; Calado por Bruno Batista aos 57, Bruno Batista por Tiago Ruivo aos 77 e Paralta por Serra aos 84
Disciplina- Amarelos a Salavessa aos 45, Kiko aos 67, Jójó aos 72 e Torres aos 79; Paralta aos 50, João Rosa aos 74 e Jorge aos 80
Marcadores- Kiko aos 45 e Tomás aos 77 e 88

Foi à oitava jornada que o Benfica e Castelo Branco se estreou a pontuar no nacional da 2ª divisão de juniores e logo com uma vitória clara sobre um fraco Portalegrense que estava colocado imediatamente acima dos albicastrenses na tabela classificativa com dois pontos, resultantes de outros tantos empates.
A equipa de Paulo Silva conseguiu finalmente a vitória que há muito perseguia e que algumas vezes esteve perto de conseguir e logo por números que acabam por condizer com a exibição. Para se ter uma ideia das dificuldades dos encarnados neste início de campeonato destaque-se que, neste jogo, marcaram mais golos (3), do que nas sete anteriores partidas (2).
Apesar deste ser praticamente o jogo do tudo ou nada, isto apesar de ainda só estarmos na jornada 8, o Benfica entrou algo nervoso, fruto do lugar que ocupa na classificação, e começou por dar demasiado espaço ao seu opositor para praticar o futebol que mais lhe convinha, que era evitar ao máximo que a bola se aproximasse da sua baliza.
Mas como nem sempre se pode ter azar, o Benfica e Castelo Branco acabou por ter a estrelinha que tantas vezes faltou ao conseguir abrir o activo quando já todos se preparavam para ir para o descanso com o nulo no marcador. Kiko aproveitou bem uma confusão na área adversária para dar a vantagem à sua equipa.
No início da segunda parte o jogo parecia outro. A equipa da casa notava-se muito mais tranquila e tinha agora todas as condições para mostrar o seu real valor. E foi o que aconteceu. O Portalegrense, durante todos os segundos 45 minutos, apenas numa ocasião se acercou com perigo da baliza encarnada, proporcionando na circunstância uma excelente defesa ao guarda-redes Tiago que veio até à linha limite da sua grande área evitar o empate.
A partir daí o jogo foi inteiramente dominado pela equipa de Paulo Silva. O Benfica praticou um futebol agradável, marcou mais dois golos, ambos por Tomás, o primeiro em que contou com a colaboração de Paralta e o segundo com um grande tiro de fora da área sem dar hipóteses ao guarda-redes adversário, e ainda deixou alguns por marcar, já que aliado há boa exibição conseguiu também criar um bom número de ocasiões de golo.
Pode ter sido esta a exibição e o resultado que faltavam ao conjunto albicastrense para embalar para o resto de um bom campeonato na tentativa de evitar a fuga aos últimos quatro lugares que dão a descida de divisão. A equipa tem valor para se manter nesta 2ª divisão e agora tem também toda a moral que transmite um resultado de 3-0.
A equipa de arbitragem teve alguns erros e quase sempre em prejuízo do Benfica, deixando mesmo por marcar uma grande penalidade sobre Vasco já no último minuto de compensações.

Discurso directo- Paulo Silva, treinador do Benfica CB- “Era um jogo de grande ansiedade porque este tínhamos que o ganhar. A equipa entrou nervosa, mas pelo que fizemos, principalmente na 2ª parte, acho que merecemos inteiramente a vitória. O nosso objectivo é desde o início a manutenção e esperemos agora embalar para a conseguir. Vamos agora apanhar algumas equipas do nosso nível e esperamos que esta vitória nos tenha relançado no campeonato, pois tem-nos faltado sorte e isso tem influenciado a parte anímica dos jogadores, porque nós quando sofremos um golo, por norma, acusamo-lo muito. Hoje jogámos pela 1ª vez no Estádio Municipal mas isso só é uma vantagem se cá treinarmos, que foi o que aconteceu esta semana. Vamos também jogar aqui os próximos dois jogos e por isso também vamos cá treinar. Quero aproveitar para deixar um agradecimento aos jogadores e às suas famílias que já há muito que esperavam um resultado destes”.

ACD LADOEIRO- 4 GD MATA- 3


Lance polémico decide nos instantes finais

Pavilhão Municipal do Ladoeiro
Árbitros- Hugo Clara e Délio Rolo
ACD Ladoeiro- Jorge Taborda, Francisco Marques, Renato Rodrigues, Nuno Aleluia, Ruben Martins, Rogério Marques, Ruben Amaral, João Fonseca, Carlos Barata e David Silva
Treinador- João Marques
GD Mata- Gonçalo, Luís, Tiago, Diogo, Nuno, Ângelo, David, Pedro, Vasco, Miguel, Henrique e Flávio
Treinador- José Mendes
Disciplina- Cartão amarelo a Francisco Marques; Nuno e Luís. Vermelho por acumulação de amarelos a Nuno e vermelho directo a Gonçalo e Pedro
Marcadores- Francisco Marques (2), Renato e Nuno Aleluia; Pedro, Miguel e Diogo

Os dois principais candidatos ao título distrital de juvenis encontraram-se na tarde de domingo e, pode escrever-se, acabaram por proporcionar um excelente espectáculo de futsal, com oportunidades de golo e jogado, em certos períodos, a um ritmo alucinante.
Na primeira parte esteve melhor a equipa da casa, que entrou mais dominadora e garantindo desde logo mais tempo de posse de bola, que, no entanto, nem sempre foi bem gerido. A Mata, por seu turno, aceitou o domínio adversário mas nunca perdeu a oportunidade de espreitar o contra-ataque, obrigando a que o último reduto do Ladoeiro estivesse sempre atento. Fruto desse domínio dos raianos foi até com alguma naturalidade que chegou o primeiro golo, obra do capitão Francisco Marques.
Estávamos perante duas equipas muito diferentes das da última temporada, já que alguns dos seus melhores valores subiram de escalão e participam agora no distrital de juniores. Notava-se que havia muito nervosismo e alguma inexperiência de ambos os lados, mas os covilhanenses não acusaram o golo sofrido e chegaram ao 1-1, por intermédio de Pedro.
Até ao final da primeira parte o panorama não se alterou, o resultado do jogo manteve-se e a disposição das duas equipas em campo também.
Na segunda meia hora, porque nos distritais jogam-se 30 minutos corridos, ao contrário dos nacionais onde se jogam 15 minutos de tempo útil, o jogo endureceu, passou a ser para miúdos de barba rija, mas nunca houve maldade ou intenção de nenhum dos intervenientes pôr em causa a integridade física adversária. Apenas muita luta e um pouco mais de contacto físico.
Logo no minuto inicial os serranos adiantaram-se pela primeira vez no marcador através do golo de Miguel, mas o Ladoeiro respondeu bem e em apenas um minuto deu a volta ao marcador. Francisco Marques bisou no 2-2 e depois fez a jogada mais bonita do jogo para Renato Rodrigues concluir para o 3-2. Mas notava-se que nada estava decidido. O Ladoeiro tinha mais a bola nos pés, mas falhava muito na hora do remate, e a Mata, mesmo rematando menos, também criava chances mas também estava difícil de acertar na baliza de David Silva. Era um jogo que fazia perfeitamente jus ao lema do futsal, “ataque e contra-ataque”. Bonito, durinho quando baste e com uma grande incerteza no marcador. Mas as contas dos golos não haveriam de ficar por aqui. O capitão Diogo restabeleceu a igualdade ainda antes do meio da 2ª parte e o equilíbrio levou-nos até ao último minuto, altura em que o guarda-redes Gonçalo saiu de entre os postes e chocou com um adversário já fora da sua grande área. A dupla de árbitros entendeu que havia motivo para marcação de falta, que seria a 6ª dos covilhanenses, e para expulsão do keeper que se vinha cotando com uma excelente actuação. No mesmo lance Pedro viu também o vermelho, provavelmente por palavras dirigidas ao árbitro. Deste lance, e porque é de difícil análise do local onde nos encontramos, fica-nos uma dúvida: houve ou não contacto entre os dois jogadores? Somos obrigados a dar o benefício da dúvida à jovem dupla de árbitros até porque se estavam a cotar com um bom trabalho até esse fatídico último minuto. No batimento do livre Nuno Aleluia saltou do banco e estabeleceu o resultado final pondo um ponto final na história do jogo.

Discurso directo- João Marques, treinador do Ladoeiro- “Foi um jogo muito difícil com uma equipa praticamente toda nova e que acusou muito nervosismo. Temos aqui muitos jogadores que nunca tinham jogado a nível federado. Apesar de tudo penso que foi uma vitória justa, embora a Mata seja sempre um adversário muito difícil. Não comento o trabalho das arbitragens”.

Discurso directo- José Mendes, treinador da Mata- “Quero dar os parabéns às duas equipas pelo jogo que disputaram. Estivemos aqui sem jogos treino e com vários jogadores que nunca tinham jogado futsal. Penso que o campeão distrital vai sair de entre estas duas equipas. A arbitragem cometeu alguns pequenos erros mas penso que no lance que decide o jogo o meu guarda-redes é mal expulso”.

CASA DO BENFICA CB- 22 ALTO DO MOINHO- 16


Encarnadas mantêm-se no topo

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Pedro Ventura e Gonçalo Camejo
Casa do Benfica CB- Filomena Abrantes, Sofia Santos e Natalina Nascimento, Diana Rodrigues (7), Neidja Lima (2), Paula Rodrigues (2), Inês Martins (1), Patrícia Santos, Catarina Mata (4), Sónia Mota, e Mariana Ivanova (6)
Treinador- Paula Espírito Santo
Alto do Moinho- Inês António, Ana Miranda (2), Susana Tavares (3), Lina Afonso, Elisabete Correia, Ana Almeida (2), Elisandra Pires, Liliana Correia, Maria Semedo (1) e Lúcia Correia (8)
Treinador- Américo Manteigas
Marcador ao intervalo- 8-5
A Casa do Benfica de Castelo Branco estreou-se nos jogos em casa no nacional da 2ª divisão de andebol feminino. E apesar da hora escolhida para o jogo, 13 horas de domingo, não ser propriamente a mais indicada, o público respondeu em bom número e, segundo o boletim oficial do jogo, foram 170 os espectadores presentes no Municipal de Castelo Branco.
Depois de começar com a mão direita no último fim-de-semana, com uma vitória na deslocação ao pavilhão do Liceu Camões, as meninas da Casa do Benfica somaram a segunda vitória consecutiva na prova frente a uma equipa que se mostrou inferior às encarnadas em todos os capítulos do jogo, conseguindo apenas marcar o seu primeiro golo já quase íamos a meio da primeira parte.
As albicastrenses, apesar de estarem sempre na frente no marcador e com uma margem confortável, mostraram algumas falhas especialmente no capítulo da finalização, querendo organizar jogadas de ataque rápido quando a melhor forma de chegar ao golo, estava provado, era em ataque bem organizado.
Depois do 8-5 ao intervalo, a Casa do Benfica entrou para a segunda parte determinada em rapidamente dilatar a vantagem e num ápice a diferença passou de 3 para 7 golos.
Uma tarde tranquila para a nova equipa de andebol da região que no próximo domingo tem deslocação a Santarém para defrontar o Empregados do Comércio. Depois há uma paragem de três (!) semanas para os trabalhos da selecção recomeçando a prova no feriado do dia 1 de Dezembro com nova saída, desta vez ao pavilhão do Passos Manuel. No Municipal a Casa do Benfica volta a jogar dia 4 do próximo mês frente ao Colégio João de Barros.
A dupla de arbitragem albicastrense cometeu alguns erros mas sem ter influência no resultado final.

Discurso directo- Paula Espírito Santo, treinadora da Casa do Benfica CB- “Tivemos muitas falhas técnicas porque mostrámos muita pressa na saída para o ataque. Perdemos muitas bolas porque houve necessidade de defender muito tempo porque a equipa adversária incorria diversas vezes no jogo passivo, mas isso é um problema que se estende também à 1ª divisão. Penso que o jogo com o Colégio João de Barros é que vai servir para avaliar as reais possibilidades neste campeonato. Na minha opinião os árbitros nunca devem ser da zona das equipas intervenientes”.

TRABALHO CASA DO BENFICA EM CASTELO BRANCO


Colaço e Zé Gato apoiam Casa do Benfica

Carlos Colaço, responsável pelas Casas do Sport Lisboa e Benfica espalhadas por Portugal e pelo mundo, esteve no último domingo em Castelo Branco onde assistiu à estreia em casa das meninas do andebol feminino da Casa do Benfica em Castelo Branco. O dirigente encarnado fez-se acompanhar por José Henriques, uma velha glória do clube da águia que ficou conhecido como Zé Gato.
Carlos Colaço congratulou-se com o facto de mais uma Casa do Benfica entrar numa competição oficial e, João Alveirinho, presidente da Casa do Benfica albicastrense falou à nossa reportagem de todo o processo que levou à criação deste departamento e dos projectos futuros da representação do SL Benfica na capital de Distrito.

Carlos Colaço, responsável pelas Casas do SL Benfica

“As Casas do Benfica têm
que ser mais que o espelho do futebol”

Tribuna Desportiva- Estamos perante mais uma Casa do Benfica a estrear uma modalidade desportiva e também com a escolinha de futebol…
Carlos Colaço- É um projecto fruto de uma vitalidade que eu gosto que as Casas tenham. Isto vai dar os seus frutos junto dos miúdos, junto dos pais, e isto é que transmite às Casas e ao Benfica o desenvolvimento em todo o país ao nível da formação, seja em modalidade for. Isto é muito importante para as Casas, porque tendo estas actividades desportivas e culturais mantêm-se um pouco inertes aos resultados do futebol. As Casas do Benfica têm que ser mais que o espelho do futebol. Têm que ser mais o espalhar do benfiquismo pelo país inteiro. A minha presença aqui serve para dar um apoio simbólico àquilo que é o trabalho de uma Casa que eu creio que é muito válido.
TD- Deve ter conhecimento da história desta modalidade em Castelo Branco… viu o andebol feminino sair de uma filial para uma Casa do Benfica…
CC- Antes assim do que a modalidade acabar ou ir para outro lado. As filiais e as Casas do Benfica têm, tal como os clubes, muitas dificuldades. Umas conseguem superá-las, outras não, e aí manda a dinâmica das pessoas e das colectividades. As Casas do Benfica têm demonstrado alguma dinâmica ao longo destes anos e hoje já são mais de 200. O Benfica e Castelo Branco acabou com o andebol feminino certamente porque teve algumas dificuldades, mas espero que as supere e que um dia volte.
TD- Que tipo de apoio dá o Sport Lisboa e Benfica às suas Casas?
CC- O clube dá um apoio directo, não material. As casas existem por causa do clube, porque isto no fundo é a imagem do clube. O apoio que o Benfica dá é um apoio pontual, de motivação a pessoas que são do Benfica, que gostam do Benfica e que lutam por ele. Esta gente não é profissional e digamos que o apoio do Benfica é espiritual.

João Alveirinho, presidente da Casa do Benfica em Castelo Branco

“Demos seguimento a um trabalho de alguns anos”

Tribuna Desportiva- O aparecimento do andebol feminino na Casa do Benfica é uma maneira de dar mais visibilidade à Casa?
João Alveirinho- Não era nossa ideia vir a criar uma secção de andebol, de maneira nenhuma. Apareceu porque houve um grupo de pessoas, ligadas ao andebol que me vieram pedir se podiam criar a secção para dar seguimento a um trabalho que vem sendo feito há uma série de anos. Nós tínhamos outras ideias para começar a mexer com a Casa do Benfica, com outras secções, como por exemplo as escolinhas que já temos, cicloturismo, que vai ter uma prova nocturna no próximo dia 19, iremos criar uma secção de futsal e agora temos também uma secção de canoagem. Vamos ver se conseguimos dar apoio logístico a estas modalidades. No andebol já estamos a trabalhar também na formação, vamos fazer mais captações, para ver se incentivamos as miúdas albicastrenses a praticar andebol. Foi assim que nasceu esta secção que nós não deixámos morrer porque isto mexe com a cidade.
TD- Mas não há aqui nenhuma espécie de conflito por causa desta equipa ser dissidente do Benfica e Castelo Branco…
JA- Nada, de modo nenhum! O Benfica e Castelo Branco suspendeu, vieram-nos pedir para seguirmos com o trabalho e nós seguimos, porque tivemos as condições necessárias e suficientes para começar com o andebol.
TD- Houve reuniões com a Câmara, com a Junta de Freguesia… o apoio que têm é o suficiente para toda a época?
JA- O suficiente não é, mas é um bom apoio e nós estamos a dar o resto do apoio que falta, como são os casos dos transportes e da alimentação, equipamentos e material desportivo. A Casa está exactamente a dar aquilo para que os subsídios não chegam.
TD- Digamos que é uma dinâmica que faltou na altura da criação da Casa do Benfica em Castelo Branco…
JA- Sim… é isso.
TD- Como presidente da Casa do Benfica gostava de ver esta equipa no próximo ano na 1ª divisão?
JA- Nós não pedimos nada às atletas…
TD- Mas elas querem subir…
JA- Elas querem e nós vamos fazer tudo para que nada lhes falte para ver se conseguimos pôr a equipa na 1ª divisão que é o lugar que elas merecem.

segunda-feira, outubro 24, 2005

ADE PENAMACOR- 2 VITÓRIA DE SERNACHE- 1


ADEP opera reviravolta e segue em frente

Campo Maia Campos, no Teixoso
Árbitro- Rui Dias, auxiliado por Ricardo Fontes e Jorge Fernandes
ADE Penamacor- Manuel Silva, Hélder Correia, Marco, Ângelo, Gonçalo, Renato, Bruno Vieira, Caronho, Pedro Silveiro, Picas e David
Treinador- Tó Real
Vitória de Sernache- Vilela, Carlos, Tomás, Fernando Miguel, Pedro, Dany, Tiago, Rogério, Paulo Lopes, M´Passo e Nuno Alves
Treinador- António Joaquim
Substituições- David por Ruben aos 36, Hélder Correia por José Luís aos 73 e Renato por Hugo Andriaça aos 75; Paulo Lopes por Velho aos 45, Rogério por Filipe Barata aos 58 e Carlos por Artur aos 75
Disciplina- Amarelos a Gonçalo aos 24, Hélder Correia aos 45, Marco aos 71 e Picas aos 78; Carlos aos 44
Marcadores- Picas aos 56 e Marco aos 60; Tomás aos 39

A ADE Penamacor- Dominou mais tempo que o adversário durante os primeiros 45 minutos mas nunca conseguiu transformar essa supremacia em golos ou até mesmo em situações para os marcar. Na segunda parte, a perder, as oportunidades apareceram e em apenas quatro minutos deu a volta ao resultado. Depois foi só controlar as últimas tentativas de empate do adversário.

O Vitória de Sernache- Optou por dar a iniciativa de jogo ao adversário e esperar dentro do seu meio campo para sair em contra-ataque. Aos 25 minutos equilibrou o jogo e aos 39 minutos Tomás adiantou os vitorianos no marcador, resultado com que se foi para o descanso. Na segunda metade tentou segurar a vitória desde muito cedo e acabou por consentir a cambalhota. No último quarto de hora atacou mais com o coração que com a cabeça mas Nuno Alves ainda teve o empate na ponta da bota, mas a trave devolveu o remate do ponta-de-lança.

A jogar em casa emprestada, foi a ADEP que primeiro tomou conta do jogo, instalando-se desde cedo no meio campo adversário. O Sernache optou por uma atitude mais de contenção, refugiando-se no seu meio campo esperando as oportunidades para sair em rápidos contra-ataques. Foram estes os pressupostos com que se jogou até quase à meia hora de jogo e por iniciativa das duas equipas, isto é, tanto Penamacor como Sernache contribuíram para que o jogo decorresse nestes moldes.
Mas apesar do maior domínio da equipa da “casa”, esse maior tempo de posse de bola e esse assentar “arraiais” no meio campo adversário não se traduzia em situações de golo, porque o meio campo defensivo e o último reduto do Vitória ia chegando e sobrando para as encomendas, de tal forma que Vilela nunca foi obrigado a nenhuma intervenção digna de registo. Mais tranquilo ainda estava Manuel Silva, já que o Vitória era inofensivo em termos ofensivos.
Passados os primeiros 25 minutos, os de Sernache começaram a sair mais da “casca”, e a posse de bola passou então a ser mais dividida. E com esse equilíbrio veio o golo dos vitorianos. Tiago marca um livre do lado esquerdo com conta, peso e medida, a defensiva da ADEP esqueceu-se da marcação à subida no terreno de Tomás, e o central nem precisou saltar para empurrar para o fundo das redes de Manuel Silva.
Ainda antes do intervalo assinale-se a lesão de Paulo Lopes que, num lance casual com Hélder Correia, acabou por ser tocado no nariz pela chuteira do adversário. O jogador foi transportado ao Centro Hospitalar da Cova da Beira já que se suspeitava de uma fractura nos ossos do nariz.
A vantagem do Vitória ao intervalo era um prémio para a eficácia.
Na segunda parte a ADEP entrou com a nítida disposição de dar a volta ao resultado e em apenas quatro minutos a cambalhota aconteceu mesmo. Primeiro foi Picas que aos 56 minutos até teve que se baixar para cabecear para o empate e aos 60 foi o central Marco que deu forma à reviravolta.
Daí para a frente o jogo entrou numa fase mais dura onde o Penamacor procurava o golo da tranquilidade e o Vitória de Sernache tentava chegar ao empate. Só que as coisas eram feitas mais com o coração que com a cabeça, até porque ambas as equipas tinham a perfeita noção que estavam a disputar um mata-mata. Nuno Alves ainda teve nos pés a melhor oportunidade do Sernache para empatar, mas os golos continuam a nada querer com ele, desta vez foi a trave que lhe devolveu o remate, num lance em que os penamacorenses protestaram muito com Rui Dias sobre uma falta que o árbitro não assinalou.
O resultado final aceita-se, principalmente pelo que a ADEP fez na primeira metade da segunda parte em que, de facto, jogou claramente para conseguir virar o resultado. O Sernache terá optado por começar a defender muito cedo, o que o penalizou em termos de resultado final.

A arbitragem- Regressou aos distritais mas não atravessa um bom momento. Rui Dias tem condições para fazer muito melhor que o que fez no domingo no Teixoso. É certo que o jogo endureceu na segunda parte, mas também por culpa dele e dos auxiliares que assinalaram faltas e foras de jogo indevidamente e deixaram passar em claro lances que mereciam punição disciplinar. A seu favor tem o facto que não interferir com o resultado.

Discurso directo- Tó Real, técnico da ADE Penamacor- “Estou contente com o resultado e com a exibição porque ganhámos a uma boa equipa. Temos jogado sempre fora, o que é diferente de jogarmos em nossa casa. Ganhámos com todo o merecimento contra uma belíssima equipa que, apesar de não o assumir, é candidata ao título. O árbitro complicou um pouco”.

Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “Espero ser repescado e depois ir jogar, se calhar a Espanha. Por aquilo que fizemos merecemos ser repescados. O resultado é o que menos conta. Quero louvar a atitude dos jogadores e lamentar o facto de não termos um director para acompanhar o Paulo Lopes ao Hospital, lamentar o facto de não nos deixarem ganhar e lamentar estas coisas todas do futebol. Eu gosto de criticar construtivamente mas também gosto que as pessoas ouçam as minhas palavras, mesmo sabendo que são polémicas. Tivemos mais situações de golo que o adversário mas não nos deixaram fazer golos. Espero que os árbitros escrevam no relatório o que viram e o que sentiram na pele, principalmente o auxiliar do lado dos bancos. O Sernache não quer subir de divisão! Nós queremos incomodar e hoje provou-se que incomodámos e muito. Isso dá-nos orgulho”.

BOA ESPERANÇA- 6 PEDERNEIRENSE- 4


Que tendência para complicar!

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Lourenço Costa e José Marques (Coimbra)
Boa Esperança- César Bento e Gonçalo, Ricardo Machado, Pedro Araújo, Theres, Valter Borronha, Marco Borronha, André Martins, Serginho, Hugo Silveira, Fernando Inácio e Cunha
Treinador- Humberto Cadete
Pederneirense- Nuno, Mário Daniel, Hugo, Marinho, Fernando, Hélder, Vítor, Paulo Estrelinha, Emanuel, Nilton, Paulinho e Fábio
Treinador- João Paulo Matias
Disciplina- Cartão amarelo a Theres aos 15, Hugo Silveira aos 18 e Serginho aos 29; Hugo aos 14, Vítor aos 21 e Paulo Estrelinha aos 29
Marcadores- Hugo Silveira aos 7, Ricardo Machado aos 10, Valter Borronha aos 22 e Marco Borronha aos 28, 36 e 39; Vítor aos 5, 6 e 30 e Nilton aos 31

A Boa Esperança subiu mais uns degraus na tabela classificativa e, com esta vitória, a 3ª consecutiva, depois de um fraco começo de campeonato, a equipa albicastrense parece ter entrado no rumo certo, aquele que todos pretendem devolva a equipa à 2ª divisão nacional.
Frente à equipa de Pederneira (Nazaré), a Boa Esperança não entrou bem na partida, dando muitos espaços na sua zona defensiva, permitindo que os forasteiros aos 6 minutos já estivessem a vencer por 2-0.
Mesmo a perder via-se claramente que os da casa tinham melhor conjunto e mais jogo que o adversário, mas agora, era preciso, para além de marcar golos, organizar melhor a equipa quando era necessário defender, de modo a limitar ao máximo o espaço a utilizar pelo Pederneirense. Os golos não foram sentidos porque havia a consciência da diferença de valores entre as duas equipas, e um golo de Hugo Silveira aos 7 minutos e outro do capitão Ricardo Machado aos 10 (que grande golo!) valeram o empate que se registava ao intervalo.
Na segunda metade foi a vez dos manos Borronha entrarem em acção. Valter logo no segundo minuto e Marco pouco depois adiantaram a Boa Esperança pela primeira vez no marcador. Agora os números já eram mais condizentes com o real valor das duas equipas mas duas desatenções em outros tantos minutos voltaram a permitir o empate.
A Boa Esperança mostrava uma estranha tendência para complicar, e o que parecia que iria dar em goleada acaba por se traduzir em esperanças para o adversário.
Valeu a inspiração de Marco Borronha para a 4 minutos do final voltar a dar vantagem à Boa e no minuto final selar uma vitória que só foi apertada por culpa própria.
Os árbitros deixaram o Pederneirense jogar sempre muito duro e ficou-nos a sensação que o número 8 forasteiro, Paulo Estrelinha, viu por duas vezes o cartão amarelo sem ver o respectivo vermelho.
Discurso directo- Humberto Cadete, técnico da Boa Esperança- “Ainda continuamos a ganhar jogos com muito sofrimento porque cometemos muitos erros não forçados. Sofremos até ao fim por nossa culpa contra uma equipa com um jogo anárquico e muito duro”.

AD ALBICASTRENSE- 30 VELA DE TAVIRA- 27


Albicastrense encontra-se com a 1ª vitória

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Daniel Figueiredo e Conceição Rufino
AD Albicastrense- José Pereira e Pedro Mendes, Martin Gomes (1), Luís Gama (5), Luís Robalo, Sérgio Silva (7), Luís Mateus, João Fialho (5), Bruno Roberto, Filipe Félix (2), António Mata (1), Maximiano Ribeiro (4), João Mateus (2) e João Romão (3)
Treinador- José Curto
Vela de Tavira- Flávio Fernandes e João Mendonça, João Palhinha, Hugo Santos, Luís Cardoso, Marcos Cabrita (5), Délio Santos (1), Filipe José (2), Abel Nunes (10), Luís Raimundo (1), André Sousa (4) e Luís Palhinha (4)
Treinador- Gueorgui Borisov
Marcador ao intervalo- 9-11

Ao 4º jogo na edição 2005-06 do Nacional da 1ª divisão de andebol, a Associação Desportiva Albicastrense somou a primeira vitória frente a uma equipa de Tavira que comandou quase sempre o marcador e que ao intervalo vencia por duas bolas de diferença.
Não seria um jogo de vida ou de morte porque o campeonato ainda agora começou mas, este era um teste importante para a equipa de José Curto, principalmente porque defrontava uma equipa acessível e também porque Sérgio Silva fazia já o segundo jogo pelos albicastrenses o que se traduzia em maior entrosamento com os novos colegas. E acabou mesmo por ser determinante o novo (único!) reforço da ADA, já que com os seus sete golos foi mesmo o melhor marcador da equipa da casa.
Mas não foi um jogo fácil para os azuis. Pelo contrário. As situações de vantagem no marcador foram muito poucas, mas valeu que no final se registava uma dessas poucas vantagens. Nos primeiros 30 minutos só ao 1-0 a ADA esteve na frente do marcador, porque depois os algarvios passaram para a frente e, umas vezes com dois golos, outras com quatro (maior vantagem), lideraram sempre o placard.
O 9-11 ao intervalo deixava ainda algumas esperanças para a Albicastrense mas para chegar aos 3 pontos não se podia falhar tanto no ataque.
O início da 2ª parte foi alucinante. Uma velocidade estonteante, que à partida vai contra as intenções da ADA, mas que se traduziu em golo cá, golo lá, o que levou o marcador até à 1ª situação de vantagem na 2ª parte. Estávamos já na fase decisiva do jogo quando os azuis fizeram o 25-24. Era uma altura crucial e foi nessa altura que mais se destacou Sérgio Silva já que, ao apontar dois golos, praticamente garantiu uma vitória que é tão saborosa quanto foi difícil.
A dupla de arbitragem cometeu alguns erros mas acabou por não ter influência no resultado final.

ACÇÃO DE FORMAÇÃO SOBRE FUTSAL DA AFCB


Só Casa do Benfica de Penamacor e Carapalha estiveram presentes

O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Castelo Branco levou a efeito no último sábado uma Acção de Formação sobre alterações às regras do futsal destinada aos clubes seus filiados, jogadores e dirigentes, e Comunicação Social.
Estranhamente, e tal como aconteceu na mesma acção promovida, mas em relação ao futebol de 11, os clubes não demonstraram interesse e apenas a Casa do Benfica de Penamacor e a Carapalha marcaram presença no auditório da Associação de Futebol de Castelo Branco. Clubes eram dois, meios de Comunicação Social eram três… Mais uma vez os homens da Imprensa mostraram mais interesse do que aqueles a quem mais se destinam este tipo de iniciativas.
É quase como “ser preso por ter, e por não ter cão”… Se nada se fizesse, ao primeiro problema, apareciam logo os críticos a dizer que ninguém os informa de nada. Assim a informação foi passada mas poucos a quiseram receber.
Manuel Pires, membro da Comissão de Apoio Técnico do Conselho de Arbitragem da AFCB, foi o elemento responsável por falar das alterações, mas os clubes, como alguém escreveu um dia, já sabem tudo!