terça-feira, maio 23, 2006

ENTREVISTA PAULA ESPÍRITO SANTO, TREINADORA CASA DO BENFICA CB


“As jogadoras perderam uma grande oportunidade de se sagrarem campeãs nacionais”

Paula Espírito Santo faz o balanço da experiência na estreia da Casa do Benfica em Castelo Branco no andebol feminino. Fala “numa grande oportunidade perdida de conquistar o título da 2ª divisão”, e queixa-se da ausência de jogadoras importantes nos jogos na Maia e no Porto na fase final da competição. Quanto ao futuro, nem uma palavra. A treinadora diz que, agora, “só pensa em férias”.

“Faltaram-nos jogadoras importantes em dois jogos da Fase Final”

Tribuna Desportiva- Esta foi uma época que acabou por se decidir num jogo…
Paula Espírito Santo- Foi, e acabou por correr mal. Tivemos vários problemas desde o início da época com a falta de plantel e depois, nesta fase final, tivemos a ausência de jogadoras importantíssimas em dois jogos no norte. Perdemos os dois mas fico com a sensação que, um deles, o poderíamos ter ganho.
TD- Está a falar nas derrotas nos terrenos do Maiastars e do CDUP…
PES- Exactamente. Todos conhecem o plantel… Costuma dizer-se que não há imprescindíveis, depende é do tamanho e da qualidade do plantel. Chegando ao último jogo na situação em que chegámos, reparámos que a jogadora mais velha, na primeira parte, em 10 golos da equipa ela fez 8… Era a única que corria para o contra-ataque… Ninguém ganha assim!
TD- Acha que teve influência o facto de terem querido ir em frente na Taça de Portugal?
PES- Se quer que lhe diga eu nem sequer contava chegar tão longe na Taça de Portugal. Este calendário é um autêntico absurdo, com jogos de Taça no meio dos do campeonato… Obviamente ninguém quer perder, mas eu tentei gerir o melhor possível. No jogo com o Porto Salvo a Mariana nem sequer entrou.
TD- Mas depois ainda foram dois jogos da Taça decididos no prolongamento…
PES- Nunca criei grandes expectativas na Taça de Portugal, mas a verdade é que fomos passando. Foi mais um, mais um… e quando se têm 12 ou 13 jogadoras e 3 das quais são guarda-redes… está tudo dito!
TD- A política do Colégio João de Barros foi outra. Optaram por ser eliminadas da Taça de Portugal…
PES- Mas o nosso percurso na Taça acontece um pouco por acaso. Eu nem fazia questão em ganhar, e a prova é que não utilizei a Mariana num dos jogos. Isto provocou 7 jogos numa semana e meia, e com o plantel que tenho… Reparem para o tamanho do plantel do Colégio João de Barros.
TD- Perdeu-se uma boa oportunidade para serem campeãs nacionais…
PES- Sim, estas jogadoras, pela primeira vez na vida, estavam a lutar para ser campeãs, mesmo sabendo que para o ano não vai haver divisões, uma vez que vai haver 4 zonas na chamada Divisão Única.

“O nível do andebol feminino bateu no fundo”

TD- É a favor do sistema actual ou da Divisão Única?
PES- O andebol feminino nunca esteve tão em baixo. Não me parece que o andebol feminino possa descer mais baixo do que está. Dantes tínhamos 10 ou 12 equipas na 1ª divisão e outras tantas na 2ª que começavam a competir em Outubro e seguiam até final sem jornadas duplas. Aquilo que se tem passado nos últimos anos é no mínimo anormal. Vai-se fazer um ano zero para depois se fazer uma divisão. Pode ser que sim, pode ser que finalmente se encontre o modelo, mas a qualidade vai demorar a encontrar.
TD- Ao fim e ao cabo o último jogo só impediu de fazer a festa do título…
PES- Eu fiz muitas festas, agora falando como jogadora e, ser campeã é ser campeã! Mesmo que no ano a seguir seja ano zero. Quanto ao mim, como jogadora, perdeu-se a coisa mais importante. Elas não sabem, porque nunca o foram, e este ano perderam uma grande oportunidade de poderem dizer “nós somos campeãs”.
TD- Em relação ao futuro já se pode adiantar alguma coisa?
PES- Eu tive 3 épocas muito cansativas. A última época na Juve Lis foi também de play-offs intensos, o ano passado não vale a pena falar, e este ano foi o ano zero em termos de Casa do Benfica, mas acabou por ser um ano muito desgastante, principalmente a fase final.
TD- A relação com o clube foi boa?
PES- Foi óptima. Penso que tem pernas para andar, esta época terminou agora e tem que se começar já a trabalhar, a procurar jogadoras, porque a próxima temporada vai começar mais cedo.
TD- A Paula está disposta a continuar este trabalho?
PES- Estas 3 épocas foram tão cansativas que agora só penso em férias.
TD- Mas férias temporárias ou tem vontade de parar um ano?
PES- Férias, agora quero férias. Vou apresentar os meus relatórios ao clube e só penso em férias.
Paula Espírito Santo em discurso directo, num ano em que falhou o objectivo do título nacional da 2ª Divisão. A relação como o novo clube foi boa mas, quanto ao futuro, a técnico diz que “por agora só quero pensar em férias”.

ENTREVISTA A JOÃO MARQUES, TREINADOR DE FUTSAL DO LADOEIRO


“As coisas nem sempre correm como nós queremos”

João Marques e o “seu” Ladoeiro não tiveram uma época tão recheada de êxitos como nas duas últimas temporadas. Apesar de tudo, em termos desportivos, foi nos juniores que o clube raiano ficou áquem do esperado. A aposta era no título distrital das duas categorias, mas sabia-se que nos juvenis seria muito difícil repetir o feito do ano passado quando o Ladoeiro chegou à final da Taça Nacional onde perdeu com a Fundação Jorge Antunes. Agora há que pensar na próxima temporada, e se os juvenis não vão competir, assinala-se o regresso dos seniores à competição distrital, escalão onde já vão estar jovens que iniciaram a formação com o Mister João Marques.

“As muitas lesões impediram-nos de chegar ao título de juniores”

Tribuna Desportiva- Este ano foi um pouco diferente em termos de resultados, comparando com anos anteriores. Considera que foi uma época falhada?
João Marques- Penso que não. Acima de tudo foi um ano que valeu, nos juvenis, pela experiência competitiva que alguns jogadores que pela primeira vez estavam federados tiveram, e que acabou, de alguma forma, por ser gratificante. Além disso são jovens que se estão a trabalhar na formação, com valores e com princípios que são extremamente importantes para a prática da modalidade. E se em termos títulos os objectivos não foram atingidos, há outros mais importantes que foram, por isso, época falhada nunca foi.
TD- Nos juniores, houve jogadores importantes que estiveram muito tempo lesionados… terá sido esse o motivo de não conseguirem chegar ao título?
JM- Não tenho dúvidas nenhumas disso. Houve muitos problemas, mas também é preciso avaliar o que é que motivou esses problemas em termos físicos. Não contei com jogadores extremamente importantes durante grande parte da época e isso fez com que o conjunto não conseguisse ser regular. A equipa, ao fim da 1ª volta não tinha perdido nenhum jogo e estava isolada em 1º lugar, mas depois começaram os problemas físicos e, consequentemente os maus resultados. Mas isso não serve de desculpa, porque nós tínhamos um plantel de 12 jogadores e todos trabalhavam para serem os melhores dentro de campo. Não conseguimos resultados mas estamos de cabeça sempre levantada e a pensar no futuro.
TD- Nos juniores a Desportiva do Fundão foi um justo campeão?
JM- Penso que sim, porque foi a equipa que manteve maior regularidade durante o campeonato. O Fundão conseguiu, com as armas que tinha, ser mais regular e está de parabéns porque foi campeão.

“Nos juvenis conseguimos vitórias mais importantes que as desportivas”

TD- Nos juvenis, sabia-se que iria ser difícil repetir os êxitos das épocas anteriores, digamos que foi o ano zero, mas que agora se sabe que a equipa não vai participar no próximo ano…
JM- Quando comecei a treinar os juvenis, no primeiro ano, também não ganhámos nada, nem em termos de campeonato distrital. E nos anos seguintes chegou-se à meia-final e à final da Taça Nacional. A certeza que eu tenho é que uma equipa não se constrói num ano, nem em dois, nem às vezes em três. Há que alicerçar conhecimentos, há que incutir uma personalidade no jogador, com valores extremamente importantes para o futuro. Esse era o objectivo e que eu penso que foi conseguido. Havia gente que não tinha a mínima noção dos princípios e fundamentos de jogo em relação ao futsal, nem tão pouco das regras… Hoje já todos eles vêem futsal na televisão e já conhecem minimamente a modalidade e interessam-se por ela. Simultaneamente conseguimos que alguns melhorassem o seu rendimento nas escolas e eu penso que isso são vitórias extremamente importantes. Também gostávamos de ser campeões, mas nem sempre é possível porque as coisas não correm sempre da maneira que nós queremos.
TD- O Retaxo foi um bom campeão nos juvenis?
JM- Foi. Foi uma equipa que nos venceu sempre nos confrontos directos, embora eu entenda que o nível do campeonato de juvenis esteve um pouco abaixo de anos anteriores, com todo o respeito que todas as equipas me merecem. E isso provou-se também ao nível da selecção Distrital de sub-16. A própria fase final da Taça também não correu bem ao Retaxo, o que se calhar reflecte a forma como passamos sempre as primeiras fases sem grandes dificuldades. O Retaxo tem todas as condições para construir uma boa equipa, é preciso trabalhar com qualidade.

“É a altura certa para apostar nos seniores”

TD- No próximo ano, mantêm-se os juniores, terminam os juvenis e regressam os seniores. É o ano ideal para voltar a apostar nos seniores?
JM- É a altura de começar, porque há alguns jogadores que começaram comigo que são seniores de 1º ano. E está na altura de, mesmo alguns dos juniores, começarem a competir um pouco mais a sério, porque os campeonatos de juvenis e de juniores têm poucas equipas e, por vezes, a competição não é aquela que se desejava. Nos seniores já se proporciona maior experiência competitiva, é mais tempo de campeonato, são mais jogos e simultaneamente deixar de falar tanto nos escalões de formação e começarmos a olhar o futsal a outros níveis e com outras exigências.
TD- E com que ambições partem os seniores?
JM- O objectivo, neste primeiro ano, é fazer uma boa classificação, até porque vamos ter uma equipa bastante jovem, com alguns valores já afirmados no futsal ao nível da formação, jovens com disponibilidade para trabalhar, para aprender e esperamos no final ter a melhor classificação possível que é, como é óbvio, ser campeão distrital.
TD- Nos juniores o Ladoeiro volta a tentar o campeonato distrital…
JM- Exactamente. Isso é intocável. Em termos de juniores o único objectivo é mesmo ser campeão distrital. Vamos trabalhar muito e a sério para isso, espero que com melhor sorte que este ano. No final fazemos as contas e logo se vê, mas vamos trabalhar muito para que tudo corra bem e possamos ser campeões na próxima época.
Apesar de “apenas” dois títulos de vice-campeões distritais, o Ladoeiro continua a ser um clube de referência no futsal de formação do nosso Distrito. João Marques vai mostrar nos seniores o trabalho que começou nos juvenis.

sexta-feira, maio 19, 2006

DESPORTIVO CB- 3 AD ESTAÇÃO- 0


A continuação da festa dos campeões

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Délio Rolo, auxiliado por Ricardo Alexandre e Paulo Antunes
Desportivo CB- Tiago Tavares, João Ricardo, Nuno Nunes, João Batista, Ricardo Lourenço, Jorge Cruchinho, João Latado, João Alves, Diogo Fonseca, Cristiano Guerreiro e Francisco Sordo
Treinador- João Paulo Natário
AD Estação- João Correia, Tiago Santos, Diogo Leitão, Pedro Nuno, João Luís, Pedro Bernardo, Tiago Oliveira, Lanzinha, André Seco, Tiago Marques e André Rodrigues
Treinador- Rui Pinto
Substituições- Nuno Nunes por Samuel aos 40; André Seco por Diogo Coelho aos 17 e Diogo Leitão por Márcio aos 56
Disciplina- Amarelo a André Rodrigues aos 49
Marcadores- Francisco Sordo aos 12 e 45 e Cristiano Guerreiro aos 77

Depois de já ter garantido o título Distrital de Juvenis na última jornada, o Desportivo de Castelo Branco defrontou a Desportiva da Estação já em clima de festa mas sempre com o objectivo de somar mais uma vitória.
Logo aos 12 minutos Francisco Sordo inaugurou o marcador dando sequência à melhor entrada no jogo por parte da equipa albicastrense. O conjunto Serrano, que se apresentou em Castelo Branco sem alguns dos habituais titulares da equipa de juvenis, revelava muitas dificuldades em criar lances de perigo, mas defendia-se muito bem no seu meio campo, não permitindo que o resultado fosse ampliado antes do intervalo.
No reatamento surgiu o melhor lance do jogo e, resultado disso, novo golo para o Desportivo albicastrense. O intérprete foi de novo o número 13 da equipa da casa que, depois de agarrar a bola a meio do meio campo da Estação ultrapassou quatro adversários, sempre em progressão em direcção à baliza, fazendo um golo de belo efeito à saída de João Correia. O auxiliar do lado dos bancos ainda levantou a bandeirola, dando indicação de um fora de jogo mas, depois de breve conferência com o seu chefe de equipa, rapidamente viu que se tinha equivocado, até porque a jogada foi toda ela feita por Francisco Sordo que, como referimos, ultrapassou vários adversários até chegar ao golo.
Gradualmente, e com o jogo mais do que decidido, a Estação foi acusando o cansaço e revelava então muitas dificuldades para sair do seu meio campo. A equipa limitava-se a defender e foi com naturalidade que chegou o 3-0, desta vez apontado por Cristiano Guerreiro.
Uma vitória que assenta bem aos novos campeões que foram, no início do jogo, numa atitude de grande desportivismo, cumprimentos individualmente pelos jogadores da ADE. Pena é que esta maneira bonita de encarar a competição não esteja sempre presente em todos os campos do nosso distrito.
Arbitragem positiva, também muito facilitada pela forma como as duas equipas actuaram.
Discurso directo- João Paulo Natário, técnico do Desportivo CB- “Este título é o reflexo do trabalho que produzimos ao longo de toda a temporada. Penso que foi um título merecido porque conseguimos ser a melhor equipa ao longo do campeonato, a que melhor futebol praticou e, por isso, penso que somos uns justos vencedores”.

AD ALBICASTRENSE- 27 1º DE DEZEMBRO- 27


Muitas limitações…

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Flávio Carvalho e João Malhado (Leiria)
AD Albicastrense- José Pereira e Pedro Mendes, Martin Gomes, Luís Gama (3), Sérgio Silva (3), Jonatas Valente (2), João Fialho (7), Bruno Roberto (1), Filipe Félix (7), António Mata (1), Maximiano Ribeiro (3) e João Romão
Treinador- José Curto
1º de Dezembro- João Fernandes e Luís Neves, Rodrigo Botelho, Igor Santos (4), Miguel Barata (4), Fernando Ramos (1), Luís Cruz (6), Bruno Lança, André Nave (1), Manuel Vilaça (5) Miguel Coimbra (1), Diogo Gonçalves (5) e Manuel Pereira
Treinador- Carlos Nunes
Marcador ao intervalo- 15-9

Quem olha para o resultado ao intervalo deve nesta altura estar a questionar: o que se passou com a equipa azul? Esta questão tem uma resposta simples, mas antes vamos aos primeiros 30 minutos…
Apesar de terem sido os visitantes a inaugurar o marcador, a Associação Desportiva Albicastrense rapidamente deu a volta à situação adversa conseguindo chegar, sem forçar muito, ao 3-1. Com o decorrer dos minutos ficava evidente aos olhos de todos que a equipa de Queijas é muito inferior à ADA, mas isto em situação normal… E na primeira parte foi tudo normal. O jogo não era bonito e dava inclusivamente para as duas equipas falharem muito no ataque. O 1º de Dezembro falhava mais, algumas vezes situações a roçar o hilariante, e a equipa de José Curto foi aproveitando para, golo a golo, chegar ao final da 1ª meia-hora com 6 golos de vantagem que constituam, à priori, uma almofada confortável para encarar a 2ª parte.
Só que no reatamento as coisas começaram a complicar-se desde o início, e apesar do 1º de Dezembro ter tentado uma aproximação, a ADA lá conseguia andar sempre com a vantagem de 4, 5 golos. Até que chegou o minuto decisivo. Luís Gama lesionou-se e foi obrigado a sair, e o técnico visitante promove então uma marcação individual a João Fialho, que já levava 7 golos. Num clic a ADA via anulados os seus maiores pontos fortes, isto apesar de, entre os postes, José Pereira também estar a realizar um bom jogo.
A partir daqui, e pelo que se começou a ver, restava apenas saber se a equipa da casa conseguiria segurar os 3 pontos preciosos. Mas não conseguiu. E, apesar de tudo, até podia ter sido pior. É que o 1º de Dezembro chegou mesmo a estar na frente do marcador e a desperdiçar um livre de 7 metros a um minuto do final.
De qualquer forma, não se pode dizer que os albicastrenses não lutaram. Não. Lutaram e muito mas, mais uma vez, ficou à vista de todos que esta é uma equipa totalmente dependente da acção de Luís Gama e João Fialho. E com os pontos fortes anulados… a ADA tem muitas dificuldades em desenvolver o seu jogo ofensivo.
Acabou por acontecer um empate que deixa tudo na mesma no fundo da tabela e que continua a fazer depender o futuro da Albicastrense dos 4 jogos que faltam para terminar a prova. No próximo sábado os azuis deslocam-se ao pavilhão do Passos Manuel.A dupla de arbitragem cometeu muitos erros mas acabou por prejudicar as duas equipas.

BOA ESPERANÇA- 3 AMARENSE- 5


A subida? Fica p’ró ano!

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Gaudêncio Lopes e Francisco Neves (Viseu)
Boa Esperança- Francisco Fernandes, Ricardo Machado, Theres, Valter Borronha, Marco Borronha, André Martins, Serginho, Hugo Silveira, André Gonçalves e Ruben Martins
Treinador- Humberto Cadete
Amarense- Pedro Lastic, Ivo, Caracol, Put, Filipe, Paulo, Ruisinho, Nortenho, BA, Serginho, Rui Pereira e Makka
Treinador- António Cunha
Disciplina- Cartão amarelo a Valter Borronha aos 11 e 22, André Gonçalves aos 21, Ricardo Machado aos 39 e Hugo Silveira aos 39; Makka aos 10. Vermelho por acumulação de amarelos a Valter Borronha aos 22. Vermelho Directo a Serginho (Boa Esperança) aos 39
Marcadores- Theres aos 5 e 19 e Ricardo Machado aos 35; Makka aos 8, 22, 22 e 33 e Pedro Lastic aos 35

A Boa Esperança entrava para a última jornada já sem hipóteses de chegar aos lugares da subida, mas o Amarense, que chegava líder a Castelo Branco, ainda podia cair para o 2º lugar ou mesmo para o 3º ficando assim arredado da subida. Por isso a equipa dos arredores da Batalha sabia que não podia perder e tinha que encarar o jogo frente à Boa Esperança como se de uma autêntica final se tratasse. E foi isso que aconteceu.
Apesar da equipa da casa marcar logo aos 5 minutos por intermédio de Theres, o Amarense nunca se desorganizou nem se enervou, continuando sempre a jogar muito compacto a defender, anulando muito bem o ataque adversário, e criando vários problemas defensivos ao emblema de Castelo Branco. Por isso foi com relativa naturalidade que Makka restabeleceu o empate 3 minutos depois.
Só que a equipa de Humberto Cadete, mesmo não tendo nenhum objectivo desportivo em jogo, jogava pelo orgulho e com a vontade de manter a série impressionante de 10 vitórias consecutivas que chegaram a dar alguma esperança de que a subida ainda seria possível, embora sempre dependente de terceiros.
Faltava um minuto para o descanso quando Theres finalizou a jogada mais bonita de todo o jogo. A bola passou, ao primeiro toque, pelos pés de todos os jogadores, até que o brasileiro deu o último empurrão.
Era o desempate antes do descanso que obrigava os forasteiros à recuperação nos segundos 20 minutos.
E depois do descanso a equipa do Amarense veio disposta a rapidamente inverter o rumo dos acontecimentos, e o minuto 22 acabou por ser decisivo para o jogo e fatal para a Boa Esperança. Makka completou o hat-trick no espaço de poucos segundos aproveitando uma desorientação momentânea do adversário. Estava invertido o placard e, a partir daqui, mesmo que por vezes defendendo muito perto da sua área, o Amarense conseguiu sempre segurar e vantagem, e quando aos 33 minutos Makka completou o poker sentiu-se que o jogo estava decidido.
Humberto Cadete ainda arriscou a jogar com cinco jogadores de campo, lançando Marco Borronha no lugar de Francisco Fernandes, mas essa troca acabou por durar apenas alguns segundos.
Ricardo Machado ainda fez o 3-4, mas foi o guarda-redes Pedro Lastic que fechou a contagem num golo de costa a costa. Estava proporcionado o resultado para que a festa fosse feita pelos cerca de 100 adeptos que se deslocaram de Casal do Marra até Castelo Branco. Espera-se que, na próxima temporada, sejam os albicastrenses a comemorar a subida à 2ª divisão nacional.
A equipa de arbitragem de Viseu cometeu alguns erros mas não interferiu no resultado final.
Discurso directo- Humberto Cadete, técnico da Boa Esperança- “O Amarense demonstrou hoje que é uma grande equipa. Aquilo que eu tinha visto deles ficava muito áquem do que mostraram hoje. Foram uma equipa completa, muito homogénea a defender e rápida a atacar, e mereceram ganhar. Parabéns para eles”.

APRESENTAÇÃO RALLY PORTAS DE RÓDÃO


Escuderia quer Portas de Ródão nos Consagrados em 2007

A 8ª edição do Rally Portas de Ródão vai para a estrada já a partir da próxima sexta-feira.
A apresentação decorreu em Vila Velha de Ródão na última quinta-feira onde estiveram presentes, para além do Director de Prova Luís Moreira e do presidente da Escuderia Castelo Branco, Joaquim Eduardo, o Capitão Brito, Comandante do Destacamento da GNR, Maria do Carmo Sequeira, Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha e Luís Pereira, Vice-Presidente da autarquia.
A edição deste ano está dividida em 2 secções com 3 especiais cada uma delas. Depois das verificações técnicas marcadas para sexta-feira na Casa de Arte e Cultura de Vila Velha de Ródão, os cerca de 40 pilotos participantes, e que se dividem pelos Nacionais de Promoção, de Clássicos e de Juniores e Regional de Rallys, vão para a estrada na manhã de sábado. A primeira PE (Açafal) tem 5,1 km cronometrados e tem início às 11.09, repetindo-se a passagem às 15.09. Chão de Servas tem início às 11.42 e 15.42 e Perdigão às 12.05 e 16.15. No total são 111 quilómetros em que os pilotos lutam contra o cronómetro.
Mas a edição deste ano fica marcada pela observação de que vai ser alvo por parte da FPAK, uma vez que a Escuderia Castelo Branco candidatou-se com o Portas de Ródão ao Nacional de Consagrados do próximo ano. Por isso, a 8ª edição desta prova tem que correr da melhor forma não só a nível organizativo, como também no comportamento do público. Joaquim Eduardo referiu, a este respeito que “é importante que tudo corra bem, e por isso pedimos às pessoas que vão ver o rally que respeitem os conselhos dos elementos da GNR e da organização”. Um teste importante que pode catapultar o Portas de Ródão para o calendário nacional dos consagrados. É esse o grande objectivo da Escuderia e que depende um pouco de todos os que foram ver as máquinas passar.Quanto a participantes, nas cerca de 4 dezenas de inscritos vão estar os habituais participantes do nosso Distrito.

terça-feira, maio 09, 2006

PEDRÓGÃO SP- 2 OLEIROS- 1


Pedrógão fecha época com reviravolta

Campo Tenente Manuel Morais, em Pedrógão de São Pedro
Árbitro- Rui Dias (4), auxiliado por Jorge Fernandes e Ricardo Fontes
Pedrógão SP- Tiago (3), Ricardo Silva (3), Vasco Guerra (3), Flávio Cruz (3), Gonçalo (3), Chico (3), Mateus (3), Brígida (3), Mário Pina (3), Filipe (3) e Ricardo Constantino (3)
Treinador- Xana
Oleiros- Nuno (3), Norberto (3), Chico Lopes (3), Tiago (3), Paulo (3), Quim Garcia (3), Trindade (3), Carlitos (3), Ludovico (3), Canário (3) e Hélio (3)
Treinador- Hélio e Chico Lopes
Substituições- Chico por Manuel (2) aos 56, Gonçalo por Capinha (2) aos 67 e Ricardo Constantino por Pedro Costa (-) aos 89; Paulo por Zé Bernardo (1) aos 70 e Canário por Luís Miguel (1) aos 80
Disciplina- Amarelos a Ricardo Silva aos 16, Manuel aos 65 e Flávio Cruz aos 82; Ludovico aos 62 e Hélio aos 69
Marcadores- Mateus aos 53 e Mário Pina aos 83; Ludovico aos 16

A figura do jogo- Mário Pina (Pedrógão SP)- Num jogo onde todos os jogadores estiveram praticamente ao mesmo nível, a escolha recaiu em Mário Pina, não só porque apontou o golo da vitória do Pedrógão de São Pedro, mas também porque ajudou muito a sua equipa, na 2ª parte, a conseguir ganhar a batalha do meio campo.

O Pedrógão SP- Não fez uma boa 1ª parte, muito por culpa do adversário que não deixou o Pedrógão trocar a bola como gosta. Na 2ª parte aproveitou o recuo do Oleiros para fazer o seu jogo e operar a reviravolta no marcador.

O Oleiros- Fez uns bons 45 minutos e fez por merecer a vantagem que dispunha ao intervalo. Na segunda parte tentou jogar da mesma forma mas não conseguiu, quer porque o Pedrógão esteve melhor, quer porque as forças foram faltando. Perdeu mas o empate também não lhe ficava mal.

Foi um jogo para cumprir calendário, já que estava em jogo muito pouca coisa, em que as equipas dividiram o domínio.
Na 1ª parte, apesar de ter sido o Pedrógão de São Pedro a primeira equipa a tentar chegar ao domínio, foi o Oleiros que conseguiu mostrar-se mais, ao ganhar a luta do meio campo, evitando que o Pedrógão conseguisse praticar o seu futebol, e tendo durante vários minutos o controlo total do jogo, conseguindo criar as melhores situações de golo.
O golo que surgiu aos 16 minutos na transformação de uma grande penalidade cometida pela mão de Ricardo Silva, aconteceu precisamente na altura em que já era evidente que o Oleiros estava a tomar conta do jogo. O Pedrógão não conseguia impor o seu futebol, com a bola a ser jogada de pé para pé sempre rente ao solo, porque o Oleiros conseguiu anular essas intenções com um meio campo muito batalhador e que tinha em Quim Garcia, Carlitos e Trindade os expoentes máximos do trabalho.
Depois do golo os oleirenses aproveitaram o menor acerto do Pedrógão para assumir o jogo e conseguir criar algumas boas situações para, inclusivamente, aumentar o marcador.
Se até aos 16 minutos o golo não se justificava, daí até aos 45 minutos o Oleiros fez por chegar ao descanso em vantagem, e os da casa sentiam muitas dificuldades para levar perigo junto das redes de Nuno.
Na 2ª parte tudo foi diferente, e por culpa dos dois intervenientes. Porque o Pedrógão de São Pedro tentou sempre ser mais rápido sobre a bola, o que conseguiu, e porque o Oleiros já não conseguia jogar da mesma forma que o fez na 1ª parte, evitar que o seu adversário jogasse como gosta.
Desta forma foi natural que logo aos 53 minutos surgisse o empate. Mateus estava sozinho dentro da grande área quando cabeceou sem oposição para o fundo das redes do desamparado Nuno.
O Oleiros recuava cada vez mais e não conseguia chegar com perigo à grande-área adversária. O Pedrógão, apesar de ter o domínio integral, não criava muitas situações, mas novo falhanço da defensiva do Pinhal, desta vez esqueceu-se de Mário Pina, permitiu que a reviravolta fosse mesmo operada.
Contra equipas que têm jogadores perigosos e oportunistas como o Pedrógão tem, não se pode dar tanto espaço e cometer erros nas marcações. Foi essencialmente por este motivo que o Oleiros não conseguiu segurar a vantagem, e por isso que o Pedrógão terminou a temporada 2005-06 com 3 pontos a mais na classificação.

A arbitragem- Apenas lhe assinalámos um erros, e até foi do seu auxiliar do lado da bancada, num fora de jogo mal assinalado a Mário Pina na 2ª parte. Tirando esse pormenor esteve sempre bem, inclusive na grande penalidade assinalada.

Discurso directo- Xana, técnico do Pedrógão SP- “Hoje dependíamos do Águias do Moradal para conseguir chegar ao 3º lugar, nós cumprimos a nossa missão, que era ganhar, mas penso que fizemos um bom campeonato. Na 2ª volta tivemos apenas uma derrota em Sernache, mas penso que os 3 primeiros lugares estão muito bem entregues, porque são três excelentes equipas. O árbitro esteve bem, até porque as equipas também não complicaram”.
Discurso directo- Hélio, técnico do Oleiros- “Quem viu a nossa equipa aqui para a Taça e no jogo de hoje viu que foi completamente diferente. Fizemos uma excelente primeira parte, podíamos ter feito o 2-0, mas depois sofremos dois golos muito consentidos. Acho que não merecíamos perder o jogo. Hoje tivemos uma boa arbitragem, apesar de deixar toda a gente falar, mas levou o jogo até ao fim”.

PEDRÓGÃO SP PROMOVE CONTINUIDADE


Xana fica mais um ano

Alexandre Gaspar, conhecido no futebol por Xana, vai continuar mais uma temporada no comando técnico da equipa de Pedrógão de São Pedro.Depois de na temporada de 2004-05 ter alcançado um oitavo lugar e de na época que agora terminou ter levado o emblema do concelho de Penamacor ao 4º lugar, Xana tem assim a possibilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos dois últimos anos e, quem sabe, preparar uma equipa para lutar por objectivos mais ambiciosos.

OLEIROS JÁ PREPARA PRÓXIMA TEMPORADA


José Ramalho regressa dois anos depois

José Ramalho está de regresso ao Oleiros para orientar a equipa na próxima temporada no Distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco.
Depois de ter treinado a equipa do Pinhal durante 3 anos, saindo no final da época de 2003-04 deixando o clube no 3º lugar e chegando à final da Taça de Honra da AFCB, está assim consumado o regresso dois anos depois e, certamente, com o objectivo de voltar a pôr o clube oleirense nos primeiros lugares da classificação.Recorde-se que José Ramalho foi adjunto de Quim Manuel nos dois últimos anos no Benfica e Castelo Branco.

BENFICA CB- 1 VIGOR E MOCIDADE- 4


85 minutos a jogar com 10 deu nisto…

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Luís Brás, auxiliado por André Silva e Marco Pinto (Guarda)
Benfica CB- Tiago, Mateus, Gelson, Jorge, Esquiva, Jójó, Tomás, Alves, Vasco, Quinzinho e Chiquinho
Treinador- Setúbal
Vigor e Mocidade- João Borges, Mateus, André Costa, Fábio, Miguel, Lúcio, Hugo, Telmo, Gonçalo, Sanches e Bruno Paiva
Treinador- José Manuel
Substituições- Tiago por Sérgio aos 59, Esquiva por Agostinho aos 66 e Alves por Cláudio aos 72; Fábio por André Mendes aos 45, Telmo por Mauro aos 83 e Hugo por Tiago Sobreiro aos 86
Disciplina- Amarelos a Alves aos 27 e Torres (suplente BCB) aos 27; Miguel aos 5 e André Costa aos 16. Vermelho por acumulação de amarelos a Torres (suplente BCB) aos 27. Vermelho directo a Jorge aos 5
Marcadores- Quinzinho aos 23; Hugo aos 6 e 66, Miguel aos 51 e Telmo aos 79

O Benfica e Castelo Branco averbou no último sábado a 3ª derrota consecutiva na fase de manutenção no nacional da 2ª divisão de juniores e comprometeu praticamente de forma definitiva a continuidade nesta prova na próxima temporada.
No jogo frente ao Vigor e Mocidade a expulsão de Jorge logo aos 5 minutos acabou por ser determinante já que obrigou os encarnados a um esforço suplementar que se notou na segunda parte e que acabou por ditar uma derrota pesada.
Na 1ª parte, mesmo com menos um depois da expulsão de Jorge, que derrubou um adversário quando este caminhava isolado para a baliza de Tiago, o Benfica respondeu bem, e apesar desse mesmo livre ter originado o 1º golo dos visitantes, Quinzinho empatou aos 23 minutos com um grande golo.
Nesta altura não se notava o elemento a menos, e o empate ao intervalo era um resultado justo já que as equipas mantiveram sempre o jogo muito equilibrado.
Na segunda parte é que as coisas se complicaram, principalmente porque o Vigor marcou logo aos 51 minutos.
A capacidade de resposta da equipa orientada por Setúbal já não foi a mesma da 1ª parte, o número de vezes com que chegava com perigo perto da baliza adversária era cada vez menor, e os visitantes foram aproveitando, não só para segurar os três pontos mas inclusivamente para ir aumentando o placard.
No final, o 1-4 acaba por ser um resultado demasiado pesado para o Benfica e Castelo Branco isto sem por em causa a justeza da vitória da equipa de Coimbra.A arbitragem deixou muito a desejar, especialmente na 1ª parte, mas não foi devido à sua actuação que aconteceu o resultado que aconteceu.

quarta-feira, maio 03, 2006

BENFICA CB- 1 RIO MAIOR- 1


Benfica cai para a 3ª num jogo em que fez tudo para ganhar

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Pedro Estrela, auxiliado por Armando Mendes e Fernando Brandão (Porto)
Benfica CB- Carlos Soares (3), Gervásio (3), Cascavél (4), Daniel Matos (4), Miguel Vaz (3), Andy (2), Cláudio (3), Prata (3), Ricardo António (3), Trindade (3) e Telmo (3)
Treinador- José Leal
Rio Maior- Hugo Pinheiro, Dimas, Miguel Piedade, Jacaré, Ricardinho, Amadeu, Ibrahima, Julinho, Gualter, Ruas e André Xavier
Treinador- João Sousa
Substituições- Andy por José Luís (3) aos 45, Trindade por Gonçalo (3) aos 67 e Prata por Daniel Fernandes (2) aos 81; Jacaré por Carolo aos 45, Dimas por Pina aos 75 e Ricardinho por Vasco aos 87
Disciplina- Amarelos a Trindade aos 37, Cláudio aos 53 e 61, Prata aos 68 e José Luís aos 89; Jacaré aos 30, Miguel Piedade aos 83 e Carolo aos 90. Vermelho por acumulação de amarelos a Cláudio aos 61. Vermelho directo a Ibrahima aos 53
Marcadores- Daniel Matos aos 70; Ricardinho aos 38

A figura do jogo- Daniel Matos – Tanto Daniel Matos como Cascavél poderiam ser a figura do jogo, porque foram os melhores encarnados em campo. Correram muito e tudo fizeram para empurrar o Benfica para a vitória. A escolha recaiu em Daniel Matos apenas por ter marcado o golo.

O Benfica CB- Teve uns bons primeiros 20 minutos, em que não deixou o seu adversário sair do seu meio campo, mas depois foi caindo gradualmente até ao intervalo. Na 2ª parte a pressão que fez foi quase sufocante para o Rio Maior. Chegou ao empate e dispôs de mais três boas ocasiões para chegar à vitória. Não foi por este jogo que aconteceu a descida de escalão.

No jogo do tudo ou nada, onde o Benfica precisava ganhar para continuar a ter hipóteses de se manter na 2ª divisão, o resultado final de um empate acaba por ser penalizador para os encarnados que, principalmente pelo que fizeram nos segundos 45 minutos, mereciam ter conquistado os 3 pontos em disputa.
A equipa albicastrense até entrou bem no jogo e logo aos 6 minutos Daniel Matos poderia ter inaugurado o marcador mas acabou por atirar ao lado da baliza de Hugo Pinheiro.
Nos minutos seguintes o domínio continuou a ser dos encarnados, sem no entanto, nessa altura, conseguir criar lances de perigo junto das redes adversárias.
Pouco passava dos 20 minutos quando o domínio se foi diluindo e, gradualmente, o Rio Maior foi equilibrando, terminando a primeira parte com ligeiro ascendente no jogo. A diferença foi que, no período em que comandou o jogo, o Benfica e Castelo Branco não conseguiu marcar, e quando as coisas penderam para os ribatejanos os visitantes conseguiram tirar o devido proveito com o golo marcado por Ricardinho na transformação de um livre directo que não deu qualquer hipótese a Carlos Soares.
A eficácia conta muito no futebol e, analisando por este prisma, o Rio Maior merecia a vantagem ao descanso.
Para a segunda parte a equipa de José Leal entrou muito determinada em alterar o rumo dos acontecimentos. O Benfica empurrou o Rio Maior para os arredores da sua área, jogava-se praticamente a tempo inteiro no meio campo visitante, mas as oportunidades não eram muitas e Hugo Pinheiro continuava a não ter muito trabalho. Com José Luís no lugar do inoperante Andy, a equipa dava tudo em campo e lutava muito para inverter o placard. E como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, o prémio do sufoco surgiu aos 70 minutos quando Daniel Matos se isolou pelo lado esquerdo e, à saída do guarda-redes adversário, atirou para o fundo das redes. Estava feito o empate mais que merecido nesta altura.
E logo no minuto seguinte foi Cascavél que praticamente numa jogada igual atirou ao ferro da baliza adversária. Mais um minuto volvido e novamente Daniel Matos a estar muito perto de fazer a festa. Parecia estar perto o golo da reviravolta. O Rio Maior só em contra-ataque chegava à baliza adversária, mas nunca dispôs de nenhuma situação flagrante de golo.
Aos 80 minutos José Luís também teve o golo da vitória nos pés e aos 85 minutos surge o caso do jogo e o maior erro do árbitro da partida, já que tanto na expulsão directa de Ibrahima como no duplo amarelo a Cláudio, Pedro Estrela esteve bem. Num lance confuso dentro da área dos visitantes Miguel Piedade jogou a bola com a mão. Uma grande penalidade que ficou por marcar e que pode ter tido influência no resultado final.
O Benfica não ganhou, baixou à 3ª divisão, mas não foi certamente pelo que a equipa fez neste jogo que aconteceu a descida.

A arbitragem- Fica ligado ao resultado por não ter assinalado uma grande penalidade para o Benfica quando Miguel Piedade, aos 85 minutos, jogou a bola com a mão dentro da sua área. Num ano em que muito se discutiu as mãos na bola ou as bolas na mão, este lance não nos deixou dúvidas.
Discurso directo- José Leal, treinador do Benfica CB- “Há coisas piores na vida. Notei que, nestes dois jogos em que orientei a equipa, que tudo foi diferente. Os jogadores deram o que tinham e o que não tinham. Quem fez este plantel, não sei se foi um construtor civil, mas de futebol não percebe muito. Tive que arriscar com médios defensivos porque não tinha avançados! Não vou dar os parabéns aos jogadores porque não ganhámos, mas foram dignos. Estou orgulhoso e sinto que eles têm valor e capacidade para permanecer neste escalão. Vamos partir da 3ª divisão para outros voos. Estou convencido que a FPF ainda nos vai convidar para continuar na 2ª divisão porque há equipas que vão desistir”.

CASA DO BENFICA CB- 21 COLÉGIO JOÃO DE BARROS- 28


Objectivo do título falhado, mas a caminho da Divisão Única

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Miguel Coutinho e Ricardo Silva (Aveiro)
Casa do Benfica CB- Filomena Abrantes, Sofia Santos e Natalina Nascimento, Diana Rodrigues (6), Neidja Lima, Paula Rodrigues (1), Inês Martins, Carla Mendes (2), Vera Gorjão (1), Sónia Mota, Leia Valente (1) e Mariana Ivanova (10)
Treinador- Paula Espírito Santo
Colégio João de Barros- Carolina Costa e Ana Morgado, Sandra Barbeiro (1), Inês Reis, Andreia Isidro (1), Celine Rodrigues (2), Carla Pereira, Nathalie Lopes (3), Carolina Morgado, Maria Santos, Letícia Moreira, Joana Biel (4), Inês Catarino (8) e Eduarda Pinheiro (9)
Treinador- Paulo Félix
Marcador ao intervalo- 10-16

Depois de ter vencido os 3 primeiros jogos desta fase decisiva, a Casa do Benfica em Castelo Branco acabou por não conseguir a vitória que faltava nas restantes três partidas. Se na deslocação ao terreno do Maiastars e do CDUP a Casa do Benfica pode queixar-se da ausência de duas jogadoras fundamentais, na partida decisiva de domingo frente ao Colégio João de Barros, onde o empate era suficiente, as albicastrenses não fizeram um bom jogo, é certo, mas é daqueles jogos em que o factor sorte também nada quis com as encarnadas. A equipa da zona de Pombal comandou o marcador do princípio ao fim, mas foi incontável o número de vezes que as encarnadas acertaram nos postes e na trave da baliza contrária. Se a isto juntarmos uma exibição fantástica da guarda-redes Carolina Costa então está explicada uma derrota que afastou a equipa de Paula Espírito Santo do título de campeão nacional da 2ª divisão, que ficou na posse do Colégio João de Barros, mas que não a afastou do objectivo de jogar entre os grandes na próxima temporada.
Isto porque, na próxima temporada não vai haver 1ª e 2ª divisões, sendo criada uma Divisão Única onde as equipas serão divididas em séries. Os primeiros classificados serão depois apurados para uma fase final, e essas equipas vão, na temporada 2007/08 disputar novamente a 1ª Divisão Nacional. Vai ser o ano zero no andebol feminino português. A ver vamos no que dá…
No jogo de domingo a equipa de arbitragem acabou por não ter influência no resultado mas, utilizou sempre uma grande dualidade de critérios com claro prejuízo para a Casa do Benfica em Castelo Branco.
Discurso directo- Paula Espírito Santo, treinadora da Casa do Benfica CB- “Tivemos vários problemas ao nível do plantel, nomeadamente a ausência de jogadoras numa altura importantíssima da época, e mais concretamente em dois jogos no norte, onde me parece que podíamos ter ganho um deles. Hoje tivemos a jogadora mais velha a fazer um jogo brilhante. Em 10 golos na 1ª parte a Mariana fez 8… Era a única que saía para o contra-ataque, porque o resto… Ninguém ganha assim”.

ARCB VALONGO- 2 AD ESTAÇÃO- 3


Mesmo a jogar com dez, ADE sagra-se campeã

Complexo Desportivo do Valongo, Castelo Branco
Árbitros- Gonçalo Carreira, auxiliado por Sérgio Correia e Bruno Duarte
ARCB Valongo- Francisco Fontes, Fábio Mestre, Ricardo Santos, João Martins, Ramos, Edu, Bruno Taborda, Bernardo Rebordão, Dimauro Mateus, Ricardo Mark e Filipe Duarte
Treinador- Fangaia
AD Estação- David Vinhas, José Real, Celso, André Almeida, Baltazar, Filipe Vieira, Rosa Costa, Flávio, Luís Clemente, Ruben e Rui Mendes
Treinador- Cláudio Santos
Substituições- Dimauro Mateus por Filipe Henriques aos 35, Ricardo Mark por João Rente aos 35, Filipe Duarte por Ricardo Espírito Santo aos 40 e Taborda por João Francisco aos 70; Baltazar por Rodolfo aos 27, José Real por José Martins aos 49 e Rui Mendes por Adriano aos 70+1
Disciplina- Amarelos a Rosa Costa aos 51 e Celso aos 67. Vermelho directo a David Vinhas aos 49
Marcadores- Bernardo Rebordão aos 14 e Fábio Mestre aos 54; Ruben aos 21, Filipe Vieira aos 59 e Luís Clemente aos 64

A Associação Desportiva da Estação deslocou-se a Castelo Branco para defrontar a Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo com o único pensamento na vitória que lhe dava, desde já, o título de campeão distrital de iniciados. E, apesar de não ser fácil, pelas várias contingências do jogo, os covilhanenses venceram bem, mostraram que são a melhor equipa do distrito, e levaram o tão ambicionado título de campeão.
Mas o jogo não foi fácil para os novos campeões por dois motivos principais: porque o Valongo esteve duas vezes na frente do marcador, e porque a Estação acabou por jogar desde os 49 minutos com menos um elemento em campo. Só por isso a ADE merece festejar já, apesar de ainda faltarem algumas jornadas, o título de campeão distrital.
Numa primeira parte muito equilibrada, em que as duas equipas tiveram boas ocasiões de golo, foi a equipa da casa que chegou à vantagem. Estavam decorridos 14 minutos e o capitão Bernardo, com um toque subtil de cabeça, deu o melhor seguimento a um livre que tinha sido levantado do lado direito.
Ainda antes do descanso Ruben tratou de restabelecer a igualdade e mandar as duas equipas para o descanso com um empate a um golo.
Na segunda parte, aos 14 minutos surge o lance que deixou a Estação reduzida a 10 unidades. O guarda-redes David Vinhas tocou a bola com a mão fora da grande área e recebeu natural ordem de expulsão.
Apesar de actuar com menos um jogador, e obrigada a algumas alterações na estrutura da equipa, foi no período em que a ADE se tentava adaptar à nova realidade que Fábio Mestre voltou a pôr o Valongo na frente do placard. Podia pensar-se que a vitória estava atribuída, mas os jovens campeões continuaram sempre a acreditar e acabaram por, mesmo com menos um, dar a volta ao jogo. Filipe Vieira e Luís Clemente fizeram a festa do golo e fecharam o resultado que permitiu aos serranos fazer a festa do título.Arbitragem regular do trio chefiado por Gonçalo Carreira.

BOA ESPERANÇA- 10 FORTE DA CASA- 5


Boa Esperança humilha líder

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- Paulo Estrada e João Barracas (Portalegre)
Boa Esperança- Francisco Fernandes e João Poças, Ricardo Machado, Theres, Valter Borronha, Marco Borronha, André Martins, Serginho, Hugo Silveira, André Gonçalves e Ruben Martins
Treinador- Humberto Cadete
Forte da Casa- Albino, Emerson, Carlos, Pedro, Milton, Bruno Gonçalves, Ramalho, Bruno Santos, Renato, Paulo Viduedo, João Torcato e Artur
Treinador- Nuno Oliveira
Disciplina- Cartão amarelo a Bruno Gonçalves aos 14, Paulo Viduedo aos 14, Renato aos 27 e Artur aos 29
Marcadores- Marco Borronha aos 2 e 28, Valter Borronha aos 11 e 28, André Gonçalves aos 12 e 19, Hugo Silveira aos 14, Theres aos 15, Serginho aos 28 e Ricardo Machado aos 35; Bruno Santos aos 22, 22 e 37 e Milton aos 32 e 35

Acabou por ser tudo muito mais fácil do que inicialmente se poderia prever. A Boa Esperança brindou a visita do líder com uma exibição q.b. e ao intervalo já tinha a vitória praticamente assegurada já que vencia por 6-0.
Apesar de tudo acabou por ser mais surpreendente aquilo que o Forte da Casa não mostrou, uma vez que vinha na condição de líder, do que a exibição da Boa Esperança, já que os albicastrenses nem sequer foram obrigados a fazer um grande jogo para chegarem aos números que chegaram. Mas isto não retira nem uma pontinha de mérito à vitória convincente alcançada.
Principalmente nos primeiros 20 minutos o conjunto de Vila Franca de Xira nunca se conseguiu encontrar e foram raras, muito raras mesmo, as vezes em que conseguiu incomodar o tranquilo Francisco Fernandes. Por outro lado, os albicastrenses, que se colocaram em vantagem logo aos 2 minutos por Marco Borronha, tinham a plena consciência que só a vitória interessava para continuarem a ter alguma esperança de ainda virem a alcançar a promoção à 2ª divisão. E foi com esse objectivo fundamental que a equipa, com muito boa organização defensiva, encarou este jogo.
Durante a primeira metade a Boa Esperança limitou-se a aproveitar tamanho desacerto do adversário, e no espaço de 4 minutos, entre os 11 e os 15, a equipa de Humberto Cadete passou o resultado de 1-0 para 5-0, deixando o líder totalmente atordoado. E o golo de André Gonçalves já no último minuto só veio confirmar que a vitória estava praticamente assegurada, isto apesar do jogo ainda só ir a meio.
No início dos segundos 20 minutos os forasteiros ainda tentaram deixar outra imagem do líder, entrando com uma defesa mais adianta e mais pressionante, conseguindo reduzir para 6-2 no espaço de segundos. Podia parecer que o jogo ia mudar, mas não. Rapidamente tudo voltou à normalidade da 1ª parte e nem abdicando do seu guarda-redes, passando a jogar com cinco jogadores de campo, o Forte da Casa conseguiu evitar uma vitória justíssima da Boa Esperança que já vai no nono jogo consecutivo sempre a ganhar. Mas para chegar ao objectivo de subida é preciso, não só ganhar os seus jogos, mas também esperar que os seus adversários directos percam pontos.Boa arbitragem da dupla alentejana.

CASA DO BENFICA CB-30 PORTO SALVO- 29


Novamente em horas extraordinárias

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Daniel Martins e Roberto Martins (Leiria)
Casa do Benfica CB- Sofia Santos, Filomena Abrantes e Natalina Nascimento, Diana Rodrigues (4), Neidja Lima (1), Marta Monteiro, Paula Rodrigues (4), Carla Mendes (7), Vera Gorjão, Sónia Mota (8), Leia Valente (6) e Mariana Ivanova
Treinador- Paula Espírito Santo
Porto Salvo- Cecília Hipólito, Joana Gonçalves (10), Paula Maocha (7), Mafalda Mascarenhas, Sara Santos (6), Ana Silva, Maria Rosa, Mónica Almeida (2), Eliana Rosa, Eriça Krithinas e Sandra Machado (4)
Treinador- Luís Miranda
Marcador ao intervalo- 16-14
No final- 27-27
Ao intervalo do prolongamento- 29-29

A eliminatória começou por parecer fácil mas acabou por ser mais complicada que o que se previa no início. Depois de, com alguma facilidade, as albicastrenses terem chegado ao 5-1, parecia que seria apenas mais um jogo que até podia servir de treino para o jogo importante do domingo seguinte, mas a verdade é que o Porto Salvo acabou por dar trabalho. As visitantes reduziram para 6-5 e aos 20 minutos conseguiram a primeira situação de empate, 10-10. Até final dos primeiros 30 minutos a equipa da casa comandou o marcador sempre pela margem mínima, conseguindo chegar ao descanso a vencer por 16-14.
No reatamento é que as coisas estiveram mais complicadas. Paula Espírito Santo bem tentava gerir o muito esforço dispendido nos últimos dias, visto que as atletas foram obrigadas, praticamente, a jogar dia sim, dia não, mas a verdade é que, sem as melhores em campo estava à vista que a Casa do Benfica dificilmente conseguiria ganhar o jogo.
Aos 20 minutos o Porto Salvo conseguiu mesmo estar na frente com dois golos de vantagem, 18-20, mas até final dos 30 minutos regulamentares as encarnadas recuperaram mas não o suficiente para evitar novamente o prolongamento, tal como na eliminatória anterior.
E com o decorrer da primeira parte do tempo extra tudo indicava que seria difícil alguma das equipas ganhar. É que no final dos cinco minutos, as equipas mantinham o empate, mas desta vez a 29. Nos últimos 5 minutos e com ambas as equipas cada vez com mais receio de arriscar, pois um erro quer no ataque, quer na defesa, podia traduzir-se numa derrota, acabou por acontecer apenas um golo e para a equipa da casa.
Há hora do fecho da nossa edição a Casa do Benfica jogava a partida dos oitavos-de-final, em Espinho, frente ao primo-divisionário Manuel Laranjeira. O vencedor desta eliminatória defronta, se não houver surpresas, o Gil Eanes, no Algarve, no próximo domingo.
Arbitragem regular.

BENFICA CB- 2 SPORTING DE POMBAL- 5


Segunda parte deita tudo a perder

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Nuno Cordas, auxiliado por António Matias e Ricardo Lourenço (Portalegre)
Benfica CB- Tiago, Mateus, Gelson, Alveirinho, Luisinho, Jójó, Tomás, Alves, Vasco, Quinzinho e Chiquinho
Treinador- Setúbal
Sporting de Pombal- Nuno Filipe, André Gonçalo, Daniel, Frederic, Diogo Rodrigues, Diogo Bispo, Wilson, Pedro Tomé, Pedro Miguel, Micael, e Xavier
Treinador- Manuel Lopes
Substituições- Alves por Esquiva aos 62, Alveirinho por Cláudio aos 69 e Vasco por Agostinho aos 81; Pedro Miguel por Rui Alexandre aos 65, Xavier por Telmo aos 74 e Diogo Bispo por Bruno Rafael aos 84
Disciplina- Amarelos a Tiago aos 80, Chiquinho aos 87, Agostinho aos 87, Jójó aos 89 e Quinzinho aos 90. Vermelho directo a Luisinho aos 83
Marcadores- Vasco aos 43 e Luisinho aos 81; Frederic aos 44, Diogo Rodrigues aos 55, Diogo Bispo aos 68, Wilson aos 80 e Pedro Tomé aos 83

Depois de um empate em Odivelas na jornada inaugural da fase de manutenção do nacional da 2ª divisão de juniores, o Benfica e Castelo Branco sofreu uma inesperada derrota caseira na 2ª jornada, frente a um adversário que já tinha vencido na fase regular do campeonato.
Depois de uma primeira parte em que a maior parte do tempo se registou grande equilíbrio, foi na 2ª metade que as coisas acabaram por não correr nada bem à equipa de Setúbal, não só porque estiveram uns furos abaixo daquilo que mostraram nos primeiros 45 minutos, mas também porque a arbitragem de Nuno Cordas prejudicou muito os albicastrenses, chegando ao ponto de marcar uma grande penalidade por suposta falta de Tiago.
Mas na primeira metade, apesar do equilíbrio, o Benfica até conseguiu ter ascendente durante alguns minutos e marcou quando faltavam 2 minutos para o descanso por intermédio de Vasco. Mas os encarnados acabaram por não conseguir segurar esta vantagem até ao último apito do árbitro, já que permitiram que, no minuto seguinte, Frederic voltasse a pôr tudo empatado. Era um resultado injusto já que o Benfica e Castelo Branco merecia estar na frente do marcador ao intervalo.
A segunda parte foi totalmente diferente. O Sporting de Pombal foi tomando gradualmente conta do jogo, o Benfica revelava cada vez mais dificuldades em conseguir chegar com perigo junto da área adversária, e os forasteiros foram aproveitando para marcar até chegarem ao 4-1. Mas o 4º golo, marcado por Wilson na transformação de um castigo máximo é no mínimo caricato. Tiago recolhe uma bola com as mãos e, perante a proximidade de um adversário, saltou com o pé à frente, como sempre fazem os guarda-redes para se protegerem de um eventual choque. Não sabemos o que é que o árbitro considerou porque, das duas uma: a considerar agressão teria que marcar o penalty, como fez, mas tinha que mostrar vermelho a Tiago, coisa que não fez; se considerou jogo perigoso do guarda-redes, teria que exibir o amarelo, como fez, mas teria que marcar livre indirecto, e isso não aconteceu. Inexplicável.
Depois disto o Benfica ainda reduziu por Luisinho, mas o Pombal viria a fechar o marcador dois minutos depois.Acaba por ser uma vitória justa dos visitantes mas com uma arbitragem muito deficiente de Nuno Cordas. Continuamos a estranhar como é possível nomear árbitros de Portalegre para mais de 80% dos jogos em casa do Benfica quando se sabe que aquela cidade alentejana também tem uma equipa em luta directa com o emblema albicastrense. Estas desconfianças eram facilmente evitáveis com outro tipo de nomeações.

RETAXO- 4 ARNAL- 4


Péssima 1ª parte quase deitava tudo a perder

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- José Vieira e Luís Oliveira (Santarém)
Retaxo- Jorge Vaz, Nuno Rodrigues, João Rodrigues, Pereira, José Reis, João André, Daniel, Caio, João Belo, Tiago Marques e Albertino
Treinador- José Manuel
Arnal- João Gaspar, Ricardo Faria, Luís Ramos, Horácio, Tiago, Nuno, Paulo Serra, Celso, Beto, Rafael e Daniel
Treinador- Pedro Rodrigues
Disciplina- Cartão amarelo a Jorge Vaz aos 12 e Daniel aos 28; Nuno aos 20
Marcadores- Daniel aos 18, André aos 19 e Tiago aos 22 e 27; Nuno aos 1, 8 e 26 e Beto aos 4

Quando aos 8 minutos já se perde em casa por 3-0 a tarefa fica claramente mais complicada para ainda conseguir chegar à vitória. Foi o que aconteceu ao Retaxo na última terça-feira. A equipa de José Manuel deu 15 minutos de avanço ao adversário que aproveitou todas as benesses e falhanços defensivos da equipa da casa para chegar ao descanso com uma aparentemente vantagem confortável de 3 golos.
Por outro lado, nesta primeira parte, deu para ver que a equipa campeã distrital de Leiria é superior em todos os capítulos de jogo aos Patos e que, para entrar de novo na discussão do jogo, era necessário o Retaxo não cometer tantos erros como fez na primeira parte, e tentar ser mais rápido em termos ofensivos.
E de facto da primeira para a segunda metade as coisas mudaram como do dia para a noite. O puxão de orelhas que os jovens do Retaxo devem ter levado ao intervalo do seu treinador fez com que entrassem para os segundos 15 minutos com outra disposição e, principalmente, com outra consistência defensiva, não expondo tanto a baliza de Jorge Vaz.
Esta alteração para melhor permitiu aos retaxenses chegar ao empate aos 22 minutos com golos do inevitável Daniel aos 18 minutos, André aos 19 e Tiago aos 22. Faltavam ainda jogar 8 minutos e o mais difícil parecia estar feito. Nesta altura o Retaxo dominava integralmente o jogo e as oportunidades de golo junto da baliza adversária sucediam-se. A vitória estava perto, mas novo golo do Arnal voltou a baralhar as contas do resultado, dando nova vantagem à equipa de Maceira do Lis. Mas o Retaxo, que já tinha feito recuperado de desvantagem maior, não acusou este golo e um minuto volvido foi de novo Tiago a restabelecer a igualdade.
Nessa altura faltavam 3 minutos para o final, e durante esse período o Retaxo ainda conseguiu criar algumas situações para somar os três pontos, mas a bola teimou sempre em não entrar.
Com este empate a equipa do Concelho de Castelo Branco fica obrigada a ir vencer fora do seu reduto, isto para ainda ter esperanças de uma qualificação para a fase seguinte da competição.No jogo de terça-feira a dupla de arbitragem de Santarém passou perfeitamente despercebida.

ATLETAS DO VALONGO EM ALCOCHETE

André Rocha e Guilherme Jorge treinaram na Academia

O guarda-redes da equipa de infantis A da ARCB Valongo, André Rocha, voltou no último mês a estar presente nos treinos de captação do Sporting Clube de Portugal. Recorde-se que esta foi a segunda vez que o jovem atleta se deslocou a Alcochete, depois de também já ter estado em duas ocasiões na captação do Sport Lisboa e Benfica.
Entretanto desta vez, a ARCB Valongo, levou também à Academia Guilherme Jorge, um médio centro da equipa de Escolas A.Os dois albicastrenses prestaram provas em situações de jogo e ficaram com a promessa de continuar a ser acompanhados pelo departamento de formação do clube leonino e de voltar a ser chamados para treinos futuros.

segunda-feira, abril 24, 2006

ENTREVISTA A ALEXANDRE PEREIRA, AGENTE FIFA


“Uma boa gestão não se faz só com milhões”

Alexandre Pereira é o homem de quem se fala. Ele é o mentor do projecto empresarial e financeiro que está por trás do Benfica e Castelo Branco. Talvez não seja muito conhecido do comum espectador do mundo do futebol, por ser jovem, mas o projecto que vai implementar no clube albicastrense já está em curso no Odivelas, no Desportivo de Chaves e no Pontevedra, de Espanha.
Representa jogadores como os senegaleses Sougou, do Vitória de Setúbal, ou Keita, do Rio Ave, isto para além de Andy, do Benfica e Castelo Branco. Este projecto que agora dá os primeiros passos, para além do encadeamento empresarial que pode levar à criação de uma holding, no plano desportivo visa colocar o emblema da Beira Baixa na elite do futebol nacional dentro de 3, 4 anos. O objectivo é a I ou II Liga.

“O futebol já não vive de amadorismos”

Tribuna Desportiva- O que é que os sócios e adeptos do Benfica e Castelo Branco podem esperar deste projecto?
Alexandre Pereira- Podem esperar uma mudança, que é uma mudança real no mundo do futebol. Penso que todos estão de acordo que o futebol já não vive de amadorismo, temos que profissionalizar cada vez mais a colectividade, e eu, sendo também um antigo atleta profissional de futebol, e tendo em conta a realidade, vejo que tem que se mudar, criando novas sinergias económicas que serão fundos essenciais para a manutenção de um clube, porque queremos um bom futuro para o Benfica e Castelo Branco.
TD- Porquê o Benfica e Castelo Branco?
AP- Podiam ser outros clubes. Ainda no último fim-de-semana apareceu um clube, que sabia destes planos, e propôs-nos para assumirmos este projecto nesse clube. Eu simpatizei com uma pessoa que compreendeu a minha situação por causa de um jogador que eu represento e que está no Benfica e Castelo Branco, que é o Andy, infelizmente ele não está a jogar na sua posição e daí não ter trazido muita coisa ao clube, mas acho que ele é um excelente jogador, mas tem que ser bem aproveitado. Estou a falar do sr. José Manuel. Simpatizei bastante com ele, foi a primeira pessoa a quem falei do projecto, ele propôs-me outro nome para encabeçar a lista, só que essa pessoa também não aceitou e eu tive que lutar com as armas que tenho. O projecto é encabeçado pelo sr. Luiz Meira, que é uma pessoa da minha confiança, mas conseguimos também trazer muita gente de Castelo Branco para esta direcção, e vamos continuar a tentar trazer mais pessoas para o projecto.
TD- Como é que entende alguma desconfiança que foi levantada pelos sócios em relação a este projecto?
AP- Comparar-me a pessoas que têm milhões… eu sou uma pessoa mais humilde. Não tenho milhões, nem ganho milhões neste momento. Tenho um projecto que está escrito e que quer crescer aqui. Quando as pessoas me comparam a um José Veiga não podem esquecer que ele deu um campeonato ao Benfica e que tem que se louvar o seu trabalho. Quando me comparam a um Belmiro de Azevedo acho que ainda é mais positivo, porque é o maior gestor que temos em Portugal.

“Hoje são necessárias pessoas ambiciosas”

TD- Em termos desportivos é um projecto muito ambicioso. Levar o clube à elite nacional em quatro anos é possível?
AP- Eu comparo um pouco ao sr. Luís Filipe Vieira. Todos dizem que ele tem projectos ambiciosos para o Benfica, mas acho que hoje são necessárias pessoas ambiciosas. Isto não quer dizer que eu caí aqui de pára-quedas porque sou mais ambicioso que os albicastrenses. Eu quero demonstrar às pessoas que estou aqui para trabalhar e para os ajudar, e levar este projecto o mais longe possível. Claro que por trás disto está a minha empresa, a Lusoplayers, mas nós temos que conciliar os dois pólos: O Benfica e Castelo Branco e a Lusoplayers. Hoje em dia temos que nos abrir a quem nos quer ajudar.
TD- Como é que vai ser a estrutura do clube? Dirigentes a tempo inteiro?
AP- Numa primeira fase não temos ninguém a tempo inteiro porque isso era impensável. Temos pessoas que estão disponíveis a ajudar a tempo inteiro, mas se me perguntar do que é que elas vão viver, eu respondo-lhe que a empresa tem isso tudo preparado, sem mexer em fundos do Benfica e Castelo Branco. Numa segunda fase, quando todas as empresas estiverem a funcionar, é possível criar uma holding integrada por todos os grupos. Mas isso depende se os sócios querem ou não continuar com este projecto.
TD- Financeiramente como é que vai suportar esta ambição?
AP- A vertente económica é a mais fácil. Hoje em dia os jogadores também têm que se mentalizar que os clubes não têm milhões, e eles querem sobressair. Um jovem que quer vir para o Benfica e Castelo Branco para lançar a sua carreira, para depois ir para outros níveis, é bem-vindo. Vamos jogar nesse sentido. Vamos buscar jogadores e treinadores ambiciosos para avançar com o projecto. Uma boa gestão não se faz só com milhões.
TD- Para esse projecto ter pernas para andar é indispensável que a equipa fique na 2ª divisão?
AP- É óbvio… Se pegarmos no clube numa 2ª B encurta o tempo para daqui a 2 ou 3 anos estar numa II Liga, ou I, não interessa. Se for na 3ª divisão, que remédio teremos nós se não começar pela 3ª.
TD- O Leal é o seu treinador?
AP- Eu ainda não falei dele, mas é o treinador que nós pensámos para a próxima época. É uma pessoa de confiança para este projecto, teve uma carreira desportiva excelente, tanto no Sporting como na Selecção Nacional, acabou a sua carreira desportiva muito tarde e isso é de louvar, porque é sinal que a sua vida particular também foi bem gerida para poder fazer isso.
TD- Já tomaram posse, vão começar a trabalhar já?
AP- Já começámos a trabalhar há um mês e meio, desde o momento em que o sr. José Manuel nos apoiou neste projecto.
TD- Em termos desportivos qual é o primeiro passo que vão dar?
AP- Temos já a Gala marcada, que vai ser entre o fim-de-semana do final do campeonato e o fim-de-semana da Final da Taça de Portugal. Já temos aprovação das entidades que nos autorizaram a realizar esse evento, mas queremos outras iniciativas para angariar fundos para o Benfica e Castelo Branco.
Alexandre Pereira confessa que o ideal era arrancar com o projecto com o clube na II Divisão, mas não põe de parte a possibilidade de partir da 3ª Divisão, o que atrasaria tudo um ano. Um projecto ambicioso, muito vasto, tanto no plano desportivo como em todos os outros enquadramentos do clube.

QUIM MANUEL DEIXA BENFICA E CASTELO BRANCO


Leal já treina desde 4ª feira e Joaquim Peres pode ser o adjunto

Contrariamente àquilo que havia sido anunciado por Alexandre Pereira e pelo presidente Luiz Meira, José Leal já está a orientar os treinos do Benfica e Castelo Branco desde a última quarta-feira.
O antigo internacional do Sporting CP substituiu no cargo Quim Manuel a 3 jornadas do final do campeonato nacional da 2ª divisão e já orientou a equipa na deslocação a Nelas no último domingo.
Segundo conseguimos apurar, e numa tentativa de manter a equipa unida em torno do objectivo manutenção, o Benfica e Castelo Branco seguiu para a zona de Viseu no sábado onde pernoitou com o objectivo de preparar o importantíssimo jogo em Nelas.Entretanto, para a próxima temporada, o nome de Joaquim Peres tem sido falado para o cargo de adjunto de Leal. José Ramalho, adjunto de Quim Manuel, deverá continuar até final da temporada mas deverá ser substituído nessa altura por Joaquim Peres.

AD FUNDÃO- 0 BIDOEIRENSE- 0


Desportiva e sorte continuam de costas voltadas

Estádio Municipal do Fundão
Árbitro- Carlos Alexandre, auxiliado por Bruno Silva e Manuel Azeitona (Portalegre)
AD Fundão- Tiago Ramos (3), André Cunha (3), Rui Reis (3), Luciano (3), Carlos Miguel (3), Óscar Menino (3), Nuno Batista (3), Ricardo Ramos (3), Ibrahim Kalló (3), Vaz Alves (3) e João Paulo (2)
Treinador- Joca
Bidoeirense- Nuno Viseu, Kikó, Russo, Beto, Estroga, Luís Cláudio, Nunito, Neves, Zeca, Manú e Morais
Treinador- Rui Gama
Substituições- João Paulo por Bruno Nogueira (2) aos 62, Ibrahim Kalló por Caniço (-) aos 81 e Rui Reis por Pedro Martins (-) aos 85; Neves por Testas aos 55, Morais por Joel aos 60 e Luís Cláudio por Milton aos 68
Disciplina- Amarelos a Rui Reis aos 35 e Carlos Miguel aos 87; Kikó aos 2, Testas aos 66, Zeca aos 73 e Joel aos 75

A figura do jogo- Luciano– Foi um central que tentou, especialmente na 2ª parte, ajudar o meio campo da sua equipa a construir jogo ofensivo. Não comprometeu na sua posição e ainda auxiliou os companheiros mais adiantados.

A AD Fundão- Melhorou muito da 1ª para a 2ª parte. Durante os primeiros 45 minutos a equipa de Joca apenas numa ocasião conseguiu levar perigo real junto da baliza de Nuno Viseu. Na etapa complementar dominou, chegou a empurrar o seu adversário para zonas muito próximas da sua área, criou boas situações, mas continua a não ter sorte na hora de alvejar as redes contrárias.

Era um jogo muito importante para o futuro do Fundão na luta pela permanência, não só porque jogava perante o seu público, mas principalmente porque tinha pela frente um adversário directo que apenas contabilizava mais 3 pontos na tabela classificativa que a equipa fundanense.
Apesar de saber da importância dos 3 pontos em disputa, o Fundão, durante os primeiros 45 minutos, nunca conseguiu tirar proveito da maneira de actuar do Bidoeirense, excessivamente recuado. Talvez por saber que um empate na deslocação ao Fundão até acabava por ser um bom resultado, o técnico Rui Gama apresentou uma equipa com muita concentração de jogadores na zona do meio campo, com o objectivo principal de ganhar aí vantagem sobre o adversário e impedi-lo de começar a construir jogo ofensivo numa zona do terreno onde normalmente os lances começam a ser pensados.
Logo aos 2 minutos o Fundão ainda ameaçou de livre mas só no final da 1ª parte surgiu a primeira grande chance para os pupilos de Joca, quando Vaz Alves não conseguiu dar a melhor direcção à bola quando se encontrava em posição privilegiada.
O nulo ao intervalo aceitava-se porque o Fundão tinha conseguido fazer muito pouco do meio campo para a frente e o Bidoeirense só existia do meio campo para trás.
No reatamento cedo a Desportiva do Fundão deu mostras que era urgente alterar qualquer coisa. A equipa entrou mais rápida, com mais jogo pelos corredores laterais e tentando mais vezes o remate à baliza de Nuno Viseu.
O primeiro lance de perigo aconteceu aos 52 minutos quando Luciano subiu no terreno e conseguiu descobrir Ibrahim Kalló sem marcação dentro da grande área forasteira. Só que o naturalizado francês não conseguiu desfeitear o keeper adversário com um remate cruzado da esquerda.
Aos 67 minutos foi Ricardo Ramos, na sequência de um livre, que permitiu nova excelente intervenção a Nuno Viseu, e 7 minutos depois, num livre estudado, Óscar Menino tocou curto para a zona frontal onde Nuno Batista rematou forte proporcionando outra defesa impossível ao guarda-redes visitante.
Estava mais que visto que Nuno Viseu não foi avisado que a Desportiva do Fundão estava a comemorar o seu 51º aniversário.
O domínio era intenso do Fundão, mas a pecha de outras partidas mantinha-se: marcar golos. É uma verdade que pior é quando uma equipa não consegue criar situações de golo, mas no Fundão isso não acontece. A equipa consegue chegar com perigo até à grande área adversária mas depois…
E no domingo, como se não bastasse a dificuldade dos homens da Cova da Beira em chegar ao golo, ainda esteve na baliza um Nuno Viseu inspiradíssimo que defendeu tudo o que havia para defender. E quando não o fez contou com a colaboração da trave da sua baliza. Foi o que aconteceu ao minuto 92 quando um remate de Óscar Menino foi devolvido pelo ferro da baliza.
Curiosamente nesta segunda parte de domínio integral fundanense, a melhor oportunidade de golo acabou por pertencer ao Bidoeirense na única vez que chegou perto da baliza de Tiago Ramos. Manú isolou-se mas deixou escapar a bola para a linha de fundo, fazendo em desespero de causa um centro para cima da baliza deserta onde não apareceu ninguém para empurrar.
Um empate que serve mais os interesses do Bidoeirense, que assim mantém os 3 pontos de vantagem sobre o Fundão, num jogo em que, à Desportiva só faltou mesmo o tal golito…

A arbitragem- Entrou a medo no jogo mas embalou para um trabalho muito seguro. Também teve a seu favor o facto de não haver nenhum lance duvidoso.
Discurso directo- Joca, técnico da AD Fundão- “O que vimos hoje é o que temos visto em muitos jogos da nossa equipa. Jogamos bem mas não conseguimos marcar. Estou farto de tentar mas um goleador não se inventa. As pessoas que criticam têm que saber ver as coisas desde o início. Não me quero desculpar com nada mas não se podem atirar as culpas todas para cima das costas do treinador. Se dependesse dos sócios que vêm para aqui desestabilizar e mandar bocas de certeza que já não havia futebol de 11 no Fundão”.

30º AUTOCROSS/KARTCROSS DE CASTELO BRANCO


Mauro Reis estreia-se a ganhar

Foi um fim-de-semana em grande para os amantes do desporto automóvel da nossa região. A 30ª edição do Autocross/Kartcross de Castelo Branco trouxe a Castelo Branco mais de 60 concorrentes que competiram nas diversas divisões e troféus.
Na prova a contar para o Campeonato Nacional de Kartcross o grande vencedor foi Mauro Reis, ao volante de um JB Racing. O piloto belmontino, que já tinha dominado os treinos e mangas de qualificação, estreou-se em Castelo Branco no lugar mais alto do pódio. Em 2º lugar classificou-se Luís Caseiro, com um LA Sport 600 e o último lugar do pódio foi para Miguel Santos (Semog 600). O outro piloto do nosso distrito que participou na prova de Kartcross, Licínio Reis (JB Racing 600) não terminou a prova albicastrense. O espanhol Perfecto Calviño, com um Semog SKC 600, teve problemas durante as mangas de qualificação e não conseguiu alinhar na final.
No Troféu Semog, Saulo Dias, Alcides Calçada e Artur Silva, ocuparam, por esta ordem, os três lugares do pódio. O piloto de Mação Alexandre Durão não alinhou na final.
Nas provas integradas na Taça Nacional de Autocross, Pedro Matos (Mitsubishi Lancer IV) bateu a concorrência na Divisão 1, deixando atrás de si Jorge Borges (Opel Astra GSI) a mais de 28 segundos e José Ferreira (Citroen AX Sport) a 38 segundos. Quanto à Divisão 2, o Renault Clio de Adelino Almeida foi o primeiro a chegar à meta, repetindo a vitória do ano passado, logo seguido de Rui Cotrim (Renault Clio) e Nuno Gouveia (Ford Escort). O albicastrense Dário Monteiro terminou a prova na 6ª posição a 24 segundos do vencedor.
No que diz respeito ao Campeonato Nacional de Autocross, a Divisão 1 foi ganha, tal como em 2005, por João Domingues, que tripulou um Ford Focus RS, ficando José Azevedo (BMW 4x4) na 2ª posição enquanto Adão Coelho (Mazda 323 GTR) teve que se contentar com o lugar mais baixo do pódio. Na Divisão 2, que o ano passado não se disputou porque só havia 2 pilotos inscritos, este ano ganhou Adão Pinto (Opel Astra GSI), logo seguido por Otílio Ferreira (Ford Escort RS 2000) e por Vítor Mendes (Opel Kadett GSI). Na Divisão 3, o mais rápido foi o Atmos Storm de Rui Marques, que chegou à frente de António Santos (Toniauto ASTT 1300) e António Ferreira (Atmos Storm).A próxima organização da Escuderia Castelo Branco, o Rally Portas de Ródão, está marcada para os dias 19 e 20 de Maio. Ainda antes, mais concretamente no dia 15 de Maio, o Rally Vodafone Transibérico, prova pontuável para a Taça do Mundo de TT, vai passar pelos concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão. Esta prova, que decorre em Portugal e Espanha entre 11 e 16 do próximo mês, passa por cá no último dia de competição para disputar o 5º e 6º sector selectivo. Uma boa oportunidade para ver em acção os melhores pilotos do mundo na categoria de Todo-o-Terreno.

ASSEMBLEIA GERAL DO BENFICA CB


Benfica CB com projecto arrojado

E à terceira foi de vez. O Benfica e Castelo Branco já tem os novos Corpos Sociais em funções desde a última terça-feira, dia em que, em Assembleia-geral, a única lista apresentada a sufrágio, encabeçada por Luiz Meira, foi eleita com 58 votos a favor, 13 contra e 20 abstenções.
O primeiro destaque vai naturalmente para o elevado número de sócios participantes que quiseram marcar presença numa Assembleia em que estava em jogo o futuro do clube.
Os presentes quase chegaram à centena, e foi perante este número de associados que o presidente eleito e o agente FIFA que está por trás do projecto, Alexandre Pereira, tiveram oportunidade de explanar as suas ideias para o clube e apresentar um projecto financeiro e empresarial que visa criar várias empresas em volta do Benfica e Castelo Branco e desportivamente colocar o clube na I ou II Liga num prazo de 3 ou 4 anos. Para Luiz Meira, “todos os clubes têm que ser encarados como uma empresa, porque o amadorismo já não vinga”. Quanto a números, “o orçamento vai continuar apertado, apesar de ser objectivo subir de divisão, para que o clube continue sem dívidas”. Quanto à fase difícil que o clube atravessa no campeonato, o novo presidente refere que “acredito que a equipa vai dar tudo para conseguir manter-se”.
Já Alexandre Pereira, falando sobre o projecto a implementar revela que “é o mesmo que está em curso no Odivelas, no Desportivo de Chaves e no Pontevedra, de Espanha”, e esclareceu que “não vão aqui ser colocados jogadores que não têm lugar noutros clubes”.
Quanto ao projecto empresarial refira-se que o principal objectivo é criar um Business Center integrado por empresas do ramo dos seguros, crédito, imobiliário, telecomunicações e aplicações financeiras. A criação de uma creche e infantário e um ginásio e fitness são igualmente alguns dos principais objectivos de Alexandre Pereira.
Já no plano desportivo, é objectivo a criação de novas modalidades (andebol, futsal, voleibol, atletismo e basquetebol, entre outras) e para Agosto, início da próxima temporada, está agendado um Torneio Quadrangular que servirá para apresentação da equipa aos sócios e simpatizantes, que deverá contar com a presença do Sporting CP, Pontevedra e União de Leiria, para além da equipa albicastrense.

Os nomes que integram os novos Corpos Sociais

Como é sabido a Direcção é presidida por Luiz Meira e vai contar com quatro vice-presidências: Domingos Farinha, vice geral, Luís Rocha, para a área do marketing, António Domingues, fica responsável pelo futebol profissional, e Shirley Meira é a relações públicas. Da Direcção fazem ainda parte o tesoureiro Marco Robalo e o secretário João Paulo Nunes.
Lopes Marcelo continua a presidir à Assembleia-geral, órgão que mantém os mesmos nomes que já estavam em funções. Eduardo Rato é o 1º secretário e Luís Ponte o 2º secretário.
Quanto ao Conselho Fiscal, é composto pelo presidente Fernando Santos, que será acompanhado pelo vice Inácio Santos e pelo relator Luís Teixeira.

Jogo das Estrelas da I Liga e Gala do SJPF
em Castelo Branco com transmissão na Sport TV

Também na Assembleia-geral foi revelado o protocolo já assinado entre uma empresa de organização de eventos, a Liga Portuguesa de Futebol, o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e a Câmara Municipal de Castelo Branco para que o jogo das estrelas e a Gala do SJPF seja realizado em Castelo Branco e com toda a receita a reverter, única e exclusivamente para o emblema da águia.
O jogo entre os melhores estrangeiros que jogam em Portugal e os portugueses escolhidos pela Liga e Sindicato vai decorrer no fim-de-semana após o final da I Liga imediatamente antes da final da Taça de Portugal e vai contar com transmissão em directo na Sport TV.
Já a Gala que distingue os melhores jogadores participantes da I Liga também vai decorrer em Castelo Branco em data e local a informar oportunamente.
No próximo mês de Junho será o futebol de praia que se vai estrear na nossa região. Numa estrutura amovível preparada especificamente para o efeito vai decorrer um torneio de futebol de praia que terá igualmente transmissão televisiva e que deverá contar com as participações das selecções de Portugal, Brasil, Marrocos, Espanha, França e Senegal. Também aqui toda a receita vai entrar nos cofres do Benfica e Castelo Branco.

José Leal, treinador do Benfica e Castelo Branco

“O Benfica e Castelo Branco é um clube
de referência a nível nacional”


Tribuna Desportiva- Como é que vê este novo desafio numa carreira de treinador ainda curta?
José Leal- É aliciante e gratificante ter recebido este convite. Eu tinha outros projectos mas, por confiar nestas pessoas, e por o Benfica e Castelo Branco ser um clube de referência a nível nacional optei por estar aqui. Castelo Branco já é uma cidade de média dimensão, o clube tem o estatuto de Utilidade Pública e toda a gente o conhece em Portugal. Já por aqui passaram grandes treinadores e eu estou aqui com todo o gosto para, todos juntos, fazermos coisas boas, tanto para mim como para Castelo Branco.
TD- Gostaria naturalmente que a equipa se mantivesse na II divisão…
JL- Tenho esperança que o Benfica ainda se vá manter na II Divisão. Tem atletas briosos, mas tem faltado aqui e ali um pouquinho de sorte. Quem anda no futebol sabe que essa componente é preponderante. Eu tenho fé na manutenção.
TD- Que opinião tem da equipa?
JL- Tenho uma opinião que guardo para mim.
TD- Há jogadores neste plantel que manteria no grupo do próximo ano?
JL- Claro que há.
TD- A sua primeira experiência como treinador não correu como certamente esperaria… Hoje sente-se um treinador mais conhecedor da realidade?JL- Eu vim-me embora do Académico de Viseu porque as coisas começaram a desviar-se do previsto. Eu não gostava que, um dia, quando deixar o Benfica e Castelo Branco, que as pessoas ficassem com uma má impressão a meu respeito. Cada um tem que dar o máximo na sua tarefa e tentar cumprir.

CASA DO BENFICA CB- 28 ASSOMADA- 24


Foi preciso sofrer para seguir em frente

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Joaquim Nicau e Jerónimo Jesus (Portalegre)
Casa do Benfica CB- Filomena Abrantes, Sofia Santos e Natalina Nascimento, Diana Rodrigues (9), Neidja Lima (1), Marta Monteiro, Paula Rodrigues (7), Inês Martins, Catarina Mata (1), Vera Gorjão (4), Leia Valente (5) e Mariana Ivanova (1)
Treinador- Paula Espírito Santo
Assomada- Ludomila Soares (1), Graciete Borges (4), Sandra Alves (3), Edna Borges (1), Dulce Pina (10), Laurina Lopes (2), Maria Lobato (2), Silvina Moreno, Helena Santos (1), Débora Semedo e Vânia Henriques
Treinador- Maria Fernandes
Marcador ao intervalo-10-11
No final- 21-21
Ao intervalo do prolongamento- 25-22

No jogo de estreia na edição deste ano da Taça de Portugal, a Casa do Benfica em Castelo Branco levou de vencida o Assomada, equipa também da 2ª divisão nacional, mas que não conseguiu o apuramento para a fase final da prova.
As encarnadas não entraram bem, e nos primeiros minutos as forasteiras adiantaram-se no marcador chegando ao 6-2, sensivelmente a meio dos primeiros 30 minutos. O empate chegou muito perto do intervalo, quando o marcador registava uma igualdade a 10, mas ainda antes de ir para o descanso, o Assomada ainda marcou o 11-10.
No reatamento o resultado manteve-se sempre muito equilibrado. Mesmo assim, sempre com a equipa de Carnaxide no comando do placard, ora com um golo, ora com dois de vantagem.
A equipa de Paula Espírito Santo, que não contou com os contributos de Carla Mendes e Sónia Mota, não jogava bem, e era quase sempre em contra-ataque que o Assomada marcava os seus golos, tirando proveito da velocidade que as suas atletas têm, e que as da Casa do Benfica não têm.
Apesar de estar sempre atrás nos números, as encarnadas chegaram ao empate a 21 quando ainda faltava mais de um minuto para o final, e dispuseram mesmo do último ataque para vencer a eliminatória ainda dentro do tempo regulamentar que, no entanto, não foi aproveitado. Recorde-se que na última temporada a equipa de Castelo Branco, na altura em representação do Benfica e Castelo Branco, foi eliminada da Taça nos quartos-de-final precisamente pelo Assomada, depois de jogados 2 prolongamentos.
Mas desta vez bastaram 10 minutos para as encarnadas alterarem o final da história. Durante o prolongamento, a Casa do Benfica foi sempre superior e depois de chegar ao 23-21 nunca mais perdeu a frente do marcador conservando-a até final, o que lhe permite avançar para a próxima eliminatória que vai ser disputada já no dia 27, quinta-feira, às 21 horas, no Municipal de Castelo Branco, frente ao Porto Salvo.No jogo de sábado, a dupla de arbitragem alentejana cometeu alguns erros mas não influenciou o resultado final.

RETAXO- 3 OS PATOS- 3


O pássaro esteve na mão duas vezes…

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- João Barracas e Paulo Estrada (Portalegre)
Retaxo- Jorge Vaz, Nuno Rodrigues, João Rodrigues, Pereira, José Reis, João André, Daniel, Caio, João Belo, Tiago Marques e Albertino
Treinador- José Manuel
Os Patos- André Martins, André Marques, João Reis, Ivo Gil, André Serrano, João Salgueiro, Daniel Pires, João Oliveira, Márcio Oliveira, Bicho e Tiago Machado
Treinador- Carlos Gazil
Disciplina- Cartão amarelo a Daniel aos 28
Marcadores- Daniel aos 12, 16 e 27; Daniel Pires aos 24, João Salgueiro aos 26 e Bicho aos 29

A participação do Retaxo na Taça Nacional de Juvenis não começou mal, mas podia ter começado bem melhor. A equipa de José Manuel entrou muito bem no jogo e durante os primeiros 10 minutos praticamente não deixou a equipa campeã distrital de Santarém chegar com perigo junto da sua baliza.
Mas da superioridade que era notória, o Retaxo só conseguiu colher frutos aos 12 minutos, quando surgiu o primeiro golo de Daniel. Para segurar esta vantagem mínima até ao descanso, os retaxenses ainda passaram um mau bocado nos últimos 3 minutos. A equipa de Abrantes reagiu e valeu nessa altura um punhado de excelentes defesas de Jorge Vaz para garantir a vitória parcial.
Na segunda parte o jogo foi mais dividido, com o tempo de posse de bola mais repartido, e com oportunidades junto das duas balizas.
Quando logo no primeiro minuto depois do reatamento Daniel aumentou para 2-0, pensou-se que a vitória estava segura, isto apesar de se saber que em futsal uma vantagem de 2 golos representa muito pouco, ou quase nada, como se provou neste jogo.
Estávamos prestes a entrar nos últimos cinco minutos quando Os Patos, já quase em desespero de causa, reduziram para 2-1, e dois minutos volvidos chegou o empate.
Apesar do duro revés, o Retaxo, novamente por Daniel, que assinou um hat-trick, voltou à vantagem, que acabaria no entanto por não conseguir segurar.
Quando faltava pouco mais de um minuto para o final os visitantes voltaram a empatar a contenda, e até final o placard já não se alterou, porque o Retaxo já não teve forças para mais e porque Os Patos mostravam-se então satisfeitos com a divisão de pontos.
Hoje, terça-feira, a equipa do concelho de Castelo Branco volta a jogar, e novamente em casa. Às 16 horas, no Municipal da Boa Esperança, o Retaxo recebe o Arnal, campeão distrital de Leiria.A equipa de arbitragem que veio de Portalegre esteve à altura do jogo e não teve decisões polémicas.

BENFICA CB- 0 NAVAL 1º DE MAIO- 7


Os erros pagam-se caros

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- João Roque, auxiliado por Luís Carrilho e José Braga (Portalegre)
Benfica CB- Tiago, Quelhas, Gelson, Alveirinho, Luisinho, Jójó, Chiquinho, Alves, Quinzinho, Tomás e Mateus
Treinador- Setúbal
Naval 1º de Maio- Marcos, Pilas, Hugo, Sérgio André, Pedro Marques, Capeto, André Martins, Carlos, Luís Borges, Oliveira e Pimentel
Treinador- Paganini
Substituições- Quelhas por Vasco aos 45, Luisinho por Agostinho aos 67 e Alveirinho por Fixe aos 77; Carlos por João Paulo aos 45, Luís Borges por Regueira aos 67 e Pedro Marques por Emanuel aos 77
Disciplina- Amarelo a Carlos aos 38
Marcadores- Capeto aos 7, Pedro Marques aos 43, 73 e 75, Luís Borges aos 46, André Martins aos 62 e João Paulo aos 89

Num jogo que o Benfica já não contava realizar devido à falta de comparência da Naval na data marcada, acabou por ser a equipa da Figueira da Foz a levar os três pontos e com o à vontade que um resultado de 7-0 traduz.
De facto, os encarnados apenas na primeira parte conseguiram oferecer alguma resistência à equipa visitante, que marcou logo aos 7 minutos, quando ainda não o merecia mas aproveitando bem o primeiro falhanço defensivo adversário.
Até aos 43 minutos, altura em que aconteceu o 2º golo navalista, o Benfica teve o jogo sempre equilibrado e até dispôs de duas ou três boas situações para chegar ao empate, mas a eficácia continua a ser um dos grandes problemas da equipa de Setúbal.
E com um golo a fechar a primeira metade e outro logo a abrir a segunda, novamente fruto de erros defensivos dos albicastrenses, a Naval matou o jogo e liquidou qualquer tipo de esperança dos locais.
Como se não bastasse, à sucessão de erros no último reduto o Benfica ainda se juntou um factor que normalmente não acontece. Estranhamente o Benfica e Castelo Branco teve uma abrupta quebra física, o que fez com que a equipa jogasse praticamente toda a segunda parte recolhida dentro do seu meio campo. E escrevemos que é estranho, porque fisicamente o Benfica, independentemente dos resultados, tem-se apresentado muito bem, chegando em alguns jogos a terminar os 90 minutos com uma frescura física invejável, até para alguns adversários.
Os golos foram-se sucedendo, de uma forma natural e o 7-0 final traduz as diferenças entre estas duas equipas neste jogo.O árbitro João Roque não teve erros graves mas não conseguiu disfarçar, em nenhum momento, que não estava com grande vontade de dirigir um jogo de futebol num dia de semana.

segunda-feira, abril 17, 2006

ENTREVISTA A LUÍS MEIRA, POSSÍVEL CANDIDATO A PRESIDENTE DO BENFICA CB


“É um projecto de 3 ou 4 anos que pode levar o clube à I Liga”

O Agente FIFA Alexandre Pereira encabeça um projecto para tomar conta dos destinos do Benfica e Castelo Branco nos próximos dois anos mas é o empresário Luís Meira quem dá a cara por ele. Nascido em São Paulo, Brasil, mas como raízes em Moimenta da Beira, Luís Meira está apostado em levar por diante um projecto que tem por objectivo “levar o clube à I Liga em 3 ou 4 anos”, mas também promover outros acontecimentos sempre com o nome do Benfica e Castelo Branco na frente. Para já, e caso o projecto avance mesmo, “o Jogo das Estrelas entre portugueses e estrangeiros que disputam a I Liga será em Castelo Branco, e a Gala do Sindicato dos Jogadores também poderá vir para a Capital da Beira Baixa”. Tudo está dependente do que acontecer na Assembleia-geral do clube que está marcada para o próximo dia 18.

“Jogo das Estrelas e Gala do SJPF vai ser em Castelo Branco”

Tribuna Desportiva- Como é que surge o interesse no Benfica e Castelo Branco?
Luís Meira- Eu sou uma pessoa do futebol e houve um Agente FIFA que apresentou o projecto ao sr. José Manuel Vaz. Era um projecto de continuidade, ele continuaria a ser o presidente e desenvolveríamos este projecto em conjunto. Por questões pessoais ele não quis assumir e por isso eu fui convidado a avançar. Foi o que fiz. A única coisa que pretendo é enaltecer o nome do Benfica e Castelo Branco. É normal haver dúvidas, porque ninguém me conhece. Mas eu tenho um projecto em mãos e tratarei de o apresentar devidamente às pessoas para que isto não caia em saco roto. Inclusivamente devido às diligências já feitas, por exemplo junto da Liga de Clubes e do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol para trazer o Jogo das Estrelas para cá e tentar também trazer a Gala do Sindicato para Castelo Branco. Vamos ver se, com este adiamento da Assembleia, não se prejudicou uma mais valia, não só para o clube mas para a própria cidade de Castelo Branco
TD- Qual é o Agente FIFA que está por trás deste projecto?
LM- Alexandre Pereira.
TD- Mas compreende as dúvidas das pessoas, até porque há maus exemplos de projectos semelhantes, por exemplo o Académico de Viseu…
LM- Eu desconheço os pormenores do que aconteceu no Académico de Viseu, mas sei que foi um descalabro total e teve que encerrar. No caso do Benfica e Castelo Branco é muito simples: o clube não tem dívidas e, não havendo dívidas, as pessoas trabalham para arranjar patrocínios para uma subida de divisão. Para ir mais longe, e não para arranjar dinheiro para pagar as dívidas. Esse é um ponto fundamental. É dar continuidade ao trabalho do sr. José Manuel e fazer algumas modificações, com pessoas profissionais, a tempo inteiro, porque hoje em dia, o futebol, se não for encarado como uma empresa, tende a cair.

“Queremos arregaçar as mangas e trabalhar para pôr a águia mais alta”

TD- No sentido inverso, o que é que estas pessoas e possíveis investidores, ganhariam com este projecto? É objectivo, por exemplo, colocar aqui jogadores?
LM- Não. Isso nunca! Os jogadores seriam da casa e da escolha do treinador. Neste momento não se pode pôr essa questão porque está a decorrer o campeonato, e o clube está numa situação muito complicada a 2 pontos da linha d’água. De qualquer forma, há uma situação em que as pessoas querem arregaçar as mangas, trabalhar, e pôr a águia numa posição mais alta do que está agora. Isto a nível competitivo, porque a nível financeiro o clube está numa posição privilegiada que muitos clubes grandes não têm.
TD- Disse que o objectivo em pôr a águia mais em cima… esse mais em cima é onde?
LM- Quem sabe na I Liga.
TD- Em quanto tempo?
LM- Três, quatro anos.
TD- Também já se falou que o treinador que acompanha este projecto já esteve em Castelo Branco a assistir ao último jogo… é verdade?
LM- Neste momento o Benfica e Castelo Branco tem treinador…
TD- Mas pode só confirmar se esteve em Castelo Branco?
LM- Teve uma pessoa que apoia o nosso projecto.
TD- É o Leal?
LM- É o Leal. Ele apoia o nosso projecto mas não como treinador. Ele também é uma pessoa do futebol e eu acredito que no futuro, como por exemplo acontecesse já no Bayern de Munique, os clubes serão geridos por ex-jogadores de futebol, porque eles sabem as dificuldades do dia-a-dia.
TD- Com esta paragem até à próxima Assembleia o projecto pode ser prejudicado?
LM- Pode, devido ao Jogo das Estrelas, porque já estão feitos os contactos e já temos as confirmações da Liga de Clubes e do Sindicato. Era uma mais valia, porque as receitas vão reverter para o Benfica e Castelo Branco e porque iria ajudar na divulgação da cidade.
TD- Hoje percebeu-se que vocês preferiam claramente formar uma Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia-geral do que uma Comissão Administrativa…
LM- Simplesmente por uma questão de timing. O timing está esgotar-se e quem vive no futebol sabe que não é à última da hora que se formam equipas e se fazem os contactos com patrocinadores.

“Convidámos todas as pessoas da anterior Direcção
para fazerem parte deste projecto”

TD- Mas também vimos alguns contactos da vossa parte com pessoas de Castelo Branco, nomeadamente o Manuel Candeias…
LM- Sim, eu fiz o convite pessoal ao sr. Manuel Candeias, só que ele precisa de uma autorização superior por ser um funcionário público.
TD- Mas é um nome que faz parte das vossas possibilidades…
LM- Nós convidámos todas as pessoas que estavam na antiga Direcção para fazer parte deste projecto. Nós entendemos que os títulos não levam a lado nenhum. Nós queremos pessoas que trabalhem. Não há cargos, há é pessoas para trabalhar e desenvolver o projecto. Nós temos algumas sinergias à volta do clube, desde a parte bancária, ramo dos seguros, medicina no trabalho… Há uma vasta gama que funcionará como micro-empresas em volta do Benfica e Castelo Branco e que sustentarão financeiramente o clube.
TD- Pode referir algum clube que está a trabalhar nestes moldes, com um projecto semelhante?
LM- O Odivelas e o Pontevedra, de Espanha.
TD- No caso do clube cair na 3ª divisão, isso altera alguma coisa?
LM- Não, porque o interesse no clube é por não ter dívidas. Nós não vamos ter que gastar tempo para nos preocuparmos em pagar as dívidas, mas sim arranjar dinheiro para não faltar aquilo que o sr. José Manuel até hoje conseguiu, que foi pagar atempadamente aos jogadores.
Agora resta esperar pelo próximo dia 18 para ver o que acontecesse, e se este projecto pelo qual Luís Meira dá a cara vai ou não avançar no Benfica e Castelo Branco. Os sócios serão soberanos.