domingo, Setembro 30, 2007

CD ALCAINS- 3 VILARREGENSE- 1


Espectáculo diluviano

Estádio Trigueiros de Aragão, Alcains
Árbitro- Francisco Madeira (3), auxiliado por Hugo Gomes e Nélson Araújo
CD Alcains- Manuel Silva (3), Hugo Inácio (2), Tito (3), Samuel (3), Ricardo Constantino (3), Betinho (3), Bruno Vieira (4), David (3), Manoel (2), Ricardo Costa (3) e Quinzinho (3)
Treinador- Carlos Pereira
Vilarregense- Luís Matos (1), David Ferreira (3), Diogo Silva (3), Renato Dias (3), Chalita (4), Gonçalo Barreto (3), Nélson (3), Bruno Semedo (3), Topa (3), Rui Duque (2) e Nuno Bocas (2)
Treinador- Pedro Sampaio
Substituições- Hugo Inácio por Luís Amaro (3) aos 45, Ricardo Costa por Carlos Filipe (3) aos 76 e Bruno Vieira por Horácio (1) aos 85; Rui Duque por Cláudio (2) aos 55, David Ferreira por Luís Dias (1) aos 73 e Topa por Pedro Cotrim (1) aos 81
Disciplina- Amarelos a David aos 20, Quinzinho aos 24, Samuel aos 31, Ricardo Constantino aos 62 e Ricardo Costa aos 65; Gonçalo Barreto aos 10, Nélson aos 15, Bruno Semedo aos 39, Luís Matos aos 41 e Diogo Silva aos 68. Vermelho directo a Luís Matos aos 81
Marcadores- Samuel aos 2, Manoel aos 42 e Carlos Filipe aos 84; David Ferreira aos 61

A figura do jogo- Chalita (Vilarregense)- Numa equipa recheada de juventude, o capitão é o verdadeiro comandante, tanto na facilidade de executar, mesmo com o terreno muito pesado como estava, como na determinação que põe ao serviço do jogo. Não mereceu sair derrotado de Alcains.

O CD Alcains- A tarde invernosa de domingo não era a ideal para a equipa mostrar todo o potencial, especialmente porque muitos dos jogadores que compõem o plantel às ordens de Carlos Pereira fazem da técnica o seu ponto forte. Mesmo assim, os canarinhos souberam contornar as adversidades e conseguir o mais importante que era o resultado.

O Vilarregense- Surpreendeu pela positiva. A equipa de Pedro Sampaio encarou o Alcains olhos nos olhos, teve momentos de domínio, especialmente na 2ª parte, em que jogou bom futebol, dentro dos muitos condicionalismos do terreno, mas acabou sempre por sofrer golos em momentos muito marcantes. Promete complicar a vida a muitas equipas que se dizem superiores!

Num jogo disputado sob um enorme temporal, com chuva muito forte que alagou por completo o Trigueiros de Aragão, Desportivo de Alcains e Vilarregense proporcionaram no domingo o espectáculo possível, mas vale destacar a forma empenhada como as duas equipas abordaram o jogo tentando sempre jogar com os olhos postos na baliza adversária.
Ainda só estavam decorridos 2 minutos de jogo quando aconteceu o primeiro remate a uma das balizas e logo deu golo. Na sequência de um pontapé de canto do lado esquerdo do ataque do Alcains, Nuno Bocas aliviou de cabeça para a entrada da sua área onde apareceu o central Samuel a encher o pé e, de primeira, a conseguir um golo de belo efeito. Com o terreno como estava e com o céu a ameaçar ainda mais chuva era importante marcar primeiro. Mesmo entrando praticamente a perder o Vilarregense não acusou o golo sofrido muito cedo e foi no meio campo que se travou a maior batalha. Com o relvado pesado e com a bola a prender muito não havia espaço para grandes pormenores técnicos e o equilíbrio de forças no centro do terreno provocou que o perigo estivesse quase sempre longe das duas balizas.
Até que ao minuto 42 foi Bruno Vieira que desequilibrou. Depois de ganhar uma bola perdida no meio campo, subiu pelo corredor direito, deixou para trás o lateral esquerdo adversário e, à saída de Luís Matos, foi derrubado dentro da área. Do castigo máximo resultou o segundo golo dos alcainenses que iam para o descanso com uma almofada confortável que dava para gerir na segunda metade.
Pedro Sampaio sabia então que a sua equipa tinha que fazer alguma coisa para evitar o caminho da derrota, e o Vilarregense entrou melhor para a 2ª parte, conseguindo o merecido golo aos 61 minutos quando David Ferreira beneficiou da bola ter ficado presa na relva, traindo assim a tentativa de Manuel Silva chegar primeiro.
Estava tudo em aberto, e o minuto 81 revelou-se determinante num jogo muito equilibrado e de resultado ainda indefinido. Luís Matos saiu precipitadamente da sua área e entrou a “matar” sobre um adversário. Daí resultou não só a sua expulsão como também o livre que permitiu a Carlos Filipe acabar com as esperanças da equipa do Pinhal. Sempre sem desistir as coisas pioraram ainda mais para o conjunto de Pedro Sampaio quando, já depois de ter feito as alterações permitidas, viu Bruno Semedo sair do campo com uma rotura de ligamentos deixando a sua equipa com apenas 9 unidades.
Estava decidido um jogo intenso, muito disputado, onde o Alcains mereceu a vitória, mas que teria sido mais justa se tivesse acontecido a diferença mínima.

A arbitragem- O capítulo disciplinar e a análise de alguns foras de jogo acabam por prejudicar um trabalho que tecnicamente, sem ser perfeito, não contou com erros de monta. Mostrou alguns cartões desajustados mas deixou por mostrar outros que se justificavam. Esteve bem no penalty assinalado e na expulsão do guarda-redes de Vila de Rei.

Discurso directo- Carlos Pereira, técnico do CD Alcains- “O importante era começar a ganhar, mas quero dar os parabéns às três equipas, porque dentro dos condicionalismos proporcionaram um bom espectáculo. Começámos bem, soubemos sofrer quando o Vilarregense marcou, e depois o golo podia acontecer para qualquer um dos lados. Fomos mais felizes, não quer dizer que tenhamos sido melhores, mas trabalhámos para isso e acabámos por marcar o terceiro golo que nos deu o que esta equipa precisa, que é tranquilidade e paz para trabalharmos com calma e serenidade. O árbitro é o juiz, é soberano, e nós só temos que respeitar as suas decisões”.

Discurso directo- Pedro Sampaio, técnico do Vilarregense- “Penso que o espectáculo foi muito prejudicado, especialmente na segunda parte, devido à muita chuva. Acho que as duas equipas têm valor para fazer muito melhor. Nós tentamos todos os fins-de-semana amealhar pontos, hoje não conseguimos, e desejo felicidades ao Alcains. O árbitro não teve influência no resultado”.

DESPORTIVO CB- 2 SL MARINHA- 0


Parou a chuva, vieram os golos!

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Carlos Espadinha, auxiliado por Sérgio Pita e José Coelho (Portalegre)
Desportivo CB- André Caio, Fábio Grácio, Daniel Gonçalves, Tiago Gomes, Nuno Martins, Gonçalo Goulão, Leonardo Cardoso, André Castilho, João Henriques, Tiago Barata e Marco Silveiro
Treinador- Chico Lopes
SL Marinha- Espinha, Hugo, Aníbal, Joaquim Pedro, Telmo, Ricardo, Cova, Tiago, Marco, João Dourado e Miguel Ribeiro
Treinador- Vítor Pina
Substituições- Gonçalo Goulão por Miguel Marcelo aos 35, André Castilho por Marco Martins aos 35, João Henriques por Ruben Moreira aos 47 e Marco Silveiro por João David aos 69; Marco por Pedro Duarte aos 50 e Tiago por Chico aos 61
Disciplina- Cartão amarelo a Miguel Marcelo aos 70+2
Marcadores- Tiago Barata aos 59 e Ruben Moreira aos 69

Num jogo muito prejudicado pelas condições meteorológicas adversas, mas em que o Desportivo de Castelo Branco dominou sempre, foi preciso vir uma aberta no tempo, e a chuva dar uma trégua, para que a superioridade evidente pudesse ser transformada em golos.
A chuva não tinha parado de cair desde o dia anterior e, se os sintéticos da Zona de Lazer de Castelo Branco há algum tempo que estão a precisar de reforma, as fragilidades e dificuldades do escoamento vieram ainda mais ao de cima, já que havia zonas do campo literalmente atoladas, em que a bola não corria, e em que os jogadores revelavam claras e naturais dificuldades para jogar de pé para pé, como o Desportivo gosta de fazer. Alturas houve em que o árbitro auxiliar do lado da bancada tinha água pelas canelas, com as botas completamente submersas…
Com este cenário não se adivinhava nada fácil a tarefa dos putos de Chico Lopes e Laia que tinham praticamente sempre a bola na sua posse mas que não conseguiam criar grandes situações de golo porque o terreno encharcado beneficiava claramente a equipa que defendia e que se limitava a afastar o perigo das imediações da sua baliza. O futebol era confuso e via-se que só num lance fortuito ou numa bola parada o nulo podia ser alterado, daí que o nulo ao intervalo não fosse de estranhar.
Na segunda parte voltámos a ter mais do mesmo: um SL Marinha cada vez mais interessado no pontinho e um Desportivo que tentava por todos os meios fazer o golo que lhe pudesse valer a primeira vitória no nacional de iniciados.
Até que a chuva abrandou, em alguns minutos o terreno foi ficando mais seco, e o Desportivo começou então a conseguir levar a bola com mais frequência junto da baliza adversária. Aos 59 minutos um balão de Tiago Barata acabou por sobrevoar todos os adversários, guarda-redes incluído, e só parar no fundo das redes. Estava feito o mais difícil.
Pelo que se tinha visto só uma grande reviravolta no jogo podia retirar os 3 pontos aos albicastrenses, mas a vitória haveria ainda de ser carimbada com mais um golo, desta vez foi Ruben Moreira, na transformação de um castigo máximo, que atirou a contar.
Uma vitória mais que justa num terreno quase impraticável e que empurra o Desportivo para o cimo da tabela classificativa.Carlos Espadinha também teve o trabalho dificultado pelo estado do terreno mas ao mesmo tempo teve sempre a colaboração da correcção das duas equipas. Apenas duas notas: fez o aquecimento no campo, mas só quando ia dar o apito inicial reparou que as bandeirolas de canto não estavam colocadas; e no início da segunda parte resolveu, juntamente com um auxiliar, ir ver as condições do terreno numa zona que estava mesmo muito empossada. Depois de ver se a bola rolava, e não rolava, acabou por esperar 10 minutos, falar com os delegados das duas equipas, e apitar para o reatamento.

AD ALBICASTRENSE- 21 SÃO PAIO DE OLEIROS- 21


ADA correu atrás do prejuízo

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Flávio Carvalho e João Malhado (Leiria)
AD Albicastrense- Pedro Mendes, Ricardo Sousa e João Poças, João Melo (7), Edmundo Dias, João Fialho (4), Bruno Roberto (3), Luís Robalo, Filipe Pereira (2), Maximiano Ribeiro (1), Pedro Sanches (4), Daniel Pereira e João Romão
Treinador- José Curto
São Paio de Oleiros- António Moura, Ricardo Soares (1), Nuno Freire (1), José Martins, Nuno Neves, Pedro Santos (1), Rui Graça (1), César Rodrigues (6), Pedro Batista (2), Mathieu Frossard (1), Nélson Nunes (1), Tiago Teixeira (5), Fernando Rodrigues (2) e João Filipe
Treinador- David Ferreira
Marcador ao intervalo- 6-11

Depois de um início de jogo muito prometedor, em que os da casa chegaram com facilidade ao 3-0 e, mesmo desperdiçando muitas jogadas no ataque, apenas permitiram o primeiro golo ao adversário quando estavam jogados 13 minutos, a ADA atravessou depois um mau momento que se prolongou pelo que faltava da primeira parte e que se durou até aos primeiros minutos da etapa complementar.
Com 3-1 quase a meio dos primeiros 30 minutos, os azuis já tinham demonstrado um bom acerto defensivo mas tinham mostrado uma pontaria extrema para os postes da baliza contrária. Com isto, o São Paio de Oleiros foi ganhando a confiança que ainda não tinha mostrado e chegou à primeira situação de empate (4-4) aos 18 minutos, passando logo de seguida para o comando do marcador. A crise no ataque da Albicastrense fazia-se notar em demasia e o resultado de 6-11 no descanso permitia tirar a conclusão que a ausência de Luís Gama era por demais sentida e que só muito dificilmente a equipa conseguiria evitar uma derrota que parecia quase certa.
Apesar da muita vontade demonstrada, os da casa não conseguiram uma aproximação no marcador logo de imediato mas evitaram, pelo menos, que o adversário se distanciasse de forma inalcançável.
Aos 10 minutos a diferença continuava a ser de cinco golos (9-14), mas foi a partir deste momento que tudo se alterou. Até final, com uma defesa muito bem organizada e com uma percentagem de finalização muito próxima da perfeição, a equipa de José Curto conseguiu evitar uma derrota que parecia anunciada e inclusivamente esteve muito perto da vitória. Nestes últimos 20 minutos, em que o parcial foi de 12-7 (!!) favorável aos da casa, tiveram oportunidade de se destacar Pedro Sanches, com 4 golos, e viu-se também o verdadeiro João Melo, um reforço que, depois de muitos passes falhados na primeira parte do jogo, mostrou que é de facto uma mais valia, acabando o jogo como o melhor marcador, com 7 golos.
A dupla de arbitragem foi muito criticada pelo público da casa mas, quanto a nós, mostrou apenas excesso de rigor quando exibiu o vermelho a Luís Robalo, ainda na 1ª parte, e não o fez a um atleta visitante por uma falta semelhante.Na próxima ronda, a jogar já no sábado, a Albicastrense desloca-se à Batalha para defrontar a equipa local.

ALBICASTRENSE CONTA COM MAIS UM REFORÇO


Edmundo Dias da ADE para a ADA

A Associação Desportiva Albicastrense já conta no seu plantel com o central Edmundo Dias, um atleta de 23 anos que fez toda a sua formação no Lamego, mas que na última temporada representou a Associação Desportiva da Estação no campeonato nacional da 3ª divisão.O jovem jogador, que se estreou na 2ª jornada precisamente na deslocação da ADA ao terreno da equipa onde fez o percurso de formação, jogou pela segunda vez no último sábado na recepção ao São Paio de Oleiros. Aos 23 anos, Edmundo Dias é estudante de Medicina na Universidade da Beira Interior e vem assim ajudar o plantel às ordens de José Curto no campeonato nacional da 2ª divisão.

domingo, Setembro 23, 2007

BENFICA CB- 1 OLIVEIRA DO BAIRRO- 3


Golão de Tomás não apagou erros defensivos

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Renato Gonçalves, auxiliado por Marco Vieira e Rui Ventura (Guarda)
Benfica CB- Hélder Cruz , Ivo, Nuno Marques, Daniel Fernandes, Miguel Vaz, Ricardo Viola, Trindade, Milton, Ricardo António, Tomás e João Peixe
Treinador- António Jesus
Oliveira do Bairro- Mário Júlio, Zé Carlos, Vitinha, Jean, Miguel Tomás, Luís Barreto, Carlos Miguel, Paulo Costa, Éder, Alexis e Xavier
Treinador- João Pedro Mariz
Substituições- Milton por Cristophe aos 55, Ricardo Viola por Bruno Gonçalves aos 63 e Daniel Fernandes por Tarzan aos 72; Luís Barreto por Dani aos 73, Alexis por Justiça aos 75 e Carlos Miguel por Rui Castro aos 85
Disciplina- Amarelos a Trindade aos 76; Xavier aos 38, Luís Barreto aos 41, Zé Carlos aos 70, Carlos Miguel aos 77, Mário Júlio aos 88 e Dani aos 90
Marcadores- Tomás aos 23; Ivo (pb) aos 16, Luís Barreto aos 60 e Miguel Tomás aos 71

O Benfica CB- Com um onze muito diferente do que tem sido hábito nos últimos jogos, o Benfica e Castelo Branco acabou por ser eliminado da Taça de Portugal por uma equipa mais madura e que aproveitou bem as benesses defensivas dos encarnados.

Mais uma vez o Benfica e Castelo Branco sai da Taça de Portugal logo nas primeiras eliminatórias, desta vez frente a uma equipa que ainda vai encontrar no campeonato nacional da 2ª divisão, e que se mostrou muito mais madura e especialmente matreira a aproveitar a tarde não da defensiva albicastrense.
Mesmo sem entrar bem no jogo, o Benfica e Castelo Branco acabou por sofrer o primeiro golo praticamente na primeira vez que a equipa adversária se chegou com perigo junto das redes de Hélder Cruz e, curiosamente, num lance em o keeper encarnado voltou a não ficar nada bem na fotografia. Quando parecia já ter o lance controlado, Hélder Cruz acabou por deixar fugir a bola, permitindo a Luís Barreto fazer um chapéu para a sua baliza, onde estava Ivo que, numa tentativa de desviar a bola de cabeça para fora, acabou por, ele mesmo, confirmar o golo visitante.
Era o pronuncio de uma tarde negativa para a equipa de António Jesus, especialmente para o sector mais recuado, onde a troca de Gil por Ivo não explica tantos erros.
Mas curiosamente o Benfica e Castelo Branco até respondeu bem, e seis minutos depois Tomás, um jovem da cantera encarnada, que foi opção de Jesus, arrancou um pontapé de mais de 30 metros que só parou no fundo das redes de Mário Júlio que nada podia fazer.
Mesmo sem jogar bem, o Benfica ainda podia ter chegado à vantagem antes de ir para o descanso, mas também na hora de visar as redes adversárias a pontaria não esteve muito afinada. Primeiro foi Peixe, de cabeça, que atirou ao lado, e depois, mesmo em cima do apito para o descanso, foi Daniel Fernandes que depois de um bom trabalho não conseguiu dar o toque fatal.
Na segunda parte a equipa de João Pedro Mariz fez alguns avisos por entre o maior tempo de posse de bola do Benfica. Alexis, aos 52 minutos rematou cruzado mas ao lado da baliza de Hélder Cruz, e dois minutos depois foi Miguel Tomás que, em posição frontal, rematou forte, mas também ele a não acertar com a baliza.
Até que aos 60 minutos Luís Barreto adiantou de forma definitiva a sua equipa no marcador. A vitória ainda não estava decidida, e António Jesus tentava mexer no onze, para especialmente dinamizar o meio campo. Cristophe já tinha entrado para o lugar de Milton e logo depois do golo foi Ricardo Viola, também ele com uma exibição muito apagada, que cedeu o seu lugar a Bruno Gonçalves. Neste jogo, o Benfica carrilou quase sempre o seu jogo pelo flanco onde se fixava Tomás, que foi sempre o melhor da equipa da casa. O jovem 25 jogou toda a primeira parte pelo lado esquerdo, e na segunda trocou com Viola passando a actuar pela direita. Foi aí que se viu que a equipa preferia a inspiração de Tomás, que era mesmo assim muito pouco para bater o pé a uma equipa com muita experiência, como é este Oliveira do Bairro.
Até que aos 71 minutos o jogo ficou decidido com o golo de Miguel Tomás. Ainda antes do final, já em período de compensações, Éder esteve muito perto do 4-1, mas desta vez esteve bem o guarda-redes encarnado.
O Benfica sai da Taça, passa a ter apenas e só “olhos” para o campeonato, onde ficar nos primeiros seis é o objectivo.

A arbitragem- Apenas se pode questionar a legalidade, ou não, do primeiro golo do Oliveira do Bairro. Quanto a nós, Renato Gonçalves esteve bem, porque o guarda-redes Hélder Cruz já tinha deixado fugir a bola quando ela sobrou para um visitante.

ESCALOS DE CIMA- 0 OLEIROS- 1


Ganhou quem marcou…

Campo Viscondessa do Alcaide, Escalos de Cima
Árbitro- Francisco Madeira (3), auxiliado por Hugo Gomes e Paulo Antunes
Escalos de Cima- Tiago Fazenda (3), Paulinho (3), Chico (3), Capinha (3), Luís Afonso (3), Pina (4), Jójó (3), Alves (3), Cunha (3), Beirão (3) e Gonza (3)
Treinador- Paulo Macedo
Oleiros- João Luís (4), Paulinho (3), Tiago Mota (3), Hugo Andriaça (3), Fiel (2), João André (3), Tiago Paulo (3), Quim Garcia (3), Cunha (3), João Paulo (3) e Ludovico (3)
Treinador- José Ramalho
Substituições- Alves por Fábio (2) aos 65, Beirão por Vitinho (2) aos 65 e Capinha por Nélson (1) aos 75; Fiel por Norberto (2) aos 45, João André por Hélio (1) aos 72 e Ludovico por José Bernardo (1) aos 72
Disciplina- Amarelos a Tiago Mota aos 22 e Tiago Paulo aos 90+1
Marcador- Ludovico aos 54

A figura do jogo- João Luís (Oleiros)- Com 3 ou 4 intervenções de excelente nível contribui de forma decisiva para manter as suas redes invioladas.

O Escalos de Cima- Conseguiu o mais difícil, que é construir oportunidades de golo, mas não conseguiu marcar em nenhuma delas. A equipa de Paulo Macedo fez um bom jogo e, mesmo debaixo de muito calor, ainda teve força para reagir na recta final do jogo mas… quem não marca não ganha.

O Oleiros- Melhorou muito da primeira para a segunda parte e conseguiu aquilo que o adversário não foi capaz: marcar um golo. Nos últimos vinte minutos, quando o Escalos apostou tudo no ataque, conseguiu, em lances de contra-ataque, criar uma mão cheia de ocasiões soberanas que não soube concretizar.

O Viscondessa do Alcaide foi um dos palcos de abertura da época distrital, e frente a frente estavam duas equipas que se reforçaram e que procuram fazer melhor que na última temporada. Num jogo com muitas oportunidades de golo acabou por ganhar a equipa que conseguiu aproveitar uma dessas ocasiões.
Depois de nos primeiros 15 minutos as equipas terem mostrado muito pouco, com um futebol muito concentrado no meio campo, foi o Escalos de Cima quem primeiro deu sinal de perigo. Primeiro foi Pina que flectiu da esquerda para o centro para rematar ao lado e depois foi Paulinho que não aproveitou em três (!!!) vezes consecutivas um bom trabalho de Pina pela esquerda. Da primeira vez proporcionou uma grande defesa a João Luís, na segunda rematou forte à trave, e à terceira atirou muito por cima. Foi uma oportunidade tripla que não se pode desperdiçar.
Depois da meia hora veio a resposta dos forasteiros. O Oleiros chamou a si o comando do jogo, passou a ter mais tempo de posse de bola mas só conseguiu criar uma pequena situação quando Cunha desviou da direita para o meio mas rematou muito ao lado das redes dos Escalos.
Na segunda metade o jogo foi diferente. Logo aos 54 minutos Ludovico respondeu bem de cabeça a um cruzamento açucarado de Paulinho do lado esquerdo e adiantou no marcador a equipa que melhor tinha reentrado na partida. O Escalos sabia que tinha que alterar qualquer coisa para inverter o resultado, enquanto que o Oleiros via que podia jogar da mesma forma, pois estava em vantagem e até podia aproveitar os espaços que o Escalos iria necessariamente dar para, em contra-ataque, matar o jogo. Não o fez e o Escalos começou a acreditar cada vez mais que podia chegar ao empate. Só que nos últimos minutos a equipa de Paulo Macedo, que já tinha desperdiçado duas excelentes ocasiões por Chico, mudou-se quase que de armas e bagagens para o meio campo adversário. A equipa da casa não conseguia, nesta última fase, criar grandes situações de golo, mas abriu, isso sim, muitas avenidas para o Oleiros ampliar a vantagem. Cunha e Hélio dispuseram de excelentes oportunidades, mas o resultado não viria a sofrer mais alterações.
Um jogo agradável, com oportunidades de golo quanto baste, e que rendeu três pontos à equipa que melhor aproveitamento conseguiu ter.

A arbitragem- Francisco Madeira não teve interferência no resultado final. Teve alguns erros de análise de que se pode queixar mais o Oleiros.

Discurso directo- Paulo Macedo, técnico do Escalos de Cima- “Fizemos um bom jogo, transportamos muito bem a bola, criamos muitas situações de golo mas, contra uma equipa matreira como é o Oleiros, quem não mata, morre! O Oleiros teve duas ou três ocasiões de golo, marcou uma, nós tivemos jogadores isolados mas não conseguimos bater o guarda-redes adversário que fez uma grande exibição”.

Discurso directo- José Ramalho, técnico do Oleiros- “É sempre bom começar bem o campeonato, e num campo que não é fácil, melhor ainda. Na primeira parte o Escalos teve uma bola na barra, não houve grandes oportunidades, foi um jogo repartido e ao intervalo disse aos meus jogadores que conseguíamos fazer mais e melhor. Foi o que aconteceu. Fizemos um golo e o Escalos só em bolas bombeadas para a nossa defesa é que criou perigo. Foi uma vitória justa. Este ano não vou comentar as arbitragens”.

domingo, Setembro 16, 2007

DESPORTIVO CB- 0 ACADÉMICA- 0


Um pontinho para começar

Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco
Árbitro- Hugo Geraldes, auxiliado por Norberto Alves e Vítor Robalo (Guarda)
Desportivo CB- André Caio, Fábio Grácio, Daniel Gonçalves, Tiago Gomes, Nuno Martins, Gonçalo Goulão, Eduardo Passos, Ruben Moreira, João Henriques, Tiago Barata e José António
Treinador- Chico Lopes
Académica- Miguel, Gustavo, Antero, Bruno, Rafael, Reis, Paulo Ribeiro, Luís Melo, Zé Pedro, Salvado e Diogo Silva
Treinador- Francisco Barros
Substituições- José António por Roberto Pereira aos 30, Ruben Moreira por João Guilherme aos 65 e João Henriques por Cristiano aos 68; Zé Pedro por Pardal aos 25, Reis por João Natividade aos 35, Diogo Silva por Tiago André aos 35, Salvado por Zé Dias aos 55 e Rafael por Girão aos 68
Disciplina- Nada a registar

Num jogo que teve poucas oportunidades de golo, e em que nenhuma das equipas conseguiu ser superior ao adversário, o resultado final acaba por ser um espelho fiel daquilo que Desportivo e Académica mostraram ao longo dos 70 minutos.
Este jogo de abertura do campeonato nacional de iniciados acabou por se concentrar muito a meio campo, e como o perigo andou quase sempre longe das duas balizas, difícil seria que alguma delas tivesse conseguido um golo.
Na primeira parte os conimbricenses dispuseram de maior tempo de posse de bola, mas o Desportivo, que nunca mostrou muito receio do nome do opositor, não se remeteu exclusivamente à defesa, até porque o primeiro tampão às iniciativas ofensivas do adversário começava por ser feito logo no meio campo, e a Académica experimentava então muitas dificuldades em conseguir chegar com perigo ao último terço do terreno.
Por outro lado, a equipa de Chico Lopes e João Laia, mesmo tendo um lote de jogadores mais leves e mais baixos que o adversário, dava muita luta e saía para o ataque sempre que tinha a bola, mas também aqui as dificuldades em penetrar na defesa da Académica eram enormes, o que provocou um empate a zero ao intervalo que deixava antever que, para se sair do nulo, alguma das equipas teria que fazer alguma coisa diferente, ou então esperar um erro adversário.
Mas isso não aconteceu, e mesmo com as muitas substituições operadas nas duas equipas, particularmente nos visitantes, o jogo não mudou os seus traços, e o resultado também não caiu para nenhum dos lados.
E apesar do guarda-redes André Caio ter sido o autor da defesa da tarde, quando desviou, em voo, a bola da cabeça de um adversário que se preparava para marcar, acabou por pertencer ao Desportivo a melhor ocasião de golo do jogo, quando mesmo nos instantes finais Eduardo Passos quase que aproveitava um falhanço da defensiva contrária mas o seu remate acabou por sair muito frouxo e à figura do guarda-redes dos estudantes.
Resultado justo, num jogo em que o Desportivo deixou uma boa imagem, com excelente arbitragem do jovem árbitro da cidade mais alta de Portugal.No próximo domingo os jovens albicastrenses deslocam-se à Ponte de Sôr para defrontar o Eléctrico. No dia 30, o Desportivo volta a jogar em casa, quando receber o Sport Lisboa e Marinha.

AD ALBICASTRENSE- 30 SANJOANENSE- 27


Só no final embalaram para a vitória

Pavilhão Municipal de Castelo Branco
Árbitros- Joaquim Diogo e João Baleiza (Portalegre)
AD Albicastrense- Pedro Mendes, Ricardo Sousa e João Poças, Luís Gama (7), Jonatas Valente (2), Luís Mateus, João Fialho (6), Bruno Roberto (1), Luís Robalo, Filipe Pereira (6), Maximiano Ribeiro (3), Pedro Sanches (5), Daniel Pereira e João Romão
Treinador- José Curto
Sanjoanense- Henrique Pinho, António Brandão, Humberto Rodrigues (2), Hélder Santos, Bruno Pinho (2), Ricardo Pinho (9), Hugo Terra, Marco Cardoso, Pedro Amorim (2), Nuno Malheiro (3), Eduardo Pereira, Daniel Valente (4), Nuno Silva (5) e Amarildo Monteiro
Treinador- Pedro Pinto
Marcador ao intervalo- 14-17

Não foi fácil a estreia da Associação Desportiva Albicastrense na abertura da Zona Centro do Campeonato Nacional da 2ª Divisão de andebol. Frente à Sanjoanense, uma equipa recheada de bons jogadores e mais jovem que os azuis, o conjunto de José Curto até saiu na frente no marcador, mas aos 21 minutos aconteceu a primeira situação de vantagem para os forasteiros (9-10), e até final da primeira parte as coisas complicaram-se e o desnível aumentou para 3 golos de diferença, deixando antever muitas dificuldades para os segundos 30 minutos.
No reatamento a Albicastrense sabia que o seu principal problema tinha sido nos muitos lances de ataque perdidos, e esse problema manteve-se, já que a equipa conseguiu uma rápida aproximação no marcador, até chegar ao empate a 18, mas depois dispôs de várias ocasiões para se recolocar em vantagem, só que o acumular de erros ofensivos mantinha viva a esperança dos sanjoanenses levarem uma vitória de Castelo Branco.
E só nos últimos cinco minutos, fazendo-se valer da maior experiência dos seus jogadores, a ADA conseguiu de forma decisiva embalar para a vitória. Depois de chegar ao empate a 26 aos 25 minutos, foi a vez da ADA se aproveitar dos muitos falhanços no ataque adversário e passar para a frente de forma definitiva, conseguindo chegar ao 30-27 final que acaba por não traduzir as muitas dificuldades encontradas.
A dupla de árbitros teve algumas decisões muito contestadas pela equipa da casa, particularmente na primeira parte, mas acaba por sair do Municipal com um trabalho que não influenciou o resultado final.No próximo sábado, às 21 horas, os azuis deslocam-se a Lamego para defrontar a Desportiva local, em jogo da 2ª jornada do campeonato. O regresso ao Municipal está marcado para dia 29 quando acontecer a recepção ao São Paio de Oleiros, outra das equipas, que tal como a ADA, candidata ao apuramento para a segunda fase da competição.

ALBICASTRENSE REFORÇA-SE


João Melo é o novo lateral esquerdo

A Associação Desportiva Albicastrense contratou no decorrer da última semana o lateral esquerdo João Melo, um atleta de 25 anos que na última temporada representou o Marienses, dos Açores, e que defrontou a ADA na fase final do Nacional da 1ª Divisão, tendo apontado 7 golos no jogo disputado em Castelo Branco.
José Curto, que ainda não contou com o reforço no jogo com a Sanjoanense, vê assim aumentar o leque de opções para o lado esquerdo da equipa.A estreia de João Melo pode acontecer no próximo dia 22, sábado, quando os azuis se deslocarem a Lamego, em jogo a contar para a Zona Centro do Nacional da 2ª divisão.

domingo, Setembro 09, 2007

BENFICA CB- 2 TOURIZENSE- 1


Jesus troca as voltas ao Tourizense

Estádio Municipal de Castelo Branco
Árbitro- Hugo Cardoso, auxiliado por Diamantino Guerreiro e José Rosado (Évora)
Benfica CB- Hélder Cruz (3), Gil (4), Nuno Marques (3), Daniel Fernandes (3), Miguel Vaz (4), Trindade (3), Milton (4), Tiago Marques (3), Cristophe (3), Ricardo António (4) e Célio (3)
Treinador- António Jesus
Tourizense- Eduardo, David, Fábio Santos, Sílvio, Gonçalo, Ito, Hugo Simões, Rui Miguel, Xavier, Litos e André Fontes
Treinador- António Margarido
Substituições- Tiago Marques por Ricardo Viola (2) aos 65, Daniel Fernandes por João Peixe (2) aos 70 e Célio por Tarzan (1) aos 79; Ito por Éder aos 45, Sílvio por Traquina aos 71 e Hugo Simões por Bruno Santos aos 88
Disciplina- Amarelos a Miguel Vaz aos 21 e 76; Rui Miguel aos 31, Hugo Simões aos 57 e Fábio Santos aos 85. Vermelho por acumulação de amarelos a Miguel Vaz aos 76
Marcadores- Ricardo António aos 35 e Miguel Vaz aos 56; Rui Miguel aos 78

A figura do jogo- Ricardo António – Imperial a comandar o sector mais recuado da sua equipa viu ainda a sua exibição coroada com um golo à Katsouranis, quando desviou de cabeça, ao primeiro poste, um canto bem levantado por Célio.

O Benfica CB- Vem subindo de produção de jogo para jogo e chegou com naturalidade à primeira vitória, com uma exibição bem conseguida e tirando muito partido da observação que Jesus já tinha feito ao Tourizense. A alteração táctica para 3 centrais resultou em pleno.

A observação que António Jesus já tinha feito ao Tourizense acabou por render a primeira vitória aos encarnados, que no domingo se apresentaram com três centrais e que acabaram por neutralizar as intenções dos visitantes, que nunca conseguiram mandar no jogo, nem mesmo depois de estarem em superioridade numérica.
A subir de produção de jogo para jogo, o Benfica e Castelo Branco apenas nos primeiros 15 minutos não conseguiu mandar no jogo, pois foi este o tempo que a equipa demorou a encaixar as marcações e a praticamente maniatar um adversário que mostrou bom toque de bola, mas que não apresentava soluções, também muito por culpa da teia montada por Jesus e bem interpretada pelos jogadores, para chegar com a bola de forma perigosa às imediações da área de Hélder Cruz, guarda-redes que se limitava a seguir o jogo.
Aos 27 minutos surgiu o primeiro lance de perigo da equipa da casa, quando Miguel Vaz do lado direito, com um remate muito apertado acabou por levar a bola a raspar na trave da baliza de Eduardo. Seis minutos depois foi Cristophe que teve tudo para inaugurar o marcador, mas o cabeceamento ao cruzamento de Nuno Marques do lado direito acabou por sair ao lado, quando estava em posição privilegiada e livre de marcação. Estavam feitos dois avisos para o que acabaria por acontecer em cima do minuto 35.
Célio marcou um canto com conta, peso e medida, ainda pelo lado direito, e o central Ricardo António, à Katsouranis, a aparecer muito bem ao primeiro poste a desviar, de cabeça, para o fundo das redes. Um golo inteiramente merecido que dava uma vantagem escassa, mas importante por alturas do descanso.
Para a segunda parte, António Margarido, o técnico visitante que viu o jogo da bancada por se encontrar a cumprir castigo, lançou Éder no lugar de Ito, mas as mudanças no ataque do Tourizense praticamente não se notaram, apenas obrigaram a defesa do Benfica a estar mais atenta porque o jogador agora entrado apresentava uma estampa física impressionante, que afinal de pouco serviu.
O Benfica mandava no jogo ainda com mais facilidade do que o havia feito nos primeiros 45 minutos, e sentia-se que o segundo golo podia estar iminente e o jogo poderia estar à beira de ficar resolvido.
E foi Miguel Vaz, o jogador encarnado que em melhor momento se apresenta neste início de época, que se encarregou de fazer o 2-0. Num livre quase a meio do meio campo visitante, o esquerdino bateu forte e fez a bola entrar rente ao poste direito da baliza de Eduardo.
Com dois golos de vantagem e a mandar no jogo nada fazia prever o que ainda veio a acontecer. Faltava um quarto de hora para o final quando o juiz alentejano entendeu que Miguel Vaz jogou a bola com a mão dentro da grande área e apontou para a marca de penalty. Um critério que é discutível, que se aceita, mas que rendeu ao adversário, para além do golo de Rui Miguel que só aconteceu na recarga depois de Hélder Cruz ter defendido o primeiro remate, a superioridade numérica, já que o melhor jogador em campo até aí, que já tinha visto amarelo aos 21 minutos por uma mão desnecessária no meio campo, acabou por ver o segundo, obrigando a sua equipa a jogar com dez.
Mas quando se esperava que a equipa albicastrense pudesse tremer isso acabou por não acontecer. Os jogadores uniram-se, seguraram muito bem o ímpeto do adversário em busca do empate e acabaram por garantir uma vitória justíssima e que teria números mais justos se não tivesse acontecido o golo do Tourizense.

A arbitragem- Só a questão da grande penalidade pode ser discutível. Sendo certo que Miguel Vaz tocou a bola com a mão dentro da grande, também não é menos verdade que o remate foi feito muito próximo do canhoto albicastrense e, para além disso, Miguel pareceu proteger o rosto. Fica o critério do árbitro alentejano.

Discurso directo- António Jesus, treinador do Benfica CB- “Tinha visto o Tourizense e sabia que eles jogavam com dois pontas de lança, por isso optei por jogar com 3 centrais. É uma situação pontual mas que resultou muito bem porque acabámos por nos encaixar muito bem. Foi no aspecto táctico que resolvemos o jogo a nosso favor, principalmente pelo nosso lado direito. É uma vitória fantástica e inteiramente merecida. O penalty, não vou questionar porque estou muito longe, a verdade é que perdemos o Miguel para o próximo jogo, e ele é um jogador importante e que faz falta à equipa porque está num grande momento”.

BOA ESPERANÇA- 3 AD FUNDÃO- 4


Preparação com bom ritmo

Pavilhão Municipal da Boa Esperança, Castelo Branco
Árbitros- David Veríssimo e Cláudio Santos, de Castelo Branco
Boa Esperança- Hugo Nunes e Sandro Gonçalves, Ricardo Machado, José Pereira, Daniel Ascensão, Nuno Martins, Hugo Silveira, Marco Borronha, Theres Oliveira, Nuno Aleluia, Ricardo Tabarra, Júlio César e João Pires
Treinador- Humberto Cadete
AD Fundão- Carlinhos, João Pedro, Pedrinho, Cristóvão, Jeffe, Bruno Pereira, Fábio, Carlitos, Pirata, Lileu, Bruno César, Couto, Paulo Pinto e Esquerda
Treinador- José Luís
Disciplina- Cartão amarelo a Marco Borronha e Ricardo Tabarra; Bruno Pereira e Pirata. Vermelho por acumulação de amarelos a Bruno Pereira
Marcadores- Marco Borronha (3); Cristóvão, Paulo Pinto, Esquerda e Bruno Pereira

Boa Esperança e Desportiva do Fundão encontraram-se ao final da tarde de domingo para um particular de início de época que serviu de último teste aos fundanenses antes de iniciar o campeonato no próximo sábado e que permitiu a Humberto Cadete fazer mais uma observação da sua equipa, desta vez frente a outro primo-divisionário (no sábado os albicastrenses perderam 6-3 no terreno do Sassoeiros), isto apesar da equipa ainda não poder contar com algumas pedras importantes devido a lesões.
Num encontro com duas partes de 35 minutos de tempo corrido, o jogo começou muito equilibrado, e nos primeiros minutos as oportunidades junto de uma e outra baliza acabaram por ser escassas. Os da casa adiantaram-se no marcador aos 10 minutos por intermédio de Marco Borronha, e os fundanenses, mesmo notando-se a presença de alguns jogadores com valor acima da média, especialmente a armada brasileira, tiveram alguma dificuldade em pegar no jogo e contrariar a defesa muito organizada do conjunto da casa.
Só aos 32 minutos o jovem ex-Ladoeiro Cristóvão Falcão descobriu o caminho para a baliza de Hugo Nunes, mas no mesmo minuto uma desatenção defensiva dos laranjas acabou por permitir a Paulo Pinto dar a volta completa ao marcador ainda antes de chegar o descanso.
Nos segundos 35 minutos o jogo teve alguns momentos de menor interesse, motivados especialmente pelas muitas substituições operadas por José Luís, mesmo assim, a Desportiva nunca perdeu a frente no marcador. Esquerda, aos 43 minutos marcou um grande golo, mas a Boa respondeu outra vez por Marco Borronha 3 minutos depois, encurtando novamente a distância para um golo.
A Boa Esperança fazia da força física o seu ponto forte, o que mesmo assim não foi suficiente para impedir novo golo dos visitantes, desta vez por intermédio de Bruno Pereira. A reacção dos albicastrenses voltou a não tardar, pois dois minutos volvidos e Marco Borronha carimbou o seu hat-trick, fazendo renascer a esperança de que era possível não perder com os vizinhos que actuam na divisão maior do futsal português.
Só que até final o placard não se alterou, num jogo que deve ter deixado boas indicações aos dois treinadores, mas que permitiu ver, acima de tudo, que Humberto Cadete sem poder contar com os jogadores que se encontram lesionados, tem pouca matéria prima para poder fazer alterações no cinco no decorrer de um jogo.Num jogo em que as equipas não causaram grandes problemas aos árbitros, David Veríssimo e Cláudio Santos cometeram pequenos erros que, no entanto, não tiveram influência no resultado final. Apenas o reparo para o segundo amarelo e consequente vermelho a Bruno Pereira. David Veríssimo tinha, e parece-nos que bem, perdoado o segundo amarelo ao jogador do Fundão por uma falta sobre Ricardo Machado que merecia punição disciplinar. Era um amigável e entendemos a atenção do árbitro. Mas segundos depois Cláudio Santos acabou mesmo por expulsar o número seis dos homens da Cova da Beira, por não ter deixado no imediato o adversário repor a bola em jogo… pedia-se a mesma compreensão que tivera David Veríssimo.

DESPORTIVO CB À PROCURA DE TALENTOS

Gostas de jogar futebol?

O Desportivo de Castelo Branco já iniciou os treinos de captação para a categoria de Escolas, para jovens craques nascidos entre 1997 e 1999. Se nasceste num destes anos e gostas de futebol então aparece nos treinos, que se realizam no Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco, nas terças e sextas-feiras entre as 18 e as 20 horas.

JÁ COMEÇOU A ÉPOCA 2007/08

ARCB Valongo com captações abertas

As equipas dos escalões de formação da Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo já começaram a trabalhar com vista à temporada que agora se inicia.
Este ano, o emblema albicastrense vai disputar os respectivos distritais com três equipas de escolas, duas de infantis, uma de iniciados, e pela primeira vez uma de juvenis, isto para além de trabalhar também com os pré-competitivos que se preparam para épocas futuras.
Mesmo dispondo já de um bom lote de jovens atletas em todas as categorias, a ARCB Valongo tem abertos para todos os interessados os treinos de captação que decorrem nos seguintes dias e locais:
Pré-Competição (nascidos entre 2000 a 2003): quartas-feiras das 19.00h às 20.30h no Pavilhão da Escola Afonso de Paiva e sábados das 10.00h às 11.30h no Estádio da ARCB Valongo;
Escolas (nascidos entre 1997 a 1999): segundas-feiras das 19.00h às 20.30h no campo sintético nº 2 do Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco e quartas-feiras das 19.00h às 20.30h no Estádio da ARCB Valongo;
Infantis (nascidos em 1995 e 1996): terças-feiras das 19.30h às 21.00h no campo sintético nº 2 do Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco e quintas-feiras das 19.00h às 20.30h no Estádio da ARCB Valongo;
Iniciados (nascidos em 1993 e 1994): quartas-feiras das 20.00h às 21.30h no campo sintético nº 1 do Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco e sextas-feiras das 19.30h às 21.00h no Estádio da ARCB Valongo;
Juvenis (nascidos em 1991 e 1992): terças e quintas-feiras das 20.00h às 21.30h no campo sintético nº 1 do Complexo Desportivo da Zona de Lazer de Castelo Branco e sextas-feiras das 18.00h às 19.30h no Estádio da ARCB Valongo.

segunda-feira, Setembro 03, 2007

PAMPILHOSA- 0 BENFICA CB- 0


Faltou o golo para premiar um jogo sempre controlado

Campo Germano Godinho, Pampilhosa
Árbitro- Ivan Vigário, auxiliado por Filipe Ramalho e Tiago Costa (Porto)
Pampilhosa- Joca, Jonathan, Pedro Silva, Ivo, Moleiro, Silvestre, Alex, Luís Miguel, Pedro Penela, Bebé e Ricardo Suiço
Treinador- Luís Simões
Benfica CB- Hélder Cruz (3), Gil (4), Tarzan (3), Nuno Marques (3), Miguel Vaz (5), Ricardo Viola (3), Trindade (3), Milton (4), Ricardo António (4), Célio (2) e João Peixe (2)
Treinador- António Jesus
Substituições- Alex por Chano aos 52, Ricardo Suíço por Félix aos 61 e Bebé por André Costa aos 76; Tarzan por Cristophe (3) aos 55, Célio por Daniel Fernandes (2) aos 55 e João Peixe por Bruno Gonçalves (1) aos 81
Disciplina- Amarelos a Pedro Penela aos 31, Ricardo Suíço aos 60, Silvestre aos 67, Bebé aos 74 e Félix aos 90+1; Ricardo António aos 15, Célio aos 27 e Gil aos 49

A figura do jogo- Miguel Vaz – Uma garra impressionante que dura 90 minutos. Não parou um segundo, dobrou os colegas do sector mais recuado quando foi necessário, e iniciou a maioria dos lances de ataque da sua equipa. Apenas no remate não mostrou a pontaria ainda afinada.

O Benfica CB- Subiu claramente de rendimento em relação ao jogo com o Caldas. Na 1ª parte jogou o jogo pelo jogo e na segunda cedeu a iniciativa ao adversário para explorar o contra-ataque. Dispôs das melhores oportunidades para marcar mas… ainda falta a primeira vitória.

De uma semana para a outra, António Jesus apenas trocou, no onze inicial, Daniel Fernandes por Milton. E foi precisamente Milton em conjunto com Miguel Vaz, a que se juntou uma defesa de betão, que estiveram na base de uma exibição muito consistente, e que serviu para mostrar que, tal como o Caldas, também o Pampilhosa não se mostrou superior aos encarnados.
Apesar de jogar fora do seu reduto e de não ter conseguido uma exibição e um resultado muito positivo na jornada inaugural, o Benfica e Castelo Branco entrou no jogo frente ao Pampilhosa com a disposição de encarar o adversário nos olhos e discutir o resultado. E mesmo com mais de 30 graus que se registaram durante o jogo, os albicastrenses mostraram uma grande disponibilidade física e maior entrosamento, e isto permitiu que, logo aos 5 minutos, Tarzan estivesse muito perto de inaugurar o marcador. O Pampilhosa acusou o aviso e revelava medo de ultrapassar a linha divisória de meio campo. Ou medo, ou um misto de receio daquilo que o Benfica era capaz, e de incapacidade perante a forma muito organizada como Jesus espalhou o seu onze pelo terreno de jogo. O quarteto defensivo era composto por Nuno Marques à direita e Trindade à esquerda, com Gil a fazer dupla no centro com o capitão Ricardo António, Milton e Miguel Vaz eram os homens que jogavam mais perto da defesa mas que, em simultâneo tinham a tarefa de iniciar a fase de construção de jogo da sua equipa. Na frente, nada de novo: Peixe, que voltou a ser o homem mais adiantado mas ainda longe do Peixe da última temporada, tinha nas suas costas Célio, que no domingo esteve uns furos abaixo do que já prometeu, Tarzan subia pela direita e Viola fazia o mesmo do lado oposto. Estava perfeito, e depois de uma primeira parte com bola cá, bola lá, e em que fica ainda o registo para um remate de Milton que levou a bola a passar muito perto do poste direito da baliza de Joca, os dados pareciam lançados para uma boa segunda parte.
Para a etapa derradeira, sem mexidas nos onzes, apenas se alterou a atitude do Benfica. António Jesus terá pensado, e parece-nos que bem, que seria mais fácil chegar ao golo, convidando o adversário a subir no terreno para depois explorar os espaços que se viessem a abrir dentro do meio campo do Pampilhosa. E assim foi. Luís Simões caiu no engodo, e o Pampilhosa passou então a ter mais tempo de posse de bola mas o mais difícil era mesmo chegar ao último terço do terreno. Por outro lado, tal como Jesus pretendia, os encarnados começaram a desenhar mais lances ofensivos, mas a opção do último passe nem sempre foi a melhor. Mesmo assim, foi ao Benfica que pertenceu a melhor oportunidade do jogo quando Ricardo Viola subiu pela esquerda, cruzou para a área, João Peixe não chegou, mas mais atrás estava Cristophe para atirar ao poste esquerdo da baliza contrária. Quase que era o canto do cisne. E a verdade é que só faltou mesmo o golo para António Jesus poder dizer que a sua táctica resultou em pleno. Já no último minuto de compensações chegou o maior susto para os de Castelo Branco. Chano apareceu livre de marcação na única falha da dupla de centrais, e acabou por cabecear ao lado das redes de Hélder Cruz.
Se os jogadores do Benfica tivessem hipótese de ver o vídeo deste jogo iriam rapidamente chegar à conclusão que, só não ganharam porque não decidiram bem quando tiveram vários contra-ataques em superioridade numérica nos segundos 45 minutos. Mas o importante, para além da conquista de mais um ponto, é ver que a equipa está claramente em subida de rendimento.

A arbitragem- Um trio portuense muito jovem que não mostrou grande qualidade. Não seguiu um critério uniforme, mas a tem a seu favor o facto de não influenciar o resultado.

Discurso directo- António Jesus, treinador do Benfica CB- “Na primeira parte jogámos de igual para igual e na segunda cedemos o domínio ao adversário, mas controlámos sempre o jogo e foram nossas as melhores ocasiões de golo. Notou-se que o Pampilhosa é uma equipa mais competitiva, mas temos que ter em atenção que fizeram jogos de pré-temporada contra equipas como o Boavista e o Beira-Mar. Estamos no início, e as coisas vão com calma. Parece-me que há aqui jogadores, que vêm de outros campeonatos, e que não estão habituados a ganhar, mas hoje estou contente com a atitude. A arbitragem foi habilidosa”.