segunda-feira, janeiro 29, 2007

ASSEMBLEIA GERAL DO DESPORTIVO CB


António Marcelo lidera Comissão Administrativa até Junho

O Desportivo de Castelo Branco aprovou na última sexta-feira, em Assembleia-Geral, o relatório e contas referentes ao ano de 2006. Na sede social da agremiação albicastrense os 14 sócios presentes aprovaram por unanimidade as contas da Direcção de José Bernardino que já tinham o parecer favorável do Conselho Fiscal.
Depois de herdar 97 mil euros de passivo, José Bernardino baixou esse número para 82 mil em 2005 e termina o ano de 2006 com uma dívida de 65 mil euros. Uma redução de mais de 33% em cerca de 2 anos que mesmo assim não deixa boas perspectivas de futuro ao presidente que se demitiu em Outubro último e que presidiu à AG por ausência forçada do presidente deste órgão Carlos Vale. Segundo Bernardino, que não escondeu em nenhuma circunstância que o “Desportivo de Castelo Branco é subsío-dependente”, nos próximos anos as coisas têm tendência a complicar-se e “vai ser muito mais difícil diminuir o passivo, até porque já temos a informação da Junta de Freguesia que o subsídio por eles atribuído vai baixar 10% e que o valor atribuído pela Câmara também vai ser reduzido”. Ainda sobre a questão dos números, e porque segundo o ex-presidente “os problemas do clube nunca foram desportivos mas sim financeiros”, José Bernardino afirmou mesmo que “se pudesse voltar atrás, sabendo o que sei hoje, os juvenis não tinham participado no Campeonato Nacional. O apoio que a autarquia dá para esta equipa, apesar de não parecer, não chega para as despesas que temos ao longo do campeonato, portanto é uma ilusão dizer que por causa da participação dos juvenis no nacional o clube recebe mais 7 500 euros da Câmara”.
Entrando no segundo ponto, que apontava para as eleições dos novos Corpos Sociais para o ano de 2007, ainda havia a esperança de que António Marcelo, que rendeu Bernardino na presidência, apresentasse uma lista, mas essa hipótese também saiu frustrada e isto porque, segundo Marcelo, “eu encontrei as pessoas certas para os lugares certos só que, por uma ou outra razão, algumas não aceitaram integrar uma lista candidata”. Estava então posta de parte a existência de uma lista concorrente. José Bernardino deu então 3 sugestões para que não se caísse num impasse ou mesmo num vazio directivo: “ou se marca a continuação desta AG para um outro dia, ou os corpos sociais cessantes asseguram o que falta da temporada desportiva, ou se parte para a tentativa de formar uma Comissão Administrativa”. Esgotadas as duas primeiras possibilidades entendeu-se então formar uma Comissão Administrativa que gira o clube até ao mês de Junho e que integra apenas 2 elementos que não faziam parte dos anteriores Corpos Sociais. A acompanhar António Marcelo estão agora na Comissão Administrativa aprovada por unanimidade e aclamação: Filipe Pedroso, Luís Meira, António Cruchinho, Manuel Henriques, João Latado, José Manuel Estevão, António Almeida e Henrique Algarvio. Apesar de resolvido no imediato o problema directivo do Desportivo de Castelo Branco, José Bernardino, que apesar de não integrar a CA vai continuar a fazer a contabilidade do clube, lembrou no final que “esta CA tem que começar a pensar já em formar uma lista para apresentar em Junho”. E, de certo será essa a principal prioridade de António Marcelo, trabalhar para constituir uma lista para os três Órgãos Sociais do clube.
No último ponto da Ordem de Trabalhos em que se debateram outros assuntos de interesse para a colectividade, já se falou mais numa perspectiva de futuro mas José Bernardino aproveitou o ensejo para reforçar as dificuldades financeiras que o clube atravessa actualmente dando conta de “um telefonema que recebi, de um credor do clube, que me disse que precisava de 5 mil euros. Como o informei que neste momento o clube não tem dinheiro, ficou a ameaça de uma acção de penhora da Sede Social do clube em Tribunal”.O Desportivo continua a atravessar uma situação difícil, mas é preciso acreditar que não passa de uma fase, longa, é certo, mas que, com maior ou menor esforço, pode ser ultrapassada, até porque o clube que este ano completa 40 anos de vida continua a ser a equipa do Distrito com mais equipas e mais jogadores inscritos na Associação de Futebol de Castelo Branco.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

CD ALCAINS- 1 AD FUNDÃO- 1


Só no fim houve alguma emoção…

Estádio Trigueiros de Aragão, Alcains
Árbitro- Francisco Bizarro (5), auxiliado por Jorge Cruz e Alexandre Rato
CD Alcains- Daniel Mendonça (2), Nuno Gonçalo (3), Samuel (4), Rui Cerdeira (3), Óscar (1), Quinzinho (3), Ivo Gonçalves (3), Ricardo Trindade (3), Carlos Filipe (3), David André (3) e Rui Paulo (4)
Treinador- João Daniel
AD Fundão- Tiago Ramos (3), André Cunha (3), Carlos Miguel (3), Luciano (3), Óscar Menino (4), Ricardo Fonseca (3), Jorge Pina (3), Ricardo Morais (3), Daniel Vaz Alves (3), Nuno Batista (3) e João Mateus (3)
Treinador- Sérgio Salgueiro
Substituições- Óscar por João Paulo (2) aos 28, João Paulo por Nuno Vicente (4) aos 79 e Ivo Gonçalves por Luís Ramalho (3) aos 79; Daniel Vaz Alves por João Morais (3) aos 51, Carlos Miguel por Luzio (2) aos 61 e Jorge Pina por Filipe Santos (2) aos 76
Disciplina- Amarelos a Rui Paulo aos 32, Ivo Gonçalves aos 32, David André aos 67 e Nuno Vicente aos 78; Luciano aos 32
Marcadores- Nuno Vicente aos 85; Óscar Menino aos 90+2

A figura do jogo- Óscar Menino (AD Fundão)- Foi dos mais inconformados numa equipa que pareceu muitas vezes afectada por uma estranha apatia. Lutou sempre, acreditou até ao fim, e foi compensado com o golo do empate nos descontos.

O CD Alcains- Foi uma equipa adulta, serena, mas que nem sempre conseguiu jogar a bola rente ao solo como gosta e sabe. Construiu poucas oportunidades de golo, marcou a cinco minutos do fim mas não pode sofrer um golo num livre directo em períodos de compensações a mais de 30 metros da baliza.

A AD Fundão- Começou por prometer muito mas gradualmente foi baixando de rendimento até ao ponto de não se notar que é o líder do nosso distrital. Na segunda parte Sérgio Salgueiro mexeu com intenções de abanar a equipa mas as alterações pouco ou nada se notaram. Salvou a equipa o forcing nos descontos que lhe valeu um ponto.

O jogo prometia antes de começar, teve 10 minutos com um nível agradável, mas depois acabou por cair num marasmo que só terminou nos últimos 5 minutos quando apareceram os golos.
A Desportiva do Fundão entrou melhor no jogo e parecia querer puxar pelos galões de líder, ao forçar o Alcains a ficar no seu meio campo e tapar todos os caminhos para que a equipa adversária entrasse no seu sector mais recuado. Apesar deste início prometedor, também cedo se viu que não tinham passado de promessas e que o bom jogo em perspectiva se iria tornar num jogo banal em que nem parecia que estavam frente a frente duas das equipas do nosso Distrital que melhor futebol praticam.
E este decréscimo de emoção e de espectacularidade no jogo acabaram por coincidir com a subida de rendimento dos da casa e com um estranho recuo da equipa fundanense. Desta forma, se até aos 10 minutos ainda não tinha havido perigo junto de nenhuma das balizas, a partir dessa altura muito menos probabilidades passava a haver que esse perigo chegasse perto das redes de Daniel Mendonça e Tiago Ramos. Tanto um como outro eram meros espectadores de um jogo que se tornava enfadonho e que se limitava a ter muita luta pela posse de bola no meio campo. Por tudo isto, não foi nada de estranhar que o nulo permanecesse no placard no intervalo. Nem outra coisa seria de esperar, porque sem se criarem oportunidades, dificilmente se conseguem marcar golos.
Na segunda parte as coisas pouco se alteraram. Apenas um pouco mais de velocidade, que trazia mais vivacidade ao jogo, e com as equipas mais estendidas no terreno já conseguiam chegar mais perto da área adversária, mesmo assim sem conseguirem criar problemas aos dois números 1.
Nos bancos os treinadores mexiam nos onze, para tentar alterar qualquer coisa dentro do campo, mas apenas uma das substituições introduziu algo de novo no jogo. Quando Nuno Vicente entrou nos canarinhos aos 69 minutos notaram-se melhorias, isto porque a frente de ataque passou a ser mais alargada e Rui Paulo com Nuno Vicente já conseguiam causar mais preocupações à defesa fundanense. O Fundão tinha tentado por Ricardo Fonseca com um remate de muito longe que passou ao lado da baliza de Daniel Mendonça e aos 80 minutos Rui Paulo trabalhou muito bem na esquerda, cruzou com conta, peso e medida, mas a cabeça de Nuno Vicente enviou a bola por cima das redes contrárias.
E nos derradeiros minutos chegou finalmente a emoção. Aos 85 minutos Luís Ramalho, que tinha entrado 6 minutos antes, rasgou a defensiva contrária com um passe açucarado e Nuno Vicente concluiu com êxito. Só que os jogos têm 90 minutos mais as compensações, e nada fazia prever que num livre, aparentemente inofensivo, por ser a mais de 30 metros da baliza dos da casa, eis que Óscar Menino arrancou um pontapé fortíssimo que acabou por bater Daniel Mendonça, que não fica isento de culpas no golo do empate.
Um golo para cada lado, resultado que se aceita, num jogo que prometia mais.

A arbitragem- Um fora de jogo mal tirado ao ataque do Alcains pelo auxiliar do lado do peão não chega para manchar uma arbitragem imaculada.

Discurso directo- João Daniel, técnico do CD Alcains- “É um facto que, tirando o jogo de hoje, não conseguimos pontuar com as equipas que estão acima de nós, mas os jogos todos valem 3 pontos. A equipa esteve muito bem, organizada, e controlámos sempre o jogo. Tivemos alguma vantagem no final do jogo e depois custa sofrer o empate nos descontos. Estou satisfeito com a 1ª volta que fizemos e tenho a certeza que ainda vamos melhorar”.

Discurso directo- Sérgio Salgueiro, técnico da AD Fundão- “Foi um jogo muito incaracterístico da minha equipa que não conseguiu ter o controlo do jogo e acabou por falhar muitos passes. Isso não consigo explicar… Embora seja um resultado justo, porque as ocasiões de golo foram escassas, acabámos por ser felizes e o empate acaba por ser um mal menor. Acabámos a 1ª volta em 1º lugar e agora seria hipócrita da minha parte não assumir que somos candidatos a subir. Não comento as arbitragens”.

DESPORTIVO CB- 1 SPORTING CP- 3


Desportivo resistiu bem

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Paulo Paiva, auxiliado por Nuno Salgado e Ricardo Batista (Portalegre)
Desportivo CB- João Mota, João Cabaço, Jorge Cruchinho, Fábio Riscado, Ricardo Lourenço, João Machado, Francisco Sordo, João Batista, João Latado, Diogo Fonseca e Tiago Tavares
Treinador- João Paulo Natário
Sporting CP- Nuno Silva, Filipe Paiva, Pedro Mendes, Bruno Simões, Michael Santos, Vasco Oliveira, Luís Andrade, André Martins, André Gonçalo, Diogo Rosado e Diogo Viana
Treinador- Luís Dias
Substituições- Filipe Paiva por Frederico Oliveira aos 40, Vasco Oliveira por Sérgio Marakis aos 52 e André Gonçalo por Wilson Eduardo aos 66
Disciplina- Amarelos a Ricardo Lourenço aos 35 e Jorge Cruchinho aos 37
Marcadores- Francisco Sordo aos 75; Luís Andrade aos 31 e 53 e Diogo Viana aos 69

Frente a uma equipa de outro campeonato, o Desportivo de Castelo Branco adoptou uma postura mais defensiva do que o habitual, com Francisco Sordo a jogar à frente do quarteto defensivo e com Tiago Tavares sozinho na frente. O primeiro objectivo de João Paulo Natário era complicar o desenrolar do jogo ofensivo dos leões, e isso foi conseguido quase sempre na perfeição. É verdade que durante os primeiros 40 minutos o Desportivo albicastrense jogou muito fechado dentro do seu meio campo, mas não é menos verdade que o Sporting, apesar de quase sempre ter a bola, não encontrava a fórmula para ultrapassar a muralha defensiva adversária. A estratégia resultou até ao ponto de enervar o Sporting, que se viu obrigado, por volta da meia hora de jogo, a começar a tentar os remates de fora da área. E foi assim que aos 31 minutos chegou o primeiro golo da equipa de Luís Dias. Um pontapé forte e muito colocado de Luís Andrade só parou no fundo das redes de João Mota, que neste lance nada podia fazer. Apenas como curiosidade, refira-se que, à excepção do lance que deu este golo, apenas se registou mais um lance de perigo durante os 40 minutos e este a favorecer os da casa, quando Francisco Sordo, na sequência de um livre directo em posição praticamente frontal levou a bola a passar a centímetros da baliza contrária.
Na segunda parte o jogo melhorou de qualidade e muito por culpa dos preto e brancos, que apareceram mais atrevidos, com uma equipa mais estendida no terreno e a toada passou a ser de maior equilíbrio, se bem que se notasse que fazia falta alguém no meio campo do Desportivo que pensasse o jogo ofensivo da sua equipa. Até que aos 53 minutos Luís Andrade bisou e esclareceu alguma dúvida que ainda subsistisse, embora este golo não tenha feito abrandar as intenções dos miúdos de João Paulo Natário que continuaram sempre a tentar o golo de honra. João Latado teve duas ocasiões soberanas no mesmo lance, mas aí teve o guarda-redes Nuno Silva oportunidade para também ele dizer o porquê de jogar no clube de Alvalade.
Diogo Viana chegou ao 3-0 concluindo uma rápida jogada de ataque da sua equipa e Francisco Sordo, de livre directo em posição lateral à grande área, marcou o golo que a equipa tanto procurava.
A arbitragem, mais uma de Portalegre, não teve influência no resultado final mas notou-se, em algumas circunstâncias, especialmente no critério disciplinar, que a cor das camisolas ainda continua a ter muito peso.No próximo domingo o Desportivo desloca-se ao terreno do Estrela da Amadora, recebendo nas jornadas seguintes a União de Leiria e o Sport Lisboa e Benfica.

BOA ESPERANÇA- 1 NS LEIRIA- 1


Derrapagem caseira

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- José Vital e Paulo Estrada (Portalegre)
Boa Esperança- Hugo Nunes e Vasco Antunes, Ricardo Machado, Francisco Aragonês, Edgar Saraiva, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Valter Borronha, André Gonçalves, Bruno Neves e Daniel Ascensão
Treinador- Humberto Cadete
NS Leiria- Pedro Sousa e Nélson Soares, Nando, Renato, João Pedro, Cláudio, Pedro, Marcos, Rato e Mário Jorge
Treinador- Vítor Coelho
Disciplina- Cartão amarelo a Valter Borronha aos 19, Theres Oliveira aos 29 e Ricardo Machado aos 38 e no final do jogo; Mário Jorge aos 30. Vermelho por acumulação de amarelos a Ricardo Machado no final do jogo e vermelho directo a Francisco Aragonês aos 39
Marcadores- Hugo Silveira aos 19; João Pedro aos 24

A realizar um campeonato imaculado, a Boa Esperança escorregou pela segunda vez esta temporada, e ambas no seu reduto. Se o primeiro empate frente ao Atlético não é de todo uma surpresa, este, frente ao Núcleo de Sportinguistas de Leiria, já se pode dizer que constitui um resultado inesperado, principalmente pela classificação que os visitantes têm neste momento. Mas as coisas na segunda volta, que se iniciou há duas jornadas, deverão ser bem diferentes daquilo que foi a primeira metade do campeonato. Se no início as equipas não se conheciam e nem se sabia na realidade quais as equipas que iriam lutar pela subida, isso hoje já não acontece. As equipas necessitadas de pontos para escapar à descida de escalão, caso dos leirienses, jogam frente aos da frente da classificação mais recuados, e muito fechados dentro do seu meio campo sempre à espreita de uma oportunidade para surpreender em contra-ataque.
E foi isto que aconteceu no sábado. Para se ter uma ideia, a equipa dos leões de Leiria só a 3 minutos do intervalo conseguiu o primeiro remate à baliza de Hugo Nunes… Até essa altura tinha sido um ataque continuado da Boa sempre com a esperança naquele velho ditado que diz que água mole em pedra dura tanto bate até que fura… Mas estava difícil de furar e só no último minuto é que Hugo Silveira conseguiu traduzir em golo a superioridade que a sua equipa vinha manifestando dentro de campo.
A ganhar pela margem mínima ao intervalo era mais que evidente que o jogo não estava decidido até porque não era previsível que os leirienses alterassem a sua forma de actuar.
E foi o que se viu no reatamento. Apesar de ligeiramente mais movimentado, a equipa da cidade do Lis continuava a centrar as suas atenções na defesa e a tentar espreitar o contra-ataque. A estratégia de Vítor Coelho sortiu efeitos logo aos 4 minutos quando João Pedro concluiu um contra-ataque rápido da sua equipa.
Até final foi um autêntico massacre. É certo que a Boa Esperança não esteve ao nível de outros jogos, mas fez mais que o suficiente para somar os três pontos. Bastava para tal que uma das várias bolas que estiveram perto de entrar tivesse entrado mesmo.
Apesar do empate, os laranjas continuam confortavelmente instalados na 1ª posição com 10 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, agora o Atlético. Estes dois pontos perdidos apenas permitiram uma redução da vantagem em relação aos 3º e 4ºs classificados.
Quanto à arbitragem, é certo que o trabalho da dupla de Portalegre não foi perfeito, mas não se pode justificar este semi-desaire com a arbitragem. No lance que gerou mais polémica em que, já muito perto do final, os da casa pedem grande penalidade por mão de um defensor do Núcleo dentro da área pareceu-nos que a bola foi tocada com o peito.
No próxima jornada, a disputar dia 3 de Fevereiro, a Boa desloca-se ao difícil terreno do Sacavenense, equipa que ainda luta pelo 2º lugar que também permite a subida de divisão.

Discurso directo- Humberto Cadete, técnico da Boa Esperança- “Eu já previa que os jogos até meio da 2ª volta vão ser muito complicados. As equipas como o Núcleo de Sportinguistas de Leiria, que precisam de pontos para se manter, jogam agora muito fechadas para tentar surpreender. Não é fácil jogar contra uma equipa que defende desta maneira, mas criámos as oportunidades só que não as marcámos. Só não fiquei contente com a maneira como sofremos o golo. Quanto à arbitragem, parece-me que há um penalty a nosso favor, mas eu não sou árbitro”.

CASA DO BENFICA CB- 30 CISTER- 19


Vitória para continuar a sonhar…

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Jerónimo Jesus e Joaquim Nicau, de Portalegre
Casa do Benfica CB- Filomena Abrantes, Natalina Nascimento, Diana Rodrigues (4), Neidja Lima (3), Ana Lourenço, Paula Rodrigues (4), Carla Mendes (4), Catarina Mata (4), Liliana Duarte, Sónia Mota (8), Leia Valente (3) e Mariana Ivanova
Treinador- Paula Espírito Santo
Cister- Sandra Almeida, Ana Vicente, Francisca Couto (1), Vanda Domingos, Ana Leitão, Liliana Jesus (4), Flávia Dionísio, Cláudia Nunes (8), Andreia Santos, Suzete Correia (3), Rita Pedrosa (1) e Renata Jesus (2)
Treinador- Isabel Carolino
Marcador ao intervalo- 14-6

A Casa do Benfica em Castelo Branco cumpriu a sua obrigação de vencer o Cister de Alcobaça para, quando faltam apenas duas jornadas para o final desta fase do campeonato, continuar a poder sonhar com um apuramento para a fase final. Na tarde de domingo a equipa de Paula Espírito Santo não teve qualquer problema para bater uma equipa de outro campeonato. De resto, o 14-6 ao intervalo já deixava transparecer as diferenças abismais que existem entre as duas equipas. Na segunda parte as coisas não se alteraram e, mesmo com alguma displicência no capítulo da finalização, as encarnadas acabaram por levar a diferença até ao 30-19 no final.No próximo domingo as encarnadas deslocam-se ao reduto do Juve Lis, equipa que comanda esta série do Nacional feminino. Um jogo decisivo onde apenas a vitória interessa, e que mesmo assim pode não chegar. É que a Casa do Benfica em Castelo Branco está ainda dependente dos resultados que vierem a acontecer na última jornada quando receberem os Empregados do Comércio e o Juve Lis se deslocar ao terreno do segundo classificado, o Colégio João de Barros. É difícil, mas não é impossível, vamos acreditar!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

PÓVOA RM- 0 PROENÇA-A-NOVA- 1


Proença justifica na última meia hora

Campo da Póvoa de Rio de Moinhos
Árbitro- Marco Lopes (3), auxiliado por André Nunes e Nuno Farinha
Póvoa RM- Oleh Prokopets (4), Jeremias (3), Tó Zé (3), Bernardino (3), Mata (3), Hugo Inácio (3), Jorge Mota (4), Gustavo (3), Carlitos (3), David (3) e Bento (3)
Treinador- Rui Melo e João Zarro
Proença-a-Nova- Almeida (3), Filipe Nunes (3), Pedro Bernardo (3), Big (3), Marco (3), Pequito (3), Carlitos (3), Esteves (4), Tiago Marques (3), Zé Tó (3) e Fábio Martins (3)
Treinador- José Esteves
Substituições- Jeremias por Hugo Louro (2) aos 60, David por Paulo Cardosa (2) aos 64 e Gustavo por Cláudio (-) aos 89; Tiago Marques por Bomba (3) aos 45, Bomba por Verganista (-) aos 89 e Fábio Martins por Pedro Mendes (-) aos 90+3
Disciplina- Amarelos a Jeremias aos 49, Bento aos 52, Jorge Mota aos 66 e Bernardino aos 74; Filipe Nunes aos 40 e Bomba aos 61
Marcador- Esteves aos 58

A figura do jogo- Esteves (Proença-a-Nova)- É claramente uma das revelações deste campeonato. É a figura do jogo pelo que jogou, pelo que fez jogar, e claro, pelo golo que marcou que acabou por render 3 pontos à sua equipa.

O Póvoa RM- Teve uma hora de jogo de igual para igual com o adversário mas continuam a faltar-lhe as referências ofensivas. Não tem nenhum matador e, por vezes, até dá pena ver Jorge Mota a jogar e não ter mais ninguém à sua frente. É uma equipa aguerrida, muito lutadora, que nunca se dá por vencida e que joga com as armas que tem.

O Proença-a-Nova- Marcou o golo que lhe valeu a vitória precisamente na altura em que começava a acentuar o seu domínio. Na 1ª parte não conseguiu situações para marcar, mas o golo de Esteves embalou a equipa para uns bons 30 minutos finais que justificaram plenamente a vitória.

Durante uma hora de jogo vimos uma reedição do jogo da Taça de Honra José Farromba que as duas equipas tinham disputado no mesmo palco em finais do último mês de Novembro. Um jogo morno, com escassíssimas oportunidades de golo e muito equilibrado a meio campo. Mas depois do golo que acabaria por valer os 3 pontos à equipa do Pinhal, tudo mudou… para melhor.
Esteve quase a acontecer mais do mesmo. Durante os primeiros 45 minutos as equipas encaixaram logo desde o início, e o sobrepovoamento da zona central do terreno não deixava grandes espaços para que, quer os criativos, quer os flancos de ambos os lados funcionassem e alimentassem os homens mais avançados das duas equipas. O melhor que se conseguiu ver, isto é, os lances em que a bola andou mais perto das balizas de Oleh e Almeida, acabaram por nascer de remates de muito longe. Primeiro foi Carlitos (Póvoa RM) que testou o seu pontapé num livre directo mas em que a bola saiu ligeiramente ao lado das redes contrárias. Depois foi Esteves que deu o ar da sua graça em 3 ocasiões. Aos 12 minutos rematou de longe mas por cima, aos 35, e depois de passar pelo meio dos centrais contrários, falhou o alvo e 5 minutos depois concluiu um bom trabalho com um remate sem direcção. Antes do descanso foi a vez de Hugo Inácio também trabalhar bem mas a não conseguir enquadrar o remate entre os postes.
O nulo ao intervalo assentava que nem uma luva à falta de ideias das duas equipas.
Para a segunda parte José Esteves lançou Bomba no lugar de Tiago Marques e o jogo abriu mais, com o Proença a conseguir jogar mais pelos flancos, recorrendo com maior frequência aos cruzamentos para dentro da área, e foi num desses lances que surgiu o único golo do jogo. Bomba correu muito bem pelo lado esquerdo, cruzou tenso e rasteiro, e Esteves oportuníssimo, e mais rápido que todos os adversários, empurrou para o fundo das redes.
Cabia agora à Póvoa fazer mais qualquer coisa para alterar o rumo dos acontecimentos, só que as soluções escasseiam, e a perder, ainda se nota mais a falta de pontas de lança na equipa. Rui Melo e João Zarro bem mexem na equipa, mas Jorge Mota continua a ser a referência mais marcante no ataque da sua equipa, quando se sabe que ele não é um finalizador nato. Por vezes Mota, que joga muito bem na protecção da bola e é bom tecnicamente, quando levanta a cabeça vê poucos jogadores com as suas cores, e é este o problema que justifica o escasso número de golos marcados pela equipa poveira. Os azuis e amarelos têm os seus períodos de domínio do jogo, mas sentem muitas dificuldades em concretizar as oportunidades que criam.
Naturalmente que a equipa da casa, a perder, se expôs mais em busca do empate e isso acabou por permitir ao adversário criar mais e melhores situações para matar o jogo, a melhor delas foi Fábio Martins que a teve nos pés, quando isolado frente a Oleh permitiu mais uma excelente intervenção o keeper ucraniano.
Vitória justa da equipa do Proença por ser a equipa que conseguiu criar as melhores situações e concretizar uma delas.

A arbitragem- Não teve nenhuma influência no resultado mas tem alguns erros que podia ter evitado. Por duas vezes transformou cantos para o Proença em pontapés de baliza para a Póvoa, não mostrou o amarelo a Big, quando antes o tinha feito a um homem da casa por falta semelhante, e o auxiliar do lado peão assinalou um fora de jogo a Esteves que não lembra a ninguém.

Discurso directo- João Zarro, técnico da Póvoa RM- “O Proença-a-Nova mereceu a vitória porque depois de marcar o golo não nos deixou jogar. Foi uma equipa mais agressiva e por isso ganhou. Até aí tinha sido um jogo equilibrado, com poucas oportunidades de golos, mas depois do 1-0 o Proença ainda teve mais duas oportunidades e levou a vitória com justiça. O árbitro errou para os dois lados e não perdemos por causa dele”.
Discurso directo- José Esteves, técnico do Proença-a-Nova- “Disse aos meus jogadores que esta era a última oportunidade de conseguir uma vitória fora de casa na 1ª volta e penso que hoje jogámos como equipa e fizemos por merecer o resultado. O árbitro errou para os dois lados mas são jovens e nós temos que compreender que também eles estão a aprender. Este também não foi um jogo fácil de arbitrar e também, por isso, lhes dou os parabéns”.

CAMPEONATO DISTRITAL DE INFANTIS


Bês do Valongo são únicos na fase final

O apuramento da equipa B da Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo para a fase final é a grande nota de destaque do Campeonato Distrital de Infantis. Depois de terminada a primeira fase, dividida em 3 séries, e em que eram apurados os primeiros 3 classificados de cada uma delas mais o melhor quarto para a fase que vai apurar o campeão, os jovens treinados pelo professor José Carlos Marques conseguiram terminar a 1ª fase da Série C em 2º lugar, atrás da equipa A do Desportivo de Castelo Branco e à frente do Sertanense, do Desportivo B e do Vilarregense. Não é um feito inédito mas merece sem dúvida o merecido destaque, até porque estamos a falar de jovens nascidos em 1995 que competiram directamente com outros um ano mais velhos.

ASSEMBLEIA GERAL NO PRÓXIMO DIA 26 DE JANEIRO


Desportivo CB vai a votos

O Desportivo de Castelo Branco reúne em Assembleia-geral no próximo dia 26 de Janeiro na sua sede social.
A reunião magna do clube albicastrense, que este ano completa 40 anos, está marcada para as 20 horas, com uma hora de tolerância, e conta com 3 pontos na Ordem de Trabalhos:
1 – Apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas;
2 – Eleição dos Corpos Gerentes para o ano de 2007;
3 – Outros assuntos de interesse para a colectividade.
Recorde-se que o emblema da capital de distrito viveu dias agitados no último mês de Outubro quando José Bernardino apresentou a sua demissão. Na altura o Vice António Marcelo foi a solução interna encontrada mas desde os últimos dias de 2006 que também ele renunciou ao cargo.Resta saber se Marcelo é agora a solução da continuidade. Na altura em que assumiu o clube, o então empossado presidente referiu a Tribuna Desportiva que “estes 2 ou 3 meses vão ser como que um estágio. Iniciei este ciclo com o Bernardino e era com ele que eu queria terminar. Vou apalpar o pulso e agora é que eu começo a ver a realidade do clube. Vou pensar seriamente, porque eu gosto muito do Desportivo, apesar de estar à relativamente pouco tempo em Castelo Branco, e, se as pessoas que estão neste momento no clube, os directores, os pais que acompanham as equipas, quiserem que eu continue estarei disponível para pensar seriamente no futuro porque tenho disponibilidade, tenho vontade e gosto de desporto”. A ver vamos se a vontade se mantém.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

CD ALCAINS- 2 PÓVOA RM- 1


Bom derby a abrir 2007

Estádio Trigueiros de Aragão, Alcains
Árbitro- Rui Dias (3), auxiliado por Jorge Fernandes e Ricardo Fontes
CD Alcains- Daniel Mendonça (3), Nuno Gonçalo (3), Samuel (3), Jorge Dinis (3), Óscar (2), Quinzinho (3), Ivo Gonçalves (3), João Paulo (3), Carlos Filipe (3), David André (3) e Rui Paulo (4)
Treinador- João Daniel
Póvoa RM- Oleh Prokopets (4), Jeremias (2), Bernardino (2), Mata (3), Jorge Mota (3), Gustavo (3), Carlitos (3), David (2), João Silva (3), Hugo Inácio (3) e Carlos Bento (3)
Treinador- Rui Melo e João Zarro
Substituições- Óscar por Nuno Vicente (4) aos 45, Ivo Gonçalves por Nogueira (2) aos 63 e Jorge Dinis por Luís Ramalho (1) aos 76; David por Hugo Louro (2) aos 57, Jeremias por Paulo Cardosa (1) aos 65 e Gustavo por Amaral (-) aos 89
Disciplina- Amarelos a João Paulo aos 78 e Luís Ramalho aos 90; João Silva aos 18, Bernardino aos 43 e Mata aos 70
Marcadores- Rui Paulo aos 65 e Nuno Vicente aos 88; Jorge Mota aos 73

A figura do jogo- Oleh Prokopets (Póvoa RM)- É, de facto, um guarda-redes a cima da média do nosso distrital. Tem uma elasticidade impressionante, excelente a sair nos cruzamentos e muito seguro, por isso não admira que comece a ser marcado em cima por equipas mais cotadas.

O CD Alcains- Teve sempre mais tempo de posse de bola, mais domínio mas, especialmente na primeira parte, sentiu muitas dificuldades em chegar à zona de finalização. Na etapa complementar marcou mas consentiu o empate pouco tempo depois, passando aí pelo seu pior período do jogo. Quando já poucos acreditavam foi Nuno Vicente que deu os três pontos aos canarinhos.

A Póvoa RM- Sabia que estava perante um adversário com outro potencial mas nunca perdeu o controlo do jogo, mesmo jogando mais dentro do seu meio campo. O golo que sofreu serviu de tónico para chegar ao empate e até para andar perto do 2-1. Quando já estava a contar não perder, o golo sofrido a 2 minutos do final foi como que um balde de gelo.

O ano de 2007 começava com um derby entre vizinhos. A rivalidade de outros tempos foi esbatida pelos anos em que as equipas estiveram em escalões diferentes, mas no domingo a chama reacendeu-se e os Desportivos, de Alcains e da Póvoa de Rio de Moinhos, proporcionaram ao público presente um espectáculo interessante com o jogo a ser decidido já na recta final.
Desde cedo que os da casa deram mostras de estar interessados apenas e só na vitória, mas depois de uns minutos iniciais em que o perigo andou arredado das duas balizas, o primeiro sinal de verdadeiro perigo foi dado pela Póvoa quando Gustavo rematou forte obrigando Daniel Mendonça a desviar para canto. Os canarinhos eram uma equipa dominadora mas sem arranjar a fórmula certa para entrar dentro da estrutura defensiva da equipa de Rui Melo e João Zarro. Mas aos 32 minutos o marcador podia ter sido inaugurado não fosse Óscar, já dentro da pequena área, não ter dado o melhor seguimento a uma grande jogada de Rui Paulo que culminou com um cruzamento açucarado vindo da esquerda.
Três minutos depois foi David André que, mais ou menos no mesmo local, sem marcação, atirou de cabeça muito por cima da baliza de Oleh.
O nulo no descanso era o resultado prático das escassas oportunidades de golo construídas pelas duas equipas.
Ao intervalo João Daniel trocou o lateral esquerdo Óscar pelo avançado Nuno Vicente. Com uma frente de ataque mais alargada o Alcains entrou mais pressionante e o recém entrado Nuno Vicente imitou David André, ao cabecear muito por cima da baliza, e aos 53 minutos rematou à meia volta levando a bola a passar ao lado das redes poveiras.
O guarda-redes ucraniano via então o perigo de uma forma mais frequente perto da sua baliza e aos 63 minutos foi obrigado à sua primeira grande defesa depois de um remate forte de João Paulo. O Alcains estava mais determinado e obrigava o seu adversário a jogar mais recuado, até que, aos 65 minutos, Rui Paulo acabou por dar a merecida vantagem à sua equipa. Mas este golo acabou por servir de tónico para a Póvoa que reagiu bem e chegou mesmo ao empate 8 minutos depois. Um grande pontapé de Jorge Mota, de muito longe, mas indefensável para Daniel Mendonça. Voltava o empate a subir ao marcador. E a verdade é que os da casa acusaram o golo e seguiram-se então os melhores momentos da Póvoa que sentia que era possível algo mais que o empate. A situação mais perigosa aconteceu aos 77 minutos quando um remate perigoso de Hugo Inácio não saiu enquadrado com a baliza.
E foi nos últimos 10 minutos que o Alcains voltou a despertar para tentar chegar aos 3 pontos. A boa ponta final canarinha teve início com um grande remate de Luís Ramalho a que Oleh respondeu com outra magnífica intervenção. Nesta altura a Póvoa já estava a dever o empate ao seu guarda-redes, mas haveria de ser numa altura em que já poucos esperavam que chegou o golo pelo homem que fez mudar o jogo do Alcains. Nuno Vicente tinha entrado ao intervalo e ofereceu os 3 pontos à sua equipa quando fugiu à marcação pelo lado esquerdo do seu ataque e, à saída do guarda-redes contrário, rematou cruzado para uma vitória arrancada a ferros.

A arbitragem- Tem um lance difícil dentro de cada uma das áreas e em ambos os casos entendeu não haver motivos para grande penalidade, e pareceu-nos que decidiu bem. Na primeira parte deixou algumas faltas por marcar, nomeadamente três cargas claras sobre Mata, mas não foi por ele que uma equipa ganhou e a outra perdeu.

Discurso directo- João Daniel, técnico do CD Alcains- “Não entrámos muito bem mas controlámos sempre o jogo, sem no entanto conseguir criar situações de golo. Na 2ª parte melhorámos e conseguimos marcar. Tivemos seis oportunidades claras de golo e concretizámos duas. O resultado é completamente justo. O árbitro teve um ou outro erro no capítulo disciplinar”.
Discurso directo- João Paulo, vice-presidente da Póvoa RM- “Assistimos a um bom espectáculo com um jogo muito repartido. Sabíamos que o Desportivo de Alcains é superior mas viemos fazer o jogo com as armas que temos. Este não é um resultado justo, especialmente pelo que nós fizemos e pelo que obrigámos o adversário a trabalhar. Quanto à arbitragem, nós continuamos a ser pequeninos e, na dúvida, nunca somos beneficiados”.

BOA ESPERANÇA- 9 NADADOURO- 3


A meio do campeonato já lá vão 10 pontos de avanço…

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Luís Oliveira e Ricardo Silva, de Santarém
Boa Esperança- Francisco Fernandes e Hugo Nunes, Ricardo Machado, Francisco Aragonês, Bruno Barata, Edgar Saraiva, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Valter Borronha, André Gonçalves e Daniel Ascensão
Treinador- Humberto Cadete
Nadadouro- André, Mário, Norberto, Daniel, Hugo, João Albuquerque, Paulo Simões, Soveral, Nuno, David, Paulinho e Macedo
Treinador- Paulo Simões
Disciplina- Cartão amarelo a Edgar Saraiva aos 38; Hugo aos 2, Soveral aos 27 e Macedo aos 28
Marcadores- Francisco Aragonês aos 5, Ricardo Machado aos 7 e 7, Valter Borronha aos 14 e 36, Marco Borronha aos 15, 22 e 27 e Edgar Saraiva aos 39; Paulo Simões aos 22, Soveral aos 32 e Paulinho aos 37

Não foi preciso muito tempo para se perceber que a equipa das Caldas da Rainha não iria atrapalhar a caminhada da Boa Esperança, que continua invicta, e que se espera vá terminar com o regresso à 2ª divisão nacional.
De facto, o conjunto de Humberto Cadete, que apenas perdeu uma partida na época em curso, no último sábado de 2006 em jogo a contar para a Taça de Portugal no terreno do primo-divisionário Sporting de Pombal, é nesta altura uma equipa muito confiante, embalada pelas boas exibições que se têm traduzido em bons resultados, e mesmo não fazendo um jogo brilhante jogou o quanto baste para somar mais 3 pontos e deixar os segundos classificados a uma distância de 10 pontos.
Frente ao Nadadouro foi Francisco Aragonês que abriu as hostilidades aos 5 minutos, mas ao primeiro quarto de hora o resultado já registava um 5-0 justíssimo e a discussão pela vitória estava encerrada.
Com um cinco inicial diferente do habitual, e com muita rotatividade entre todos os jogadores, a Boa Esperança começou por não permitir ao adversário chegar com perigo junto das redes de Hugo Nunes e forçou no ataque até atingir uma margem confortável que lhe permitisse jogar sem a pressão do resultado, se é que alguma vez ela existiu.
Depois de tudo decidido nos primeiros 20 minutos, a 2ª parte foi bem mais fraca, quer a nível técnico, quer a nível exibicional, apesar de tudo a superioridade da equipa laranja esteve sempre bem marcada e o Nadadouro, que então encontrou mais espaços e conseguiu incomodar por diversas vezes o guarda-redes da casa acabou por conseguir marcar três golos na casa do líder.
Depois de mais esta vitória, e ultrapassada a primeira metade do campeonato, os albicastrenses já estão 10 pontos à frente das equipas que os perseguem. A continuar assim, a festa pode mesmo acontecer muito antes do fim do campeonato. E a caminhada, que se espera gloriosa, prossegue no próximo sábado com a deslocação a Tomar para defrontar o Sporting local. A vitória é o único resultado que se espera no terreno do penúltimo classificado.No sábado, a dupla de arbitragem escalabitana, dirigiu bem um jogo sem casos.

DESPORTIVO CB- 1 SPORTIVO DE LOURES- 0


Guarda-redes goleador vale 3 pontos

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Paulo Paiva, auxiliado por Nuno Salgado e Ricardo Batista (Portalegre)
Desportivo CB- João Mota, João Ricardo, João Batista, Ricardo Lourenço, Jorge Cruchinho, Diogo Fonseca, Francisco Sordo, Tiago Tavares, João Cabaço, João Machado e David Amaro
Treinador- João Paulo Natário
Sportivo de Loures- Jorge, Gil, Baião, Lopes, Júnior, Nuno Martins, Ferrinha, Isac, Pereira, Tiago Gonçalves e Marinho
Treinador- Reinaldo Cunha
Substituições- Nuno Martins por Hugo Martins aos 52, Pereira por Álvaro aos 60 e Gil por Zé Maria aos 69
Disciplina- Amarelos a João Cabaço aos 19, João Machado aos 54 e Francisco Sordo aos 79; Júnior aos 54
Marcador- Tiago Tavares aos 3

Foi com uma equipa muito remendada, com várias soluções de recurso, que a equipa de João Paulo Natário recebeu o Sportivo de Loures, uma equipa que está na mesma luta que os albicastrenses e que iniciava o jogo com um ponto de vantagem na classificação. Ganhar era imperioso para continuar a sonhar com a participação na liguilha que pode dar a permanência, não só porque a vitória dava ultrapassagem ao adversário, mas também porque permitia manter o 8º lugar a uma distância ainda recuperável. Mas para este jogo praticamente decisivo, os preto e brancos apresentavam-se com uma equipa com muitos jogadores fora da sua posição habitual e com muitas ausências. O habitual central João Batista foi adiantado para o meu campo, surgindo na sua posição o iniciado David Amaro e a mais notada foi mesmo a aparição do guarda-redes Tiago Tavares como ponta de lança, isto porque João Latado estava na bancada impedido de actuar devido a uma lesão. Estas foram as adaptações mais significativas mas outras houve no onze que defrontou o Loures.
E as coisas começaram da melhor forma para a equipa de Castelo Branco. Logo no 3º minuto, Tiago Tavares (o tal que é guarda-redes…) apareceu muito bem entre os centrais e arranjou espaço e tempo para fuzilar autenticamente a baliza adversária.
O mais difícil parecia estar feito, mas não era de adormecer à sombra do resultado, até porque já aconteceu em vários jogos a equipa sair na frente do marcador e depois terminar sem conseguir vencer.
Exigia-se então que os jogadores lutassem muito nos largos minutos que ainda faltavam. E foi isso que aconteceu. É verdade que foi dos jogos em que o Desportivo teve menos tempo de posse de bola e jogou mais para o resultado, mas os atletas estavam plenamente conscientes das limitações da equipa e da importância desta vitória.
Curiosamente, e apesar do domínio territorial da equipa de Loures, ainda foi ao Desportivo que couberam as maiores oportunidades para matar o jogo. E as melhores situações saíram dos pés de Francisco Sordo. A primeira na 1ª parte quando na sequência de livre directo obrigou Jorge a desviar para canto e a segunda já na recta final do jogo quando isolado frente ao guarda-redes permitiu a sua intervenção.
Uma vitória justa, principalmente pela garra e querer que os albicastrenses puseram ao serviço do jogo.O árbitro cometeu o pecado de acompanhar o jogo muito longe do local onde se disputavam os lances. Isso acabou por levá-lo a cometer alguns erros, mas que acabaram por não ter qualquer influência no resultado final.

VICE-PRESIDENTE DA PÓVOA SÓ CONFIRMA ABORDAGENS


Póvoa nega venda de Oleh

As notícias vindas a público nas últimas semanas sobre a saída do guarda-redes ucraniano Oleh Prokopets da Póvoa de Rio de Moinhos foram desmentidas no último domingo pelo vice-presidente do clube João Paulo.
O dirigente poveiro confirma “abordagens e pedidos de informações por parte de alguns clubes das 2ª e 3ª divisões nacionais mas tudo não passou de conversas”. O jovem de 22 anos foi dado como certo no Lusitânia dos Açores, clube treinado por João Salcedas, mas João Paulo esclarece que “é verdade que falei com o Sr. João Salcedas mas desminto categoricamente que o Oleh já esteja negociado para o clube açoriano”. Como também é sabido, também no início da temporada o Benfica e Castelo Branco equacionou a aquisição do guarda-redes que tem sobressaído na baliza da Póvoa e, segundo conseguimos apurar, nesta pausa nos campeonatos, o emblema albicastrense terá tentado novamente levar Oleh para o Vale do Romeiro, mas a tentativa foi de novo frustrada, até porque ao Benfica acabou por regressar Tiago Brás do Águias do Moradal, por troca com Bruno Cardoso. À Póvoa terá sido proposta a cedência de jogadores, mas a responsabilidade de ser o clube do distrital a suportar os ordenados dos jogadores emprestados acabou por inviabilizar o negócio.Ainda segundo o vice-presidente da Póvoa, “temos consciência que o Oleh vai sair um dia para um clube com outra dimensão, mas temos que ter em atenção, não só as contrapartidas a dar ao clube que apostou nele, neste caso a Póvoa, e o investimento que foi feito para adquirirmos o seu certificado internacional, mas especialmente as condições que serão oferecidas ao atleta, até porque ele é jovem, é casado, tem um filho, e gosta muito de estar na Póvoa”.

TORNEIO DE FUTEBOL 7 ORGANIZADO PELO SL BENFICA


Escolas A do Desportivo CB passam domingo no Estádio da Luz

A equipa de Escolas A do Desportivo de Castelo Branco deslocou-se no último domingo ao Estádio da Luz onde participou num torneio de confraternização que contou também com a participação da equipa D de escolas do Sport Lisboa e Benfica, escolas A do Lusitano de Évora e uma equipa de jogadores do mesmo escalão que cumprem um período de observação junto dos responsáveis da formação do emblema da águia.
O convite para este dia, que passou a ser inesquecível para todos estes jovens albicastrenses de 10 anos, partiu mesmo do Departamento de Prospecção e Avaliação de Jogadores e do seu Coordenador, Bruno Maruta.
Mas se o mais importante foi mesmo o convívio e o dia bem passado, os resultados também ficam registados para a posteridade. Num sistema de todos contra todos, e em jogos com a duração de 25 minutos, equipa de Castelo Branco registou uma vitória frente às escolas D do SL Benfica por 4-2 e duas derrotas, frente aos jogadores em observação por 6-3, e por 4-3 no confronto com o Lusitano de Évora.
Foi assim dado mais um passo na formação dos jovens atletas do Desportivo de Castelo Branco. Desta vez foi a equipa A de escolas a viver o momento mas fica a promessa de que mais equipas irão viver dias semelhantes.
Na deslocação ao Estádio da Luz, os jovens atletas foram acompanhados pelo seu treinador, professor Hugo Afonso, pelo dirigente José Eduardo Pombo e, naturalmente, pelos próprios pais que não quiseram deixar de acompanhar este dia tão especial para os seus filhos.Para terminar, ficam os nomes dos candidatos a futuros craques albicastrenses: Rafael Afonso, André Frutuoso, Pedro Folgado, Gonçalo Dias, André Bernardino, Rodrigo Pombo, Diogo Natário, Guilherme Ventura, Luís Pires, João Sena, Rodrigo Castilho e Francisco Goulão.

EQUIPA DE AIRES SOUSA EM OBSERVAÇÃO DURANTE 4 DIAS


Selecção Distrital de Iniciados treina em Castelo Branco

A equipa de iniciados masculinos da Associação de Basquetebol de Castelo Branco trabalhou no último mês de Dezembro durante quatro dias no Pavilhão da Escola Superior de Educação de Castelo Branco.
Os trabalhos da selecção do nosso distrito, treinada por Aires Sousa, incidiram no reforço dos fundamentos básicos da modalidade, como por exemplo o passe, drible, lançamento, leitura do adversário, dinâmica de jogo e situação de grupo.
Nas sessões de treino participaram os seguintes atletas do Desportivo de Castelo Branco, Clube Basket da Covilhã e Unidos do Tortosendo: Diogo Carepo, João Domingos, Pedro Filipe, João Novais, Eduardo Lourenço, Xiang, Tiago Gonçalves, Rafael Belo, Daniel Barroso, Pedro Gonçalves, Jordan Vieira, Gonçalo Fonseca, Gonçalo Repolho, Francisco Damasceno, Ricardo Melo, Hugo Silveira, André Silva e Gustavo Máximo.De referir que os jogos correspondentes à fase regional nos diferentes escalões se iniciaram no último sábado.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

PÓVOA RM- 0 OLEIROS- 0


Domínio repartido traduz-se em nulo

Campo da Póvoa de Rio de Moinhos
Árbitro- Márcio Lopes (3), auxiliado por Henrique Martins e Cláudio Santos
Póvoa RM- Oleh Prokopets (3), Jeremias (3), Tó Zé (3), Bernardino (3), Mata (3), Jorge Mota (3), Hugo Louro (4), Gustavo (3), Carlitos (3), Hugo Inácio (3) e Bento (3)
Treinador- Rui Melo e João Zarro
Oleiros- João Luís (3), Paulinho (3), Martinho (3), Hugo Andriaça (4), Tiago Paulo (3), João Luís Faria (3), Quim Garcia (3), Carlitos (3), Cunha (3), Norberto (3) e João André (3)
Treinador- José Ramalho
Substituições- Gustavo por David (-) aos 87; João Luís por Tabarra (2) aos 52 e Norberto por José Bernardo (3) aos 74
Disciplina- Amarelos a Jorge Mota aos 39; Quim Garcia aos 66, Tiago Paulo aos 90 e Paulinho aos 90+2
Marcadores- -

A figura do jogo- Hugo Andriaça (Oleiros)- É o esteio da equipa na missão defensiva e é especialista em desmarcações de longa distância. Claramente a voz de comando da sua equipa.

O Póvoa RM- Num jogo com escassas oportunidades de golo, foi Hugo Louro que teve a melhor chance da sua equipa para marcar quando, ainda na 1ª parte, na tentativa de encontrar o seu melhor pé para rematar, perdeu demasiado tempo e deixou chegar um adversário. Nos últimos 20 minutos defendeu mais, muito por culpa do Oleiros que carregou mais para tentar levar os 3 pontos.

O Oleiros- Quando se criam poucas chances para marcar torna-se imperioso aproveitar alguma delas. O Oleiros teve duas oportunidades claras, a primeira por Tabarra, que isolado atirou muito por cima, e a segunda por José Bernardo, que de cabeça levou a bola à trave. Esteve mais pressionante nos últimos minutos mas foi uma equipa pouco incisiva.

Póvoa e Oleiros proporcionaram um jogo muito disputado mas pouco atractivo aos olhos do público que assistiu ao jogo. As duas equipas criaram apenas 3 situações de golo eminente em 90 minutos e, por esse motivo, ambas saem penalizadas com o nulo no marcador.
Durante os primeiros 25 minutos o jogo disputou-se muito na zona central do terreno, com as duas equipas a terem muitas dificuldades em levar a bola com perigo junto das redes adversárias. Este período menos bonito do jogo valeu apenas e só pela garra e pelo empenho que os jogadores de ambos os lados puseram ao serviço do jogo.
A partir daí, as coisas melhoraram substancialmente e passou a haver um ligeiro ascendente por parte do conjunto da casa que, mesmo tendo mais tempo de posse de bola e estando mais tempo dentro do meio campo defensivo do adversário, apenas por uma vez conseguiu chegar com perigo à baliza de João Luís. Hugo Louro isolou-se pelo lado esquerdo e, quando já estava praticamente na pequena área, demorou muito tempo à procura do seu melhor pé, permitindo o alívio por parte de um defensor oleirense.
O nulo ao intervalo era um resultado justo para as duas equipas porque já tinham desperdiçado 25 minutos do tempo de jogo.
Na segunda parte as coisas começaram mais ou menos com o mesmo sentido do final da primeira parte e sempre com as duas equipas com dificuldades em penetrar na teia defensiva do seu opositor. As defensivas levavam sempre vantagem em relação aos ataques e, de forma natural, oportunidades… nem vê-las.
Até que aos 52 minutos José Ramalho mexe na equipa. João Luís Faria sai tocado e Tabarra entra na equipa que acaba por ganhar outra dinâmica. O Oleiros tentava tomar o comando do jogo e por volta dos 65 minutos conseguiu começar a superiorizar-se, de forma gradual ao seu opositor. A Póvoa, ou por uma questão estratégica ou mesmo por cansaço dos seus jogadores refugiou-se no seu meio campo e viu o caudal ofensivo do Oleiros aumentar. Mas apesar de tudo sem grandes problemas para o seu último reduto. A melhor oportunidade do jogo aconteceu aos 68 minutos, quando Tabarra se conseguiu isolar mas acabou por atirar muito por cima da baliza de Oleh e a quatro minutos do final foi José Bernardo, que entrou muito bem no jogo, que cabeceou à trave da baliza contrária. Estavam desperdiçadas as duas melhores ocasiões para os forasteiros.
Um jogo que não deixou grandes saudades, com o nulo a ser um castigo para as duas equipas.

A arbitragem- Sem ter influência no resultado tem dois erros que podemos considerar mais graves. O primeiro ao não atender à indicação do seu auxiliar para a marcação de um pontapé de canto para a Póvoa e o segundo num derrube de Andriaça a Mata à entrada da área do Oleiros que não foi sancionado.

Discurso directo- João Zarro, técnico da Póvoa RM- “Penso que é um resultado justo num jogo em que as duas equipas tiveram os seus períodos de domínio. As equipas encaixaram mas as defesas superiorizaram-se aos ataques e daí as poucas oportunidades de golo e o nulo final. Pareceu-me que houve um penalty a nosso favor que não foi marcado, mas os árbitros são pessoas sérias, mas nesse lance não estiveram bem.”.
Discurso directo- Quim Garcia, jogador do Oleiros- “Desde o primeiro ao último minuto fomos sempre a melhor equipa, mas tivemos azar porque não conseguimos concretizar nas duas boas oportunidades que tivemos. Merecíamos a vitória num jogo em que o árbitro esteve muito bem”.

DEBATE ORGANIZADO PELO CONSELHO DE ARBITRAGEM DA AFCB


“Daqui a 20 anos não haverá árbitros”

O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Castelo Branco organizou na última sexta-feira no auditório do Instituto Português da Juventude um debate em que esteve presente Vítor Pereira, antigo árbitro internacional português, que preside actualmente à Comissão de Arbitragem da Liga de Futebol Profissional.
A profissionalização da arbitragem, as novas tecnologias, a relação arbitragem/Comunicação Social e a Formação de novos árbitros foram alguns dos temas em destaque num debate que durou cerca de 3 horas e que juntou pouco mais de 30 dezenas de interessados em ouvir o que um dos melhores árbitros portugueses de sempre tinha para dizer.

“Para a profissionalização ser completa falta que
os árbitros tenham um contrato de trabalho assinado”

A questão da profissionalização ou não dos juízes esteve em debate durante praticamente uma hora. Vítor Pereira disse claramente, a este respeito, que “a profissionalização está muito perto do modelo que temos actualmente em Portugal. O que é que significa ser profissional? Não é alguém ser pago para cumprir determinada tarefa? E isso não acontece actualmente? O grande problema que se põe é que os árbitros deveriam ter que assinar um contrato de trabalho. E isso é que não existe. A questão não está na quantidade de dinheiro que um árbitro vai ganhar a mais, mas sim na quantidade do tempo que vai ter a mais, para estar com a família e para o lazer”.
Por outro lado, e voltando atrás na sua carreira, Vítor Pereira confessou que “em 23 anos de arbitragem nunca treinei num campo de futebol. Inclusivamente cheguei a treinar no alcatrão!”. E nesse sentido deu em Castelo Branco uma notícia em primeira-mão aos que estiveram presentes no debate. A CA da Liga vai propor um plano entre a Liga, a Federação Portuguesa de Futebol, as Associações distritais e algumas autarquias que tem como objectivo a criação de um Centro de Formação de Árbitros em cada distrito, em que esteja sempre presente um preparador físico e um técnico.

“Não tem mal nenhum ser do interior
ou termos nascido neste cantinho da Europa!”

A questão da interioridade também não esquecida, mas para o homem forte da arbitragem da Liga, “esse não é um problema. Não tem mal nenhum ser do interior ou termos nascido neste cantinho! Mas sentir complexos por esse motivo, isso é que já é diferente! Nós não fomos voluntários para nascer e temos que aceitar a nossa realidade”. E não deixou de referir o seu exemplo: “eu, mesmo português, cheguei tão alto como os outros que têm tudo a seu favor. E digo isto com um certo orgulho porque me empenhei e consegui”, aproveitando depois para deixar um conselho a alguns jovens árbitros presentes na sala: “como vêem, tudo é possível, e tudo depende de vocês para que o futuro tenha mais qualidade que o passado e presente e que tenha mais qualidade que a minha geração e a anterior”.

“Sou um defensor acérrimo dos Núcleos de Árbitros”

Fundador do agora designado Núcleo de Árbitros de Lisboa, o ex-internacional português mostrou-se um “acérrimo defensor dos Núcleos de Aperfeiçoamento Técnico de Árbitros porque permitem duas coisas: primeiro que se tenha uma boa condição física, desde que haja infra-estruturas e um técnico, e depois porque dão a possibilidade aos árbitros de se reunirem e falarem entre eles. E, se isso acontecer, vão ver que os próprios árbitros, no debate de ideias têm ideias muito diferentes sobre o mesmo lance”. E no capítulo do aperfeiçoamento, e voltando a esbater a ideia da interioridade, referiu como exemplo a utilização da Internet. “Hoje em dia estamos todos ligados numa rede mundial. E seja em Lisboa ou aqui no interior estamos todos à distância de um clique da mesma informação”.

“Hoje já há menos de 3 mil e daqui a 20 anos não haverá árbitros”

A diminuição ano após ano do número de árbitros em Portugal é algo que preocupa sobremaneira Vítor Pereira. “Há uns anos tínhamos 6 mil e actualmente já estamos pela metade… Mas este não é um problema exclusivamente português. Se formos à Alemanha é a mesma coisa e, na Espanha, actualmente precisavam de 22 mil e têm 11 mil…” Daí a concluir que daqui por duas décadas não teremos árbitros foi um passo e Vítor Pereira deu mesmo o exemplo que se passa na Associação de Futebol de Lisboa, “actualmente, há dezenas de jogos todas as semanas das competições da Associação de Lisboa que ficam sem árbitro nomeado pelo Conselho de Arbitragem… e isto simplesmente porque os árbitros já não chegam para o número de jogos!”

“Árbitros nos flash-interview como regra, não!”
A relação dos árbitros com a Comunicação Social também não foi esquecida e, sobre os ex-árbitros que depois de terminada a sua carreira viraram comentadores de arbitragem nas rádios e televisões, Vítor Pereira concorda com a ideia: “É evidente que eu gostava de ter colegas que deixam o activo a ensinar os mais novos porque são as pessoas mais capacitadas para o fazer, mas prefiro ver um ex-árbitro a comentar o trabalho de um colega do que um qualquer que não tem formação na matéria”. Quanto à comparência, ou não, do árbitro nas entrevistas rápidas no final de cada jogo, o líder dos árbitros da Liga foi peremptório: “como regra nunca acontecerá, agora como excepção, se for com o objectivo de esclarecer a opinião pública concordo. O problema é que a grande maioria das pessoas querem que o árbitro vá lá dizer porque é que não marcou aquele penalty ou não expulsou aquele jogador… e assim não”.

BOA ESPERANÇA- 6 CASA DO BENFICA PENAMACOR- 3


O derby de Theres

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- José Marques e António Costa, de Coimbra
Boa Esperança- Hugo Nunes e Francisco Fernandes, Ricardo Machado, Bruno Barata, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Serginho, Valter Borronha, André Gonçalves, Bruno Neves e Daniel Ascensão
Treinador- Humberto Cadete
Casa do Benfica Penamacor- Stallone e Julinho, Filipe Carvalho, João Maradona, Jorge Maradona, João Cruto, Valter Martins, Igor Silva, Nelson Crucho, Perry, Nunyto e Nilton Santos
Treinador- Luís Moreira
Disciplina- Cartão amarelo a Theres Oliveira aos 18, Daniel Ascensão aos 33, Serginho aos 36 e Hugo Silveira aos 39; Nilton Santos aos 15, João Maradona aos 29 e Perry aos 36
Marcadores- Bruno Barata aos 8, Theres aos 14, 15 e 36, Daniel Ascensão aos 29 e Valter Borronha aos 39; João Cruto aos 8, Theres (pb) aos 14 e Nilton Santos aos 35

Não foi exactamente o derby que se esperava mas valeu especialmente pela emoção e pelas constantes alterações no marcador durante os primeiros 20 minutos.
Era um derby inédito do futsal distrital e, se bem que nem sempre jogado com grandes primores técnicos, teve emoção quanto baste, alguns desentendimentos entre os jogadores e até mesmo alguma incerteza no resultado, particularmente quando a Casa do Benfica em Penamacor conseguiu reduzir para 4-3 a cinco minutos do final. Mas vamos por partes.
A toada de equilíbrio com que se iniciou o jogo e a grande velocidade que as duas equipas puseram ao serviço do espectáculo prometiam, e o golo dos forasteiros aos 8 minutos deixou os visitantes ao rubro, a final de contas não é todos os dias que se está a vencer o líder, ainda por cima quando é este que está a jogar no seu terreno. Mas faltava ainda muito tempo e Bruno Barata, no mesmo minuto, voltou a restabelecer o empate. Nos minutos seguintes aquele que haveria de ser o protagonista do jogo começou a entrar em acção. Aos 9 minutos deu a primeira vantagem à sua equipa mas 5 minutos mais tarde a infelicidade bateu à porta do brasileiro que acabou por desviar a bola para dentro da sua baliza. Mas ainda antes do intervalo os laranjas recolocaram-se em vantagem e novamente pelo endiabrado Theres. O 3-2 ao intervalo era um resultado justo, principalmente porque a Boa Esperança ainda não tinha encontrado a fórmula certa para bater o pé a uma equipa que já tinha percebido que era inferior, mas que em largos períodos do jogo tinha conseguido contrariar o favoritismo da Boa.
Na segunda parte o visual do jogo não se alterou e os períodos de bola cá bola lá, já não se repetiam com tanta frequência mas a incerteza no resultado teimava em manter-se. Nos segundos 20 minutos Nilton Santos apareceu mais no jogo, mostrou muitos e bons pormenores, este cabo-verdiano, e foi precisamente o seu golo a cinco minutos do final, quando reduziu a desvantagem da sua equipa para 4-3 que voltou a dar alguma emoção ao jogo. Só que o homem do jogo não esteve pelos ajustes e voltou a aparecer de forma decisiva. Falamos obviamente de Theres que aos 36 minutos deu praticamente os 3 pontos à sua equipa. Valter Borronha estabeleceu o resultado final no último minuto mas este golo aconteceu numa altura em que a Casa do Benfica já jogava com cinco jogadores de campo, abdicando do seu guarda-redes habitual.
Vitória justa da melhor equipa, frente ao um Penamacor que deixou muitas boas indicações e a clara promessa que a manutenção é perfeitamente possível.

Discurso directo- Humberto Cadete, técnico da Boa Esperança- “É uma vitória que vale 3 pontos, estes já cá estão e vamos já pensar nos próximos. À medida que os jogos passam, as vitórias dão tranquilidade mas também aumentam a responsabilidade. Não se devem é perder pontos onde não se deve. O objectivo é claramente subir e agora já tenho um conhecimento de praticamente todas as equipas. Na segunda volta pode haver um volte-face, como aconteceu o ano passado, e por isso é bom criar um fosso entre o 1º e o 3º classificado”.
Discurso directo- Luís Moreira, técnico da Casa do Benfica de Penamacor- “Sabíamos que vínhamos defrontar o líder e tentámos contrariar, o que até chegámos a conseguir fazer. Já conseguimos pontos onde, se calhar, ninguém acreditava que os conseguíssemos e estamos quase a conseguir os objectivos que traçámos para a 1ª volta que eram chegar aos 16 pontos, e até podemos ainda ultrapassá-los. Hoje (sábado), estiveram 3 excelentes equipas em campo”.

domingo, dezembro 17, 2006

DESPORTIVO CB- 2 BENEDITENSE- 4


Ainda há vida… mas a esperança começa a ser pouca

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- João Roque, auxiliado por José Braga e Luís Carrilho (Portalegre)
Desportivo CB- João Mota, João Ricardo, Fábio Riscado, Ricardo Lourenço, João Batista, João Machado, Cristiano, Filipe Duarte, Diogo Fonseca, Francisco e João Latado
Treinador- João Paulo Natário
Beneditense- Cruz, André Silva, Patrick, Chico, Vasconcelos, Rito, Samuel Gonçalves, Penas, André Luís, Gonçalo e Ricardo
Treinador- Henriques João
Substituições- Francisco por Jorge Cruchinho aos 57 e Filipe Duarte por Diogo Nunes aos 78; Chico por Rodamanto aos 40, Gonçalo por João Fialho aos 60 e Rodamanto por João Almeida aos 78
Disciplina- Amarelos a Ricardo Lourenço aos 24, Filipe Duarte aos 43 e Francisco aos 44; André Silva aos 68
Marcadores- João Latado aos 27 e Ricardo Lourenço aos 29; Rito aos 40+2, Ricardo aos 45 e 78 e André Luís aos 56

Quando se viram os primeiros 20 minutos de jogo de domínio total e absoluto da equipa de João Paulo Natário, rapidamente se tirou a conclusão que este seria o jogo ideal para a equipa se estrear a ganhar frente ao seu público e, desta forma, continuar muito perto das equipas que, tal como os albicastrenses, lutam pela permanência no Nacional de Juvenis.
Durante a primeira metade da etapa inicial o Desportivo de Castelo Branco jogou bem, com boas trocas de bola e até lhe era relativamente fácil levar o perigo junto das redes de Cruz. Neste período aconteceram 3 ou 4 excelentes oportunidades para abrir o marcador mas, curiosamente, foi já num período em que as coisas tendiam a ficar mais equilibradas que chegaram os golos. Aos 27 minutos João Latado deu a merecida vantagem à sua equipa, e dois minutos depois Ricardo Lourenço ampliou depois de uma jogada em que correu todo o seu corredor até atirar a contar. As coisas pareciam fáceis e o resultado parecia dar garantias mas um golo do Beneditense já em período de compensações parece ter animado os forasteiros e acabou mesmo por ser determinante para uma segunda parte menos conseguida pelos albicastrenses.
E o cenário pior ficou depois de logo aos 5 minutos os visitantes restabelecerem o empate. Foi novamente um balde de água fria que atordoou os jovens de Castelo Branco que, num ápice, se viram novamente dentro de um jogo indefinido e com a agravante dos golos adversários terem permitido ao Beneditense crescer e acreditar que era possível alcançar outro resultado. Aos 56 minutos a equipa que é última classificada nesta série deu mesmo a volta completa ao marcador e as coisas ficaram então comprometidas quase que de forma definitiva, principalmente porque o Desportivo nunca mais conseguiu praticar o futebol vistoso que tinha conseguido mostrar na primeira parte.
A melhor oportunidade para o empate, uma grande penalidade assinalada, e bem por João Roque, acabaria por chegar já perto do final, mas Ricardo Lourenço acusou em demasia a responsabilidade de ter nos pés possibilidade soberana de empatar e acabou por rematar de forma pouco convincente. Demasiado fácil para o guarda-redes contrário. A tentar remar contra a maré os albicastrenses ainda dispuseram de uma boa situação para conseguir o empate, mas seria o Beneditense a segurar a vantagem com um golo nos últimos minutos, num remate de Ricardo que ainda desviou nas pernas de um defesa da casa.
Com esta derrota, e apesar de ainda faltar muito campeonato e de o Desportivo já ter mostrado que, por vezes, consegue resultados positivos onde menos se espera, o cenário ficou mais negro porque estão cinco equipas a lutar por apenas um lugar que permite a manutenção e o Desportivo está na penúltima posição e ainda viu o Beneditense aproximar-se.Arbitragem com pequenos erros mas sem influência no resultado final.

AD ALBICASTRENSE- 24 SENHORA DA HORA- 22


Líder tomba em Castelo Branco

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- António Guilherme e J. Nunes (Coimbra)
AD Albicastrense- Ricardo Sousa e Pedro Mendes, Martin Gomes, Luís Gama (7), Pedro Neves, João Fialho (9), Bruno Roberto, Luís Robalo, Filipe Pereira (1), Maximiano Ribeiro (3), Pedro Sanches (3), João Mourão, Daniel Pereira e Carlos Gomes (1)
Treinador- José Curto
Senhora da Hora- Augusto Silveira, Virgílio Pinto (6), João Lopes (3), Hugo Melo (1), Francisco Silva (4), Rui Moura (3), José Martingo, Octávio Pinto, Ricardo Moreira (1), Jorge Monteiro, Abílio Alves (4), Paulo Moura e Fernando Pereira
Treinador- Manuel Santos
Marcador ao intervalo- 13-10

Depois de um início de jogo muito equilibrado, foi sensivelmente depois da primeira dezena de minutos que os albicastrenses conseguiram ganhar algum conforto no marcador e chegar aos 5 golos de vantagem frente ao líder, a meio da primeira parte. Todavia, e apesar de estar a parecer fácil, e até porque esta situação já se tinha verificado em partidas anteriores, não era muito de fiar nesta almofada que começava a ser confortável, até porque uma sucessão de erros da equipa de José Curto permitiu aos visitantes um parcial de 4-0, e o inevitável equilíbrio voltou ao marcador. Antes do intervalo a ADA reagiu e conseguiu esticar novamente a vantagem até aos 3 golos.
Para a segunda parte o grande objectivo dos azuis passava, essencialmente, por não deixar encurtar a distância que detinham e isso até foi conseguido mas, quando fisicamente a equipa ficou inferiorizada, o comandante da zona norte da 1ª divisão aproveitou para encetar uma perigosa aproximação até chegar ao 23-22 à entrada para o último minuto. Apesar do pouco tempo que faltava era impossível fazer previsões até porque, na situação de vantagem pela margem mínima no último minuto, a ADA já ganhou e já perdeu jogos esta temporada. Mas, tal como noutros jogos em casa, eis que surge Ricardo Sousa para salvar a equipa. Uma defesa num livre de sete metros a meio minuto do final permitiu pensar numa vitória que haveria de ser confirmada com um golo de Luís Gama já muito perto do apito final.Vitória tão difícil quanto justa, num jogo bem dirigido pela dupla de árbitros de Coimbra.

FESTAND DE NATAL DA CASA DO BENFICA EM CB


Infantis convivem com Alcanena e Ansião

A Casa do Benfica em Castelo Branco organizou no último sábado no pavilhão da Escola Afonso de Paiva o seu Festand de Natal, o segundo que organiza na presente temporada. Presentes, para além das duas equipas de infantis do clube organizador, estiveram formações de Alcanena e Ansião.
Nestes convívios, que visam a observação do trabalho que vem sendo realizado nos treinos, as treinadoras têm também a possibilidade de ver como reagem jovens com 9 a 11 anos em competição.
Baseado no modelo que tem sido praticado nestes encontros organizados pela Casa do Benfica em Castelo Branco, este Festand contou, no entanto, com uma novidade, é que as equipas, pela primeira vez, actuaram com sete elementos, o que já representa uma evolução na sua formação.
Rui Poças, o responsável pela área da formação da representação do SL Benfica em Castelo Branco recorda, em jeito de balanço do ano de 2006 que “no início deste trabalho tínhamos cerca de 12 atletas e actualmente já vamos nas quatro dezenas. Estão a treinar 3 vezes por semana e nós estamos muito contentes com o trabalho que vem sendo desenvolvido”.
No que toca à equipa de infantis da Casa, o dirigente encarnado lembra que “já tivemos várias deslocações e obtivemos bons resultados. Já perdemos, já ganhámos, mas nesta fase, o mais importante não são os resultados. O que importa observar é que houve uma evolução desde o primeiro jogo realizado até agora”.Actualmente a equipa da Casa está a participar num Torneio Inter-Regional, que decorre na região de Viseu mas, até final da temporada, deverão ainda ser organizados pela Casa albicastrense dois Torneios, um por alturas do Carnaval e outro que encerrará a época.

DESPORTO AUTOMÓVEL


Francisco Grilo faz balanço de 2006 e apresenta objectivos ambiciosos para 2007

O jovem piloto albicastrense Francisco Grilo encerrou o ano desportivo de 2006 com um convívio, que se realizou no domingo no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco, com todos os membros da sua equipa, patrocinadores, Comunicação Social, Câmara Municipal de Castelo Branco e destacamento da GNR da capital de Distrito e de Vila Velha de Ródão.
No encontro, em que o piloto convidou os presentes a serem seus navegadores numa volta à pista, estiveram ainda presentes dois jovens deficientes que estão ao cuidado da CERCI Castelo Branco.
No ano que agora termina, Francisco Grilo, que teve como co-piloto Francisco Carrega, participou com o seu Fiat Punto HGT 1800, em quatro das cinco provas que integravam o calendário do Campeonato Nacional de Rallys de Promoção em asfalto. Apesar das desistências em Montelongo e Lafões, o 7º lugar no Pinhais do Centro e o 2º no Portas de Ródão permitiram-lhe terminar o nacional no 5º posto, o que, depois do título de campeão nacional júnior em 2005, “é um bom resultado e está dentro dos objectivos que traçámos no início. O mais importante era evoluir e isso foi conseguido. Mas temos noção que podíamos ter ido um pouco mais além. Discutir os primeiros 3 lugares era muito complicado porque este carro não é particularmente competitivo”. O melhor resultado da época acabou por ser conseguido a correr em casa. No Portas de Ródão Francisco Grilo rodou em primeiro até ao penúltimo troço “mas andarmos com os primeiros já foi quase um milagre”.
Para fechar o ano, o jovem de 20 anos participou no Rally do Algarve, aqui com o navegador Bruno Vilela, uma prova integrada no Nacional de Consagrados e onde terminou em 34º da geral e venceu a Classe 7. Apesar do bom resultado, “tivemos um furo que nos atrasou cerca de 5 minutos. Se não fosse isso poderíamos ter subido mais 9 lugares”.

Mais ambição para 2007

Para o próximo ano a fasquia está colocada mais alta, já que o objectivo “é comprar um Citroen C2 1600 para participar no Troféu Monomarca do Nacional de Consagrados”. Se em 2006 foram gastos 40 mil euros, “em 2007 são necessários cerca de 125 mil para que os objectivos sejam alcançados, isto incluindo 40 mil euros que terão que ser gastos na aquisição do carro”. A dar os primeiros passos na conquista de apoios, Francisco Grilo revela que “já temos alguns, mas ainda nos falta a maior fatia”. As despesas aumentam, porque o carro é outro, mas também porque o número de provas passa a ser de 6, uma vez que o Troféu Monomarca, das 8 provas que fazem parte do Nacional de Consagrados, não faz as deslocações aos Rallys dos Açores e da Madeira.
Se não forem reunidos os apoios necessários, o piloto avança então para o plano alternativo, que passa pela participação no Open (uma prova semelhante ao antigo Nacional de Iniciados). O Open é composto por 10 provas, cinco em asfalto e outras tantas em terra, mas no caso de ser esta a solução para 2007 Francisco Grilo já decidiu que “não iremos fazer todas as provas”.Para já, e até ao início de Fevereiro, o único trabalho é reunir o maior número de apoios possíveis, no sentido de saber qual o caminho a seguir.

CONVÍVIO DE ESCOLAS DE FUTEBOL


Encontro entre ARCB Valongo e Escola de Proença envolve 50 crianças

Foram cerca de 50 crianças que no último feriado de 8 de Dezembro participaram no convívio entre os pré-competitivos da Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo e a Escola de Futebol “O Bernardo” de Proença-a-Nova, que decorreu do Complexo Desportivo do Valongo.
Neste encontro de candidatos a futuros jogadores de futebol, as equipas disputaram 3 jogos em campo reduzido, tendo cada jogo a duração de 20 minutos.
Como seria de esperar, nota de destaque, para além da alegria estampada na cara de cada uma das crianças, o fair-play demonstrado nos jogos por todos os jovens atletas.Para o futuro, ficou já acordada a realização de futuros encontros.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

ATALAIA DO CAMPO- 3 VITÓRIA DE SERNACHE- 4


Vitória verga Atalaia à 1ª derrota

Campo 23 de Maio, Atalaia do Campo
Árbitro- Paulo Abrantes (4), auxiliado por Alexandre Rato e Flávio Nunes
Atalaia do Campo- Rui Pedro (3), Élio (3), Sérgio Garcia (3), Rui Faria (3), Hugo Brito (3), Costa (3), Gelson (3), Ednilson (3), Emanuel (3), Filipe Mouro (3) e Luisinho (3)
Treinador- Mário Pereira
Vitória de Sernache- Vilela (3), Bruno Bastinho (3), Tomás (4), Fernando Miguel (4), Pedro Figueiredo (3), João Viana (3), Velho (3), Dany (4), Maçaroco (3), Miguel Farinha (3) e M´Passo (4)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Filipe Mouro por Bruno Torres (1) aos 64, Élio por Patrick (-) aos 87 e Luisinho por Cristophe Bernardo (-) aos 90+1; Miguel Farinha por Fredy (3) aos 65, Maçaroco por Rogério (2) aos 75 e M´Passo por Filipe Amaro (-) aos 90+4
Disciplina- Amarelos a Sérgio Garcia aos 35 e Élio aos 77; Miguel Farinha aos 35, Pedro Figueiredo aos 70, Dany aos 90+1 e Fredy aos 90+3
Marcadores- Rui Faria aos 22, Ednilson aos 40 e Hugo Brito aos 43; M´Passo aos 40 segundos, Fernando Miguel aos 39, Dany aos 78 e Bruno Bastinho aos 84

A figura do jogo- M´Passo (Vitória de Sernache)- De jogo para jogo tem vindo a subir de rendimento e, nesta altura, constitui um quebra cabeças para as defensivas contrárias, principalmente pela sua rapidez e pelos bons pormenores técnicos que mostra. Marcou um golo logo a abrir e saiu completamente esgotado.

A Atalaia do Campo- Não tremeu com o golo que sofreu logo nos primeiros segundos nem depois quando sofreu o segundo, e acabou sempre por dar a volta por cima e chegar ao descanso já em vantagem. Na 2ª parte entrou melhor, teve oportunidades para fazer o 4º golo mas, estranhamente, recuou nos últimos 20 minutos e convidou o adversário a subir. Perdeu porque começou a pensar nos 3 pontos demasiado cedo.

O Vitória de Sernache- Entrou com a sorte do jogo mas teve sempre o mérito de jogar olhos nos olhos com o líder que ainda não tinha cedido pontos no seu terreno. Nos segundos 45 minutos soube suportar a pressão da Atalaia que durou 20 minutos, e depois aceitou o convite para subir no terreno e chegou de forma merecida aos 3 pontos.

Foi um jogo empolgante em todos os sentidos. Dos melhores que já se viu neste Distrital. Mexidas constantes no marcador, indefinição até ao final e muitos e bons golos para todos os gostos.
Ainda não estava jogado um minuto e já o Vitória estava em vantagem. Logo aos 40 segundos M´Passo aproveitou uma desatenção na área adversária e abriu as contas para a sua equipa. A Atalaia sofria um golo a frio, entrava a perder no jogo, mas nunca deu mostras de ter acusado o que não esperava.
A equipa de Mário Pereira reagiu bem, mas encontrava pela frente um Vitória de Sernache que vinha disposto a jogar olhos nos olhos com o adversário com o único pensamento nos 3 pontos, de forma a continuar a boa série de resultados que já levava.
O sinal mais não pertencia a nenhuma das equipas porque a bola estava sempre muito próxima das duas áreas e o golo podia surgir a qualquer momento, para qualquer um dos lados. Acabou por surgir para a Atalaia quando estavam jogados 22 minutos e Rui Faria aproveitou bem uma bola à entrada da área adversária para atirar forte e colocado sem hipóteses para Vilela.
Mas via-se que, neste jogo, os ataques levavam quase sempre vantagem sobre as defesas e os golos iriam com certeza acontecer mais vezes. Bem dito, melhor feito. Ainda antes do intervalo, e já depois de Paulo Abrantes por termo a uma fase do jogo em que os jogadores teimavam em desentender-se, ao mostrar amarelo a Sérgio Garcia e Miguel Farinha, eis que surgem mais 3 golos no curto espaço de 4 minutos. Era um jogo de loucos! Primeiro foi Fernando Miguel que voltou a dar vantagem à sua equipa na transformação de um castigo máximo a punir falta sobre Miguel Farinha e, na resposta, chegou de novo o empate por Ednilson, a aproveitar a lentidão da defensiva do Sernache em aliviar a bola.
Mas ainda antes do intervalo os líderes invictos do campeonato haviam de chegar à primeira situação de vantagem no jogo quando Hugo Brito voltou a aproveitar uma bola à entrada da área adversária para bater Vilela. Ao intervalo o 3-2 era justo, como também o seria qualquer outro resultado, porque as equipas tinham-se equivalido, mas ficava a promessa de que o jogo não estava decidido.
E não. A Atalaia entrou melhor para a segunda parte e conseguiu o domínio durante 20 minutos. Nessa altura a equipa de Mário Pereira podia ter matado o jogo, mas a viragem no controlo das operações começou sensivelmente quando na equipa da casa Bruno Torres rendeu o capitão Filipe Mouro.
Os vitorianos sentiram que ainda tinham uma palavra a dizer e começaram a mandar no jogo. Ficamos no entanto sem perceber se a Atalaia recuou pela pressão feita pelo adversário ou apenas por uma questão estratégica. Mas deve ter acontecido um misto das duas. Aos 78 minutos Dany voltou a restabelecer a igualdade e aos 84 minutos Bruno Bastinho concluiu o que já se vinha adivinhando.
Depois de operada a reviravolta, o Vitória de Sernache ainda teve oportunidade de dilatar o marcador mas M´Passo, isolado frente a Rui Pedro, acabou por adiantar em demasia a bola, permitindo a intervenção do guarda-redes.
Uma vitória justa dos de Cernache de Bonjardim que viram assim premiada a forma como sempre acreditaram que o jogo não estava decidido ao intervalo. A Atalaia perdeu pela primeira vez mas não deixou de mostrar uma equipa que certamente estará na luta até final do campeonato.

A arbitragem- Teve um jogo extremamente difícil de dirigir, muito por culpa dos muitos contactos físicos que existiram, mas conseguiu levá-lo até ao fim da melhor forma. Tem 3 situações de mão dentro das grande-áreas, duas na área da Atalaia e uma na do Vitória, mas nas 3 seguiu o mesmo critério, considerou sempre bola na mão e não o contrário. Disciplinarmente, quando o jogo parecia endurecer, os dois amarelos mostrados ao minuto 35 resolveram o problema.

Discurso directo- João Torres, presidente da Atalaia do Campo- “Foi um excelente jogo, nós já sabíamos que o Sernache tem uma das melhores equipas do Distrital e veio aqui proporcionar um bom espectáculo e ganhar o jogo. Também já sabíamos que um dia tínhamos que perder e, se calhar, até era bom que nós não estivéssemos lá em cima. Se andássemos no meio da tabela talvez o nosso capitão de equipa no domingo não tivesse sido expulso, e talvez eu não estivesse castigado. Há muitas condicionantes que ajudam as equipas do nosso distrito a subir de divisão. O que se passou aqui foi futebol. Não é por acaso que nós hoje estávamos privados de dois dos melhores jogadores da equipa. Quanto a mim, faltou coragem ao senhor árbitro para marcar uma penalidade a nosso favor. É a tal falta de estatuto, mas isto não retira em nada o mérito à equipa do Sernache, porque veio aqui jogar lealmente. Mas de um lado está uma equipa com estatuto no nosso distrito e do outro lado está uma atalaiazita, que anda agora a fazer pela vida. Somos uns coitadinhos que aqui andamos… Por exemplo, hoje tivemos aqui o mesmo fiscal de linha que esteve no nosso jogo no domingo em Valverde. As asneiras repetiram-se! Eu não sei se há falta de fiscais de linha ou se tem sempre que vir este senhor!”.
Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “É uma vitória que vale 3 pontos e que nós queríamos muito. A Atalaia tem uma boa equipa, que pratica bom futebol, sabíamos que estava 100% vitoriosa em casa, mas também sabemos o nosso valor. Entrámos bem e podíamos ter feito o 2º golo ainda antes de sofrermos o primeiro. Disse sempre aos jogadores que não estávamos a ser inferiores ao líder e foi uma questão de esperar, também contando com alguma sorte na maneira que fizemos o 3º golo, mas penso que, nessa altura, já o merecíamos. Depois de fazer o 4-3 ainda pudemos fazer o 5º mas não o conseguimos. Mas quero realçar que este deve ter sido dos melhores jogos deste distrital. O Paulo Abrantes é um excelente árbitro e fez um bom trabalho”.

PLANTEL DO VITÓRIA DE SERNACHE COM MEXIDAS


Filipe Barata sai Paulo Lopes regressa

O médio Filipe Barata deixou durante a última semana de fazer parte do plantel do Vitória de Sernache. Mas as mexidas no clube do Pinhal não se ficaram por esta saída. De regresso está Paulo Lopes, jogador que no último defeso trocou precisamente o emblema vitoriano pelo Sertanense. A mais recente aquisição da equipa de António Joaquim revelou que “no Sertanense estava a ser complicado conciliar o futebol com a minha actividade profissional”, e desta forma o regresso a “uma casa que conheço bem e onde tenho muitos amigos” foi a melhor solução.Paulo Lopes, que no domingo assistiu à vitória da sua nova equipa na Atalaia do Campo, já estará apto para defrontar a Desportiva do Fundão no próximo domingo.

DESPORTIVO CB- 23 CLUBE BASQUETEBOL DO FUNDÃO- 110

Desportivo aprende com CB Fundão

Pavilhão da Escola Superior de Educação de Castelo Branco
Árbitros- Vasco Santos e Tiago Pinheira
Desportivo CB- Rafael Belo, Alexandre Luís, João Oliveira, Jordan Vieira, David Silva, Michael Ladeira, Cheng Chen e Bruno Fontelas
Treinador- Tiago Machado
CB Fundão- M. Matos, P. Madeira, J. Monteiro, J. Raposo, L. Lamego, P. Tazendeiro, T. Pinto
Treinador- João Raposo

O Clube de Basquetebol do Fundão derrotou no último sábado o Desportivo de Castelo Branco por 23-110, em partida a contar para a Fase Regular do Campeonato Regional de Cadetes Masculinos em basquetebol.
Numa partida disputada no pavilhão da Escola Superior de Educação de Castelo Branco, a equipa fundanense, com atletas que já integram as selecções distritais e que, por tanto, jogam já a outros níveis, mostrou-se sempre muito pressionante a defender, cortando as linhas de passe ao adversário. Também na fase de ataque, o CBF mostrou excelentes executantes e dispõe de jogadores que sabem lançar de fora. No capítulo físico, as diferenças foram igualmente notórias, com uma equipa visitante muito mais alta e possante fisicamente.
Refira-se no entanto que, nesta equipa do Desportivo de Castelo Branco, apenas dois atletas transitaram do último ano ou seja, a grande maioria não tem ainda qualquer experiência de jogo nem os fundamentos básicos da modalidade. Para além disso, do plantel fazem parte 2 jogadores ainda com idade de iniciados, sendo todos os restantes cadetes de 1º ano.Resultado que não deixa qualquer margem para dúvidas entre duas equipas em fases distintas de aprendizagem.

ORGANIZAÇÃO DA CASA DO BENFICA CB

Sábado é dia de Festand de Natal

A Casa do Benfica em Castelo Branco organiza no próximo sábado o seu Festand de Natal onde, para além das equipas do clube organizador vão estar representantes das zonas de Ansião, Santarém e Alcanena, esperando-se ainda as presenças de equipas do Crato e Covilhã.O convívio vai decorrer entre as 10 horas e as 12.30 no Pavilhão da Escola Afonso de Paiva e o modelo da prova será em tudo idêntico ao utilizado no último Festand realizado em Outubro, com todas as equipas a defrontarem-se entre si em períodos de 10 ou 12 minutos.

1º PASSEIO DO VALE SANTO


BTT no Juncal do Campo

A Associação Cultural e Recreativa Juncalense organizou no último dia 12 o 1º Passeio de BTT do Vale Santo no Juncal do Campo.
A prova, que teve a participação de 72 BTTistas, dividiu-se em duas partes, a primeira, com um grau de dificuldade médio na distância de 24 km, e a segunda, com um grau de dificuldade médio alto em que os participantes percorreram 44 km.O início foi às 9 horas, e o passeio percorreu os caminhos de terra batida das aldeias do Juncal do Campo, Barbaído, Martim Branco, Chão-da-Vã e Freixial do campo, antes da chegada por volta do meio dia e meio, tendo-se seguido um almoço convívio na Casa do Povo do Juncal.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

PÓVOA RM- 0 VITÓRIA DE SERNACHE- 2


Vitória continua em recuperação

Campo da Póvoa de Rio de Moinhos
Árbitro- Teodoro Domingos (3), auxiliado por Carlos Pequito e Rui Inácio
Póvoa RM- Oleh Prokopets (3), Jeremias (3), Tó Zé (3), Bernardino (3), Mata (3), Jorge Mota (3), Hugo Louro (3), Gustavo (3), Carlitos (3), Hugo Inácio (3) e Bento (3)
Treinador- Rui Melo e João Zarro
Vitória de Sernache- Vilela (3), Bruno Bastinho (3), Tomás (3), Fernando Miguel (3), Pedro Figueiredo (3), João Viana (3), Velho (3), Dani (4), Maçaroco (3), Miguel Farinha (3) e M´Passo (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Gustavo por Amaral (-) aos 87; Miguel Farinha por Fredy (3) aos 67, João Viana por Filipe Barata (2) aos 71 e M´Passo por Rogério (-) aos 88
Disciplina- Amarelos a Bernardino aos 22; João Viana aos 32
Marcadores- Bruno Bastinho aos 75 e Dany aos 82

A figura do jogo- Dany (Vitória de Sernache)- Está a voltar a ser aquele jogador que noutras ocasiões tanta falta fez à sua equipa. É um tampão na zona central do terreno às iniciativas ofensivas adversárias e importante no início dos ataques da sua equipa. Boa exibição coroada com um golo oportuno.

O Póvoa RM- Depois de fazer um jogo equilibrado nos primeiros 45 minutos, deixou que o adversário ganhasse algum ascendente na 2ª metade e passou por alguns momentos de aflição logo no reinício. Depois aceitou o ascendente do Vitória mas viu o castelo desmoronar-se nos últimos 15 minutos.

O Vitória de Sernache- Mudou de atitude radicalmente da 1ª para a 2ª parte. Depois de 45 minutos amorfos, na 2ª parte pegou no jogo e acabou por embalar para uma vitória justa que contribui para a subida na tabela classificativa e que confirma o bom momento da equipa de António Joaquim.

O tempo estava cinzento e os primeiros 45 minutos acabaram por ser da mesma cor. Na segunda parte os vitorianos tentaram surpreender logo de início mas foi já no último quarto de hora que chegaram à vitória.
Póvoa de Rio de Moinhos e Vitória de Sernache encontravam-se depois de saborosos triunfos alcançados no domingo anterior para a Taça de Honra. Mas debaixo de uma chuva miudinha e de um céu muito carregado nem uma nem outra equipa conseguiram durante os primeiros 45 minutos fazer muito para tentar chegar ao descanso em situação de vantagem. A luta era mais a meio campo e aí nenhuma equipa deu o braço a torcer. As forças estavam equilibradas e por isso os lances de perigo resumiram-se a um para cada lado. Primeiro o ucraniano Oleh teve que se empregar a fundo para evitar que uma tentativa de alívio do seu capitão terminasse do fundo da sua baliza e depois, muito perto do intervalo, foi Vilela que viu um lance de golo certo da Póvoa ser anulado por Teodoro Domingos por fora de jogo de um avançado da casa. E foi tudo o que se passou em 45 minutos de futebol muito disputado mas quase sempre longe das balizas.
Na segunda parte António Joaquim tentou surpreender o adversário com uma entrada de rompante que quase dava resultado. Primeiro foi Bruno Bastinho que esteve muito perto do golo e depois foi Dany que ficou a centímetros de concretizar.
Estava dado o mote para mais 45 minutos que tinham tudo para ser diferentes dos anteriores. E foram. O Vitória era agora uma equipa mais rápida nas transições da defesa para o ataque, com Dany a ter um papel importante, e o futebol mais ofensivo fazia com que a Póvoa fosse obrigada a defender mais e a tentar explorar o contra-ataque na tentativa de apanhar o Vitória em contra-pé.
Até que à entrada do último quarto de hora os mesmos protagonistas dos tais lances no início da segunda parte entraram em acção. Primeiro foi Bruno Bastinho que concluiu com êxito uma boa investida de Pedro Figueiredo pela esquerda que culminou com um bom cruzamento e, sete minutos depois, foi Fredy que subiu pela direita, com os da casa a pedirem fora de jogo inexistente porque Jeremias estava do outro lado a colocar o extremo de Sernache em jogo, cruzou para M´Passo mas seria Dany a aparecer em corrida e atirar para o 2-0. Estava consumado um resultado que não deixava grandes perspectivas de recuperação à equipa de Rui Melo e João Zarro, até porque as alternativas ofensivas no banco pareciam não ser muitas. Mas a Póvoa até é uma equipa que sabe jogar futebol, que consegue trocar bem a bola, que defende bem, mas que continua a demonstrar algumas dificuldades quando chega ao último terço do terreno, e aqui talvez esteja a justificação para o facto de ter apenas 7 golos marcados no que já passou de campeonato.
Já nos instantes finais, Teodoro Domingos, que já tinha sido condescendente no capítulo disciplinar em duas ou três situações, não viu um lance para grande penalidade que aconteceu dentro da área dos visitantes.
Com esta vitória, os de Cernache de Bonjardim alcançam o quinto jogo sem perder (incluindo o jogo da Taça no Teixoso), série em que apenas registaram um empate em Pedrógão de São Pedro e em que marcaram 11 golos e sofreram apenas 1.

A arbitragem- Depois de uma primeira parte praticamente sem erros, acabou por ter algumas falhas nos segundos 45 minutos, especialmente no capítulo disciplinar onde em certas ocasiões se impunha que puxasse do cartão. Já no final não assinalou uma falta para grande penalidade que nos pareceu existir no interior da área do Vitória.

Discurso directo- Rui Melo, técnico da Póvoa RM- “Quando num jogo de futebol os protagonistas são os árbitros está tudo dito… Não estou a dizer que foi pelo árbitro que nós perdemos mas, em certas situações, se tivesse sido ao contrário, havia jogadores nossos expulsos, e isto já aconteceu mais vezes. Acho que a Póvoa de Rio de Moinhos deve abandonar o distrital, porque só assim é que as coisas podem melhorar. Isso já aconteceu com outras equipas, pressionaram, e as coisas reverteram a seu favor… Isto não pode ser! Quem é pequenino é pequenino, quem é mais ou menos grande e grande é beneficiado”.
Discurso directo- José Coelho, director do Vitória de Sernache- “Esta equipa tem valor para estar nos lugares cimeiros e vamos ver se conseguimos manter os bons resultados para nos chegarmos mais perto dos primeiros. A equipa do meio campo para a frente é praticamente nova, demorou algum tempo a entrosar-se, mas agora já está a conseguir marcar golos, que era o que nos estava a faltar, e os resultados estão a começar a aparecer. Quanto ao árbitro, foi uma arbitragem à Teodoro Domingos”.

BOA ESPERANÇA- 11 CARRIÇO E BIDOEIRA DE BAIXO- 1


Sob a batuta de Valter Borronha

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Paulo Estrada e José Vital, de Portalegre
Boa Esperança- Hugo Nunes e Francisco Fernandes, Ricardo Machado, Francisco Aragonês, Bruno Barata, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Valter Borronha, André Gonçalves, Bruno Neves e Daniel Ascensão
Treinador- Humberto Cadete
Carriço e Bidoeira de Baixo- Espanhol, Miguel Gago, Joel, Fredy, Vasco, Amílcar, Gonçalo, Ricardo, Nuno, Bruno Gago, Paulo e Leonardo
Treinador- Artur
Disciplina- Cartão amarelo a Ricardo aos 29
Marcadores- Valter Borronha aos 2, 4, 25, 26 e 32, Francisco Aragonês aos 8 e 9, Hugo Silveira aos 27, Daniel Ascensão aos 29, 30 e 33; Fredy aos 23

A Boa Esperança continua firme na liderança da série C da 3ª divisão nacional. Este sábado recebeu e venceu, com o à vontade que os números demonstram, a equipa do Carriço e Bidoeira de Baixo por esclarecedores 11-1.
O festival de golos começou logo no 2º minuto quando Valter Borronha abriu as contas para a sua equipa. Dois minutos depois o mesmo Valter aumentou para 2-0 e já se percebia que a equipa da Freguesia da Bidoeira de Cima não tinha argumentos nem valia para fazer frente a uma equipa que está motivadíssima e muito empenhada em regressar à 2ª divisão nacional.
É certo que o caminho é muito longo, outras dificuldades surgirão, algumas delas por certo inesperadas, mas, por vezes, é nestes jogos, frente a equipas que em teoria são mais fracas, que se acaba por deitar por terra todo o trabalho de vários meses.
Mas frente ao Carriço e Bidoeira de Baixo, a Boa Esperança entrou com a firme disposição de resolver a questão dos 3 pontos o mais rápido possível para evitar qualquer espécie de sobressaltos, e ainda antes do intervalo foi a vez de Francisco Aragonês também bisar e ampliar a margem para 4-0.
No descanso a vitória, até pelo que se tinha visto, ou não, do adversário, estava mais do que assegurada, era agora apenas uma questão de gerir os segundos 20 minutos e ir dilatando o marcador.
E foi isso que aconteceu. Mesmo sofrendo o único golo do seu opositor logo aos 23 minutos, a equipa de Humberto Cadete continuou a jogar da mesma forma, com trocas rápidas de bola ao primeiro toque, e com todos os jogadores em constante movimento o que sempre baralhou as marcações do adversário.
E eis que ressurge o melhor jogador em campo. Valter Borronha tem assumido posição de destaque esta época e revela-se cada vez mais um jogador preponderante e influente. Na segunda metade, o mano Borronha mais velho rematou certeiro em mais 3 ocasiões e conseguiu a bonita proeza de marcar 5 golos no jogo. Mas não se pode deixar de dar o merecido destaque à excelente exibição de Hugo Nunes na baliza, o que também já se vem tornando num hábito, e ainda ao jovem Daniel Ascensão. Ele não é um titular nesta equipa laranja mas quando entra tem-no feito sempre bem. No espaço de 3 minutos concretizou um hat-trick e contribuiu também ele para uma vitória tão gorda quanto justa.
No próximo sábado os albicastrenses deslocam-se a Portalegre para defrontar a Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Mais uma goleada se adivinha, até porque a equipa dos estudantes alentejanos ainda não somou qualquer ponto neste campeonato e transporta consigo a lanterna vermelha.No jogo de sábado a arbitragem que veio precisamente de Portalegre passou totalmente ao lado de um jogo que também não teve casos difíceis de resolver.

ASSOCIAÇÃO DE BASQUETEBOL DE CB PROMOVE FORMAÇÃO

Doze novos árbitros e juízes

A Associação de Basquetebol de Castelo Branco e o Conselho Nacional de Arbitragem organizaram nos dias 26 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro uma formação de oficiais de mesa e árbitros da modalidade.O curso, que teve o apoio da secção de basquetebol do Desportivo de Castelo Branco, decorreu na Escola Superior de Educação de Castelo Branco e contou com 12 participantes que, desta forma, se preparam para se tornarem futuros árbitros ou juízes de mesa de basquetebol.