domingo, janeiro 25, 2009

OLEIROS- 2 VITÓRIA DE SERNACHE- 2


Fontes de problemas

Estádio Municipal de Oleiros
Árbitro- Ricardo Fontes (1), auxiliado por Pedro Tomás e Alexandre Paralta
Oleiros- João Luís (3), Paulinho (3), Tiago Ventura (3), Carlitos (3), Fiel (3), Quim Garcia (4), João André (3), Norberto (3), Joel (3), Zé Bernardo (3) e Ludovico (3)
Treinador- José Ramalho
Vitória de Sernache- Jorge Correia (3), Filipe Barata (3), Paulo Lopes (3), Fernando Miguel (4), Toni (3), Luís Filipe (3), Dany (3), Tiago Farinha (3), Dário (3), Miguel Farinha (3) e Diogo Simão (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Joel por Laranjo (2) aos 54 e Zé Bernardo por Marcelo (1) aos 81; Miguel Farinha por Likas (2) aos 62 e Toni por Ricardo André (2) aos 74
Disciplina- Amarelos a Joel aos 52 e Carlitos aos 79; Miguel Farinha aos 43, Ricardo André aos 89, Likas aos 90+1 e Tiago Farinha aos 90+5. Vermelho directo a Tiago Ventura aos 79
Marcadores- João André aos 35 e Ludovico aos 90+5; Paulo Lopes aos 23 e Dany aos 87

A figura do jogo- Fernando Miguel (Vitória de Sernache)- Um central com um grande sentido posicional, muito bem na marcação que moveu ao seu adversário directo, e exemplar na forma como definiu os lances que passaram por ele.

O Oleiros- Esteve uns furos abaixo do que mostrou em Alcains mas mesmo assim mostrou que apenas a vitória lhe interessava. Mesmo sofrendo o segundo golo quando já estava com menos uma unidade, acreditou sempre que era possível evitar a derrota.

O Vitória de Sernache- Entrou melhor, a mandar no jogo, para tentar marcar cedo, porque a vitória também era o único resultado que interessava. Na segunda parte não se adaptou bem à superioridade numérica e, mesmo marcando nesse período, ainda se deixou empatar no último minuto dos descontos.

Tinha tudo para ser um grande derby. Jogo entre vizinhos, equipas empatadas na classificação, e ainda a tentar chegar perto dos quatro primeiros, mas os últimos minutos acabaram por estragar o que estava a correr de forma exemplar até essa altura.
Entrou melhor o Vitória, que começou por mandar no jogo e mostrou intenções de marcar cedo, como forma de pressionar o adversário que jogava perante o seu público e, por isso, com responsabilidades acrescidas. Mas foi já numa fase em que o Oleiros tinha chegado ao ponto de equilíbrio que os vitorianos inauguraram o marcador quando Paulo Lopes aproveitou bem o facto de João Luís não ter segurado uma bola que chegou a ter nas mãos.
Até ao intervalo, e sempre com um jogo muito disputado e por vezes bem jogado, especialmente se tivermos em atenção o frio e o estado muito pesado do sintético, o Oleiros ainda arranjou tempo para desenhar a sua melhor jogada de ataque, que culminou com um centro do lado esquerdo que João André, solto já dentro da área, aproveitou para restabelecer a igualdade.
Na segunda parte os pressupostos não se alteraram… até ao minuto 79. Depois de assinalar uma falta cometida por Carlitos, bem punida com amarelo, mostrou o vermelho directo a Tiago Ventura, provavelmente por palavras proferidas menos próprias. A partir daqui, e mesmo apresentando algumas dificuldades iniciais em lidar com a superioridade numérica, o Vitória chegou de novo à vantagem, mas deixou-a fugir já no último minuto de compensações num lance muito contestado pelos forasteiros e que motivou fortes protestos junto do auxiliar do lado da bancada. Foi pena, porque o jogo tinha todos os condimentos para terminar sem polémicas e sem queixas de ambos os lados.

A arbitragem- Tornou-se, de forma inexplicável, o protagonista do jogo a partir do minuto 79, porque até então, com erros de pequena monta, estava a fazer um trabalho regular, até ajudado pela correcção das duas equipas. Só que a expulsão, com vermelho directo, de Tiago Ventura inverteu o rumo dos acontecimentos. Numa falta normalíssima, e bem assinalada e punida com amarelo a Carlitos, exibiu igualmente o vermelho ao central oleirense, provavelmente por palavras que ouviu. Por vezes, os árbitros têm que fazer ouvidos de “mercador” àquilo que escutam dentro do campo. Já no final da primeira parte tinha mostrado amarelo a Miguel Farinha, aqui por indicação de Pedro Tomás, pelos mesmos motivos. Ora não será verdade que, com este rigor todo, seria muito raro o jogo que chegava ao fim? Todos os dias vemos, e muitas vezes até ouvimos, ou percebemos através dos lábios dos jogadores, nos campos, ou mesmo através da televisão, palavras pouco agradáveis dirigidas aos árbitros ou até mesmo aos adversários. Mas o que mais há por aí, por esse mundo fora, são árbitros “surdos”. Ou seja, às vezes, é melhor para o espectáculo, não ouvir certas coisas. O problema é quando numas circunstâncias se ouve e se pune, e noutras não se age da mesma maneira. Ora, acabou por ser a expulsão do central do Oleiros que desencadeou tudo o resto que se passou, e que obrigou Ricardo Fontes, num primeiro momento a ter que se deslocar quase até à linha de meio campo sempre rodeado por toda a equipa da casa. Estava o caldo entornado. Ricardo Fontes deveria ter o bom senso de perceber que se tratava de um derby, que estava a correr com extrema correcção. Depois disso veio o golo do Vitória e o empate do Oleiros, com nova contestação, agora do outro lado. Os vitorianos queixam-se que o lançamento que está na origem do lance do golo do empate era a seu favor, e depois questionam a posição de Ludovico aquando da obtenção do empate, também aqui rodeando e protestando de forma veemente, agora com o auxiliar do lado da bancada. Já antes o Oleiros tinha “pedido” um penalty, alegadamente cometido sobre o mesmo jogador. São situações que, do local onde nos encontramos, não temos condições de analisar com clareza. Mas fica-nos a certeza que, depois do fatídico minuto 79, o discernimento da equipa de arbitragem nunca mais foi o mesmo e que estas situações, já nos descontos, não aconteceriam se não fosse o tal minuto 79. Por outro lado, e sem nunca pôr em causa a idoneidade ou a honestidade de quem quer que seja, deixamos uma questão ao Conselho de Arbitragem da AFCB: Será de bom tom nomear um árbitro auxiliar para este jogo, quando no dia anterior, como árbitro, esteve num jogo de futsal de um dos clubes intervenientes? Ou será melhor, para não alimentar qualquer tipo de especulações ou de desconfianças, evitar estas situações? Se no distrito temos árbitros para “emprestar” a Leiria, é mesmo necessário ser o mesmo árbitro a dirigir dois jogos do mesmo clube em dias consecutivos, mesmo que em campeonatos e até modalidades diferentes? A resposta parece-nos óbvia…

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “O resultado acaba por não ser bom para nenhuma das equipas. Sabíamos que uma vitória hoje permitia uma aproximação às equipas da frente. Os jogadores deram tudo o que tinham. O Sernache entrou melhor, mas aos poucos fomos equilibrando. Na segunda metade queríamos passar para a frente no marcador, e a meio da segunda parte o jogo estava muito repartido e qualquer equipa podia chegar à vitória. Depois o Sernache aproveitou a superioridade numérica e fez o segundo golo. Nós acreditámos até ao fim e valeu isso mesmo para chegar ao empate. O resultado é justo. Em relação à arbitragem, penso que hoje foi o árbitro que estragou o jogo. Qualquer encosto nosso marcava sempre falta contra nós, foi-nos empurrando, o meu jogador é expulso não sei porquê, penso que por palavras mas, se foi por isso, com toda a certeza que, nesta parte final os jogadores do Sernache também não foram muito simpáticos para o árbitro. Esta é a arbitragem que nós temos… Trabalhámos durante a semana, com neve, com frio, e depois chegamos ao domingo e os árbitros estragam os jogos. Já aconteceu em Alcains e hoje aqui. Será que estas pessoas que estavam na bancada não percebem nada de futebol? Só o árbitro é que percebe? Hoje houve falta de humildade por parte do árbitro. Eu ando no futebol há muitos anos e, por vezes, dá-me vontade de ir embora, porque há árbitros que não merecessem que eu aqui esteja. Há uns árbitros que têm mais jeito que outros, os que não têm jeito que fiquem em casa! Estas coisas têm que ser ditas para que o futebol distrital chame pessoas aos estádios. Só desejo é que este árbitro melhore muito e que tire um curso de reciclagem para ver se aprende mais alguma coisa”.

Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “O resultado foi o possível e é extremamente injusto para o futebol praticado dentro de campo. Penso que a única equipa que quis ganhar o jogo e que criou situações de golo foi o Vitória de Sernache. Tivemos seis ou sete situações de golo, mas faltou-nos aparecer na área de concretização. O Oleiros fez um golo na primeira parte na primeira vez que foi à nossa baliza, numa falha de marcação. Eu penso que o jogo devia ter terminado na altura da expulsão do jogador do Oleiros por falta de elementos da equipa adversária porque o árbitro foi agredido e não devia ter continuado o jogo porque não havia elementos suficientes. Depois fizemos o segundo golo e apareceu aquele que já estava a ser um grande protagonista. Em relação há arbitragem queria referir que o Fontes fez a arbitragem tecnicamente possível e não teve influência no desenrolar do jogo, mas o fiscal de linha do lado bancada… foi o mesmo que me expulsou ontem (sábado) no jogo de futsal, além de mandar identificar um adepto na bancada não viu que o lançamento que dá o segundo golo do Oleiros era para nós e depois “não teve tomates”, como se diz na gíria, para tirar o fora de jogo ao jogador que faz o golo. Pela primeira vez no futebol, que estive do outro lado do varão, dirigi-me sempre aos meus jogadores incentivando-os, e fui agredido. A GNR viu e lamento ter sido agredido em Oleiros. Provavelmente para o ano a Associação irá fazer aquele campeonatozinho de 6 equipas a 4 voltas, porque não há capacidade, não há equipas, e isto não tem jeito nenhum. Reparem que os outros campeonatos estão a dobrar a 1ª volta e nós estamos a 6 jornadas de acabar o campeonato. É uma vergonha porque os clubes gastam dinheiro, pagam um balúrdio pelas inscrições, para as pessoas andarem de gravata e a fazer grandes chamadas de telemóvel. Pergunto aqui porque é que o Sernache está a ser tão prejudicado e porque é que o presidente do Conselho de Arbitragem não vai ver um jogo do Sernache? Ele vai ver tantos jogos de futebol, mas há dois anos que não vê o Sernache, seja em casa ou fora! Desta forma, este futebol é uma merda…”.

domingo, janeiro 18, 2009

CD ALCAINS- 1 OLEIROS- 0


Alcains evita lotaria já nos descontos

Estádio Trigueiros de Aragão, em Alcains
Árbitro- Márcio Lopes, auxiliado por Cláudio Santos e Luís Gabriel
CD Alcains- Beirão, Tiago Paulo, Diálló, Quinzinho, Esquiva, Ricardo Constantino, Ricardo Costa, Aíldo, Manoel, Khonné e Bruno Vieira
Treinador- Hugo Andriaça
Oleiros- Carlos, Fiel, Tiago Ventura, Carlitos, Joel, Quim Garcia, João André, Norberto, Zé Bernardo, Ludovico e Cássio
Treinador- José Ramalho
Substituições- Aíldo por Miguel aos 56; Zé Bernardo por Laranjo aos 90+3
Disciplina- Amarelos a Aíldo aos 3, Tiago Paulo aos 22, Diálló aos 23, Manoel aos 31, Esquiva aos 40 e Miguel aos 90+9; Carlitos aos 42, Joel aos 45, Zé Bernardo aos 56 e Tiago Ventura aos 90+8. Vermelho directo a Cássio aos 90+5
Marcador- Quinzinho aos 90+3

O CD Alcains- Sentiu as dificuldades que o seu técnico já esperava, até pelo que já tinha acontecido neste mesmo jogo, mas a contar para o campeonato distrital. Especialmente na primeira parte a equipa chegou a ter muitas dificuldades em sair com a bola de dentro do seu meio campo, também muito por culpa da pressão do adversário. Num jogo equilibrado, mas em que dispôs das oportunidades mais flagrantes, acabou por evitar a lotaria dos penalties já muito perto do final.

O Oleiros- Voltou a demonstrar que está numa fase de crescendo, conseguindo mesmo, durante largos períodos do jogo, especialmente durante a primeira metade, dominar e controlar a partida. Pelo que fez a equipa de José Ramalho merecia decidir a eliminatória nos pontapés dos 11 metros.

Num jogo de mata-mata, Alcains e Oleiros empenharam-se na luta pela vitória e proporcionaram ao público presente nas bancadas do Trigueiros de Aragão um espectáculo de futebol muito agradável, num jogo muito equilibrado, com a bola sempre muito perto das duas balizas e com um vencedor encontrado quando já muitos pensavam que ainda se iria assistir à extracção da lotaria.
Depois de uns primeiros 10 minutos disputados numa toada mais morna, em que o Alcains tentou impor o seu futebol enquanto o Oleiros encaixava as marcações, foi depois disso acontecer que os do Pinhal conseguiram chamar a si o domínio do jogo, tendo mais tempo de posse de bola, estando mais tempo dentro do meio campo contrário e conseguindo quase sempre contrariar as ocasiões em que os canarinhos tentavam aliviar a pressão e ultrapassar a linha de meio campo. Mas o jogo foi sempre pautado por muita luta pela posse de bola e por uma vontade enorme de marcar primeiro que o adversário. Durante esta fase, que se estendeu até ao intervalo, as melhores ocasiões de golo pertenceram sempre ao conjunto da casa. As mais flagrantes surgiram de lances de bola parada no interior da área oleirense. A primeira num livre indirecto, em que o guarda-redes Carlos, que até tinha mostrado algum nervosismo na parte inicial, teve a primeira grande oportunidade para negar o golo a Bruno Vieira. A segunda, e a mais flagrante, aconteceu aos 42 minutos quando Bruno Vieira sofreu uma grande penalidade cometida pelo capitão Carlitos já depois de ter corrido todo o meio campo do Oleiros com a bola controlada. Da marca dos 11 metros Carlos voltou a ter a chance de brilhar, negando de novo a Bruno Vieira, desta vez sem ninguém entre eles, a vantagem alcainense.
Nos segundos 45 minutos, mesmo decaindo um pouco a qualidade do jogo produzido de ambos os lados, talvez fruto de um cansaço acumulado, as oportunidades mais flagrantes continuaram a ser dos da casa, mas sempre tendo pela frente uma excelente resposta do conjunto de José Ramalho que teimava em levar até às últimas consequências a decisão da eliminatória.
E acabou por ser quando já muitos esperavam pela lotaria das grandes penalidades que surgiu alguém a desatar o nó em que a partida se tinha transformado. Na sequência de um dos muitos pontapés de canto de que beneficiou o Alcains, Vieira marcou do lado esquerdo e Quinzinho saltou mais alto que os opositores carimbando desta forma, e aos 93 minutos, o passaporte da equipa de Hugo Andriaça para as meias-finais da Taça de Honra José Farromba.
Num jogo digno do nome que foi dado a esta competição, o Oleiros merecia chegar à decisão da eliminatória na decisão das grandes penalidades.

A arbitragem- Nas decisões mais polémicas, aquelas que levantam mais contestação, parece-nos que foi demasiado rigoroso no vermelho directo a Cássio. Podia ter enquadrado o lance no contexto geral do jogo, uma vez que, para além de ser uma falta dura, foi cometida em cima da linha de meio campo e junto à linha lateral, e o vencedor estava praticamente encontrado. No livre indirecto e no penalty que, em ambos os casos favoreceram o Alcains, decidiu bem e agiu disciplinarmente em conformidade.

Discurso directo- Hugo Andriaça, técnico do CD Alcains- “Sabíamos que íamos defrontar uma equipa que é capaz do 8 e do 80 e quis incutir nos meus jogadores um espírito de revolta ou de “vingança” desportiva. Já sabíamos como eles iam funcionar, porque nesta fase já todos nos conhecemos uns aos outros. Eu nunca disse que nós éramos muito superiores às outras equipas, sempre disse é que éramos os melhores, e continuo com essa convicção, mas não somos assim tão melhores, por isso é que os jogos são equilibrados. A equipa revela alguma ansiedade nos jogos em casa, talvez pela pressão de alguns adeptos. Temos que perceber que estamos no distrital, mas tenho consciência que há adeptos que já viveram outros tempos e já vieram a esta bancada ver outras equipas. Esses têm que perceber que o trabalho está a ser feito e mais não nos podem pedir. Por isso é que os nossos grandes resultados são sempre conseguidos fora de casa, e não aqui. O Márcio Lopes tenta segurar o jogo demasiado cedo com cartões amarelos. Aos 20 minutos já tínhamos 6 amarelos e com sorte acabámos o jogo com 11 jogadores. Foi benevolente em algumas situações mas não tem influência no resultado. Tem o erro grave de não ter mostrado vermelho ao Carlitos no lance da grande penalidade ”.

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “Fizemos um excelente jogo contra uma grande equipa e acho que merecíamos ir, pelo menos, às grandes penalidades. Trabalhámos muito, estivemos muito concentrados e rigorosos tacticamente e penso que, para o futuro, esta equipa tem uma palavra a dizer, se continuar a jogar desta maneira. Fica o amargo de não termos chegado às grandes penalidades, até porque o nosso guarda-redes já tinha defendido uma. Temos vindo a subir de jogo para jogo e é assim que eu quero que eles joguem. Eu, sobre o árbitro, só quero dizer que o critério disciplinar não foi igual para as duas equipas, embora sem ter influência no resultado”.

domingo, janeiro 11, 2009

ÁGUIAS DO MORADAL- 1 ESCALOS DE CIMA- 1


Moradal convidou, Escalos aceitou

Campo do Ventoso, no Estreito

Árbitro- João Brás (4), auxiliado por José Bicho e Luís Ferreira

Águias do Moradal- Manuel Silva (3), Jójó (2), Oliveira (3), Gil (2), Zé Tó (2), Saturnino (3), David (3), Prata (2), Edmilson (3), Rui Paulo (3) e Pira (3)

Treinador- António Belo

Escalos de Cima- Bruno Cardoso (4), Paulinho (3), Humberto (3), Mata (3), Gonza (3), Paulo Mendes (3), Chico (3), Capinha (4), Cláudio (3), Carlitos (3) e João Vítor (3)

Treinador- Paulo Macedo

Substituições- Saturnino por Esteves (1) aos 73, Rui Paulo por Zé Augusto (1) aos 73 e Jójó por Pinto (1) aos 79; João Vítor por Luís Afonso (3) aos 58, Paulo Mendes por Beirão (-) aos 90 e Carlitos por Bruno Barata (-) aos 90+3

Disciplina- Amarelos a Edmilson aos 59 e Oliveira aos 70; Paulo Mendes aos 60, Gonza aos 69 e Bruno Cardoso aos 90+5

Marcadores- Oliveira aos 42; Capinha aos 77

A figura do jogo- Bruno Cardoso (Escalos de Cima)- Esteve sempre muito atento e foi determinante quando, já na recta final, se opôs muito bem efectuando grande defesa perante Zé Augusto, que surgiu isolado.

O Águias do Moradal- Apenas teve 15 minutos aceitáveis. Foi a partir da meia hora, e até ao intervalo, que a equipa de António Belo conseguiu “parecer-se” com o seu real valor, precisamente na altura em que chegou ao golo. Na segunda metade deixou o Escalos assumir o jogo e acabou por ter o merecido castigo.

O Escalos de Cima- Sabendo que estava a jogar com armas desiguais, Paulo Macedo montou uma estratégia para retardar ao máximo o golo do Águias. Quando chegou o 1-0, mesmo à beira do intervalo, podia pensar-se que o castelo ia desmoronar, mas a equipa reagiu muito bem e acabou por chegar, de forma até natural, ao empate.

Surpresa? Só para quem não assistiu ao jogo muito mal conseguido por parte da equipa do Estreito, que apenas durante 15 minutos conseguiu jogar alguma coisa semelhante ao seu real valor. Na segunda metade, a perder por 1-0, o Escalos fez bem ao aceitar o “convite” dos da casa para mandar no jogo.

Num jogo entre duas equipas com objectivos bem distintos, cabia ao Águias, por ser mais forte e por estar muito melhor na classificação, assumir as rédeas do jogo e provar dentro das 4 linhas que, de facto há diferenças entre as duas equipas e os dois plantéis.

Só que desde início as coisas não correram bem. O Moradal, sempre muito pressionado pelo seu público, mostrava muitas dificuldades em ligar o jogo. Os passes não saíam bem, a bola demorava uma eternidade a chegar ao último terço do terreno e, das poucas vezes que lá chegava, raramente ia em condições de poder ser visada a baliza de Bruno Cardoso. O Escalos limitava-se a cumprir com a ideia de Paulo Macedo: tapar todos os acessos à sua retaguarda e retardar ao máximo a abertura do placard. Até podia ser que, caso estes objectivos fossem conseguidos, num lance de contra-ataque o jogo virasse a seu favor… Só depois da meia hora os da casa conseguiram começar a construir algumas, não muitas, jogadas com cabeça, tronco e membros, e então o perigo passou a rondar mais a área dos escalenses. Por isso, foi de forma natural que, aos 42 minutos, o central Oliveira deu o melhor seguimento a um livre levantado do lado direito por Pira. Nesta altura, a vantagem era o corolário lógico do melhor período dos do Pinhal, por isso se ajustava o 1-0 no descanso.

E quando tudo parecia encaminhado para o que é mais comum acontecer no Ventoso, ou seja, uma vitória tranquila de quem lá mora, eis que a segunda metade começa da forma mais inesperada. O Águias não consegue tomar conta do jogo, o Escalos também com mérito assume o jogo, e como que se vê obrigado a atacar, tal era a desinspiração que tinha do outro lado.

E mesmo sem criar situações de apuro para a baliza de Manuel Silva, valeu a eficácia para que, numa das raras vezes que conseguiu entrar com a bola na área contrária, o Escalos chegasse ao tento do empate. As marcações do Estreito falharam e, bem no interior da área Carlitos descobriu o capitão Capinha em excelentes condições de finalização. Também aqui o golo surgiu de forma já esperada e mais que isso, justa.

Afinal, depois do jogo terminado, chega-se à conclusão que valeu mesmo a pena o Escalos aceitar o “convite” da equipa da casa!

A arbitragem- Com um ou outro pequeno erro, apenas o reparo para o cartão amarelo a Oliveira, depois de uma falta muito dura sobre Chico, que podia ser de outra cor.

Discurso directo- António Belo, técnico do Águias do Moradal- “Foi um mau jogo do Águias do Moradal. Deveríamos ter feito muito mais porque tínhamos que ganhar o jogo. Esta má exibição a algo se deveu, e cabe-me agora analisar tudo muito bem, porque o que se está a passar com alguns jogadores não é normal para uma equipa deste quilate. A minha equipa menosprezou o valor do adversário, que é uma coisa que eu não admito, e portanto as coisas têm que mudar! Agora, da forma que isto está, nem sei se chegaremos ao play-off… O Águias do Moradal merece muito respeito e há aqui jogadores que não o estão a fazer. O árbitro e os auxiliares estiveram excelentes, quanto a mim foram a melhor equipa em campo.”.

Discurso directo- Paulo Macedo, técnico do Escalos de Cima- “Defrontámos uma boa equipa, muito bem orientada, mas estamos de parabéns porque estivemos muito bem tacticamente. Depois dos 90 minutos podemos pensar que, se arriscássemos um pouco mais, poderíamos ter chegado à vitória, mas também podíamos ter perdido, porque as oportunidades mais flagrantes são do Estreito. Os primeiros 45 minutos do Águias foram muito bons, os segundos foram bons os do Escalos. O empate acaba por ser justo. Gostei muito do árbitro. É dos bons jovens que temos na nossa arbitragem”.

domingo, janeiro 04, 2009

CD ALCAINS- 3 VITÓRIA DE SERNACHE- 1


Khonné matou em 2 minutos

Estádio Trigueiros de Aragão, em Alcains
Árbitro- Paulo Abrantes (4), auxiliado por Nuno Silva e Sérgio Paiva
CD Alcains- Beirão (3), Tiago Paulo (4), Quinzinho (3), Aíldo (3), Esquiva (3), Betinho (3), Bruno Vieira (3), Ricardo Costa (3), Manoel (3), Khonné (4) e Miguel (3)
Treinador- Hugo Andriaça
Vitória de Sernache- Jorge Correia (2), Filipe Barata (3), Paulo Lopes (1), Rui Domingues (2), Fernando Miguel (2), Dany (3), Tiago Farinha (3), Dário (3), Miguel Farinha (3), Diogo Simão (3) e João Gaspar (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Miguel por Constantino (2) aos 62 e Esquiva por Leão (1) aos 75; Rui Domingues por Toni (3) aos 53 e Paulo Lopes por Luís Filipe (1) aos 79
Disciplina- Amarelos a Manoel aos 30, Ricardo Costa aos 31 e Khonné aos 67; Fernando Miguel aos 85 e Tiago Farinha aos 90+4
Marcadores- Quinzinho aos 23 e Khonné aos 57 e 58; Tiago Farinha aos 66

A figura do jogo- Khonné (CD Alcains)- Foi decisivo porque matou o jogo com dois golos no espaço de dois minutos, numa altura em que o Vitória ainda tinha o jogo em aberto. Estava no sítio certo no momento exacto, tanto para aproveitar a “borla” de Jorge Correia como para concluir o bom trabalho de Manoel.

O CD Alcains- Entrou dominador e podia ter marcado logo no minuto inaugural por intermédio de Khonné. Chegou à vantagem com naturalidade aos 23 minutos para depois passar pelo seu pior período até ao intervalo. Depois de matar o jogo optou por uma toada de maior contenção já que era ao adversário que cabia atacar. Regressou às vitórias com Hugo Andriaça a ter que “inventar” soluções provocadas pela escassez do plantel.

O Vitória de Sernache- Demorou muito a entrar no ritmo certo e mostrou muitas dificuldades especialmente no lado direito da sua defensiva. Em velocidade era claramente inferior ao adversário e só conseguiu equilibrar depois de sofrer o primeiro golo. Na segunda parte, quando ainda estava indefinido o resultado final, sofreu dois golos em outros tantos minutos, deitando por terra toda e qualquer esperança em somar pontos.

Depois de dois empates consecutivos, o líder conseguiu assinalar a entrada no novo ano com o regresso às vitórias. Num jogo entre duas equipas com muitos problemas ao nível do plantel, muito curto para as exigências do nosso Distrital, os técnicos foram obrigados a “inventar” soluções para encarar um jogo que se pensava vir a ser melhor do que aquilo que na realidade foi.
Os canarinhos, por jogarem em casa e pela condição de líderes, entraram mais fortes, com maior velocidade, e podiam ter marcado ainda no primeiro minuto quando Khonné, isolado frente a Jorge Correia, permitiu uma excelente intervenção ao guarda-redes vitoriano. Era pelo lado esquerdo do seu ataque que o Alcains carrilava mais o seu jogo, pondo a nu as dificuldades de Paulo Lopes, que era sempre ultrapassado em velocidade obrigando os colegas constantemente a fazer compensações.
Só aos 15 minutos o Vitória deu o seu primeiro sinal de vida, mas Miguel Farinha permitiu que Quinzinho evitasse males maiores. Mas 4 minutos depois repetiu-se a cena do minuto inicial. Khonné, de novo sozinho frente a Jorge Correia, desta vez atirou por cima da baliza. Dois falhanços que o senegalês viria a compensar mais tarde.
Aos 23 minutos chegou, de forma natural, o golo da equipa da casa. Na sequência de um canto do lado direito, Quinzinho saltou mais alto, não dando hipóteses a Jorge Correia.
Este golo, como que adormeceu o Alcains que terá pensado que o mais difícil estava feito, e espicaçou o Vitória que embalou então para o seu melhor momento do jogo, equilibrando a contenda e tendo mesmo alguns momentos de domínio, mesmo que sem criar grandes situações de golo.
No reatamento, que começou de forma em tudo semelhante ao final do primeiro tempo, nada fazia prever que os minutos decisivos estavam mesmo para chegar. Aos 57 minutos Khonné aproveitou bem uma oferta de Jorge Correia, que deixou fugir uma bola que parecia segura, isto depois de João Gaspar não ter cortado o lance quando teve oportunidade para isso, e no minuto seguinte, o brasileiro Manoel desenhou da melhor forma um lance pela lado esquerdo do ataque da sua equipa, sem qualquer oposição, oferecendo depois o toque final ao senegalês que voltava a aparecer no sítio certo na hora exacta.
Até final, e já depois de António Joaquim ter fechado a sua direita defensiva com a troca de posições entre Paulo Lopes e Toni, o maior registo vai para o tento de honra dos vitorianos apontado, com um remate de primeira de Tiago Farinha depois de um canto do lado direito.
Vitória justa da equipa com melhores argumentos, mesmo que estivessem frente a frente dois plantéis muito debilitados especialmente por lesões.

A arbitragem- É verdade que nem sempre acertou nas suas decisões, mas foram claramente mais as acertadas do que as erradas. No capítulo disciplinar não quis usar e abusar dos cartões mas podia tê-lo feito em mais duas ou três situações.

Discurso directo- Hugo Andriaça, técnico do CD Alcains- “Era muito importante ganhar este jogo porque vínhamos da pior fase que passámos desportivamente. Queria deixar uma palavra de apreço aos meus jogadores porque, mesmo com os muitos problemas que temos, eu não baixo o nível de exigência. O nosso grupo é enorme em todos os aspectos, menos no numérico. Isto porque eu estou aqui para ser campeão, mesmo tendo um grupo muito curto porque estão cada vez a sair mais jogadores por questões profissionais. O nosso objectivo é o campeonato, se conseguirmos ganhar a Taça tanto melhor, e tenho a certeza que o vamos conseguir, com maior ou menor dificuldade. Sabemos que há mais adversários a quererem atingir os nossos objectivos, o Pedrógão reforçou-se muito, o Fundão tem uma belíssima equipa, o Estreito não nos larga, mas, apesar de deturparem um pouco as minhas palavras eu continuo com a minha forma de estar ambiciosa, arrojada, mas sempre respeitador”.

Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “Demos uma boa resposta, fizemos um bom jogo, mas penso que há três factores que são decisivos para o desenrolar do jogo: a jogada que dá origem ao primeiro golo começa com um jogador do Alcains que leva a bola com a mão em frente ao nosso banco; uma entrada sobre o Dany que, com o mesmo árbitro e no mesmo campo, na final da Taça de Honra, deu expulsão directa ao Miguel Farinha; uma cotovelada do Manoel num jogador nosso foi punida com cartão amarelo, se o árbitro viu… se calhar tinha sido um bom dia para ir apitar a Leiria. Depois temos a qualidade do adversário, as nossas limitações e a maneira como deixámos matar o jogo no espaço de um minuto. Mas acho que a cor das camisolas ainda conta. 2009 continua igual a 2008 e 2007… vamos ver o que vai dar”.

domingo, dezembro 21, 2008

OLEIROS- 3 AD FUNDÃO- 0


Oleiros ofusca Desportiva

Estádio Municipal de Oleiros
Árbitro- Rui Dias (4), auxiliado por Jorge Fernandes e Luís Gabriel
Oleiros- João Luís (3), Castanheira (3), Tiago Ventura (3), Gonçalo (3), Fiel (3), Quim Garcia (4), João André (4), Norberto (4), Cássio (4), Ludovico (4) e Joel (3)
Treinador- José Ramalho
AD Fundão- Tiago Ramos (3), Luciano (3), João Fiúza (3), João Lisboa (1), João Tapadas (3), João Lázaro (2), Yago Pereira (2), Óscar Menino (3), Ricardo Morais (2), Rui Paulo (2) e José Carlos (2)
Treinador- João Laia
Substituições- Gonçalo por Zé Bernardo (2) aos 56, Joel por Naves (2) aos 64 e Cássio por Custódio (-) aos 89; João Lázaro por Nuno Batista (1) aos 58, José Carlos por Pedro Martins (1) aos 66 e Ricardo Morais por Gustavo (-) aos 82
Disciplina- Amarelos a Cássio aos 16, Gonçalo aos 47, Tiago Ventura aos 51 e Quim Garcia aos 56; João Lisboa aos 23 e 79, João Tapadas aos 28, João Fiúza aos 89 e Luciano aos 90+2. Vermelho por acumulação a João Lisboa aos 79
Marcadores- Ludovico aos 11, João André aos 76 e Norberto aos 87

A figura do jogo- Ludovico (Oleiros)- É, sem sombra de dúvida, dos jogadores que melhor se movimenta na frente de ataque neste distrital. Abriu a contagem logo aos 11 minutos e, sempre muito interveniente nas jogadas ofensivas da sua equipa, fez o passe para o segundo golo.

O Oleiros- Confirmou que está em crescendo e, depois do empate alcançado em Alcains, bateu a Desportiva fundanense sem margem para dúvidas. Foi melhor ao longo dos 90 minutos e construiu um resultado muito sólido que fez por justificar.

A AD Fundão- Como disse o seu treinador, deu “45 minutos de avanço ao adversário”. Mas não foi “apenas” isso, porque os fundanenses nunca conseguiram mostrar o seu real valor. Faltou agressividade, como disse Laia, e faltou ser melhor que o Oleiros, acrescentamos nós.

Em Oleiros encontravam-se duas equipas que ocupam posições diferenciadas na tabela classificativa mas que têm um objectivo em comum: chegar ao fim da fase regular nos primeiros quatro classificados. A Desportiva nunca conseguiu ser a equipa que já mostrou noutras partidas e, ao invés, o Oleiros mostrou que não foi por acaso que empatou na jornada anterior no terreno do líder.
Marcar cedo era o principal objectivo de José Ramalho. Essa seria uma forma de tranquilizar os seus jogadores e, de forma inversa, enervar um adversário a quem não convinha nada perder pontos para não perder de vista os quatro da frente.
Só que logo aos 11 minutos, e já depois de um primeiro aviso, o Oleiros chegou mesmo à vantagem. Não foram precisos muitos centímetros a Ludovico para dar o melhor seguimento de cabeça a um canto levantado do lado direito do seu ataque. Bastou estar no sítio certo, livre de marcação.
A ganhar, José Ramalho tinha cumprido o primeiro grande objectivo, até porque depois do 1-0, continuou a ser a sua equipa a mandar no jogo, a dominar, fruto de uma maior velocidade sobre a bola e também de um meio campo que trabalhou muito a interceptar bolas adversárias e a lançar bem os homens mais avançados.
Nos primeiros 45 minutos a equipa de João Laia apenas num lance de bola corrida conseguiu chegar com perigo junto da baliza de João Luís, já que as outras duas vezes em que o keeper oleirense se assustou foram na sequência de duas bolas paradas, com remates fortes de longe, primeiro de Óscar Menino, que acertou na trave, e depois de Yago Pereira, que saiu por cima.
O 1-0 no descanso aceitava-se perfeitamente e, caso nada fosse alterado, seria sempre mais provável aparecer o 2-0 do que o empate.
E na segunda metade a tendência do jogo não sofreu grandes alterações. Os fundanenses, mesmo que mais tímidos do que é habitual, mostraram outra atitude, mas apenas durante 20, 25 minutos conseguiram manter a dúvida em relação ao resultado final. A lesão de Gonçalo, que obrigou José Ramalho a fazer recuar Cássio para o centro da defesa, tirou momentaneamente alguma força ao meio campo da casa, mas o golo de João André a 15 minutos do final veio repor a tranquilidade que, em certos momentos, parecia começar a faltar.
Se juntarmos a este golo a expulsão de João Lisboa 3 minutos depois, facilmente se explica porque é que o jogo, num instante, ficou fácil de gerir para os do Pinhal.
Resta referir, porque merece nota de destaque, o grande golo apontado por Norberto já na recta final. Um remate do meio da rua, mesmo com Tiago Ramos ainda a tocar na bola, levava o selo de golo e fechava uma vitória inteiramente justa da equipa da casa.
À Desportiva resta agora recuperar forças nesta quadra festiva para tentar evitar alguma inconstância exibicional que tem apresentado ao longo das jornadas já disputadas.

A arbitragem- Cometeu pequenos erros, sem importância relevante, e assinou um trabalho globalmente muito positivo.

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “Isto é o fruto de um trabalho que vem sendo realizado desde que aqui cheguei. Os jogadores estão a assimilar bem a maneira como eu quero que eles joguem, e os resultados começam a aparecer. Agora vamos seguir passo a passo. Na próxima jornada temos aqui mais um adversário directo (NR. Pedrógão SP), e vamos preparar-nos para ganhar esse jogo. Apontei para 7 pontos nas primeiras 3 jornadas da 2ª volta, agora faltam-nos 3. Mesmo sabendo que é muito difícil, vamos fazer tudo para chegar ao 4º lugar. Estamos no bom caminho, espero que esta época de festas não estrague o trabalho feito até agora. O árbitro esteve bem”.

Discurso directo- João Laia, técnico da Desportiva do Fundão- “Hoje a equipa não esteve como nos últimos jogos, praticamente nem apareceu o Fundão que temos visto nos últimos 5, 6 jogos. Não conseguimos fazer circulação de bola, tivemos pouca agressividade e assim as coisas tornam-se mais difíceis. Demos 45 minutos de avanço ao adversário, entrámos apáticos, e o Oleiros entrou bem. Na segunda parte melhoramos um pouco, tivemos uma ou duas boas situações para fazer a igualdade, não fizemos, e depois o 2-0 mata o jogo”.

domingo, dezembro 14, 2008

ESCALOS DE CIMA- 1 VITÓRIA DE SERNACHE- 0


Sorte de uns, azar de outros…

Campo Viscondessa do Alcaide, nos Escalos de Cima
Árbitro- João Brás (4), auxiliado por Pedro Ribeiro e Luís Ferreira
Escalos de Cima- Bruno Cardoso (4), Paulinho (3), Humberto (3), Mata (3), Gonza (3), Paulo Mendes (3), Chico (3), Capinha (3), Cláudio (3), Carlitos (3) e João Vítor (3)
Treinador- Paulo Macedo
Vitória de Sernache- Jorge Correia (3), Paulo Lopes (3), Dário (3), Fernando Miguel (3), João Gaspar (3), Filipe Barata (3), Diogo Simão (2), Tiago Farinha (3), João Loureiro (2), Likas (2) e Miguel Farinha (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Humberto por Alves (-) aos 85, João Vítor por Nélson (-) aos 88 e Carlitos por Alveirinho (-) aos 90+2; Diogo Simão por Ricardo André (3) aos 49, João Loureiro por Dani (3) aos 49 e Filipe Barata por Rui Domingues (2) aos 61
Disciplina- Amarelos a Carlitos aos 52, Humberto aos 63, João Vítor aos 88 e Bruno Cardoso aos 90; Fernando Miguel aos 82
Marcador- Chico aos 45+1

A figura do jogo- Bruno Cardoso (Escalos de Cima)- Com um punhado de excelentes intervenções contribuiu de forma decisiva para que a sua equipa somasse os três pontos.

O Escalos de Cima- Jogou a primeira parte taco a taco com o adversário e acabou por marcar, mesmo antes do descanso, num lance invulgar em que Chico aproveitou bem o erro do adversário. Na segunda parte soube sofrer e defender com unhas e dentes, e alguma sorte, a vantagem mínima.

O Vitória de Sernache- Melhorou claramente de produção depois das mexidas na equipa do técnico António Joaquim. Dominou na segunda parte e criou situações mais que suficientes para não sair dos Escalos com a derrota, mas foi daqueles jogos em que se aplica aquela frase feita que diz: “ainda agora podiam lá andar, que a bola não entraria…”.

Num jogo que até começou por prometer muito, porque as duas equipas entraram muito bem e com firme disposição de tentar chegar ao golo utilizando preferencialmente o bom futebol, venceu a equipa que foi mais eficaz, mesmo tendo sido a que menos oportunidades construiu, e que depois soube sofrer e defender, mesmo que em certos momentos com alguma sorte, a magra vantagem.
Durante os primeiros 20 a 25 minutos tanto Escalos como Vitória mostraram um futebol agradável, que por vezes até fazia esquecer o muito frio que se fazia sentir, e os lances perigosos foram construídos de um e de outro lado, apesar de não ter havido nenhuma situação de golo iminente.
Depois deste período, em que o jogo já merecia golos, entrou-se numa toada mais morna, com menos espectáculo, mas sempre com muita luta. E isto aconteceu porque os meios campos encaixaram melhor e passaram a cortar mais tentativas de chegada de bolas aos ataques. E acabou por ser num lance invulgar, numa reposição de bola em jogo de Bruno Cardoso, que chegou aquele que haveria de ser o único golo do jogo. A defensiva vitoriana deixou que a bola lhe batesse à frente, e nas costas estava o rápido e sempre oportuno Chico para fazer aquilo que mais gosta. Um remate forte e colocado, sem hipóteses para Jorge Correia, deu vantagem ao Escalos mesmo antes da saída para o descanso.
Na segunda metade ainda foi o Escalos a criar o primeiro lance de perigo, mas depois das entradas de Ricardo André e Dani, foi o Vitória que dominou quase na íntegra. O Escalos, percebendo a força do adversário, aceitou o domínio e tentou nunca perder o controlo do jogo, apesar de actuar agora em contra-ataque. E em duas ocasiões o perigo voltou a andar perto da baliza de Jorge Correia, numa delas o keeper do Pinhal foi mesmo obrigado a fazer a defesa da tarde.
Mas o domínio era inteiramente dos forasteiros que tentavam correr atrás do prejuízo, e várias foram as vezes em que a bola quase que entrou na baliza do Escalos só que, umas vezes porque não estava ninguém no sítio certo para empurrar, outras porque Bruno Cardoso aparecia no caminho da bola, e ainda outras por manifesto azar, a bola teimou mesmo em não entrar, mesmo que por duas vezes tivesse passado em cima da linha de golo.
No jogo de domingo ficou provado que, por vezes, também é preciso ter aquela pontinha de sorte para conseguir somar os três pontos.

A arbitragem- Praticamente isenta de erros e a roçar a perfeição, apesar do jogo não ter sido difícil, e das equipas não terem dificultado.

Discurso directo- Paulo Macedo, técnico do Escalos de Cima- “Fizemos uma primeira parte extraordinária, e acho que ao intervalo o 1-0 era escasso. Na segunda parte também entrámos bem, tivemos duas ou três boas situações, em que o guarda-redes adversário esteve muito bem, e depois o Sernache apostou tudo no ataque e nós jogámos em contra-ataque. Fomos felizes porque o nosso guarda-redes também tirou duas ou três bolas com selo de golo, mas o futebol é assim mesmo. A vitória ajusta-se e dou os meus parabéns aos jogadores de ambas as equipas. Eu tenho gostado muito de todas as arbitragens, à excepção de uma, a de Alcains. Parabéns à arbitragem porque há jovens com futuro promissor”.

Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “Tivemos o jogo controlado nos primeiros 45 minutos, mas sofremos um golo já nos descontos, numa bola de um pontapé do guarda-redes que deixámos bater na frente, devido ao forte vento. Na segunda parte melhorámos a atitude, começámos a jogar mais, tivemos muitas situações de golo, mas o adversário defendeu-se como pôde. Houve pouco tempo jogado na segunda parte, muitas bolas dentro de campo, muitas paragens com jogadores no chão, mas tivemos as situações suficientes para fazer golo. Penso que se tivéssemos mais uma ou duas horas não conseguíamos fazer um golo, hoje. O árbitro esteve bem, não foi por causa dele que nós perdemos e também não teve culpa das muitas paragens no jogo”.

domingo, dezembro 07, 2008

LARDOSA- 0 VITÓRIA DE SERNACHE- 1


Cabeça de Tiago Farinha vale 3 pontos

Campo Domingos Silvares, na Lardosa
Árbitro- Gonçalo Carreira (3), auxiliado por Tiago Gonçalves e Flávio Antunes
Lardosa- João Naves (3), Jorginho (3), André Lopes (3), Jeremias (3), Di Maria (3), Dani (3), Vitinho (3), Rui Proença (3), Gatinho (3), Pissarra (3) e Martins (3)
Treinador- Rui Valentim
Vitória de Sernache- Jorge Correia (3), Dário (3), Fernando Miguel (3), João Loureiro (3), João Gaspar (3), Filipe Barata (3), Paulo Lopes (3), Miguel Farinha (3), Likas (3), Diogo Simão (3) e Tiago Farinha (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Gatinho por Edson (2) aos 67 e Dani por Emanuel (1) aos 78; João Loureiro por Filipe Amaro (2) aos 53, Likas por Ricardo Nunes (1) aos 78 e Miguel Farinha por Luís Filipe (-) aos 90
Disciplina- Amarelo a Pissarra aos 63
Marcador- Tiago Farinha aos 24

A figura do jogo- Miguel Farinha (Vitória de Sernache)- Apesar de nem sempre ter decidido bem o destino a dar ao jogo ofensivo que quase sempre passava pelos seus pés do lado direito, foi quase sempre interveniente nos lances de maior perigo criados pela sua equipa.

A Lardosa- Apesar de ter assustado Jorge Correia logo nos segundos iniciais, nos primeiros 45 minutos mostrou muitas dificuldades em chegar à baliza contrária. Na segunda metade melhorou, dominou os primeiros 20 minutos, mas teve alguns problemas quando chegava ao último terço do terreno.

O Vitória de Sernache- Dominou a primeira parte e conseguiu marcar o único golo do jogo na sequência de um canto aos 24 minutos. Nos segundos 45 minutos, mesmo sendo a Lardosa a ter mais bola durante 20 minutos, controlou sempre o jogo e terminou de novo melhor, pertencendo-lhe as melhores oportunidades de golo.

Num terreno pesado e com alguma lama, Lardosa e Vitória de Sernache lutaram muito, empenharam-se a fundo mas, por mais que tentassem, e até o fizeram, não conseguiram proporcionar ao público que se deslocou ao Domingos Silvares um bom espectáculo.
Depois de um susto logo nos instantes iniciais, o Vitória de Sernache chamou a si o comando do jogo e instalou-se dentro do meio campo contrário, obrigando a Lardosa a posicionar-se sempre muito próximo da sua área. Os da casa, por seu turno, defendiam-se bem, mas mostravam muitas dificuldades nas transições para o ataque, nunca conseguindo levar perigo real junto da baliza de Jorge Correia.
Esse domínio vitoriano deu frutos aos 24 minutos quando João Loureiro bateu um canto do lado direito do seu ataque e Tiago Farinha saltou mais alto que os defensores contrários batendo o guarda-redes João Naves.
Até ao apito de Gonçalo Carreira para o descanso as coisas não se alteraram, e apesar de dispor ainda de mais um par de situações para ampliar a vantagem, foi com a margem mínima que a equipa de António Joaquim recolheu aos balneários.
Para a segunda parte a Lardosa mostrou vir com outra disposição, ou pelo menos com muita vontade de tentar inverter o rumo dos acontecimentos.
O conjunto de Rui Valentim passou a ter mais bola, a estar mais tempo dentro do meio campo contrário, mas mostrava agora algumas dificuldades em decidir bem no último terço do terreno. Os problemas estavam sempre ou no último passe, ou então na decisão do remate à baliza contrária, por isso esse domínio nunca chegou a pôr verdadeiramente em perigo as redes de Jorge Correia. Ou seja: a Lardosa dominava, tinha algum ascendente, mas a equipa do Pinhal nunca perdeu o controlo do jogo. E depois deste período, que durou pouco mais de 20 minutos, o jogo entrou numa toada de equilíbrio, mais repartido, sendo sempre os forasteiros a criar mais e melhores lances de perigo.
Se a Lardosa mostrava dificuldades nos últimos 30 metros, o Vitória construía o seu jogo ofensivo de forma razoável, quase sempre utilizando o lado esquerdo onde Miguel Farinha era o jogador mais solicitado, mas pecava em demasia na finalização, não conseguindo matar o jogo em nenhuma das boas ocasiões que construiu. Lances houve em que o egoísmo foi mesmo o pior inimigo dos homens mais avançados forasteiros. É que nem sempre foi o jogador melhor posicionado a tentar finalizar.
Resumindo, numa tarde fria, sem chuva, mas com um terreno muito pesado, venceu a melhor equipa perante uma boa oposição da Lardosa.

A arbitragem- Não acertou sempre, é verdade, mas decidiu bem na grande maioria das vezes. Num terreno pesado, que também lhe dificultou o trabalho, não interferiu no resultado final.

Discurso directo- Rui Valentim, técnico da Lardosa- “A equipa hoje esteve bem, tínhamos uma táctica montada para pontuar contra o Sernache, mesmo sabendo que seria difícil. O campo estava muito pesado, mas a equipa tudo fez até ao último segundo para dar a volta ao resultado. Estou contente com o desempenho dos meus jogadores, apesar das dificuldades que tivemos nos últimos 15, 20 metros do terreno. Foi uma vitória justa do Vitória de Sernache num jogo em que o árbitro esteve muito bem”.

Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “Fizemos um bom jogo, era essencial conseguir os 3 pontos, e fomos, provavelmente das equipas que mais dificuldades teve para vencer aqui. Foi complicado por causa do campo, terreno pesado, mas ganhámos em discussão. Controlámos sempre o jogo, tivemos alguma ineficácia no ataque, pois criámos muitas ocasiões, e o resultado podia até ser mais dilatado”.

domingo, novembro 30, 2008

OLEIROS- 2 ESCALOS DE CIMA- 0


Oleiros “matou” na altura certa

Estádio Municipal de Oleiros
Árbitro- Francisco Madeira (1), auxiliado por Flávio Nunes e Paulo Silvestre
Oleiros- João Luís (3), Paulinho (3), Tiago Ventura (3), Gonçalo (3), Fiel (3), Cássio (3), Quim Garcia (3), Norberto (3), Ludovico (3), João André (3) e Joel (3)
Treinador- José Ramalho
Escalos de Cima- Bruno Cardoso (3), Humberto (3), Paulinho (3), Cláudio (3), Luís Afonso (3), Carlitos (3), Mata (3), Chico (3), Bruno (3), Capinha (3) e Paulo Mendes (3)
Treinador- Paulo Macedo
Substituições- Norberto por Zé Bernardo (1) aos 59, Ludovico por Naves (1) aos 79 e João André por Castanheira (-) aos 90+1; Bruno por Nélson (1) aos 71 e Luís Afonso por Gonza (-) aos 86
Disciplina- Amarelos a Norberto aos 37, Tiago Ventura aos 57 e Zé Bernardo aos 74; Bruno aos 65 e 81. Vermelho por acumulação a Bruno aos 81
Marcadores- Joel aos 15 e Ludovico aos 69

A figura do jogo- Cássio (Oleiros)- Foi sempre o mais constante do meio campo oleirense. Bem a recuperar bolas e importante a transportar o jogo de trás para a frente.

O Oleiros- Entrou dominador, esteve dentro do meio campo adversário nos primeiros 25 minutos e acabou por marcar na primeira oportunidade de que dispôs. Depois deixou o Escalos equilibrar e matou o jogo numa altura importante, já que o adversário começava a acreditar que era possível evitar a derrota.

O Escalos de Cima- Foi a Oleiros jogar o jogo pelo jogo, especialmente depois de se encontrar a perder, mas nunca conseguiu ser tão eficaz como a equipa da casa. Quando tentava o tudo por tudo para chegar, pelo menos, ao empate, Ludovico carimbou a vitória dos da casa.

Rodeados pelas Serras do Muradal e Alvelos cobertas de neve nas zonas mais altas, Oleiros e Escalos de Cima lutaram muito, proporcionaram um jogo muito disputado mas, talvez um pouco também pelo muito frio que se fez sentir, não conseguiram brindar o público com um espectáculo que fizesse esquecer a baixa temperatura.
O Oleiros, a jogar em casa e como lhe competia, entrou no jogo mandão, dominador, com muita posse de bola, e desde início empurrou o Escalos para dentro do seu meio campo. Mesmo assim, essas trocas de bola e o facto de estar sempre no meio reduto do adversário não foram sinónimos de muitas oportunidades de golo, até porque dava a sensação que os visitantes aceitaram este domínio inicial mas nunca perderam o controlo do seu jogo defensivo.
Mas praticamente na primeira oportunidade de perigo real Joel inaugurou o marcador. Estava conseguida a tranquilidade que a equipa de José Ramalho tanto procurava. Agora competia ao Escalos correr atrás do resultado, e a verdade é que o conjunto de Paulo Macedo conseguiu mesmo, a partir dos 25 minutos, ser ligeiramente superior ao Oleiros, já que o seu meio campo começou a recuperar mais bolas e João Luís já via o jogo mais de perto. Daqui apenas resultaram dois remates de longe, um de Paulinho, que o guarda-redes defendeu, e outro de Bruno que passou ao lado do poste.
Na segunda parte as coisas foram sempre mais equilibradas. O jogo estava muito repartido e o Escalos começou a sentir que era possível sair com ponto(s) de Oleiros. Uma de duas coisas podia acontecer: ou o Escalos chegava ao empate e o jogo podia virar, ou o Oleiros fazia o segundo e matava o jogo. Coube a Ludovico colocar um ponto final em toda e qualquer aspiração dos visitantes, quando marcou aos 69 minutos. Antes disso, um fora de jogo posicional de Paulinho, que não teve influência na jogada, terminou com um cartão amarelo para Bruno, por ter rematado para golo já depois de Francisco Madeira ter apitado. Pareceu-nos errada a decisão do auxiliar do lado do peão, até porque Paulinho parou, alheando-se completamente do lance.
Quase a terminar, e no mesmo minuto, 90, Zé Bernardo ainda desferiu um remate de muito longe que levou a bola a embater na trave da baliza de Bruno Cardoso e, na resposta, foi Chico que rematou, obrigando João Luís a defender para evitar o golo de honra que o Escalos até fez por merecer.
Vitória justa do Oleiros num jogo em que a margem mínima era um espelho mais fiel daquilo que se passou dentro das quatro linhas.

A arbitragem- As equipa mereciam um melhor trabalho. Excesso de preciosismos, um critério disciplinar muito próprio, e um lance de fora de jogo assinalado a Bruno (ou posicional de Paulinho?) que nos deixou a clara sensação de não ter existido.

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “Vamos tentar ganhar e jogar bem, mas hoje não jogámos tão mal como possa parecer. Tivemos um início bom, trocámos bem a bola nalguns períodos, de uma maneira um pouco lenta, não criámos muitas oportunidades, mas o Escalos também não, mas nesta altura é importante não sofrer golos porque esta equipa estava habituada a sofrer muitos golos. A vitória é indiscutível porque os jogadores trabalharam muito. Os jogadores não complicaram e acho que o árbitro mostrou demasiados amarelos”.

Discurso directo- Paulinho, jogador e técnico adjunto do Escalos de Cima- “O Oleiros tentou entrar forte para marcar cedo, nós tentámos segurar o jogo para ver se conseguíamos um golo em contra-ataque. Eles tiveram sorte e marcaram primeiro. Parece-me que o árbitro teve influência no resultado porque nós acabámos por marcar dois golos… há lances que deviam ser melhor ajuizados. Não sei se é por estarmos no fundo da classificação… ”.

domingo, novembro 23, 2008

VALVERDE- 0 VITÓRIA DE SERNACHE- 0


Nem atou, nem desatou…

Campo de Valverde
Árbitro- Alexandre Rato (4), auxiliado por Diogo Venâncio e David Afonso
Valverde- João Augusto (3), Ricardo Silva (3), Dinis Gonçalves (3), João Alves (3), Daniel Alves (3), Cristophe (3), Miguel Duarte (3), Hugo Gigante (3), Janilson (3), Gonçalo (3) e Flávio Cunha (3)
Treinador- Micas
Vitória de Sernache- Jorge Correia (3), Paulo Lopes (3), Ricardo André (3), Fernando Miguel (4), Likas (3), Luís Filipe (3), Dany (3), Tiago Farinha (3), Dário (3), Miguel Farinha (3) e João Gaspar (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Flávio Cunha por Daniel Santos (2) aos 58, Gonçalo por Nuno Martins (2) aos 65 e Janilson por Zé Luís (1) aos 74; Paulo Lopes por Filipe Barata (2) aos 69 e Miguel Farinha por Fredy (1) aos 76
Disciplina- Amarelos a Dinis Gonçalves aos 89; Fernando Miguel aos 85
Marcadores- -

A figura do jogo- Fernando Miguel (Vitória de Sernache)- Capitão, comandante, impulsionador… Enfim, um central que é um verdadeiro líder da sua equipa. Tentou algumas vezes criar desequilíbrios no adversário integrando-se em lances ofensivos.

O Valverde- Num jogo em que o equilíbrio foi sempre a nota dominante, apenas teve algum ascendente logo no início da segunda parte. Jogou sempre um futebol muito directo para tentar tirar proveito da velocidade dos homens da frente, mas raramente as coisas saíram bem.

O Vitória de Sernache- Tentou jogar para ganhar mas sentiu muitas dificuldades na adaptação ao terreno de jogo. O meio campo viu muitas vezes a bola passar-lhe por cima o que prejudicou a construção de jogo ofensivo.

Provavelmente não andaremos muito longe da verdade se dissermos que mesmo que ainda lá estivessem a jogar, com certeza o nulo continuava no placard. Mas não foi por falta de empenho ou de ambição que não aconteceram golos. Não. Valverde e Vitória tentaram sempre jogar para ganhar, mas a verdade é que, por um motivo ou por outro as oportunidades construídas foram escassas e daí ser justo o nulo final.
Entrou melhor o Vitória, que logo no segundo minuto podia ter marcado, não fosse João Augusto opor-se da melhor forma a um remate forte de Paulo Lopes mas muito em cima do guarda-redes contrário.
Até ao intervalo, para além da muita luta a meio campo e do excessivo tempo que a bola passou pelo ar, apenas se deu conta de mais dois lances perigosos, um para cada lado. Aos 13 minutos João Alves trabalhou bem pela direita do ataque da sua equipa, ganhou a linha de fundo mas, a um cruzamento tenso para a frente da baliza de Jorge Correia, não apareceu nenhum companheiro a fazer aquilo que até seria o mais fácil: empurrar a bola para dentro da baliza.
Já pouco depois da meia hora foi Likas a não ver um excelente trabalho seu pela direita do ataque vitoriano a ser concluído da melhor forma. O lance do ponta de lança da equipa do Pinhal pode considerar-se mais de meio golo, até porque, para além de ter conseguido ganhar a linha de fundo, ainda cruzou açucarado para onde aparecia Miguel Farinha. Este, como que deslumbrado, atirou frouxo e sem direcção, desperdiçando mesmo aquela que, soube-se no final, haveria de ser a melhor oportunidade de todo o jogo.
O descanso parece ter feito bem aos da casa que logo no segundo minuto assustaram Jorge Correia, quando este viu Janilson cabecear já na pequena área ligeiramente por cima da trave. Só que este domínio inicial, e a tentativa de entrar para surpreender, foi-se diluindo, até chegarmos, em escassos minutos, a novo ponto de equilíbrio.
E daqui até final, mesmo correndo o risco de nos tornarmos repetitivos, só deu para tomar nota de mais dois lances que quebraram o marasmo e que serviram mais que tudo para baixarmos a cabeça para o terreno de jogo. Aos 66 minutos Paulo Lopes respondeu fraco, de cabeça, a um cruzamento de Luís Filipe, e dez minutos depois, do lado oposto, foi Jorge Correia a ter que se arrojar junto ao seu poste esquerdo para evitar males maiores.
Por tudo o que se passou ao longo do jogo, e foi pouco para o valor das duas equipas, o nulo é um castigo justo tanto para Valverde, como para Vitória de Sernache.

A arbitragem- Alexandre Rato controlou sempre o jogo sem ser preciso recorrer aos cartões. É certo que as equipas colaboraram sempre para não complicar a sua tarefa mas, mesmo quando é assim, ainda há alguns árbitros que conseguem ser os protagonistas… pela negativa, o que não foi claramente o caso.

Discurso directo- Micas, técnico do Valverde- “Foi um resultado justo porque houve uma grande oportunidade para cada lado. Temos feito grandes jogos em casa, mas penso que este foi o pior, também por causa do adversário, que é um conjunto muito forte e que não tem equipa para estar no lugar em que está na classificação. Parabéns às três equipas porque a de arbitragem também foi excelente”.

Discurso directo- Fernando Miguel, capitão do Vitória de Sernache- “Sabíamos que íamos ter muitas dificuldades neste campo, porque o jogo do Valverde é muito baseado em bolas compridas, mas estivemos sempre muito concentrados. Houve muita bola pelo ar, os nossos médios queixaram-se que só viam as bolas a passar-lhes por cima, mas é complicado jogar nestes campos contra equipas aguerridas como é o Valverde. O árbitro fez o trabalho dele”.

domingo, novembro 09, 2008

OLEIROS- 0 ÁGUIAS DO MORADAL- 3


Derby com pouca história

Estádio Municipal de Oleiros
Árbitro- Luís Cruz (4), auxiliado por Bruno Duarte e Luís Máximo
Oleiros- João Luís (3), Paulinho (1), Castanheira (2), Quim Garcia (3), Fiel (3), Edmilson (2), Cássio (3), Norberto (3), Joel (3), João André (3) e Ludovico (3)
Treinador- José Ramalho
Águias do Moradal- Manuel Silva (3), Jójó (3), Oliveira (4), Marco (2), Zé Tó (3), Esteves (3), David (4), Zé Augusto (3), Edmilson (3), Rui Paulo (3) e Pira (3)
Treinador- António Belo
Substituições- Castanheira por Tiago Ventura (3) ao intervalo, Cássio por Zé Bernardo (2) ao intervalo e Edmilson por Gonçalo (1) aos 61; Marco por Prata (3) aos 28, Esteves por Fabiano Costa (1) aos 80 e Rui Paulo por Pinto (1) aos 83
Disciplina- Amarelos a Paulinho aos 9 e 53, Cássio aos 45+1 e Zé Bernardo aos 79; Oliveira aos 17 e Pira aos 55. Vermelho por acumulação a Paulinho aos 53
Marcadores- Zé Augusto aos 4, Edmilson aos 34 e Rui Paulo aos 77

A figura do jogo- Oliveira (Águias do Moradal)- Um central que não cometeu um erro ao longo de todo o jogo. Um excelente sentido posicional e uma estampa física impressionante. Imponente.

O Oleiros- Entrou praticamente a perder, o que certamente atrapalhou os planos, mas nunca conseguiu ser melhor que o adversário. Lutou até à exaustão, mesmo com menos uma unidade, mas nada podia fazer contra um adversário mais forte.

O Águias do Moradal- Foi sempre a melhor equipa no jogo. No meio campo os jogadores foram sempre mais rápidos sobre a bola que o adversário, superiores tecnicamente e chegaram a uma vitória inteiramente justa. Parece estar em crescendo.

Não há muito a dizer sobre um derby entre vizinhos que teve uma equipa que foi melhor que o adversário, que marcou 3 golos e que ainda dispôs das melhores oportunidades para marcar. Talvez se esperasse mais do Oleiros, mas é preciso ter em atenção que José Ramalho apenas chegou no decorrer da semana que antecedeu o jogo e, mesmo conhecendo praticamente todo o plantel, ainda vai demorar o seu tempo a implantar os seus métodos de trabalho.
O início da história do jogo do Pinhal coincide praticamente com o primeiro golo do Águias do Moradal. E que golo! Logo aos 4 minutos Zé Augusto “arrancou” um pontapé fantástico, de mais de 25 metros, e “meteu” a bola na gaveta de João Luís. Um grande golo que dava vantagem aos visitantes que tinham entrado melhor no jogo e que, apesar do pouco tempo decorrido, já tinham ameaçado antes de marcar. Sempre mais rápidos sobre a bola, especialmente no meio campo, os forasteiros cedo tomaram conta do jogo, e a baliza do Oleiros passou a ter sempre o perigo mais por perto. A técnica individual e maior disponibilidade física eram outros argumentos que faziam da equipa de António Belo mais dominadora, enquanto que o Oleiros só ameaçava o lado oposto em lances de contra ataque ou então em futebol directo, quase sempre para tentar tirar proveito da velocidade de Ludovico, o que raramente resultou.
O golo de Edmilson pouco depois da meia hora foi precisamente o exemplo do futebol colectivo do Águias do Moradal quando David ganhou bem a linha de fundo pela esquerda do deu ataque, cruzou atrasado para a boca do golo, onde Esteves não chegou, mas onde estava Edmilson que tinha acompanhado muito bem pelo centro a subida da sua equipa.
Se o jogo, e o próprio resultado, já deixavam poucas esperanças ao Oleiros numa improvável reviravolta, as coisas ficaram ainda mais difíceis quando Paulinho viu o segundo amarelo pouco depois do reatamento. O Oleiros passava a estar obrigado a puxar ainda mais pelo físico e, caso tentasse correr atrás do resultado, como de facto tentou, iria abrir espaços em zonas que podiam ser aproveitadas pelos contra ataques do Estreito. Foi num desses lances que Rui Paulo concluiu com sucesso uma jogada que teve também como intervenientes o capitão David e Pira.
Estava selada uma vitória tão justa quanto merecida da equipa que foi mais forte e que continua nos lugares cimeiros da pauta classificativa. Quanto ao Oleiros, José Ramalho sabia, ao assumir o regresso à equipa do Pinhal, que tinha muito trabalho pela frente que deve começar pelo levantar da moral das tropas que sabem que valem mais do que aquilo que os resultados têm deixado transparecer.

A arbitragem- Apenas dois reparos num bom trabalho: não entendemos o primeiro amarelo a Paulinho e pareceu-nos que ficou por marcar uma grande penalidade sobre Esteves aos 64 minutos.

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “Não foi o resultado que queríamos mas tenho que realçar que os meus jogadores trabalharam muito. Com 11 era difícil, com 10 ainda foi mais. Todos nós sabemos que o Estreito tem uma excelente equipa. Cometemos dois erros que acabaram por ser aproveitados pelo adversário, porque no futebol, sem erros não há golos. Valeu pela atitude dos jogadores mas há muito trabalho a fazer. O árbitro fez um bom trabalho, até porque os jogadores também não complicaram”.

Discurso directo- António Belo, técnico do Águias do Moradal- “Esta equipa tem qualidade, acho que ainda podemos produzir mais, mas hoje já demos uma demonstração cabal do nosso valor. Chegámos aqui, controlámos sempre o jogo, não tivemos percalços defensivos, e ganhámos naturalmente por 3-0 que, se calhar, é curto. Nos primeiros 45 minutos fizemos uma excelente exibição em termos de futebol distrital, porque não é normal ver uma equipa do nosso distrital a ter esta produção em termos de jogo ofensivo. Hoje tivemos uma excelente arbitragem de um jovem com grande qualidade”.

domingo, novembro 02, 2008

PEDRÓGÃO SP- 1 VITÓRIA DE SERNACHE- 0


Pedrógão segura golo com unhas e dentes

Campo Tenente Manuel Morais, Pedrógão de São Pedro
Árbitro
- Paulo Abrantes (4), auxiliado por Nuno Silva e Sérgio Paiva
Pedrógão SP- Ruben (4), Filipe (3), Roque (3), Velho (3), Valter (3), Horácio (3), Leonel (3), Mário Pina (4), Ângelo (1), Caronho (4) e Mikael (3)
Treinador- Xana
Vitória de Sernache- Jorge Correia (3), Paulo Lopes (3), Rui Domingues (2), Ricardo André (3), Fredy (3), Fernando Miguel (4), Dany (3), Tiago Farinha (3), Diogo Simão (3), Miguel Farinha (3) e João Gaspar (3)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Ângelo por Hélder Filipe (3) aos 20, Horácio por Luís Amaro (2) aos 71 e Velho por Manuel (-) aos 89; Rui Domingues por Likas (3) aos 59, Diogo Simão por M´Passo (2) aos 59 e Dany por Luís Filipe (2) aos 73
Disciplina- Amarelos a Mário Pina aos 90+3; Tiago Farinha aos 22, Ricardo André aos 81, Fredy aos 90 e M’Passo aos 90+4
Marcador- Caronho aos 52

A figura do jogo- Ruben (Pedrógão SP)- Com três defesas fantásticas no segundo tempo acabou por contribuir de forma decisiva para segurar a vantagem no marcador. Decisivo.

O Pedrógão SP- Teve um ligeiro ascendente, durante os primeiros 45 minutos, mas, sabendo das limitações provocadas pelas lesões optou, e conseguiu, por segurar a vantagem que alcançou no início do segundo tempo. Vitória importante para manter a equipa no topo da classificação.

O Vitória de Sernache- Já joga melhor que nos primeiros jogos da temporada mas tem dificuldades em concretizar as oportunidades que cria durante os períodos em que domina. Empurrou o Pedrógão para o seu meio campo depois de sofrer o golo mas, só isso não chega para somar pontos… é preciso marcar golos.

Num jogo animado e muito disputado, com períodos de bem jogado, acabou por ganhar quem primeiro marcou, o que já tínhamos previsto ao intervalo.
Numa tarde fria, mas sem chuva e até com sol, Pedrógão de São Pedro e Vitória de Sernache conseguiram proporcionar ao público que se deslocou ao Tenente Manuel Morais um espectáculo agradável, lutando de forma desinibida pela vitória, sem que se visse nenhuma das equipas com receio de perder o jogo.
Apesar das boas trocas de bola e da facilidade com que as equipas faziam as transições dos seus sectores mais recuados até aos homens mais avançados no terreno, foram muito escassas as oportunidades de golo ao longo dos primeiros 45 minutos, isto mais por culpa das defesas, que se mostraram sempre muito bem, especialmente ao não deixarem que o perigo chegasse muito perto dos dois guarda-redes.
Em 45 minutos apenas Jorge Correia foi obrigado a uma intervenção difícil quando teve que desviar para canto um livre do lado esquerdo, de Caronho, que quase entrava rente ao poste direito da baliza do guarda-redes vitoriano.
Ao intervalo, e porque as duas equipas tinham mostrado um nítido equilíbrio de forças, o empate era um resultado lógico, natural e justo.
Na segunda parte ninguém abdicou de lutar para ganhar, mas pela eficácia que as duas defesas já tinham mostrado “cheirava” um pouco que aquele velho ditado “quem marcar um golo ganha” se podia aqui aplicar. E foi. Foi uma boa antevisão dos últimos 45 minutos.
Num jogo muito igual Caronho marcou aos 52 minutos com um pontapé indefensável para Jorge Correia mas onde ficou a clara sensação que alguém dos forasteiros se esqueceu da marcação ao centro-campista pedroguense.
A perder, António Joaquim mexeu. Perdido por um, perdido por dois ou três, e Likas e M’Passo, e a subida de Ricardo André no terreno, deram mais força ao último terço do terreno vitoriano, passando a equipa do Pinhal a dominar e a estar de armas e bagagens no meio campo contrário. No meio deste domínio estéril, Mário Pina ainda podia ter matado o jogo quando explorou muito bem a ausência do lateral esquerdo Ricardo André para se isolar, não decidindo da melhor forma o tempo de remate.
Do outro lado, onde mais se jogava, era o jovem Ruben que evitava que a sua equipa perdesse a vantagem. Foram três defesas enormes, no curto espaço de dois minutos, que adiaram de forma definitiva o golo que o Vitória tanto fez para que acontecesse.
Pelo que se viu, num jogo em que o empate não ficaria mal a nenhuma das equipas, o Pedrógão acaba por ficar com os 3 pontos porque soube defender com unhas e dentes o golo que Caronho marcou a abrir a segunda metade.

A arbitragem- Uma tarde tranquila para um árbitro experiente. Apitou quase sempre de forma acertada e mostrou os cartões necessários. O amarelo a M’Passo nos segundos finais poderia ter outra cor, mas decidiu não “estragar” o jogo.

Discurso directo- Xana, técnico do Pedrógão SP- “Mais uma vez conseguimos o mais importante, que é a vitória. Não abdico de dar o mínimo de espectáculo, mas neste momento é fundamental ganhar. Na primeira parte tivemos mais ascendente, as duas melhores oportunidades foram nossas, e éramos merecedores do golo. Depois de estar a ganhar, com as limitações que tínhamos, e contra esta equipa, sabíamos que era fundamental aliar a paciência, a esperteza e também o coração, e também apelar ao físico, para defender o 1-0. Foi o que a equipa conseguiu fazer porque era muito importante segurar a vitória”.

Discurso directo- Vitória de Sernache- Ninguém do Vitória de Sernache se mostrou disponível para prestar declarações no final do jogo.

domingo, outubro 26, 2008

CD ALCAINS- 3 ÁGUIAS DO MORADAL- 1


Senegaleses resolvem

Estádio Trigueiros de Aragão, em Alcains
Árbitro
- Paulo Abrantes (4), auxiliado por Nuno Silva e Sérgio Paiva
CD Alcains- Rui Ferreira (3), Tiago Paulo (3), Diálló (3), Betinho (3), Carvalheiro (3), Quinzinho (3), Aíldo (3), Bruno Vieira (3), Ricardo Costa (4), Manoel (3) e Khonné (4)
Treinador- Hugo Andriaça
Águias do Moradal- Manuel Silva (3), Oliveira (3), Gil (3), Marco (3), Zé Tó (2), Esteves (3), David (2), Prata (2), Edmilson (3), Pira (2) e Valadas (1)
Treinador- António Belo
Substituições- Aíldo por Ivo (2) aos 67, Khonné por Miguel (1) aos 76 e Tiago Paulo por Constantino (-) aos 87; Valadas por Zé Luís (3) aos 25, Zé Tó por Fabiano Costa (1) aos 58 e David por Rui Paulo (2) aos 61
Disciplina- Amarelos a Manoel aos 5, Tiago Paulo aos 36, Khonné aos 55, Carvalheiro aos 66, Ricardo Costa aos 87 e Bruno Vieira aos 89; Marco aos 12, Zé Luís aos 28, Edmilson aos 38 e Prata aos 66
Marcadores- Khonné no 1º minuto e aos 35 e Diálló aos 48; Zé Luís aos 84

A figura do jogo- Ricardo Costa (CD Alcains)- Podia ser aqui destacado também o nome do senegalês Khonné, autor de dois golos, mas optámos por Ricardo Costa, não só pelo que fez ao longo de todo o jogo, mais na primeira parte, mas também porque o fez em esforço (deslocou-se ao hospital no final do jogo para suturar uma ferida na cabeça) e fabricou, com uma jogada individual fantástica, o segundo golo da sua equipa.

O CD Alcains- Entrou praticamente a ganhar, o que lhe deu alguma tranquilidade que poderia faltar depois da derrota em Valverde. Dominou territorialmente durante os primeiros 45 minutos, altura em que ainda fez o 2-0 e, depois de decidir o jogo logo no reatamento, optou, e bem, por dar a iniciativa ao adversário e explorar o contra-ataque.

O Águias do Moradal- Depois de uma primeira parte em que apenas numa ocasião, por intermédio de Esteves, esteve perto de chegar ao golo, arriscou na segunda parte ao jogar apenas com 3 defesas. O terceiro golo do Alcains retirou-lhe qualquer esperança de pontuar e não conseguiu melhor do que chegar ao tento de honra.

Apesar de nunca se poder vir a ter certezas absolutas, o golo de Khonné logo aos 44 segundos pode ter marcador definitivamente um jogo em que se esperava um melhor espectáculo, uma vez que estavam frente a frente os dois primeiros classificados do Distrital de Castelo Branco.
É que este golo pode de alguma forma ter aliviado qualquer espécie de pressão que os jogadores do Alcains pudessem sentir, já que vinham de uma derrota em Valverde, e por outro lado obrigou António Belo logo de imediato a pensar numa estratégia alternativa já que, ao contrário do que esperava, entrava no jogo já a perder.
Mas o jogo nunca teve uma fase que se pudesse chamar de boa, isto em termos de espectáculo, porque em luta, essa nunca faltou. Os jogadores lutaram sempre muito pela posse de bola, pela supremacia no meio campo, mas os do Estreito nunca conseguiram acertar com as marcações, dando sempre muita liberdade aos mais criativos da casa, e em termos de ataque, durante os primeiros 45 minutos, o melhor que o Estreito conseguiu foi aos 18 minutos isolar Esteves, que não fez melhor do que atirar ao lado do poste esquerdo da baliza de Rui Ferreira. Do outro lado, e fruto de uma maior e melhor posse de bola, o Alcains esteve sempre mais perto da baliza de Manuel Silva, mas mesmo assim só em duas ocasiões cheirou o golo. Aos 29 minutos o senegalês Khonné atirou à malha lateral, depois de um canto levantado do lado direito, e 6 minutos depois marcou mesmo, depois de um lance de génio de Ricardo Costa que, utilizando a velocidade e a técnica, ultrapassou toda a defensiva do Águias, colocando depois a bola na cabeça de Khonné que se limitou a empurrar.
No intervalo António Belo repensou a estratégia para tentar dar a volta a um jogo que, se levasse o mesmo rumo, estava perdido, e optou pelo risco de jogar apenas com três unidades no seu sector mais recuado. Mas ainda no período de adaptação a este novo esquema, o central senegalês Diálló aproveitou para criar o desequilíbrio pelo lado esquerdo e, depois de se isolar, bateu Manuel Silva pela terceira vez e acabou com o jogo.
A partir daqui o que se viu foi um Águias com muita vontade, com mais posse de bola, mais tempo dentro do meio campo contrário, e um Alcains a aceitar esses pressupostos, apostando tudo na segurança defensiva e em tentar explorar rápidos lances de contra-ataque.
Deste novo cenário apenas resultou o merecido tento de honra do Águias do Moradal, obtido por Zé Luís na sequência de um livre directo, e alguns lances de contra-ataque canarinhos em que, por vezes, foi o egoísmo de quem queria marcar a que preço fosse, que impediu mais um ou outro golo.

A arbitragem- A nota 4 num jogo que não foi nada fácil de dirigir é sinónimo de um bom trabalho. Sem lances difíceis de ajuizar acabou por ser obrigado, pelas duas equipas, a apitar muito e a mostrar 10 cartões amarelos.

Discurso directo- Hugo Andriaça, técnico do CD Alcains- “Quero em primeiro lugar dedicar esta vitória ao Rui Ferreira, pela abnegação que pôs ao serviço do grupo, e também aos inoportunos que se riram da nossa derrota na semana passada. Eu não me rio de ninguém, mas talvez no final do campeonato, ou mesmo antes, me possa rir. Deixo também um agradecimento e uma palavra de apreço ao treinador do Estreito, e ele sabe bem porquê. Jogámos hoje contra a segunda melhor equipa do campeonato e fomos superiores. Já sei que o Estreito vai ter o privilégio de nos acompanhar na fase final. Aposto também no Vilarregense, porque sou um admirador do seu futebol, e depois… há muito treinador que tem que batalhar para conseguir atingir a fase final. Se os meus jogadores continuarem a fazer o que eu digo vamos ser campeões. Tenho um discurso arrojado, é a minha forma de estar na vida. Não estou aqui para fazer o melhor possível, estou aqui para ser campeão. Nós não somos uma equipa humilde, eu não sou um treinador humilde, mas sou respeitador. Nunca falo sobre as arbitragens e não desculpo as minhas derrotas com os árbitros. Isso sim é uma falta de respeito. Há mais de seis treinadores no nosso distrital que só falam sobre os árbitros”.

Discurso directo- António Belo, técnico do Águias do Moradal- “Penso que o golo que sofremos no primeiro minuto acaba com qualquer estratégia e com qualquer filosofia de jogo. As coisas não nos correram bem, não conseguimos acertar com as marcações, criámos algumas situações mas também não conseguimos concretizar, e o Alcains é uma excelente equipa, fez o 2-0 e as coisas ficaram ainda mais complicadas. Depois íamos tentar na segunda parte dar o tudo por tudo mas acontece aquele golo logo no início. Penso que aí acabou o jogo. Em termos de jogo jogado o Alcains foi melhor e é um justo vencedor. Em relação ao árbitro, penso que não houve tantas faltas a justificarem tantos cartões amarelos, mas foi o critério dele”.

domingo, outubro 12, 2008

AD FUNDÃO- 2 VITÓRIA DE SERNACHE- 1


Belmiro colabora na primeira vitória fundanense

Estádio Municipal do Fundão
Árbitro
- Carlos Silva (3), auxiliado por Hélder Ferreira e David Afonso
AD Fundão- Tiago Ramos (3), João Lisboa (3), Luciano (3), João Fiúza (3), Gonçalo Silva (3), Nuno Batista (3), João Lázaro (3), Óscar Menino (3), Ricardo Fonseca (3), Rui Paulo (3) e Hélio (3)
Treinador- João Laia
Vitória de Sernache- Belmiro (0), Paulo Lopes (3), Fernando Miguel (3), Dário (2), Ricardo André (2), Tiago Farinha (3), Filipe Barata (3), Dany (2), Miguel Farinha (3), Fredy (2) e M’Passo (2)
Treinador- António Joaquim
Substituições- Rui Paulo por João Filipe (1) aos 79, Óscar Menino por José Carlos (-) aos 88 e Nuno Batista por Nuno Salcedas aos 90+2; Dário por Likas (1) aos 55, Dany por Diogo (1) aos 61 e M’Passo por Gaspar (0) aos 73
Disciplina- Amarelos a Hélio aos 45+1, Pedro Martins aos 52, Óscar Menino aos 75, Tiago Ramos aos 90+3 e José Carlos aos 90+3; Gaspar aos 89 e 90+5. Vermelho por acumulação a Gaspar aos 90+5
Marcadores- Óscar Menino aos 12 e Rui Paulo aos 30; Miguel Farinha aos 26

A figura do jogo- Ricardo Fonseca (AD Fundão)- Revelou-se sempre o jogador mais inconformado da sua equipa e dos mais perigosos, pela sua rapidez, para a defensiva contrária.

A AD Fundão- Mesmo não conseguindo produzir uma grande exibição, alcançou o mais importante que era a vitória. Na segunda parte criou três ou quatro excelentes oportunidades para matar o jogo mas a pontaria não estava afinada.

O Vitória de Sernache- Continua a falhar muito no seu sector mais recuado e a sofrer golos que acabam por comprometer os resultados. No primeiro golo do Fundão todos se esqueceram de Óscar Menino e no segundo foi Belmiro que resolveu colaborar e oferecer o golo ao adversário, numa altura em que o Vitória estava a conseguir ser mais dominante.

No jogo entre as duas equipas que mais decepcionaram no início do nosso distrital, viu-se pouco espectáculo, muita luta e vontade de vencer de ambos os lados, um Fundão a desperdiçar alguns golos, e uma intervenção inacreditável do guarda-redes Belmiro que acabou por valer ao Fundão o golo que lhe deu a vitória.
A jogar em casa, perante uns adeptos impacientes, a Desportiva, mesmo de forma atabalhoada entrou melhor, mais pressionante, não deixando o adversário ganhar bolas no meio campo, e foi com alguma naturalidade que chegou a vantagem. Na sequência de um canto levantado por Ricardo Fonseca do lado esquerdo, Óscar Menino apareceu ao segundo poste, completamente livre de marcação, a fazer um golo fácil.
Mesmo percebendo que tinha sofrido mais um golo muito consentido, o Vitória arregaçou as mangas e começou a correr atrás do prejuízo. As tentativas de jogar pelo chão nem sempre surtiam efeito, continuavam a existir muitos passes transviados, mas o empate chegaria aos 26 minutos através de um pontapé fantástico de Miguel Farinha de fora da grande área. Um golo de levantar um estádio em qualquer parte do mundo.
Depois do empate, os do Pinhal começaram, de forma gradual, a conseguir tomar o controlo do jogo, mas mais um erro na parte defensiva culminou em novo golo dos fundanenses. Desta vez foi o guarda-redes Belmiro que, de forma inacreditável, ao pontapear uma bola para a frente acabou por acertar em cheio na cabeça de Rui Paulo que, é mesmo caso para dizer (leia-se escrever), acabou por marcar golo sem querer. Um lance daqueles que estamos habituados a ver nos apanhados de televisão.
Até ao intervalo nada mais mexeu. Ao Vitória interessava que o jogo chegasse rapidamente ao descanso, e ao Fundão também, uma vez que voltava a estar em vantagem.
Nos últimos 45 minutos o panorama não se alterou muito. Viu-se o técnico dos vitorianos a apostar tudo o que lhe era possível na tentativa de voltar a chegar ao empate, até porque perder por dois ou por quatro é quase a mesma coisa, e um Fundão a aproveitar muito bem todos os espaços que o adversário ia abrindo no seu meio campo defensivo, a criar algumas boas oportunidades para matar o jogo, mas a ser demasiado perdulário quando, em duas ocasiões por exemplo, apenas faltou pontaria, uma vez que já nenhum adversário estava em condições de evitar o golo.
Vitória justa do Fundão que assim somou a primeira vitória no campeonato. Quanto ao Vitória, continua mergulhado numa crise de resultados que se arrasta desde a jornada inaugural.

A arbitragem- Não teve qualquer influência no resultado final, e isso já é muito bom. O jogo não foi nada fácil, tanto pelo terreno molhado como pela atitude de alguns intervenientes, mas acabou por merecer nota positiva. Não viu uma eventual cotovelada de Paulo Lopes e Ricardo Fonseca no círculo central.

Discurso directo- João Laia, técnico da AD Fundão- “Os primeiros jogos não nos saíram bem, a equipa está intranquila mas hoje entrámos bem, marcámos o primeiro golo e antes deles terem empatado podíamos ter feito mais um ou dois. Depois acabámos por ter sorte na forma como chegámos ao 2-1 e controlámos muito bem o jogo. Na segunda parte foi preciso mais luta do que qualidade de jogo porque sabíamos que hoje o mais importante era ganhar. Costuma dizer-se que “quem não chora não mama” mas vou continuar a não falar das arbitragens”.

Discurso directo- António Joaquim, técnico do Vitória de Sernache- “A equipa entrou receosa, devido aos resultados negativos, sofremos mais uma vez um golo inadmissível, depois a equipa cresceu e empatámos na sequência de um bom golo, mas dois minutos voltamos a sofrer um golo sem justificação. Depois tentámos ir à procura do empate mas não conseguimos. A equipa teve o querer, mas por vezes o coração joga mais que a cabeça. O árbitro fez um trabalho experiente”.

domingo, outubro 05, 2008

ÁGUIAS DO MORADAL- 4 LARDOSA- 0


Jogar q.b.

Campo do Ventoso, no Estreito
Árbitro
- Ricardo Alexandre (4), auxiliado por Nuno Farinha e Pedro Tomás
Águias do Moradal- Manuel Silva (3), Jójó (3), Marco (3), Esteves (3), David (3), Zé Luís (3), Edmilson (3), Rui Paulo (3), Prata (3), Pira (3) e Valadas (3)
Treinador- António Belo
Lardosa- Folgado (4), Jorginho (2), Roca (2), Manteigas (2), André Lopes (2), Vitinho (2), Edson (2), Dani (2), Rui Proença (2), Gatinho (2) e Martins (2)
Treinador- Rui Valentim
Substituições- Valadas por Zé Tó (2) aos 57, Zé Luís por Valdemar (2) aos 62 e Jójó por Pinto (2) aos 66; Edson por Pissara (2) aos 59, Dani por Jeremias (2) aos 68 e Martins por Roda (-) aos 87
Disciplina- Amarelos a Manuel Silva aos 60 e Valdemar aos 80; Dani aos 43, Rui Proença aos 59, Martins aos 71 e Pissara aos 83
Marcadores- Esteves no 1º minuto, David aos 34 e 85 e Edmilson aos 55

A figura do jogo- Folgado (Lardosa)- Sofrer 4 golos num jogo, nem sempre é sinónimo de má actuação para um guarda-redes. Há que louvar o facto do veterano Folgado ter jogado toda a segunda metade lesionado e, não fossem algumas boas intervenções dele, e a sua equipa sairia do Estreito com uma derrota ainda mais pesada.

O Águias do Moradal- É bem verdade que não precisou de puxar dos galões para vencer, até porque se adiantou no marcador logo aos 56 segundos, mas não é menos verdade que esta equipa pode e sabe fazer melhor que o que mostrou frente à Lardosa. De qualquer forma, vitória tão natural quanto tranquila.

A Lardosa- A equipa que “jogou” no Estreito não foi certamente a mesma que bateu o Valverde na jornada anterior. Mostrou-se uma equipa com muitas dificuldades em pôr a bola no chão e com as transições muito deficientes.

Acabou por ser um jogo mais fraco que o que se poderia prever no início, especialmente para quem tivesse pensado que o Estreito, sempre candidato aos lugares cimeiros, iria ter pela frente uma Lardosa que vinha de uma moralizadora vitória frente ao Valverde.
E talvez que o minuto inicial tivesse marcado de forma decisiva o jogo. É que logo no primeiro remate que houve a qualquer uma das balizas, surgiu o primeiro golo. Esteves isolou-se por entre os centrais e rematou de fora da área, inaugurando o marcador. Estavam decorridos 56 segundos e os da casa tinham feito aquilo que poderia ser o mais difícil, abrir a contagem, e a Lardosa sofria muito cedo o primeiro golo, quando seria sua intenção retardar ao máximo a vantagem do adversário.
A perder, a Lardosa nunca conseguiu ser sequer um adversário incómodo, e era logo no meio campo do Águias do Moradal que esbarravam todas e quaisquer intenções dos forasteiros. A equipa de Rui Valentim revelava muitas dificuldades em efectuar as transições ofensivas, a bola nunca, ou raramente, era jogada rente ao solo, e o Águias do Moradal tinha tudo para construir jogo, oportunidades e dilatar a contagem. As jogadas de perigo até iam sendo criadas, talvez não em tão elevado número como se pudesse esperar, mas era na concretização que residiam os principais problemas, mas aqui mérito também para a excelente actuação do veterano Folgado que, com algumas intervenções dignas de registo, foi impedindo o dilatar do marcador.
Antes do intervalo David assinou o seu primeiro golo mas foi já na segunda metade, já depois da Lardosa ter chegado pela segunda vez no jogo com muito perigo junto das redes de Manuel Silva, que chegou o 3-0. Este tento veio na sequência de uma grande penalidade cometida sobre Esteves que Edmilson aproveitou da melhor maneira.
O jogo estava todo virado para a área dos visitantes mas, às boas intervenções de Folgado juntavam-se as más decisões do meio campo ofensivo e ataque dos da casa que, por decidirem muitas vezes mal só a 5 minutos do fim voltaram a marcar, com o bis do capitão David que concluiu bem uma boa iniciativa de Esteves pelo lado direito.
Vitória justa, normal e com números a condizer de um Águias do Moradal que deixou transparecer que pode e deve fazer muito melhor que o que mostrou frente a uma Lardosa de quem se esperava mais luta no Ventoso.

A arbitragem- Praticamente perfeita a actuação de Ricardo Alexandre e seus pares, num jogo fácil de dirigir.

Discurso directo- António Belo, técnico do Águias do Moradal- “A minha equipa esteve longe daquilo que pode e deve render. Tirei algumas ilações em relação a algumas actuações e irei actuar de acordo com aquilo que vi. Era importante ganhar, sabíamos que a Lardosa era uma equipa puramente amadora, que acho que nem prémios de jogo tem, nós temos, e portanto seria de esperar que esta equipa rendesse muito mais. O calor não justifica que a minha equipa tivesse jogado tão mal. A arbitragem foi excelente”.

Discurso directo- Rui Valentim, técnico da Lardosa- “Podíamos ter feito muito mais. Entrámos muito mal e nunca estivemos dentro do jogo. Sabíamos que o Estreito era uma grande equipa, mas passámos ao lado do jogo com uma péssima exibição. Os jogadores não puseram a bola no chão, não foram amigos uns dos outros e temos muitos aspectos a rever. A actuação da arbitragem foi muito positiva”.